Amor eu quero vc
Doce Desejo
O sol da manhã, que antes tímido, agora invadia o quarto, pintando o chão de um dourado suave e revelando a bagunça adorável de roupas espalhadas e lençóis emaranhados. Niki ainda dormia profundamente, seu braço forte envolvendo minha cintura, seu rosto sereno e relaxado contra o travesseiro. Eu o observava, cada traço perfeito, o cabelo caindo em sua testa, os cílios longos e escuros, o contorno macio de seus lábios. Um sorriso bobo se formou em meus próprios lábios. Ontem à noite, eu havia provocado uma tempestade, e a calmaria que se seguiu era igualmente deliciosa.
Com cuidado para não acordá-lo, deslizei para fora de seus braços. O ar fresco da manhã beijou minha pele nua, e um arrepio percorreu meu corpo. Peguei uma de suas camisas largadas no chão, o tecido macio e com seu cheiro característico me envolvendo como um abraço. Caminhei até a janela, abrindo as cortinas para deixar a luz banhar o quarto. O mundo lá fora começava a despertar, mas aqui dentro, o tempo parecia ter parado.
Voltei para a cama, observando Niki por mais alguns minutos. Ele se mexeu, um pequeno gemido escapando de seus lábios. Seus olhos se abriram lentamente, e um sorriso preguiçoso se espalhou por seu rosto quando ele me viu.
– Bom dia, linda – sua voz estava rouca de sono, e a cada palavra, meu coração dava um salto.
– Bom dia, dorminhoco – eu respondi, sentando-me na beira da cama e inclinando-me para beijá-lo. O beijo foi lento e doce, um gosto de café da manhã sem café.
– Você está bem? – ele perguntou, sua mão subindo para acariciar meu rosto.
– Perfeitamente – eu disse, aninhando-me mais perto dele. – E você? A live foi tão estressante ontem.
Ele suspirou, um som de alívio.
– Depois de você, nada mais é estressante. Você tem um jeito de fazer tudo desaparecer.
Eu ri, um riso suave e feliz.
– É o meu charme.
Ele me puxou para mais perto, e eu deitei minha cabeça em seu peito. Podia ouvir o ritmo constante de seu coração, um som reconfortante que me fazia sentir segura. Ficamos assim por um tempo, apenas curtindo a presença um do outro, o silêncio preenchido com a intimidade que tínhamos construído.
Eventualmente, a fome começou a se manifestar.
– O que você quer para o café da manhã? – eu perguntei, levantando a cabeça para olhá-lo.
– Você – ele respondeu, com um sorriso malicioso.
Eu revirei os olhos, mas não pude evitar o rubor em minhas bochechas.
– Bobo. Estou falando sério.
– Eu também estou – ele disse, me puxando para um beijo rápido. – Mas se você insiste, qualquer coisa que você fizer será perfeito.
Levantei-me da cama, sentindo um novo tipo de energia. A noite anterior havia sido intensa, mas a manhã prometia ser igualmente especial. Fui para a cozinha, decidida a preparar um café da manhã delicioso para nós dois. Fiz panquecas, ovos mexidos e bacon, e preparei um café fresco.
Quando voltei para o quarto com a bandeja, Niki já estava sentado na cama, ainda usando apenas o lençol para cobrir suas pernas. Seus olhos brilhavam de antecipação.
– Uau, que cheiro bom! – ele exclamou, seus olhos percorrendo a bandeja.
Coloquei a bandeja na cama entre nós, e começamos a comer. O café da manhã era delicioso, e a conversa fluía facilmente, cheia de risadas e pequenos flertes. Quando terminamos, a bandeja estava vazia, e nossos estômagos, satisfeitos.
Eu me deitei ao lado dele novamente, e ele me abraçou. O sol já estava mais alto, e o quarto estava banhado em uma luz dourada e quente. Eu fechei os olhos, desfrutando do momento.
Foi então que Niki se mexeu, e eu senti algo tocar minha coxa. Abri os olhos e o vi segurando uma barra de chocolate. Ele tinha um sorriso travesso no rosto.
– Que tal uma sobremesa? – ele perguntou, seus olhos brilhando.
– Chocolate? – eu perguntei, confusa. – Você quer chocolate agora?
– Não qualquer chocolate – ele disse, e então, para minha surpresa, ele quebrou um pedaço e começou a derretê-lo com o calor de seus dedos.
