Amor proibido
O Eco do Pecado na Pele
O sol de domingo entrou pela janela do quarto de Mayra como um intruso indesejado, iluminando a bagunça que Lucas havia deixado para trás. Livros de anatomia ainda estavam espalhados pelo chão, mas a lição que ela havia aprendido na noite anterior não constava em nenhum índice médico. Mayra passou os dedos pelo pescoço, sentindo a sensibilidade da pele onde os lábios dele haviam deixado uma marca arroxeada, uma tatuagem temporária de sua rendição.
— Mayra, querida! Dez minutos para sairmos! — a voz de sua mãe ecoou do andar de baixo, doce e autoritária.
Ela estremeceu. Lavou o rosto com água gelada, tentando apagar o rastro de luxúria de seus olhos, e usou uma camada generosa de corretivo e uma gola alta para esconder o que Lucas havia feito. Durante toda a missa, ela sentiu o peso do olhar de Deus e a queimação constante entre suas coxas. As palavras do padre sobre pureza pareciam piadas de mau gosto enquanto sua mente repetia, em looping, o som da respiração ofegante de Lucas em seu ouvido.
Assim que voltou para casa e o silêncio da tarde se instalou, a expectativa começou a corroê-la. Ela sabia que ele viria. Lucas nunca fazia promessas vazias, especialmente as que envolviam corrompê-la.
Quando o relógio marcou nove da noite e a primeira batida leve ecoou no vidro da janela, o coração de Mayra saltou. Ela abriu a tranca e, antes que pudesse dizer "oi", Lucas já estava dentro do quarto, fechando a janela com um chute suave e prendendo-a contra a parede.
— Você sobreviveu ao sermão? — ele sussurrou, a voz mais rouca do que o normal. Ele usava uma regata branca que deixava seus braços musculosos e veias saltadas totalmente à mostra. O cheiro de menta e adrenalina era inebriante.
— Eu quase morri sufocada naquela igreja, Lucas — Mayra respondeu, as mãos subindo instintivamente para o peito dele, sentindo o calor irradiar do tecido fino. — Eu não conseguia parar de pensar em você.
Lucas sorriu, aquele sorriso predatório que fazia o estômago dela revirar.
— Ótimo. Era exatamente onde eu queria estar. Na sua cabeça... e em cada nervo do seu corpo.
Ele não perdeu tempo. Suas mãos grandes e calejadas desceram pelas costas de Mayra, puxando-a para que seus quadris se chocassem. O contraste era absurdo: ela, com seu pijama de cetim rosa claro, a personificação da delicadeza; ele, o bruto loiro que parecia pronto para quebrá-la e montá-la de novo.
— Você está tremendo, May — ele observou, descendo o rosto para o pescoço dela, onde a gola alta tentava proteger sua dignidade. — Por que está escondendo o que eu te dei?
Com um movimento ágil, ele puxou a gola para baixo, expondo a marca. Lucas soltou um rosnado baixo de satisfação e passou a ponta da língua sobre o local, uma lambida lenta e quente que fez Mayra soltar um gemido agudo, que ela rapidamente abafou mordendo o próprio lábio.
— Não faz isso... meus pais estão no quarto ao lado — ela implorou, embora suas pernas estivessem se abrindo inconscientemente para ele.
— Então é melhor você ser uma boa menina e ficar bem quietinha enquanto eu te mostro o quanto eu senti sua falta hoje — ele murmurou contra a pele dela.
Lucas a pegou no colo sem aviso, as pernas de Mayra se entrelaçando na cintura dele por puro instinto. Ele a levou até a cama, mas não a deitou. Sentou-se no colchão e a manteve em seu colo, de frente para ele, em uma posição que deixava a intimidade dela pressionada contra a ereção nítida por baixo do jeans dele.
— Lucas... — ela arqueou as costas quando sentiu as mãos dele subirem por baixo de sua blusa de cetim, os dedos frios encontrando a pele quente de suas costelas.
— Shhh... olha para mim — ele ordenou, a voz carregada de autoridade.
Mayra obedeceu, os olhos escuros nublados por um desejo que beirava o desespero. Lucas começou a massagear os seios dela por cima do sutiã de renda, os polegares circulando os mamilos eretos com uma pressão que a fazia ver estrelas. Ele não parou por aí. Com uma destreza pecaminosa, ele desabotoou o sutiã e deixou que os seios dela caíssem livres.
— Você é uma obra de arte, sabia? — ele disse, a voz falhando por um segundo enquanto admirava a morena em seu colo. — Tão perfeita que dá vontade de estragar.
Ele inclinou o corpo para a frente, capturando um dos mamilos dela entre os lábios. A sucção foi forte, deliberada. Mayra jogou a cabeça para trás, as mãos enterradas nos cabelos loiros de Lucas, puxando-o para mais perto, querendo que ele a devorasse. A língua dele era ágil, traçando círculos, mordiscando levemente, enquanto uma de suas mãos descia para a calcinha dela.
