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Amor pfvr

A Manhã Seguinte e o Desejo Latente

A luz tímida da manhã esgueirava-se pelas frestas da cortina, pintando o quarto com tons suaves de cinza e rosa. Eu abri os olhos devagar, sentindo o peso familiar de um braço forte sobre minha cintura e o calor de um corpo colado ao meu. Niki. Um sorriso preguiçoso surgiu em meus lábios. A noite anterior havia sido intensa, um turbilhão de emoções e sensações que me deixaram exausta, mas completamente satisfeita.

Virei-me com cuidado para encará-lo. Niki dormia profundamente, o rosto sereno, os lábios entreabertos. Seus cabelos escuros estavam um pouco bagunçados, e a luz da manhã ressaltava a pele clara e perfeita. Era uma visão que eu amava, a versão desarmada e vulnerável do idol de K-pop que fazia milhões de fãs suspirarem. Para mim, ele era apenas meu Niki, meu amor.

Passei os dedos levemente pelos seus fios de cabelo, sentindo a maciez. Ele suspirou, mas não acordou. Lembrei-me das palavras dele na noite anterior, sobre a câmera e sobre meus gemidos em sonho. Um arrepio percorreu meu corpo. A vergonha ainda estava lá, um rubor leve nas minhas bochechas, mas também uma ponta de orgulho. Minhas provocações, mesmo que inconscientes, tinham funcionado. E como tinham.

Senti um desejo renovado por ele, mesmo depois de tudo que compartilhamos na noite passada. Era uma fome insaciável que se acendia sempre que eu estava perto dele. Meus olhos percorreram seu corpo adormecido, detendo-se nos ombros largos, no peito definido que subia e descia ritmadamente. A camiseta dele, que eu usara no dia anterior, estava jogada no chão ao lado da cama, testemunha silenciosa da nossa paixão.

Com cuidado para não acordá-lo, esgueirei-me para fora da cama. Meus músculos protestaram um pouco, um lembrete do quão ativa a noite havia sido. Peguei a camiseta do Niki do chão e a vesti. O tecido macio e o cheiro dele me envolveram, como um abraço reconfortante. Fui até a janela e afastei um pouco a cortina, deixando a luz do sol invadir o quarto. O dia estava lindo lá fora, prometendo um tempo bom.

Voltei para a cama e me sentei na beirada, observando-o. A câmera, que antes me causara um misto de estranhamento e vergonha, agora parecia um detalhe insignificante. Era apenas mais uma peculiaridade do nosso relacionamento, um jeito que Niki encontrava para se sentir conectado a mim, mesmo quando a distância nos separava.

– Bom dia, meu amor – sussurrei, inclinando-me para beijar sua testa.

Ele murmurou algo inaudível e se virou, puxando o lençol até o queixo. Eu ri baixinho. Ele era tão adorável quando dormia.

Decidi que era hora de preparar o café da manhã. Niki tinha um dia de ensaio longo pela frente, e precisaria de energia. Fui para a cozinha, cantarolando uma melodia que estava presa na minha cabeça. Enquanto eu preparava torradas e ovos mexidos, com o aroma do café fresco se espalhando pela casa, minha mente divagava para a noite anterior.

Cada toque, cada beijo, cada palavra sussurrada. Ele havia me desejado com uma intensidade que me fez queimar. E eu, por minha vez, me entreguei a ele sem reservas, explorando cada curva do seu corpo, cada gemido que escapava dos seus lábios. A sensação de ter ele tão perto, tão meu, era algo que eu nunca me cansava de sentir.

De repente, senti braços fortes me envolverem por trás. Um arrepio percorreu meu corpo.

– Bom dia – a voz rouca do Niki sussurrou no meu ouvido, e ele beijou meu pescoço.

Eu me virei nos seus braços, meu sorriso se alargando.

– Bom dia, dorminhoco. Acordou na hora certa. O café está quase pronto.

Ele me apertou contra si, o queixo apoiado na minha cabeça.

– Tive um sonho muito bom – ele murmurou.

– Ah é? E o que você sonhou? – Perguntei, curiosa, enquanto terminava de mexer os ovos.

Ele riu baixinho, e pude sentir a vibração em seu peito.

– Sonhei com a noite passada. Com você.

Meu rosto esquentou. Eu me virei para ele, os olhos encontrando os seus.

– Ah, é? Eu também tive um sonho.

– Comigo? – Ele perguntou, um brilho malicioso nos olhos.

– Talvez – provoquei, beijando seus lábios rapidamente. – Mas agora, vamos comer. Você tem um dia cheio.

Niki fez um bico, mas me soltou. Ele se sentou à mesa enquanto eu terminava de colocar o café da manhã. Observava-me com um olhar que me fazia sentir como a mulher mais desejada do mundo.

– Você está linda com a minha camiseta – ele disse, os olhos percorrendo meu corpo.

Eu corei, mas sorri.

– Combina comigo, não acha?

– Combina perfeitamente. Mas eu prefiro sem.

Eu joguei uma torrada nele, que ele pegou com um sorriso.

– Niki! Coma.

Nós dois rimos. O café da manhã foi preenchido com conversas leves, risadas e toques sutis. A intimidade que compartilhávamos era palpável, uma bolha de conforto e amor que nos envolvia.

