15 dias com a mamãe
Entre o Cheiro de Talco e o Olhar do Papai
Acordei com uma sensação estranha de confinamento. O teto do quarto parecia mais distante e, ao tentar me espreguiçar, minhas mãos bateram em grades de madeira branca. O choque de realidade veio como um balde de água fria: eu estava em um berço. Um berço de verdade, grande o suficiente para mim, mas ainda assim, uma prisão infantil. O silêncio no quarto era quebrado apenas pelo zumbido suave do ar-condicionado. Giovana não estava lá.
Tentei me sentar, e o volume da fralda entre minhas pernas fez um som plástico, um *crink* que ecoou no quarto. A lembrança da noite anterior — o banho, a palmada, o leite — inundou minha mente, fazendo meu rosto arder. Eu precisava sair dali. Precisava voltar a ser a Nathally de vinte e poucos anos, e não essa "bebê" improvisada.
Foi nesse momento que senti a primeira pontada.
Meu estômago deu um solavanco violento. O efeito do supositório que Giovana havia colocado antes de eu dormir, somado ao leite morno e doce que eu tinha mamado, estava cobrando o preço. Uma pressão insuportável começou a se formar no meu baixo ventre. Era uma necessidade urgente, avassaladora, de ir ao banheiro.
— Droga... agora não — sussurrei, lutando contra as grades.
Tentei levantar a trava lateral do berço, mas estava trancada por fora. O pânico começou a subir. Eu não podia fazer aquilo. Não na fralda. Eu era uma adulta! Forcei o corpo contra a grade, tentando pular, mas a cada movimento, a pressão lá embaixo aumentava. Senti um gás escapar, preso pela barreira de algodão e plástico da fralda, e soube que estava perdendo a batalha.
Uma contração forte me fez curvar. Eu tentei segurar com todas as minhas forças, cerrando os dentes, mas o supositório tinha feito seu trabalho bem demais. Em um momento de desespero, fiz força para tentar me impulsionar para cima da grade uma última vez, e foi o meu erro fatal.
O esforço físico rompeu a barragem.
Um jato quente e pastoso preencheu a parte de trás da fralda instantaneamente. O som foi inconfundível, um ruído úmido e abafado que me deixou paralisada de puro choque. O calor se espalhou rapidamente pelas minhas nádegas. Eu congelei, sentindo as lágrimas de vergonha queimarem meus olhos. Eu tinha acabado de fazer cocô na fralda. Como uma criança.
Mas meu corpo não tinha terminado. Outra onda veio, e eu percebi que não adiantava mais lutar. Fiquei de quatro no berço, com o bumbum para o alto, e deixei a natureza seguir seu curso. Mais e mais cocô saía, preenchendo cada espaço da fralda, subindo pelas costas e se espalhando pela virilha. Eu soltava peidos altos e úmidos, aliviando a cólica, mas aumentando o desespero. A fralda estava pesada, quente e terrivelmente suja. O cheiro, forte e característico, logo dominou o espaço ao redor do berço.
Foi então que ouvi vozes no corredor.
— ...ela deve estar acordando agora, Matheus. Você vai ver como ela está uma gracinha de fralda.
Meu coração parou. Matheus? O namorado da Gi? Ele também estava nisso?
— Eu ainda não acredito que você convenceu a Nathally a isso, amor — a voz de Matheus soou divertida, aproximando-se da porta. — Quero só ver a cara da nossa "filhinha".
A porta se abriu com um estalo suave. Eu queria desaparecer, queria que o chão me engolisse. Fiquei encolhida no canto do berço, tentando esconder o volume obsceno da fralda suja.
Giovana entrou primeiro, radiante, seguida por Matheus, que nos olhava com uma mistura de curiosidade e diversão. Assim que deram dois passos para dentro do quarto, o cheiro os atingiu.
— Nossa! — Matheus exclamou, levando a mão ao nariz, mas rindo. — Que recepção, hein?
Giovana caminhou até a grade do berço, olhando para mim com um sorriso vitorioso.
— Bom dia, meu amor! — disse ela, ignorando meu olhar de puro pânico. — Olha só, Matheus, o papai veio ajudar a cuidar da nossa bebê. E pelo visto, a neném deixou um presente bem generoso na fralda para os papais logo cedo, não foi?
