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ana

O Eclipse da Razão no Mármore

O vapor que emanava dos corpos de Ana e Matheus já começava a embaçar completamente o grande espelho do banheiro, transformando o ambiente luxuoso em um santuário de calor e entrega. Ana sentia o mármore da pia sob suas coxas, mas o frio da pedra era apenas uma lembrança distante diante da brasa que era o corpo de Matheus pressionado contra o seu.

— Você não tem ideia de como eu imaginei você assim — sussurrou Matheus, a voz vibrando contra o pescoço dela, enquanto sua mão descia com urgência para o botão do jeans de Ana. — Só eu e você, longe de todo mundo.

— Então para de imaginar, Matheus — respondeu Ana, arqueando as costas e soltando um gemido abafado quando sentiu os dedos dele encontrarem o metal frio do zíper. — Faz acontecer.

Com um movimento ágil e decidido, Matheus abriu a calça dela, empurrando o tecido para baixo com uma impaciência que fez o coração de Ana disparar. Ele a ajudou a se livrar da peça, deixando-a apenas de calcinha de renda preta sobre a pia. A visão de Ana ali, vulnerável e ao mesmo tempo poderosa em sua sensualidade, fez as pupilas de Matheus dilatarem.

— Você é a coisa mais linda que eu já vi — disse ele, a voz rouca de desejo.

Ele não esperou por uma resposta. Matheus mergulhou o rosto entre os seios de Ana, que estavam agora livres, já que ele havia habilmente desfeito o fecho do sutiã dela momentos antes. A língua dele traçou círculos lentos e torturantes em torno de um dos bicos, antes de abocanhá-lo com uma fome que fez Ana cravar as unhas nos músculos das costas dele, marcando a pele bronzeada.

— Ah, Matheus... — ela suspirou, a cabeça pendendo para trás, os olhos fechados enquanto se perdia na sensação. — Mais... por favor.

Matheus atendeu ao pedido com uma intensidade renovada. Enquanto uma mão continuava a massagear o seio dela, a outra desceu, escorregando por entre as pernas de Ana. Quando ele encontrou a umidade quente que já encharcava a renda da calcinha, soltou um riso baixo, vitorioso.

— Olha como você está para mim — provocou ele, deslizando um dedo por cima do tecido fino. — Você me quer tanto quanto eu quero você.

— Eu nunca disse o contrário — rebateu ela, ofegante, as mãos descendo para o cinto dele. — Agora tira isso. Eu quero sentir você de verdade.

Ana trabalhou com dedos ágeis, abrindo o cinto e o botão da calça de Matheus. Quando ela finalmente o libertou, sentindo a pulsação e o calor dele contra sua palma, foi a vez de Matheus perder o fôlego. Ela o envolveu com firmeza, movendo a mão em um ritmo lento que o fez fechar os olhos e rosnar o nome dela como se fosse uma prece profana.

— Ana... desse jeito eu não vou conseguir me segurar — ele murmurou, a testa encostada na dela, o suor brilhando em seu peito sob a luz fraca.

— Eu não quero que você se segure — disse ela, puxando-o para um beijo profundo e molhado, enquanto suas pernas se entrelaçavam com ainda mais força na cintura dele, puxando-o para o centro de seu prazer.

Matheus livrou-se do restante de suas roupas com movimentos bruscos, chutando a calça para o lado. Ele se posicionou entre as pernas de Ana, as mãos segurando as coxas dela e elevando-as para que ela ficasse perfeitamente exposta sob ele. O contato inicial da pele nua foi como um choque elétrico que percorreu ambos.

— Olha para mim — ordenou ele, suave, mas firme. — Quero que você veja quem está te possuindo.

Ana abriu os olhos, encontrando o olhar sombrio e carregado de Matheus. Quando ele se impeliu para dentro dela em um movimento único e profundo, ela soltou um grito que foi prontamente abafado pela boca dele. A sensação de preenchimento era avassaladora, uma conexão que ia além do físico, queimando através de cada fibra de seu ser.

— Meu Deus, Matheus... — ela conseguiu articular entre beijos desesperados. — Você é... tão...

— Eu sou seu — ele interrompeu, começando a se mover.

O ritmo era lento no início, cada estocada calculada para extrair o máximo de prazer. O som da carne batendo contra a carne misturava-se aos suspiros pesados e ao tilintar ocasional de frascos de perfume na pia que balançava sob o peso e a força do ato. Matheus segurava o rosto de Ana com as duas mãos, polegares acariciando suas bochechas enquanto ele a penetrava com uma profundidade que a fazia ver estrelas.

— Mais rápido — pediu ela, a voz falhando. — Matheus, mais rápido!

Ele obedeceu, aumentando a velocidade e a força. Cada movimento era uma declaração de posse. Ana sentia o clímax crescendo dentro dela, uma tensão insuportável que se acumulava na base de seu ventre. Ela se agarrou aos ombros dele, as pernas apertando-o com força quase dolorosa, enquanto o mundo ao redor desaparecia. Só existia aquele banheiro, o cheiro de sexo e perfume caro, e o ritmo frenético que Matheus impunha.

— Eu estou quase... eu vou... — Ana começou a dizer, o corpo tremendo violentamente.

— Vem comigo, gatinha — Matheus rosnou, a voz saindo do fundo do peito. — Não para, olha para mim!

Ele intensificou as estocadas finais, cada uma mais profunda e urgente que a anterior. Ana sentiu a primeira onda do orgasmo atingi-la, uma explosão de cores e sensações que a fez arquear o corpo e enterrar o rosto no pescoço de Matheus, gritando o nome dele enquanto as paredes do banheiro pareciam girar. Segundos depois, com um gemido longo e gutural, Matheus se entregou também, descarregando tudo o que sentia dentro dela, o corpo rígido por um instante antes de relaxar sobre o dela.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de duas respirações pesadas e descompassadas. O suor escorria por seus corpos, colando-os um ao outro. Matheus apoiou a testa no ombro de Ana, ainda sentindo os tremores residuais do prazer que acabaram de compartilhar.

— Você... — começou Matheus, tentando recuperar o fôlego. — Você é absolutamente incrível.

Ana sorriu, ainda meio atordoada, passando a mão pelos cabelos bagunçados dele. Ela sentia o coração dele batendo contra o seu, um ritmo frenético que aos poucos se acalmava.

— Eu disse que tinha feito a escolha certa — sussurrou ela, depositando um beijo carinhoso na têmpora dele.

Matheus se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, um sorriso satisfeito e genuíno brincando em seus lábios. Ele a ajudou a descer da pia, os pés dela encontrando o chão frio, o que a fez estremecer levemente.

— Acho que precisamos de um banho — sugeriu ele, apontando para o box de vidro do outro lado do banheiro luxuoso. — Mas não espere que eu vá me comportar lá dentro.

Ana soltou uma risada baixa e maliciosa, segurando a mão dele e o puxando em direção ao chuveiro.

— Eu ficaria muito decepcionada se você se comportasse, Matheus.

Enquanto a água quente começava a cair, lavando o suor e o cansaço, mas não o desejo, Ana sabia que aquela noite estava longe de terminar. E, no fundo, ela tinha certeza de que nenhum dos outros dois — nem JF, nem Guilherme — jamais conseguiria apagar a marca que Matheus havia deixado nela naquela noite, em cima de uma pia de mármore.