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Cakefruit(cosmo top x sprout femboy;-;)

Sinfonia de Glacê e Estrelas

O quarto de Cosmo era um reflexo exato de sua alma: paredes em tons de azul-profundo, quase negros, decoradas com mapas estelares e luzes de LED que imitavam constelações distantes. O contraste, no entanto, estava agora na figura de Sprout, cujas fitas cor-de-rosa e o avental com babados pareciam brilhar como uma pequena nebulosa perdida naquele vazio escuro. O coração de Sprout martelava contra as costelas, um ritmo frenético que ele tinha certeza de que Cosmo podia sentir através da palma das mãos.

— Você está tremendo, pequeno — murmurou Cosmo, fechando a porta com um clique suave que pareceu ecoar como um trovão no silêncio do cômodo.

— É só... o novo — respondeu Sprout, a voz saindo mais aguda do que o normal. — Eu sempre imaginei como seria, mas agora que estamos aqui...

Cosmo se aproximou, sua presença alta e envolvente eliminando qualquer espaço que restasse entre eles. Ele levou as mãos às costas de Sprout, desatando o laço perfeito do avental com uma destreza que fez o menor suspirar. O tecido caiu no chão, deixando Sprout apenas com suas roupas leves e delicadas, o estilo coquete realçando cada curva suave de sua silhueta.

— Não precisa ter medo de nada comigo — disse Cosmo, a voz caindo para um tom rouco e aveludado enquanto ele se inclinava para depositar um beijo na curva do pescoço de Sprout. — Eu passei tanto tempo falando sobre isso, provocando você... mas agora que é real, eu só quero que você se sinta a pessoa mais amada deste mundo.

Sprout fechou os olhos, entregando-se ao toque. As mãos de Cosmo eram firmes, mas moviam-se com uma reverência inesperada. Ele puxou Sprout para a cama, deitando-o sobre os lençóis escuros. A visão era hipnotizante para Cosmo: a pele clara e as roupas adornadas de Sprout contra o fundo escuro pareciam uma pintura de uma estrela nascendo no meio do cosmos.

— Você é tão lindo — sussurrou Cosmo, posicionando-se sobre ele, sustentando o peso nos antebraços para não esmagar o menor. — Posso?

Sprout assentiu, as bochechas coradas em um tom de carmim profundo.

— Por favor, Cosmo... eu quero ser seu.

O que se seguiu foi uma descoberta mútua, uma dança de sensações que nenhum dos dois jamais havia experimentado. Cosmo, fiel à sua promessa, foi paciente. Ele guiou Sprout através de cada toque, cada beijo exploratório e cada nova sensação, transformando a tensão em um prazer fluido. Sprout, em sua entrega total, descobriu que a força de Cosmo era o porto seguro que ele sempre buscou, enquanto Cosmo descobriu que a doçura de Sprout era o único combustível capaz de iluminar sua escuridão.

— Cosmo... ah, Cosmo! — o nome do maior escapava dos lábios de Sprout como uma prece, enquanto suas mãos se agarravam aos ombros do outro, os dedos cravando-se levemente na pele.

— Estou aqui, pequeno. Sempre aqui — respondeu Cosmo, selando a união com um beijo profundo que selou o destino de ambos. Naquela noite, o Mundo de Dandy pareceu desaparecer, restando apenas o calor de seus corpos e a promessa de um amor que desafiava a lógica das cores e dos estilos.

***

Os anos no Mundo de Dandy passavam de uma forma mágica, e a união entre o confeiteiro e o observador de estrelas provou ser a receita mais estável de todas. O que começou como uma paixão secreta floresceu em uma vida compartilhada, e o desejo de criar algo juntos foi além de bolos e histórias.

Certa manhã, a cozinha estava mais barulhenta do que o habitual. O aroma de açúcar e baunilha ainda estava lá, mas agora era acompanhado por risadas agudas e o som de pequenos pés correndo pelo piso de ladrilhos.

— Berry! Cuidado com a farinha! — exclamou Sprout, tentando equilibrar uma tigela enquanto um pequeno ser de cabelos azulados e olhos brilhantes tentava alcançar a bancada.

