ana viana
O Êxtase no Mármore Frio
O ar dentro do banheiro já não era mais oxigênio; era puro desejo destilado, espesso e carregado com o cheiro de perfume caro e a eletricidade que emanava da pele de Matheus. Ana, sentada na bancada de mármore, sentia o frio da pedra contrastar violentamente com o calor que subia por suas pernas. Ela o encarava com aquele olhar de desafio que ele tanto amava, mas havia algo mais ali — uma entrega iminente que nenhum dos dois conseguia mais disfarçar sob sarcasmo.
Matheus não esperou por uma permissão que já estava implícita em cada centímetro do corpo dela. Ele avançou, eliminando o último sopro de espaço entre eles. Suas mãos, grandes e firmes, não foram para a cintura dela, mas sim para o seu rosto, segurando-a com uma possessividade que fez o coração de Ana errar a batida.
— Você fala demais, Ana — sussurrou ele, a voz tão grave que ela sentiu a vibração no próprio peito. — Mas seus lábios dizem outra coisa quando você me olha assim.
O beijo começou como uma explosão controlada. Não houve hesitação. Quando as bocas se selaram, o impacto foi físico, um choque que percorreu a espinha de ambos. Matheus a beijava com uma fome primitiva, a língua dele reivindicando o território da boca dela com uma autoridade que a deixou sem fôlego. Ana soltou um som baixo, algo entre um gemido e um rosnado, e suas mãos voaram para os cabelos da nuca dele, puxando-o para mais perto, se é que isso era possível.
— Mais... — ela murmurou entre os lábios dele, a voz rouca, quase irreconhecível.
Matheus obedeceu. O beijo se tornou mais profundo, mais úmido e desesperadamente mais quente. Ele explorava cada canto da boca dela, sugando sua língua, mordiscando seu lábio inferior com uma pressão que beirava a dor, mas que apenas incendiava ainda mais o sangue de Ana. Ela era pequena, mas a força com que o apertava mostrava que não ficaria atrás naquela batalha de prazer.
As mãos de Matheus abandonaram o rosto dela e desceram em um rastro de fogo pelo pescoço, parando nas coxas de Ana. Ele as apertou com força, sentindo a maciez da pele contra a palma de sua mão, e as abriu mais, encaixando-se perfeitamente entre elas. O volume evidente na calça dele pressionou o centro dela, e Ana arqueou as costas, soltando um gemido alto que ecoou nos azulejos brancos.
— Matheus... por favor — ela implorou, a marra de garota brava completamente derretida pelo desejo.
— Por favor o quê, Ana? — ele provocou, interrompendo o beijo por um segundo para olhar nos olhos dela, as pupilas dele tão dilatadas que o castanho quase sumia. — Diz o que você quer. Eu quero ouvir.
— Eu quero você agora. Para de brincar e me toca de verdade — ela retrucou, recuperando um lampejo de sua agressividade, puxando a camisa dele com tanta força que um dos botões voou, batendo no espelho atrás dela.
Matheus sorriu, aquele sorriso safado que desarmava qualquer defesa. Ele se livrou da camisa em um movimento rápido, revelando o abdômen trincado, cada músculo definido e brilhando levemente sob a luz fria do banheiro. Ana não perdeu tempo; suas mãos pequenas percorreram os gomos do tanquinho dele, as unhas arranhando levemente a pele quente.
— Você é um exibido — ela sussurrou, descendo os beijos pelo pescoço dele até o peito, deixando marcas vermelhas por onde passava.
— E você é uma safada que não consegue tirar os olhos de mim — ele rebateu, a respiração já pesada, o peito subindo e descendo de forma errática.
Ele a puxou da bancada pela cintura, suspendendo-a no ar por um momento. A diferença de altura era absurda, mas naquele momento, era a vantagem perfeita. Matheus a prensou contra a parede de azulejos, as pernas dela enlaçadas firmemente na cintura dele. O vestido de Ana já estava amontoado na cintura, e ele não perdeu tempo em encontrar a renda da calcinha dela.
— Matheus, a porta... — ela tentou dizer, mas a frase morreu quando os dedos dele a tocaram com uma precisão devastadora.
