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A empregada

Fórmulas de Sedução e Outras Reações Químicas

A manhã no laboratório Jauregui-BioTech começou com uma agitação incomum. Lauren, sempre pontual e focada, estava terminando de ajustar seu jaleco branco impecável diante do espelho do vestiário quando sentiu braços familiares envolverem sua cintura. O perfume de baunilha, agora tão intrínseco à sua rotina quanto o cheiro de café, preencheu o ambiente.

— Você tem certeza de que não vou atrapalhar seus experimentos, Lolo? — perguntou Camila, apoiando o queixo no ombro da namorada. — Eu prometo que serei uma assistente muito comportada.

Lauren riu, virando-se nos braços da latina. Camila estava usando um par de óculos de proteção que Lauren lhe dera, e o acessório parecia grande demais para seu rosto delicado, deixando-a adoravelmente nerd.

— Você, comportada? — Lauren arqueou uma sobrancelha, depositando um selinho nos lábios dela. — Duvido muito. Mas como hoje é dia de monitoramento passivo de dados e o laboratório está com equipe reduzida por causa do congresso em Boston, achei que você gostaria de ver onde a mágica acontece.

— Eu quero ver tudo — afirmou Camila, seus olhos castanhos brilhando com uma curiosidade que, Lauren sabia, transbordava para outros desejos.

O tour começou pela ala de espectrometria. Lauren explicava com paixão a função de cada máquina monumental, enquanto Camila ouvia atentamente, embora sua atenção vacilasse ocasionalmente para a forma como o jaleco de Lauren se ajustava às suas curvas ou como suas mãos habilidosas manipulavam os frascos de vidro.

— Esta é a sala de cultura de células — explicou Lauren, abrindo a porta de um ambiente com temperatura controlada. — É um ambiente estéril, Camila. Não podemos tocar em nada sem luvas.

Camila deu um passo à frente, sentindo a mudança na pressão do ar. O isolamento da sala era absoluto. Ela olhou para Lauren, que estava distraída verificando um dos incubadores. A iluminação fria do laboratório destacava a pele pálida de Lauren e a intensidade de seus olhos verdes. A possessividade de Camila, agora domesticada pela confiança, mas ainda vibrante, ronronou dentro de seu peito. Ela queria marcar aquele território. Queria que Lauren soubesse que, mesmo naquele mundo de ciência fria, o calor entre elas era a força dominante.

— Lauren... — chamou Camila, a voz um tom mais baixo.

— Sim, Camz? — Lauren se virou, apenas para encontrar Camila perigosamente perto.

— Você disse que o isolamento acústico aqui é perfeito, certo?

Lauren engoliu em seco, percebendo a mudança na atmosfera.

— É... é sim. Por quê?

Camila não respondeu com palavras. Ela deu um passo à frente, pressionando Lauren contra a bancada de metal frio. O contraste entre o aço gelado nas costas de Lauren e o corpo quente de Camila enviou um choque elétrico pelo seu sistema nervoso.

— Porque eu quero saber se as suas células reagem à minha presença tanto quanto as minhas reagem à sua — sussurrou Camila, capturando os lábios de Lauren em um beijo urgente.

O beijo começou com a fome de quem passou a manhã inteira se contendo. As mãos de Camila subiram pelo jaleco de Lauren, desabotoando os primeiros botões com uma pressa possessiva. Lauren arfou, suas mãos encontrando a cintura de Camila e puxando-a para mais perto, eliminando qualquer espaço que a física ainda tentasse impor entre elas.

— Camila... aqui não... alguém pode... — Lauren tentou protestar, mas sua voz falhou quando Camila começou a trilhar um caminho de beijos molhados pelo seu pescoço.

— Você disse que estamos sozinhas neste setor, Lolo — rebateu Camila, a voz carregada de desejo. — Deixe-me ser sua única experiência hoje.

Lauren cedeu. O desejo que vinha cultivando desde que saíram de casa explodiu. Ela levantou Camila, sentando-a na bancada de aço. Frascos vazios tilintaram, mas nenhuma das duas se importou. O jaleco de Lauren foi jogado no chão, um sacrilégio científico que ela cometeu com um sorriso nos lábios.

Camila envolveu as pernas na cintura de Lauren, puxando-a para o centro de seu calor. A intimidade ali, cercada por microscópios e fórmulas, tinha um sabor proibido que intensificava cada toque. Lauren explorou o corpo de Camila com uma reverência quase religiosa, suas mãos mapeando a pele macia da namorada como se estivesse descobrindo um novo elemento químico.

— Você é... incrível — ofegou Lauren, enquanto seus dedos encontravam a umidade de Camila através da renda da calcinha.

Camila jogou a cabeça para trás, soltando um gemido que ecoou pelas paredes metálicas. A possessividade dela se manifestou na forma como ela enterrou as unhas nos ombros de Lauren, reivindicando-a, marcando-a como sua em meio a toda aquela tecnologia.

— Mais, Lauren... por favor.

O ritmo que se seguiu foi uma dança de atração e necessidade. Lauren foi meticulosa, usando a mesma precisão que aplicava em seus experimentos para levar Camila ao limite. Cada movimento era calculado para extrair a máxima resposta, cada beijo era uma constante em uma equação de prazer puro. Quando o ápice chegou, Camila gritou o nome de Lauren, suas vozes se misturando no vácuo de silêncio do laboratório estéril.

Minutos depois, ainda ofegantes e com os corações batendo em uníssono, Lauren ajudou Camila a se recompor. Elas se olharam, e o riso de cumplicidade surgiu espontaneamente.

— Acho que acabamos de contaminar a sala de cultura — brincou Lauren, ajeitando o cabelo bagunçado de Camila.

— Foi por uma boa causa científica — respondeu Camila, dando-lhe um último beijo casto. — Mas Lauren... ainda faltam a sala de arquivos e o escritório da direção.

Lauren arregalou os olhos, mas o brilho em seu olhar denunciava que ela não estava nem um pouco disposta a recusar.

— Camila Cabello, você é um perigo para a ciência nacional.

— E você, Lauren Jauregui, é a minha descoberta favorita.

Elas saíram da sala de cultura de mãos dadas, prontas para explorar cada canto daquele edifício, transformando o local de trabalho em um santuário de afeto e entrega, onde a única lei que importava era a da atração irresistível entre duas almas que, finalmente, haviam encontrado seu lugar no universo.