Meu coração começou a bater mais rápido. Eu sabia o que ele estava pensando. Aquele olhar em seus olhos, o sorriso em seus lábios... ele estava aprontando alguma coisa.
– Niki, o que você está fazendo? – eu perguntei, minha voz um sussurro.
Ele não respondeu. Em vez disso, ele se inclinou sobre mim, e eu senti o chocolate derretido pingar em minha barriga, escorrendo lentamente em direção à minha intimidade. O contraste do chocolate quente e cremoso em minha pele fria era uma sensação estranha, mas excitante.
Ele me olhou nos olhos, e eu vi o desejo ardente que ele sentia por mim.
– Você é tão doce, SN – ele sussurrou, e então ele abaixou a cabeça, sua língua roçando o chocolate em minha pele.
Um arrepio percorreu meu corpo. A sensação de sua língua quente e úmida contra minha pele, misturada com o sabor doce e amargo do chocolate, era indescritível. Eu arqueei as costas, meus dedos se enroscando em seu cabelo.
Ele lambeu o chocolate lentamente, saboreando cada gota, cada toque. Seus lábios se moveram para baixo, seguindo o rastro do chocolate, e eu podia sentir sua respiração quente em minha pele. Ele estava me provocando, me levando à loucura, e eu amava cada segundo.
Meus gemidos se tornaram mais altos, e eu apertei meus joelhos em volta dele, querendo mais, sempre mais. A cada lambida, a cada sucção, eu sentia meu corpo se acender, o fogo em meu interior queimando mais forte.
Ele se afastou um pouco, olhando para mim com um sorriso vitorioso.
– Gostou da sobremesa? – ele perguntou, sua voz rouca de desejo.
Eu não conseguia falar. Apenas acenei com a cabeça, meus olhos fixos nos dele. Ele se inclinou novamente, e desta vez, seus lábios encontraram os meus, um beijo doce e pecaminoso que me fez sentir como se estivesse flutuando.
O sabor do chocolate ainda estava em sua boca, e eu o provei em nosso beijo, uma mistura deliciosa de cacau e paixão. Minhas mãos deslizaram por suas costas, apertando seus músculos, e eu o puxei para mais perto, querendo me fundir com ele.
Ele se afastou, seus olhos brilhando.
– Acho que a sobremesa rendeu mais do que eu esperava – ele disse, com um sorriso malicioso.
Eu ri, ainda ofegante.
– Você é insaciável, Niki.
– Só por você, SN – ele respondeu, e então ele se inclinou novamente, seus lábios encontrando minha pele, me provocando, me beijando, me amando.
A barra de chocolate, agora quase vazia, jazia esquecida na cama. O mundo exterior, com suas lives e compromissos, estava longe. Havia apenas Niki e eu, nossos corpos entrelaçados, nossos corações batendo em uníssono, a doçura do chocolate e a intensidade de nossa paixão se misturando em uma sinfonia perfeita.
Eu sabia que ele nunca mais olharia para o chocolate da mesma forma. E eu, por minha vez, nunca mais olharia para Niki sem lembrar da doçura e da ousadia daquela manhã. Ele havia me levado a um novo nível de prazer, me mostrando que o amor e o desejo podiam ser tão doces quanto um pedaço de chocolate. E eu estava mais do que disposta a explorar essa doçura com ele, por toda a eternidade.
A cada toque, a cada beijo, a cada lambida, a cada gemido, a cada suspiro, eu sentia que nossa conexão se aprofundava, se tornava mais forte, mais inquebrável. Niki era meu porto seguro, meu paraíso particular, e eu era a sua tentação, sua musa, sua paixão. E juntos, éramos uma força imparável, um fogo que queimava intensamente, iluminando a escuridão e aquecendo nossas almas.
A manhã se transformou em tarde, e a tarde em noite, e nós permanecemos ali, perdidos um no outro, explorando cada centímetro de nossos corpos, cada canto de nossas almas. As risadas se misturavam com os gemidos, os sussurros com os gritos de prazer, e o tempo, ah, o tempo era apenas um conceito distante, irrelevante para a intensidade do nosso amor.
E quando finalmente o cansaço nos venceu, e nós nos deitamos, exaustos, mas felizes, nos braços um do outro, eu sabia que havia encontrado meu lugar no mundo. Não era um lugar físico, mas um lugar no coração de Niki, um lugar onde eu era amada, desejada e completamente livre para ser quem eu era. E isso, para mim, era a maior doçura de todas.