— Gi, por favor... Matheus, sai daqui! — eu implorei, a voz falhando. — Eu sou adulta, isso foi um acidente, eu...
— Nada de "Gi", mocinha. É mamãe — ela me interrompeu, enfiando a mão por trás da minha cintura e puxando levemente a borda da fralda para espiar. — Uau, Nathally! Você fez bastante cocô mesmo. Está até as costas!
Matheus se aproximou, e eu cobri o rosto com as mãos.
— Deixa eu ver essa arte — disse ele, com uma voz paternal que me fez querer morrer de vergonha.
Giovana destravou a grade e, sem esforço, me pegou no colo. O peso da fralda suja balançava entre minhas pernas, e eu sentia a massa pastosa se espremer contra a minha pele a cada movimento. Ela me entregou diretamente nos braços de Matheus.
— Segura a sua filha, papai. Vou pegar as coisas para a troca.
Matheus me segurou com firmeza, encostando meu corpo no dele. Ele deu um beijo no topo da minha cabeça, agindo com uma naturalidade assustadora.
— Ei, bebê do papai... que cheirinho é esse, hein? — Ele brincou, balançando-me de leve. — Você caprichou na fraldinha hoje, não foi? Não precisa ter vergonha, o papai cuida de tudo.
Ele me colocou em pé sobre a cama, mantendo as mãos nos meus ombros para eu não cair. Ele deu uma olhadinha por cima da fralda e assobiou.
— É, amor, o estrago foi grande. Está bem suja mesmo.
Giovana voltou com um pacote de lenços umedecidos, uma fralda nova, pomada e talco.
— Leva ela para o trocador, Matheus.
Eu fui carregada novamente e deitada sobre a superfície plastificada do trocador.
— Por favor, me deixem ir pro banheiro, eu me limpo sozinha, eu juro! — eu choramingava, sentindo as lágrimas escorrerem.
— Bebês não se limpam sozinhos, Nathally — disse Giovana, firme. — Agora, perninhas para cima.
Ela abriu os adesivos da fralda. O som do velcro abrindo pareceu um trovão no meu ouvido. Quando ela puxou a parte da frente para baixo, a visão foi humilhante. Eu estava completamente coberta de cocô, desde a frente, passando por toda a vulva, até o ânus e parte das costas. O cheiro subiu forte.
— Nossa, Nath... você realmente não segurou nada — comentou Matheus, ajudando Giovana a segurar minhas pernas para o alto.
Giovana começou a limpeza. Ela usava os lenços com paciência, passando-os sobre a minha vagina, retirando o excesso de sujeira com movimentos lentos. Eu sentia cada toque, cada fricção do lenço úmido e gelado contra a minha pele mais sensível, enquanto Matheus observava tudo, comentando como eu estava sendo uma "menina paciente".
— Olha como ela está suja aqui atrás, Matheus — disse Giovana, virando-me de lado. — Limpa ali para mim, por favor.
Matheus pegou um lenço e começou a limpar meu ânus e minhas nádegas. O toque dos dedos dele, separados apenas pelo lenço fino, limpando minhas partes íntimas, era o ápice da minha degradação. Eu soluçava baixinho, sentindo o cheiro de cocô ser lentamente substituído pelo perfume de aloe vera dos lenços.
Depois de longos minutos e muitos lenços gastos, eu estava finalmente limpa. Minha pele estava levemente avermelhada pelo contato com o resíduo.
— Agora, vamos ver se essa bebê está com febre — disse Giovana, pegando um termômetro digital.
— Não! Isso não! — eu gritei, tentando fechar as pernas.
— Nathally, obedeça a mamãe — Matheus disse, segurando meus quadris com firmeza no lugar.
Giovana não hesitou. Ela afastou minhas nádegas e introduziu a ponta do termômetro no meu ânus. O choque do objeto frio entrando em mim me fez soltar um grito abafado e chorar com mais força. Giovana começou a fazer carinho na minha barriga com a outra mão.
— Calma, amor... é rapidinho. Logo você se acostuma. É só para garantir que você está bem.
O termômetro apitou. Ela o removeu e, antes que eu pudesse respirar aliviada, ela pegou outro supositório.
— Só mais um, para garantir que você não fique com cólica depois de tanto cocô.
