Brinquedinho do idol
O Preço do Pecado
O sol da manhã de Busan tentava atravessar as cortinas pesadas de veludo da suíte, mas Kim Taehyung não estava pronto para deixar o dia começar. Ele observava a garota ao seu lado, o corpo dela parcialmente coberto por um lençol de seda que parecia destacar ainda mais o tom quente de sua pele. Vitória. O nome dela agora estava gravado em sua mente com a mesma força que as marcas de unhas que ela deixara em suas costas durante a madrugada.
Taehyung passou a ponta dos dedos pelo ombro dela, sentindo a textura macia. Ele nunca se sentira assim após uma transa casual. Geralmente, a adrenalina baixava e ele sentia a necessidade imediata de espaço, de silêncio, de voltar à sua bolha de ídolo intocável. Mas com Vitória, o silêncio era preenchido por uma vontade latente de puxá-la para baixo dele novamente e descobrir se aquele aperto entre as pernas dela era realmente real ou um delírio da exaustão.
— Você encara as pessoas enquanto elas dormem ou isso é um privilégio meu? — A voz dela saiu rouca, abafada pelo travesseiro, enquanto ela abria um dos olhos para encará-lo.
Taehyung soltou um riso baixo, a voz vibrando no peito nu.
— Eu estava apenas pensando no quanto você fica bem nos meus lençóis. E em como eu não quero que você saia deles tão cedo.
Vitória espreguiçou-se, um movimento lento que fez o lençol descer perigosamente, revelando o contorno de seus seios. Ela se sentou na cama, afastando o cabelo do rosto com uma naturalidade que desarmava a aura de "V" que Taehyung costumava projetar.
— Você disse que queria que eu ficasse — disse ela, fixando o olhar nos olhos escuros dele. — Mas sejamos realistas, Taehyung. Eu sou uma estudante brasileira que economizou por dois anos para vir a esse show. Meu voo é em doze horas. Eu não tenho visto de residência, não tenho um apartamento em Gangnam e, definitivamente, não tenho dinheiro para viver de brisa enquanto você decide quando quer me foder de novo.
Taehyung arqueou uma sobrancelha. Ele gostava daquela franqueza. A maioria das mulheres que passavam por sua cama tentavam agir como se o sexo fosse um prelúdio para um drama romântico, ou ficavam tão intimidadas pela sua fama que mal conseguiam formular uma frase completa. Vitória era diferente. Ela sabia exatamente onde estava pisando.
— Eu já disse — ele se aproximou, prendendo uma mecha do cabelo dela atrás da orelha —, eu posso resolver a logística. Dinheiro não é um problema. Vistos podem ser providenciados.
— Ah, entendi — ela soltou uma risada seca, mas havia um brilho de diversão em seus olhos. — Você quer uma boneca sexual particular. Alguém que esteja disponível sempre que a turnê der uma folga ou sempre que você se sentir entediado com a perfeição da sua vida de idol.
— "Boneca sexual" é um termo muito frio — Taehyung murmurou, a mão descendo para a cintura dela, puxando-a para mais perto até que seus corpos se tocassem. — Eu prefiro pensar em você como meu vício pessoal. Eu gostei do jeito que você me olhou no palco, mas eu amei o jeito que você cavalgou em mim como se fosse dona do mundo. Eu quero mais disso. Muito mais.
Vitória sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O pau dele já estava dando sinais de vida contra a sua coxa, e a memória da noite anterior fez seu próprio corpo responder instantaneamente. Taehyung era magnético, e o sexo... bom, o sexo era a melhor coisa que ela já experimentara na vida. Ele era intenso, possessivo e sabia exatamente onde tocar para fazê-la perder a razão.
— Eu não sou barata, Taehyung — ela sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dele, sentindo-o estremecer levemente. — Se você quer que eu desista da minha vida no Brasil para ser o seu segredo sujo na Coreia, eu quero conforto. Eu quero uma vida que combine com o luxo que você exala. Se eu vou ser a sua "putinha pessoal", como você parece desejar, eu quero ser a putinha mais bem paga de Seul.
Taehyung sentiu o sangue ferver. A audácia dela era o combustível perfeito para o seu desejo. Ele a agarrou pela nuca, forçando-a a olhá-lo nos olhos.
— Você é muito esperta para a sua idade — ele disse, o tom de voz descendo várias oitavas. — E eu adoro isso. Você terá tudo. Um apartamento, cartões sem limite, a melhor vida que o dinheiro pode comprar. Mas, em troca, você é minha. Apenas minha. Quando eu ligar, você vem. Quando eu quiser te foder até você esquecer o próprio nome, você abre as pernas. Entendido?
— Fechado — respondeu ela, antes de selar o acordo com um beijo voraz.
Taehyung não esperou mais. Ele a empurrou de volta contra os travesseiros, subindo sobre ela com uma urgência renovada. Ele queria marcar cada centímetro daquele corpo novamente, confirmar que ela era real.
— Vamos começar o nosso "contrato" agora — rosnou ele, mergulhando o rosto no pescoço dela, deixando uma marca arroxeada bem acima da clavícula.
— Taehyung... as pessoas vão ver — ela arfou, sentindo os dentes dele rasparem sua pele.
