Armitage!! :3
O Labirinto de Luxúria e Agonia
A escuridão que antes parecia um refúgio para Armitage havia se transformado em um pesadelo de metal e carne. O ar no ambiente era pesado, carregado com o cheiro metálico de sangue e o odor acre de fluidos corporais. Ele, que sempre se orgulhou de sua postura aristocrática e de sua natureza predatória como uma criatura aracnídea de linhagem nobre, agora se via reduzido a um objeto de prazer e escárnio nas mãos daqueles que deveriam ser seus aliados em crueldade.
Benedict Ignis estava posicionado atrás dele, sua presença imponente e quente contra as costas de Armitage. A dor foi a primeira coisa que Armitage sentiu quando Benedict o penetrou brutalmente. Não havia delicadeza, apenas a afirmação de domínio.
— Maldito seja, Benedict! — Armitage gritou, sua voz falhando enquanto suas quatro mãos arranhavam desesperadamente a superfície da cama de metal. — Eu vou estraçalhar cada um de vocês quando eu me soltar!
Benedict soltou uma risada baixa e rouca, aproximando o rosto do pescoço de Armitage, sentindo a vibração de seus gritos.
— Você ainda acha que está em posição de dar ordens, Armitage? — Benedict sussurrou, sua voz carregada de um veneno prazeroso. — Olhe para você. Tão exposto, tão... vulnerável. Sua arrogância é o que torna isso mais doce.
Enquanto Benedict se movia com estocadas rudes e possessivas, Sean Landis se aproximou pela frente. Ele observava a cena com um sorriso malicioso, masturbando o próprio pênis com lentidão, deleitando-se com a visão do líder aracnídeo contorcendo-se em agonia e excitação involuntária. As mandíbulas negras de Armitage se abriam e fechavam freneticamente, um reflexo de seu estresse e da sobrecarga sensorial.
— Parece que o grande mestre das sombras não passa de um brinquedo agora — provocou Sean, aproximando-se ainda mais.
Armitage tentou chutar, mas suas pernas bifurcadas foram firmemente contidas. O contraste de seus cabelos branco-prateados espalhados contra o metal frio era a única coisa que restava de sua dignidade estética. Ele sentia o calor de Benedict dentro de si, uma invasão que parecia queimar suas entranhas.
— Parem com isso... agora! — Armitage rosnou, embora o som tenha terminado em um gemido agudo de dor.
Benedict, irritado com a persistência da rebeldia de Armitage, retirou uma das mãos e, com um movimento rápido e sonoro, desferiu três tapas fortes e secos contra a genitália exposta de Armitage. O som da carne contra a carne ecoou na sala estéril.
— AAAH! — O grito de Armitage foi dilacerante. Suas costas se arquearam, e ele sentiu uma onda de choque percorrer seu sistema nervoso. As lágrimas de raiva e humilhação começaram a nublar sua visão vermelha.
— Fique quieto e aceite o seu lugar — rosnou Benedict.
Sean Landis, vendo a abertura, não perdeu tempo. Com as mãos ágeis e cruéis, ele forçou a abertura da vagina superior de Armitage, enquanto Benedict continuava a martelar a de baixo. Armitage sentiu-se sendo partido ao meio. A entrada de Sean foi súbita e impiedosa, preenchendo o espaço restante e deixando Armitage sem fôlego.
— Dois de uma vez... — Sean murmurou, observando o rosto distorcido de Armitage. — Você foi feito para isso, não foi? Tantas aberturas para nós explorarmos.
— Eu odeio... eu odeio vocês! — Armitage tentava articular, mas os sons estavam se tornando cada vez mais ininteligíveis, uma mistura de xingamentos e soluços de dor.
Benedict, cansado dos insultos, avançou a mão e cobriu a boca de Armitage com força. Os dedos de Benedict pressionaram as mandíbulas negras, forçando-as a se fecharem.
— Eu mandei você calar a boca — disse Benedict, com os olhos brilhando em uma intensidade perversa. — Seus gritos estão começando a me irritar. Quero apenas ouvir o som do seu corpo cedendo ao nosso.
Armitage debateu-se, seus quatro braços tentando empurrar Sean e Benedict, mas a força combinada dos dois, junto com a contenção de Bullseye que observava de perto, tornava qualquer resistência inútil. Sons abafados e desesperados saíam por entre os dedos de Benedict. O estresse era insuportável; Armitage sentia sua mente vacilar entre o ódio puro e a resposta fisiológica traidora de seu próprio corpo.
O ritmo aumentou. Benedict e Sean começaram a se mover em uma sincronia devastadora, estocando com rapidez e força bruta. A fricção constante, a dor latejante e a provocação incessante levaram Armitage ao limite. Ele sentia o sêmen quente começando a ser bombeado dentro de si, uma invasão fluida que marcava sua derrota definitiva.
— Isso... veja como ele recebe tudo — Sean provocou, sua respiração tornando-se errática.
De repente, o corpo de Armitage teve um espasmo violento. Um orgasmo forçado e doloroso o atingiu, fazendo-o soltar um som abafado e agudo contra a palma de Benedict. O sêmen jorrou de ambos os canais, misturando-se aos fluidos dos agressores e escorrendo livremente por suas pernas pálidas e pontiagudas. Sua cabeça pendeu para trás, os olhos vermelhos revirando enquanto o ápice da tortura o deixava momentaneamente sem sentidos.
Quando Benedict finalmente removeu a mão de sua boca, Armitage respirou fundo, o ar entrando em seus pulmões como lâminas de vidro.
— Seus... seus vermes... — Armitage tossiu, sua voz rouca e carregada de veneno. — Sean, Bullseye, Benedict... eu vou garantir que vocês sofram por cada segundo disso.
Sean riu, limpando o suor da testa enquanto observava o estado deplorável do aracnídeo.
— Você fala muito para alguém que está coberto por nós — Sean retrucou, passando a mão provocativamente pela coxa de Armitage, onde o sêmen ainda escorria.
Benedict inclinou-se sobre o ouvido de Armitage, sua voz agora um sussurro suave, mas não menos cruel.
— Não fique tão bravo, Armitage. Você sabe que, no fundo, essa é a única forma de alguém como você sentir algo real. A dor é o seu único contato com o mundo, e nós fomos generosos o suficiente para lhe dar bastante.
Armitage soltou um gemido de pura irritação e dor, fechando os olhos para não ver os sorrisos triunfantes ao seu redor. Ele estava agarrado, cercado por aqueles que um dia liderou, agora reduzido a uma carcaça de prazer para seus captores. A humilhação estava longe de terminar, e ele sabia que, naquele lugar escuro, sua nobreza era apenas uma lembrança distante, enterrada sob camadas de luxúria e agonia.