Berry era a mistura perfeita dos dois. Tinha a energia contagiante de Sprout e a curiosidade insaciável de Cosmo. Ele usava um pequeno suspensório azul e parecia ter herdado a habilidade do pai coquete para a bagunça criativa.

— Mas papai, o Cake disse que a farinha parece neve de estrela! — protestou Berry, apontando para o irmão mais novo.

Cake, por outro lado, era mais calmo, sentado no canto da cozinha com um pequeno telescópio de brinquedo e um pedaço de bolo na mão. Ele tinha o estilo mais contido, lembrando muito a aura emo de Cosmo, mas com um toque de doçura que o tornava irresistível. Cake olhou para cima, seus olhos escuros brilhando com uma inteligência precoce.

— Ela brilha quando a luz bate, igual à Via Láctea que o papai Cosmo mostrou ontem — disse Cake, com uma voz serena que fez Sprout sorrir.

Nesse momento, Cosmo entrou na cozinha, ainda com o cabelo bagunçado do sono, mas o olhar suavizou-se instantaneamente ao ver a cena. Ele caminhou até Sprout e o abraçou por trás, depositando um beijo no topo de sua cabeça, ignorando deliberadamente o fato de que o avental de Sprout agora estava manchado de farinha por causa das crianças.

— Parece que a nebulosa explodiu na nossa cozinha hoje — comentou Cosmo, rindo baixo.

— Seus filhos têm muita imaginação, Cosmo — disse Sprout, virando-se nos braços do marido, com um sorriso radiante. — Eles decidiram que a confeitaria agora é um observatório espacial.

— E por que não seria? — Cosmo olhou para Berry e Cake, que agora tentavam, juntos, decorar um biscoito. — As melhores coisas da vida são feitas de açúcar e poeira estelar.

Sprout encostou a cabeça no peito de Cosmo, sentindo o mesmo batimento firme que o acolhera naquela primeira noite anos atrás. A vida deles não era apenas sobre opostos que se atraíam, mas sobre como esses opostos criaram um mundo inteiramente novo.

— Você se arrepende? — perguntou Sprout em um sussurro, brincando com um dos botões da camisa escura de Cosmo. — De ter trocado o silêncio das suas estrelas por toda essa confusão doce?

Cosmo apertou o abraço, olhando para os filhos e depois para o rosto corado de seu amado femboy.

— Nunca — afirmou Cosmo com uma seriedade absoluta. — Eu passaria mil anos observando o céu e nunca encontraria nada tão brilhante quanto o que temos aqui. Você é o meu sol, Sprout. E o Berry e o Cake... eles são as constelações que eu nunca soube que precisava mapear.

Berry deu um grito de alegria ao conseguir colocar um confeito de estrela exatamente no centro do biscoito.

— Olhem! Eu fiz uma galáxia de chocolate! — gritou o pequeno, pulando de alegria.

— E ficou deliciosa, com certeza — disse Sprout, desvilando-se de Cosmo para pegar o filho no colo. — Agora, quem quer ajudar o papai a colocar a cobertura no bolo de aniversário do Mundo de Dandy?

— Eu! — gritaram os dois em coro.

Enquanto a família se reunia ao redor da mesa, Cosmo observava cada detalhe. A delicadeza de Sprout ao ensinar Cake a usar o saco de confeitar, a risada de Berry, o calor daquela cozinha que transbordava amor. Ele se lembrou daquela noite em seu quarto, da vulnerabilidade e da entrega. Naquele momento, ele soube que o "tentar fazer" que ele propusera não tinha sido apenas sobre o ato físico, mas sobre construir uma eternidade.

A mistura de pimenta e açúcar, de emo e coquete, de sombra e luz, tinha resultado na receita mais perfeita que o Mundo de Dandy já vira. E enquanto o sol se punha lá fora, dando lugar às primeiras estrelas que Cosmo tanto amava, ele percebeu que não precisava mais olhar para o telescópio para encontrar o paraíso. O paraíso estava ali, coberto de farinha e glacê, sorrindo de volta para ele.