— Não, mamãe, de novo não! — eu supliquei, mas o objeto já tinha sido empurrado para dentro de mim.
Depois, veio a pomada. Giovana passou uma camada branca e espessa em toda a minha virilha e no bumbum, e Matheus ajudou a espalhar, seus dedos roçando minha pele com uma intimidade que me deixava tonta. O talco veio em seguida, criando uma nuvem branca, e finalmente a fralda nova foi fechada, apertada e segura.
Fomos para a cama. Matheus se deitou e me puxou para o colo dele, fazendo carinho no meu cabelo enquanto Giovana se deitava do outro lado. Passamos o dia assim, em uma espécie de transe de cuidados infantis, até que a noite caiu.
— Já são oito e meia — anunciou Giovana, levantando-se. — Hora da rotina do sono da nossa neném.
Ela foi para o banheiro encher a banheira. Matheus ficou encarregado de me preparar.
— Vamos tirar essa fraldinha, pequena — disse ele, abrindo os adesivos.
Ele me deixou nua sobre a cama e começou a brincar comigo, fazendo cócegas na minha barriga e soprando minha pele, fazendo ruídos de "pum" que me faziam rir contra a minha vontade.
— Matheus, a banheira está pronta! — gritou Giovana.
Matheus me pegou no colo, eu totalmente nua, e me levou para o banheiro. A vergonha de estar sem roupa nos braços dele era excruciante, mas havia algo no modo como ele me segurava que me fazia sentir pequena e protegida. Ele me colocou na água morna da banheira, onde Giovana já me esperava com a bucha e o sabonete de bebê.
O banho foi calmo, quase silencioso. Eles me lavaram com uma dedicação ritualística. Ao sair, fui enrolada em uma toalha felpuda.
— Pode ir tomar seu banho, amor — disse Matheus para Giovana. — Eu cuido da secagem e da fralda de dormir.
Giovana deu um beijo nele e um na minha testa antes de entrar no box. Matheus me levou para a cama e começou a me secar. Ele era meticuloso. Secou cada dobrinha, usando a toalha com batidinhas suaves na minha vagina e no meu ânus. Quando ele pegou a pomada, senti meu coração disparar.
O dedo dele, coberto de pomada fria, tocou minha vulva e depois deslizou pelo meu ânus para proteger a pele. O contato direto da mão dele ali me fez fechar os olhos e morder o lábio. Ele fechou a fralda noturna, que era ainda mais grossa, e me deu um beijo na barriga, fazendo cócegas.
— Quem é a bebê mais linda do papai? — ele brincou.
Giovana apareceu, já de pijama, com o cabelo úmido.
— Matheus, não agita ela agora, senão ela não dorme! — ela repreendeu com um sorriso. — Vem, Nathally, hora do mama.
Ela se deitou na cama e me puxou. Eu já não oferecia resistência. Procurei o seio dela com avidez, sentindo a fome e a necessidade de conforto voltarem com tudo. Mamei com vontade, fechando os olhos enquanto sentia o sabor doce preencher minha boca.
Em um momento de distração, acabei apertando um pouco mais forte com os dentes.
— Ei! — Giovana exclamou, dando um tapinha leve na minha bochecha. — Sem morder o peito da mamãe, Nathally! Isso dói.
O susto e a repreensão me fizeram começar a chorar instantaneamente. As lágrimas inundaram meu rosto.
— Oh, meu amor, desculpa... a mamãe não quis te assustar — ela disse, mudando o tom para algo extremamente doce, abraçando-me forte. — Calma, continua mamando, está tudo bem.
Eu voltei a mamar, soluçando entre os goles, até que o cansaço e a saciedade me venceram. Giovana me entregou para Matheus.
— Faz ela arrotar, papai.
Matheus me colocou no ombro, dando tapinhas rítmicos nas minhas costas. O arroto veio, e com ele, o último resquício de consciência. Ele caminhou até o berço e me deitou suavemente sobre o lençol perfumado. Cobriu-me com uma manta leve e beijou minha testa.
— Boa noite, filhinha — sussurrou.
Ele voltou para a cama e se deitou nos braços de Giovana. Do meu berço, eu os via abraçados, e antes de mergulhar no sono profundo, a última coisa que senti foi o conforto seguro da minha fralda e a estranha paz de não ter que ser adulta por mais uma noite.