As consequências do prazer
Eco de Suspiros e Água Corrente
O vapor do chuveiro ainda não havia tomado conta do banheiro, mas o calor entre Jeon Jungkook e S/N já era suficiente para embaçar qualquer vidro. O que começou como uma tarde preguiçosa, regada a risadas e tentativas frustradas de acertar uma coreografia viral para o TikTok, rapidamente mudou de tom. Jungkook, vestindo apenas uma calça de moletom preta que descansava perigosamente baixa em seus quadris, segurava o celular contra o espelho, enquanto S/N, usando uma de suas camisetas largas, tentava parar de rir.
— Jungkook, você está fazendo errado! A transição é no batida, não depois — ela reclamou, dando um tapinha de leve no braço dele, sentindo a firmeza do músculo sob sua palma.
Jungkook soltou um riso anasalado, aquele som baixo que sempre fazia o estômago dela dar voltas. Ele largou o celular na bancada de mármore e a puxou pela cintura, colando as costas dela em seu peito. O contraste da pele clara dele contra a dela, e o cheiro de sabonete e perfume caro que emanava de seu pescoço, eram inebriantes.
— Esquece o vídeo, S/N — ele sussurrou, os lábios roçando a orelha dela, enviando uma descarga elétrica por sua espinha. — Eu consigo pensar em coisas muito mais interessantes para fazermos neste banheiro.
Ele virou-a de frente para si. Os olhos escuros de Jungkook, geralmente brilhantes e gentis, estavam agora nublados por um desejo cru. Ele não esperou por uma resposta. Seus lábios atacaram os dela com uma fome que parecia acumulada há séculos. A mão de Jungkook subiu pelas costas de S/N, por baixo da camiseta, sentindo a suavidade da pele dela, enquanto a outra mão se enroscava nos seus cabelos cacheados, puxando levemente a cabeça dela para trás para aprofundar o beijo.
S/N soltou um gemido baixo, suas mãos subindo para o peito nu de Jungkook, as unhas arranhando levemente a pele quente enquanto ela se perdia na intensidade dele. Ele a ergueu com facilidade, sentando-a na bancada fria. O choque térmico do mármore contra suas coxas a fez arfar, mas o calor das mãos de Jungkook logo substituiu o frio.
Ele se encaixou entre as pernas dela, as mãos descendo para apertar suas coxas, separando-as para que ele pudesse ficar ainda mais perto.
— Você não tem ideia do que faz comigo usando as minhas roupas — ele murmurou entre beijos que desciam agora por seu pescoço, deixando um rastro de fogo.
Jungkook deslizou a camiseta para cima, livrando-a da peça em um movimento ágil. Seus olhos percorreram o corpo dela com uma adoração possessiva. Ele se inclinou, a boca encontrando o topo de seus seios, a língua traçando círculos lentos que a faziam arquear as costas e enterrar os dedos nos cabelos pretos e lisos dele.
— Jungkook... por favor — ela pediu, a voz falhando.
Ele sorriu contra a pele dela, um sorriso vitorioso. Ele a puxou para o chão, mas não parou. Em um movimento fluido, ele a virou de costas para o grande espelho, pressionando-a contra o vidro. S/N viu seu próprio reflexo, os olhos nublados e os lábios inchados, enquanto Jungkook se posicionava atrás dela.
As mãos dele eram grandes, cobrindo o ventre dela enquanto ele distribuía beijos úmidos por seus ombros. Ele desceu a calça de moletom, revelando a ereção pulsante que denunciava sua urgência. Quando ele a penetrou, um grito de prazer ficou preso na garganta de S/N, transformando-se em um suspiro longo e trêmulo.
O ritmo de Jungkook era firme e impiedoso. A cada estocada, o som da pele se encontrando ecoava nas paredes de azulejo. S/N segurava as bordas da pia, observando pelo espelho como as expressões de Jungkook se transformavam, a mandíbula cerrada, os olhos focados apenas no prazer dela. Ele era uma força da natureza, um homem que sabia exatamente como levá-la ao limite.
De repente, o som da porta da frente da casa sendo aberta ecoou pelo corredor. Risadas familiares e o som de sacolas de compras sendo colocadas sobre a mesa da cozinha cortaram o transe erótico.
— S/N? Jungkook? Estão em casa? — A voz da mãe de S/N ecoou, parecendo perigosamente próxima.