— Esquece a porta. Esquece o mundo lá fora — ele rosnou contra o ouvido dela, a voz carregada de uma urgência sombria. — Aqui dentro é só você e eu. E eu vou te mostrar exatamente o que acontece quando você me desafia.
O beijo que se seguiu foi o mais intenso de todos. Tinha gosto de pecado e de urgência. Matheus a devorava, as mãos explorando cada curva do corpo dela, enquanto Ana se perdia na sensação de ser dominada por aquele gigante. Ela sentia cada músculo dele tensionado, a força bruta que ele usava para mantê-la erguida contra a parede enquanto sua língua trabalhava em sincronia com seus dedos.
— Você está tão molhada, Ana... — ele sussurrou, a voz falhando. — Tão pronta para mim.
— Então não me faz esperar mais, seu idiota impaciente! — ela exclamou, cravando as unhas nos ombros largos dele.
Matheus soltou um rosnado baixo, um som puramente animal. Ele se livrou do que restava de suas roupas com uma agilidade nascida do desespero. Quando ele finalmente a penetrou, o mundo pareceu parar. Ana jogou a cabeça para trás, os olhos revirando enquanto um grito de puro prazer escapava de seus lábios, sendo imediatamente abafado pela boca de Matheus, que voltou a tomá-la em um beijo profundo e possessivo.
O ritmo era frenético, violento e maravilhosamente caótico. O som da pele se chocando ritmicamente, os gemidos abafados e a respiração entrecortada preenchiam o pequeno espaço, criando uma sinfonia de luxúria. Matheus a segurava com uma facilidade impressionante, usando sua altura para ditar o ângulo e a profundidade de cada estocada, enquanto Ana se agarrava a ele como se sua vida dependesse daquele contato.
— Olha para mim — ele ordenou, a voz rouca de prazer.
Ana abriu os olhos, a visão turva, encontrando o olhar intenso de Matheus. Ele a encarava com uma adoração selvagem, o rosto contorcido pelo esforço e pelo desejo.
— Você é minha — ele repetiu, cada palavra pontuada por um movimento firme. — Só minha.
— Eu sou... — ela ofegou, as contrações começando a tomar conta de seu corpo. — Eu sou o seu pior pesadelo, Matheus... e você é o meu melhor erro.
O ápice veio como uma onda avassaladora, arrastando os dois para um abismo de sensações. Ana gritou o nome dele, as unhas deixando sulcos profundos nas costas de Matheus, enquanto ele se entregava completamente, o corpo tremendo contra o dela. Eles ficaram ali, abraçados, o suor colando suas peles, os corações batendo em um ritmo frenético e compartilhado.
Lentamente, Matheus a colocou de volta no chão, mas não a soltou. Ele manteve a testa colada na dela, tentando recuperar o fôlego que parecia ter sido roubado para sempre.
— Se soubesse que ficar preso no banheiro com você seria assim — ele começou, um brilho travesso voltando aos olhos —, eu teria quebrado a tranca muito antes.
Ana deu um riso fraco, ajeitando o vestido com as mãos trêmulas, mas não conseguiu evitar o sorriso vitorioso.
— Você ainda é um idiota, Matheus.
— Mas sou o idiota que te deixou sem pernas — ele piscou, dando um tapa leve na bochecha dela antes de começar a procurar suas roupas espalhadas.
Ana olhou para o próprio reflexo no espelho embaçado. O cabelo estava um caos, o batom borrado e os olhos tinham um brilho que nenhuma festa conseguiria proporcionar. Ela se virou para o gigante que agora vestia a camisa, ainda descalço, e sentiu uma satisfação profunda.
— Da próxima vez — ela disse, recuperando sua postura de brava enquanto passava a mão pelo pescoço dele, onde uma marca roxa começava a aparecer —, a gente escolhe um lugar com uma cama. Mas a tranca... a tranca a gente continua quebrando.
Matheus riu, puxando-a para um último beijo, mais lento e carregado de promessas.
— Combinado, pequena. Agora vamos sair daqui antes que o zelador realmente apareça e eu tenha que explicar por que você está com essa cara de quem acabou de ganhar o melhor presente da vida.
— Convencido — ela murmurou, mas saiu do banheiro de mãos dadas com ele, pronta para enfrentar qualquer coisa, desde que ele estivesse ali para provocá-la de novo.