ana clar
O Desafio da Faixa Preta
O quarto de Ana Clara era um reflexo exato de sua personalidade: cores vibrantes, pôsteres de bandas de pop e uma bagunça organizada que exalava vida. No entanto, o clima naquela noite era de pura tensão. Sua mãe, Dona Márcia, conhecida no bairro por ser mais rígida que um sargento, tinha saído para um jantar de negócios, mas o aviso foi claro: "Nada de gracinhas e nada de visitas".
Mas Ana Clara não seria a "engraçadinha" da turma se seguisse todas as regras. Com a ajuda estratégica de Ruan Leite e Celyne, seus melhores amigos e autoproclamados cupidos, o plano para trazer Hariel até ali estava em pleno vigor. Ruan tinha ficado encarregado de vigiar a esquina da rua, enquanto Celyne distraía a vizinha fofoqueira com uma conversa interminável sobre receitas de bolo.
— Ele está subindo pela janela lateral, Ana! — sussurrou Celyne através de um áudio no celular. — O Ruan deu o sinal. O nerd está no telhado!
Ana Clara deu um pulo da cama, ajustando apressadamente o baby-doll de seda preta que mal cobria o necessário. Seus cabelos loiros e lisos caíam como uma cascata sobre os ombros. Poucos segundos depois, a silhueta de Hariel apareceu na moldura da janela. Ele ainda usava os óculos de grau, mas a camiseta justa deixava claro que o treino de judô daquela tarde tinha sido intenso.
— Você é louca, Ana Clara — disse Hariel, saltando para dentro do quarto com a agilidade de um felino. — Se sua mãe me pega aqui, ela me mata e depois me expulsa da escola.
— Relaxa, lutador — respondeu ela, aproximando-se com aquele sorriso travesso que sempre o desarmava. — O perigo só deixa tudo mais interessante, não acha? Ou o grande campeão da Copa está com medo de uma loirinha?
Hariel retirou os óculos, limpando-os na barra da camisa. Sem as lentes, seus olhos pareciam ainda mais profundos e intensos. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles até que Ana pudesse sentir o calor emanando do corpo dele.
— Eu não tenho medo de nada, Ana. Mas você sabe que eu gosto de ordem, de técnica. E entrar pela janela não é exatamente o meu estilo.
— Às vezes, a melhor técnica é o improviso — rebateu ela, passando as mãos pelos braços definidos dele, sentindo a textura da pele quente. — Você passou o campeonato inteiro se fazendo de difícil. Me ignorando nos corredores, dando respostas curtas... Mas eu vi como você me olhava no tatame.
Hariel soltou um suspiro pesado, a resistência desmoronando diante do perfume doce dela. Ele a segurou pela cintura, puxando-a para perto com uma firmeza que a fez perder o fôlego.
— Eu estava focado, Ana. Mas agora... agora não tem juiz, não tem torcida e não tem regras.
— É exatamente isso que eu quero ouvir — sussurrou ela, selando os lábios nos dele.
O beijo começou lento, uma exploração cuidadosa, mas rapidamente escalou para algo voraz. Hariel a prensou contra a parede, as mãos grandes descendo para as coxas dela, elevando-a para que ela cruzasse as pernas em sua cintura. Ana soltou um gemido baixo, sentindo o volume rígido contra sua intimidade, provando que o nerd "certinho" estava tão faminto quanto ela.
— Você não faz ideia do quanto eu tive que me segurar — disse Hariel entre beijos, a voz rouca e carregada de desejo. — Ver você rindo com o Ruan e a Celyne, jogando esse cabelo... eu só pensava em como seria te ter assim, sem ninguém por perto.
— Então me mostra — provocou Ana, mordendo o lábio inferior dele. — Me mostra o que o Hariel de verdade faz quando não está estudando física.
Ele a carregou até a cama, deitando-a com uma possessividade que a fazia vibrar. Hariel se livrou da camiseta em um movimento rápido, revelando o peito largo e o abdômen trincado, resultado de anos de dedicação ao judô. Ana Clara deslizou as mãos por cada músculo, maravilhada com a força contida naquele corpo que, horas antes, parecia tão contido.
— No judô, a gente aprende a dominar o oponente — começou ele, descendo os beijos pelo pescoço dela até o início do decote. — Mas com você, eu quero algo diferente. Eu quero que você se entregue completamente.
— Eu sou toda sua, Hariel — arfou ela, sentindo as mãos dele subirem por baixo de sua seda, acariciando a pele macia de sua barriga.
O clima no quarto estava carregado de eletricidade. Cada toque de Hariel era preciso, estudado, mas carregado de uma paixão que Ana nunca imaginou encontrar no garoto dos livros. Ele explorava o corpo dela como se estivesse mapeando um território novo, encontrando cada ponto sensível que a fazia arquear as costas e clamar por mais.
— Você fala muito, Ana Clara — murmurou ele, aproximando-se do ouvido dela, a respiração quente causando arrepios. — Mas agora eu quero ouvir outros sons vindo de você.
Ele desceu o corpo, beijando o rastro de pele até alcançar