O pânico brilhou nos olhos de S/N. Ela tentou se afastar, mas Jungkook a segurou firme, um brilho travesso e desafiador em seu olhar.
— Shh... — ele sussurrou, a voz carregada de adrenalina. — Não pare.
— Jungkook, eles estão aqui! — ela sibilou, a voz quase inaudível, o coração martelando contra as costelas, não apenas pelo esforço físico, mas pelo medo de serem pegos.
— Então seja silenciosa, meu amor — ele provocou, voltando a se mover, mas desta vez com uma velocidade muito maior.
O perigo de serem descobertos pareceu agir como um combustível. Jungkook a puxou para mais perto, o peito dele batendo contra as costas dela, enquanto ele aumentava a intensidade. S/N mordeu o lábio inferior com tanta força que sentiu o gosto metálico do sangue, tentando abafar os gemidos que ameaçavam escapar a cada movimento profundo dele.
Eles ouviam os passos dos pais no andar de baixo, as conversas triviais sobre o jantar, enquanto no banheiro o ar se tornava irrespirável de tanto desejo. Jungkook estava no seu limite, o suor brilhando em seus ombros largos. Ele mudou a posição, puxando-a para que ela se deitasse sobre a bancada, as pernas dela envolvendo a cintura dele.
Ele se movia como se sua vida dependesse daquilo, uma dança frenética de pele e suor. S/N sentia o clímax chegando, uma onda de choque que começava na ponta dos pés e subia por todo o corpo. Ela enterrou o rosto no pescoço de Jungkook, abafando um grito enquanto ele também atingia o seu ápice, o corpo dele tremendo contra o dela em uma liberação explosiva.
Por alguns segundos, o único som no banheiro era o de suas respirações pesadas e descompassadas.
— Precisamos... nos limpar... agora — S/N ofegou, tentando recuperar o equilíbrio.
— Rápido — Jungkook concordou, a adrenalina ainda correndo em suas veias.
Eles se moveram com uma agilidade coreografada. Jungkook ligou o chuveiro no máximo, deixando a água quente correr para disfarçar qualquer ruído e limpar os vestígios do que acabara de acontecer. S/N rapidamente pegou o shampoo, enquanto Jungkook, agindo por puro instinto de sobrevivência, vestiu a calça de moletom e ajudou S/N a entrar sob a água.
A maçaneta do banheiro girou.
— S/N? Você está aí? — A mãe dela entrou, a expressão curiosa.
O vapor já preenchia o ambiente. S/N estava sentada em um banco de plástico dentro do box, com a cabeça inclinada para trás, enquanto Jungkook, com as mangas da calça dobradas e as mãos cobertas de espuma, massageava o couro cabeludo dela com uma dedicação digna de um profissional.
— Ah, oi, mãe! — S/N disse, tentando manter a voz estável, embora seus pulmões ainda queimassem. — O Jungkook está me ajudando com o cabelo. Esse shampoo novo é difícil de tirar.
Jungkook deu um sorriso calmo, o epítome da inocência, embora seus olhos ainda tivessem um brilho residual de luxúria.
— Pois é, tia — disse Jungkook, a voz perfeitamente controlada. — A S/N reclamou que os cachos estavam embaraçados, e como eu não tinha nada para fazer, decidi dar uma mãozinha.
A mãe de S/N sorriu, enternecida pela cena.
— Que bom, querido. Vocês dois sempre foram tão unidos. Não demorem, o jantar vai sair em dez minutos. O pai do Jungkook também veio, estamos todos esperando.
— Já descemos, mãe — S/N respondeu, fechando os olhos enquanto sentia a água enxaguar a espuma.
Assim que a porta do banheiro se fechou novamente, S/N soltou um suspiro de alívio que parecia ter durado uma eternidade. Ela olhou para Jungkook, que agora ria baixo, uma risada vitoriosa e travessa.
— Isso foi... perigoso demais — ela sussurrou, batendo no braço dele.
Jungkook a puxou para um último beijo rápido, a água do chuveiro molhando sua calça, mas ele não parecia se importar.
— Perigoso? Talvez. Mas admita, S/N... foi a melhor lavagem de cabelo da sua vida.
Ela não pôde deixar de sorrir. O medo das fãs, a pressão da fama e o julgamento do mundo pareciam pequenos diante daquela conexão. Entre o vapor do banheiro e o eco das risadas dos pais no andar de baixo, eles sabiam que, independentemente do risco, o lugar deles era exatamente ali: um nos braços do outro.