— Deixe que vejam. Deixe que se perguntem quem foi a mulher que me deixou assim.
Ele desceu os beijos para os seios dela, usando a língua para provocar os mamilos já eretos, enquanto uma de suas mãos descia para o meio das pernas de Vitória. Ela já estava encharcada. O desejo entre eles era algo químico, quase violento em sua rapidez.
Taehyung inseriu dois dedos nela, encontrando o ritmo que a fazia gemer alto, aquele som que ele queria gravar e ouvir em looping.
— Você é tão apertada — ele disse, observando a expressão de prazer no rosto dela. — Ontem eu achei que ia morrer dentro de você.
— Então me mata hoje — ela desafiou, as pernas envolvendo a cintura dele, puxando-o para que ele se encaixasse.
Taehyung se posicionou e, com um impulso firme, entrou nela por completo. O suspiro de satisfação que escapou de ambos preencheu o quarto. Ele começou a se mover com força, as estocadas rápidas e profundas fazendo o corpo de Vitória chocar-se contra o colchão repetidamente.
— Porra, Vitória... — ele exclamou, fechando os olhos enquanto sentia a musculatura dela abraçar seu membro. — O que você tem nessa buceta que me deixa tão louco?
— É o tempero brasileiro, Tae — ela respondeu entre dentes, as mãos apertando os bíceps definidos dele. — Você não vai encontrar isso em mais ninguém.
Ele a virou de lado, mantendo-se dentro dela, uma posição que permitia que ele entrasse ainda mais fundo. A cada movimento, ele sentia que estava reivindicando não apenas o corpo dela, mas a alma. Taehyung era um homem que tinha tudo aos seus pés, mas aquela garota, com aquele jeito safado e aquela inteligência afiada, era a única coisa que ele sentia que realmente precisava possuir.
O sexo continuou por horas, uma exploração exaustiva de posições e sensações. Eles se usaram no chuveiro, onde a água quente batia em suas costas enquanto ele a comia por trás, segurando-a pelos cabelos e admirando o reflexo deles no espelho embaçado. Depois, voltaram para a cama, onde Vitória assumiu o controle novamente, sentando sobre ele e rebolando com uma maestria que fazia Taehyung perder o fôlego.
— Eu nunca vou me cansar de ver você assim — ele disse, as mãos subindo para apertar os seios dela enquanto ela se movia. — Você nasceu para estar em cima de mim.
— E você nasceu para me servir, pelo visto — ela provocou, aumentando a velocidade, os olhos fixos nos dele, uma batalha silenciosa de vontades que terminava sempre em prazer absoluto.
Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão de sentidos. Taehyung se derramou dentro dela, sentindo-se completo de uma forma que nunca imaginara. Eles ficaram ali, entrelaçados, enquanto a respiração voltava ao normal.
— Vou pedir para o meu assistente pessoal cuidar de tudo — Taehyung disse finalmente, a voz ainda rouca. — Você vai para o hotel em Seul hoje à tarde. Amanhã, você terá as chaves do seu novo lugar.
Vitória sorriu, um sorriso vitorioso. Ela sabia que estava entrando em um jogo perigoso. Taehyung não era um homem de compromissos, e ela era apenas uma peça em seu tabuleiro de prazer. Mas, enquanto olhava para aquele homem magnífico ao seu lado, o "V" do BTS, o ídolo que o mundo inteiro desejava, ela sabia que tinha feito o melhor negócio da sua vida.
— Mal posso esperar para a nossa próxima reunião de negócios, Sr. Kim — disse ela, inclinando-se para dar um beijo de canto de boca nele.
Taehyung a puxou para um abraço possessivo.
— Isso não é um negócio, Vitória. É uma obsessão. E eu sugiro que você se prepare, porque eu não pretendo deixar você dormir muito nos próximos meses.
Ele sabia que o grupo teria compromissos, ensaios, gravações e viagens. Mas a ideia de ter Vitória esperando por ele em um apartamento luxuoso, pronta para ser usada da maneira que ele quisesse, era o incentivo que ele precisava para suportar a rotina exaustiva.
Vitória, por sua vez, olhava para a vista de Busan pela janela. Ela era jovem, era livre e agora era a protegida de um dos homens mais poderosos da indústria da música. O preço era alto — sua liberdade, sua privacidade, seu corpo à disposição dele —, mas para ela, o prazer de ter Taehyung dentro dela valia cada centavo e cada risco.
— Taehyung? — ela chamou baixinho.
— Hum?
— Só para constar... o pau do seu poster não faz justiça ao real.
Taehyung soltou uma gargalhada alta, a primeira gargalhada genuína em muito tempo.
— Você é terrível.
— Eu sou brasileira — ela corrigiu, piscando para ele. — E você ainda não viu nada.
Naquela suíte, entre lençóis bagunçados e o cheiro de sexo, um pacto fora selado. Kim Taehyung encontrara sua perdição, e Vitória encontrara seu paraíso dourado. O mundo lá fora poderia continuar clamando pelo ídolo, mas ali dentro, ele era apenas um homem viciado na mulher que sabia exatamente como dominá-lo.