Depois do café, Niki se preparou para sair. Enquanto ele se vestia, eu o observei do batente da porta do quarto. Ele era tão lindo, tão talentoso, e saber que ele era meu me enchia de uma felicidade indescritível.

– Não se esqueça da câmera, Niki – eu disse, com um sorriso maroto.

Ele se virou, abotoando a camisa, e me lançou um olhar divertido.

– Ah, então você gosta dela agora?

– Digamos que ela tem seus benefícios – provoquei. – Quem sabe o que você vai ver hoje?

O sorriso dele se alargou, e ele veio até mim, me puxando para um abraço apertado.

– Você é inacreditável, Ana Júlia.

Ele me beijou, um beijo demorado e cheio de promessas.

– Eu vou sentir sua falta – ele murmurou contra meus lábios.

– Eu também. Mas volte logo. E não se esqueça de me ligar.

– Prometo – ele disse, e me beijou mais uma vez antes de sair.

Depois que ele partiu, a casa ficou em silêncio. Eu arrumei a cozinha, lavei a louça, e depois me sentei no sofá, pegando meu celular. Abri o aplicativo de mensagens e enviei uma mensagem para Niki.

"Bom ensaio, meu amor. Mal posso esperar para te ver mais tarde. E talvez te dar mais um 'sonho' para você sonhar."

Enviei a mensagem, rindo sozinha. Eu sabia que ele veria a mensagem durante um intervalo e que isso o faria sorrir, talvez até corar um pouco.

Decidi aproveitar o dia para cuidar de mim. Tomei um banho relaxante, hidratei a pele, e depois me vesti com roupas confortáveis. Liguei a TV e comecei a assistir a uma série, mas minha mente continuava divagando.

A imagem da câmera veio à mente novamente. Lembrei-me da vergonha inicial, da invasão de privacidade que eu sentia. Mas agora, depois da noite anterior, a perspectiva havia mudado. A câmera se tornou um elo, uma forma de manter a chama acesa, mesmo quando ele estava longe.

Eu me peguei pensando em maneiras de provocá-lo novamente, de acender nele aquele desejo que me consumia. Não precisava ser algo explícito, apenas um vislumbre, uma sugestão. Eu sabia que ele estaria me observando, mesmo que de relance, durante os intervalos dos ensaios. E eu queria que ele pensasse em mim, que sentisse a minha falta, que desejasse voltar para casa.

Levantei-me do sofá e fui até o quarto. Olhei para a câmera, que estava discretamente posicionada em uma prateleira. Um sorriso malicioso surgiu em meus lábios. Eu tinha um plano.

Abri meu guarda-roupa e comecei a procurar algo. Não era para sair, nem para receber visitas. Era apenas para ele. Peguei um dos pijamas de seda mais curtos que eu tinha, um que ele havia me dado de presente. Era um pijama sexy, que deixava bastante pele à mostra.

Vesti o pijama e me olhei no espelho. Sim, isso serviria. Voltei para a sala e me sentei no chão, perto da janela, pegando um livro. A posição era estratégica: a luz do sol batia em mim de um jeito que realçava as curvas do meu corpo, e o pijama de seda escorregava, revelando um pouco mais do que o usual.

Comecei a ler, mas minha mente estava mais na câmera do que no livro. Eu me movia de forma sutil, ajustando a posição, deixando o ombro cair, as pernas se esticarem. Cada movimento era calculado, uma provocação silenciosa, uma promessa.

Eu sabia que Niki estava me observando. Sentia isso. A conexão entre nós era tão forte que eu podia quase sentir o olhar dele sobre mim, mesmo a quilômetros de distância. Eu me imaginei ele no estúdio, pegando o celular, abrindo o aplicativo e vendo a cena. O rosto dele esquentando, a respiração acelerando.

Um sorriso de satisfação surgiu em meus lábios. Eu era a namorada de um idol de K-pop, e eu tinha o poder de deixá-lo completamente louco, mesmo à distância. Era um jogo divertido, um jogo que nós dois adorávamos jogar.

Continuei lendo, ou fingindo ler, por mais algum tempo. Depois, me levantei e fui para a cozinha preparar um lanche. Peguei uma tigela de frutas e um copo de suco, e voltei para o sofá. Dessa vez, escolhi uma posição mais relaxada, as pernas cruzadas, o pijama de seda escorregando ainda mais. Eu sabia que ele veria.

De repente, meu celular vibrou. Era uma mensagem do Niki.

"Você está me matando, Ana Júlia."

Um sorriso largo surgiu em meus lábios. Minhas provocações estavam funcionando perfeitamente.

"Ah é? E como eu estou fazendo isso?", respondi, com um emoji de piscadela.

A resposta dele veio quase imediatamente.

"Com essa sua roupa. E essa sua pose. Queria estar aí agora."

Meu coração disparou. Eu podia quase ouvir a voz dele, o desejo contido em cada palavra.

"Eu sei", respondi. "Mas você tem que trabalhar, meu amor. Mas não se preocupe. Quando você voltar, eu terei mais 'sonhos' para te oferecer."

Enviei a mensagem, e me recostei no sofá, sentindo uma onda de satisfação. A câmera, que antes era uma fonte de constrangimento, agora se tornara uma aliada, um canal para nossa paixão. E eu, Ana Júlia, estava mais do que feliz em usá-la para manter a chama acesa entre mim e meu Niki. A noite prometia ser tão intensa quanto a anterior, talvez até mais. E eu mal podia esperar.