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Garras, Febre e Submissão
Chimy soltou um arquejo estrangulado quando o ar gélido do quarto beijou sua pele febril, mas o choque térmico durou apenas um milésimo de segundo. As mãos pesadas de Jun desceram como ferro em brasa pelas suas costelas, apertando a carne macia sem qualquer resquício de delicadeza, arrancando um gemido agudo da garganta do menor.
— Olha só para você — rosnou o alfa, a voz arrastada, grossa, vibrando diretamente contra o osso da clavícula de Chimy, onde cravou os dentes em uma mordida de aviso, forte o bastante para deixar uma marca arroxeada quase instantânea. — Mal consegue respirar e ainda acha que pode ditar as regras aqui dentro?
Chimy jogou a cabeça para trás, enterrando os dedos nos cabelos escuros e grossos de Jun. Em vez de recuar diante da dor aguda da mordida, ele empurrou o peito contra o rosto do parceiro, esfregando-se descaradamente contra a mandíbula tensa do maior. O cio corria em suas veias como lava pura, destruindo qualquer senso de autopreservação. Ele era um ômega lúpus; seu sangue exigia força, exigia que o parceiro o dominasse com a mesma ferocidade com que a natureza o consumia por dentro.
— Você fala muito, alfa... — dengou Chimy, as pálpebras pesadas caindo sobre os olhos que brilhavam em um tom de âmbar líquido. — Menos conversa... Mais dente. Tira logo essa calça idiota! Você não vê que eu tô morrendo aqui?
— Pirralho mimado — rebateu Jun com um estalo de língua impaciente.
Em um movimento brusco e seco, o alfa segurou as duas pernas do menor pelas coxas e o puxou violentamente para a beirada da cama. O colchão rangeu sob o impacto. Chimy soltou um gritinho surpreso misturado a uma risadinha ofegante e lasciva, sentindo a frieza dos lençóis em contraste com o calor abrasador que vazava de seu próprio corpo.
Jun não perdeu tempo desabotoando nada com calma. Com as mãos trêmulas pela fúria de seus próprios feromônios exacerbados, ele desfez a fivela do cinto com um baque surdo de metal contra couro e livrou-se da calça e da cueca de uma só vez, deixando evidente a ereção monstruosa, pulsante e já banhada em líquido pré-seminal.
O olhar de Chimy desceu avidamente para a extensão espessa do alfa, e seus lábios se entreabriram em uma súplica muda, a saliva brilhando no canto da boca avermelhada. Ele ergueu as pernas e enganchou os tornozelos nos quadris largos de Jun antes mesmo que o maior pudesse se posicionar.
— Olha como você tá molhado — Jun zombou, passando a palma áspera pelo interior da coxa do menor, subindo até tocar a entrada encharcada e febril que pulsava em um ritmo frenético de carência. Dois dedos se enterraram ali sem qualquer aviso ou preparação gentil.
Chimy arqueou o corpo inteiro, as unhas cravando-se nos ombros musculosos do alfa, arrancando vergões vermelhos imediatos da pele bronzeada.
— Ah! Jun... Mais, bota mais... Não enrola! — choramingou o ômega, rebolando contra os dedos que se moviam de maneira ríspida, abrindo espaço sem a mínima intenção de ser dócil.
— Você não manda em porra nenhuma, Chimy — Jun sibilou rente à sua boca, antes de capturar seus lábios em um beijo que foi mais uma colisão violenta do que um carinho.
A língua do alfa invadiu a cavidade quente com posse absoluta, sugando, mordendo o lábio inferior macio até sentir o gosto ferroso de uma gota de sangue que apenas aguçou ainda mais o instinto predador de seu lobo interno. Chimy gemeu contra a boca dele, correspondendo com desespero desmedido, sugando a língua de Jun, chorando entre os beijos, implorando pela única coisa que poderia apagar o fogo que estalava sob sua carne.
Quando Jun arrancou os dedos de dentro dele, o som úmido e obsceno que ecoou pelo quarto arrancou um lamento agoniado do menor.
— Não tira! Por favor, alfa, por favor... Me preenche! Tá doendo, tá vazio...
— Vira — ordenou Jun, a voz em um tom gutural tão baixo que fez a espinha de Chimy estremecer com uma onda irresistível de submissão lúpus.
— Junnie, na frente primeiro, eu quero olhar para você... — manhou o menor, tentando manter as pernas presas à cintura dele, os olhos inundados de pura birra e luxúria.
— Eu mandei você virar de bruços, Chimy. Agora.
A voz de comando do alfa ressoou no peito do ômega com o peso de uma corrente de ferro. Um arrepio violento percorreu suas costas e, apesar do bico birrento e do protesto choroso que escapou de seus lábios, Chimy rolou na cama. Ele apoiou os joelhos e os cotovelos no colchão fofo, empinando os quadris redondos e reluzentes de suor na direção de Jun, oferecendo-se como uma oferenda desesperada e irresistível.
— Assim, meu alfa? — provocou, virando o rosto por cima do ombro, os olhos úmidos brilhando em desafio sensual. — Tá bom assim pra você me foder, ou vai continuar só me encarando?
A resposta de Jun foi um tapa estalado e sonoro bem no meio da nádega esquerda de Chimy. A pele alva ardeu em um tom carmesim instantâneo.
— Ah! — O ômega soltou um grito que se perdeu em um gemido longo, o quadril tremendo com o impacto doloroso e deliciosamente excit