— Por favor, Lucas... eu não aguento mais — ela sussurrou, o corpo inteiro em chamas.
— Você aguenta o que eu quiser que você aguente — ele rebateu, a voz vibrando contra o seio dela.
Ele deslizou a mão por dentro da renda úmida, encontrando o centro do calor de Mayra. Quando o primeiro dedo dele a tocou, ela deu um solavanco, o prazer sendo tão intenso que beirava a dor. Lucas começou um movimento rítmico, lento no início, torturando-a com a expectativa.
— Você está tão molhada para mim, Mayra... — ele provocou, levando os dedos aos lábios dela para que ela sentisse o próprio gosto. — Viu o que você faz? A garotinha do coral está toda desfeita nos meus braços.
Ele a deitou no colchão, ficando por cima dela, mas mantendo a maior parte do peso nos cotovelos. Ele começou a distribuir beijos e lambidas por todo o seu abdômen, descendo em direção ao umbigo. Cada toque da língua dele era como um rastro de fogo. Quando ele chegou à borda da calcinha, ele a puxou com os dentes, expondo-a completamente à luz fraca do quarto.
— Lucas, a gente disse que não ia... — ela tentou lembrar, a voz sumindo.
— E não vamos. Eu cumpro minha palavra — ele disse, olhando para cima com um brilho diabólico nos olhos azuis. — Mas eu vou te levar ao céu sem precisar entrar em você.
Ele separou as pernas dela com delicadeza, mas firmeza, e mergulhou. O primeiro contato da língua dele com o clitóris de Mayra a fez perder o ar. Ela agarrou os lençóis com tanta força que as juntas de seus dedos ficaram brancas. Era uma tortura deliciosa. Lucas era um especialista, alternando entre lambidas longas e sucções profundas que faziam o corpo de Mayra convulsionar.
— Lucas! — ela gritou o nome dele em um sussurro desesperado.
— Silêncio — ele murmurou contra a pele dela, voltando ao trabalho com ainda mais ferocidade.
Ele usava as mãos para afastar as dobras dela, garantindo que cada nervo recebesse sua atenção. Mayra sentia que ia explodir a qualquer segundo. O prazer estava subindo como uma maré alta, inundando seus sentidos, fazendo sua cabeça girar. Ela sentiu os dedos dele entrarem nela ao mesmo tempo em que sua língua trabalhava por fora, um ataque coordenado que a levou ao limite.
— Agora, Mayra... olha para mim enquanto você vem — ele ordenou, subindo o corpo rapidamente para que ela visse seu rosto no momento do ápice.
Ela olhou para ele, e no momento em que seus olhos se encontraram, o mundo desapareceu. Mayra gozou com uma intensidade que a deixou sem forças, o corpo tremendo em espasmos longos enquanto Lucas a segurava com força, como se impedisse que ela se despedaçasse.
Quando a respiração dela finalmente começou a voltar ao normal, Lucas se deitou ao lado dela, puxando-a para o seu peito largo. O suor colava seus corpos, e o silêncio do quarto era preenchido apenas pelo som de dois corações batendo de forma frenética.
— Você é um demônio — ela murmurou, escondendo o rosto no pescoço dele.
— E você é a minha santa favorita para corromper — ele respondeu, beijando o topo da cabeça dela.
Ele passou a mão pelo cabelo cacheado dela, desfazendo os nós que ele mesmo tinha criado. Havia uma ternura inesperada naquele gesto, algo que ele só mostrava para ela.
— Amanhã tem mais? — ela perguntou, a voz ainda carregada de sono e prazer.
Lucas soltou uma risada baixa e vitoriosa.
— Amanhã, Mayra, eu vou te ensinar coisas que nem o seu pior pesadelo ousaria imaginar. Mas por agora... descansa. Você vai precisar de energia para o que vem a seguir.
Ele esperou que ela pegasse no sono, observando a garota "certinha" dormir com os lábios inchados e o corpo marcado por ele. Lucas sabia que o que estavam fazendo era perigoso, que se fossem pegos, o mundo deles desabaria. Mas, enquanto olhava para ela, ele sabia que queimaria no inferno mil vezes apenas para ter mais uma noite como aquela.
Ele saiu pela janela antes do amanhecer, deixando para trás um rastro de desejo e a promessa de que a inocência de Mayra era um preço pequeno demais para o fogo que eles compartilhavam. No dia seguinte, ela usaria outra gola alta, sorriria para os vizinhos e diria "amém" na mesa de jantar, mas por dentro, ela estaria contando os segundos para que o seu erro favorito voltasse a atravessar aquela janela.