Carência das Matriarcas
Seda, Suor e Pecados de Elite
O quarto principal da mansão Olston era um monumento ao excesso. Uma cama king-size, elevada sobre um estrado de madeira escura, reinava no centro do cômodo, coberta por lençóis de seda negra que brilhavam sob a luz difusa de arandelas de cristal. O ar estava impregnado com o aroma de velas de sândalo e o rastro do perfume caro de Ferris.
Assim que as portas duplas se fecharam com um clique abafado, a atmosfera de "civilidade" que restava entre as três mulheres evaporou-se completamente.
— Finalmente — rosnou Akemi, sua voz vibrando como o motor de uma moto potente. Ela não esperou por convites. Suas mãos grandes e calejadas pelos treinos agarraram a gola da blusa folgada de Ferris, puxando a loira para um beijo que era quase um combate.
Akemi beijava como se quisesse devorar a alma de Ferris. Suas pequenas presas arranhavam o lábio inferior da anfitriã, e sua língua invadia a boca alheia com uma urgência bruta. Ferris soltou um gemido agudo, suas mãos pequenas perdendo-se nos cabelos ruivos e rebeldes de Akemi, enquanto seu corpo curvilíneo se moldava desesperadamente contra o abdômen rígido e atlético da outra.
— Calma, Akemi-san... — Ferris murmurou entre os lábios da ruiva, embora suas mãos estivessem ocupadas demais tentando desabotoar o jeans de Akemi. — Você sempre foi tão apressada. É por isso que o Gorou-san parece estar sempre exausto?
A provocação de Ferris veio com um sorriso ladino, mesmo enquanto ela ofegava. Ela adorava cutucar a fera, testar os limites da paciência de Akemi enquanto usava seu próprio corpo como isca.
— Cala a boca e me deixa te mostrar quem é que manda aqui — rebateu Akemi, soltando a blusa de Ferris e deixando-a cair no chão, revelando o sutiã de renda que mal conseguia conter os seios fartos da loira.
Enquanto as duas se enroscavam, Misaki Gundo permanecia um passo atrás, observando a cena com uma frieza que beirava o sadismo. Ela já havia retirado o blazer, revelando uma blusa social branca que delineava sua silhueta magra e elegante. Sem os óculos, seus olhos pareciam poços de obsidiana, capturando cada detalhe da luxúria alheia.
— Vocês duas são tão barulhentas — comentou Misaki, sua voz monótona cortando o ar como uma lâmina de gelo. — Parecem duas adolescentes no banco de trás de um carro. Ferris, pare de provocar e entregue o que prometeu. Sua hospitalidade está começando a ficar... tediosa.
Ferris olhou por cima do ombro de Akemi, os olhos verdes brilhando de desafio.
— Tediosa, Misaki-san? — Ferris arqueou uma sobrancelha, soltando um suspiro pesado enquanto Akemi começava a trilhar um caminho de mordidas por seu pescoço. — Por que não vem aqui e tenta me animar, então? Ou será que você prefere apenas assistir, como se estivesse analisando um relatório de finanças?
A resposta de Misaki foi imediata. Ela deu dois passos largos e agarrou o rosto de Ferris com uma mão, forçando-a a olhar diretamente para ela. A agressividade silenciosa de Misaki era quase mais intimidadora que a força física de Akemi.
— Eu não analiso, Ferris. Eu domino — disse Misaki, antes de selar seus lábios nos de Ferris com uma pressão técnica e implacável.
Akemi soltou uma risada rca, sentindo o calor das duas mulheres contra si.
— Porra, é disso que eu tô falando! — Akemi puxou as duas para a cama, derrubando-as sobre a seda macia.
O contraste era visualmente estonteante: a pele bronzeada e marcada de Akemi, cheia de cicatrizes de treinos e marquinhas de sol, contra a palidez aristocrática de Misaki e as curvas leitosas e macias de Ferris. Akemi agia como um furacão, suas mãos explorando cada centímetro de pele que conseguia alcançar. Ela rapidamente se livrou das roupas restantes, revelando um corpo musculoso, com coxas grossas que poderiam esmagar a vontade de qualquer homem.
— Você é muito macia, Ferris — Akemi rosnou, apertando as coxas largas da loira enquanto se posicionava entre suas pernas. — Dá vontade de morder até tirar sangue.
— Sinta-se à vontade, Akemi-san — provocou Ferris, arqueando as costas e empurrando o busto generoso contra as mãos da ruiva. — Mas cuidado para não quebrar seus dentes. Eu sou muito mais resistente do que pareço.
Misaki, por outro lado, trabalhava com uma precisão cirúrgica. Ela se ajoelhou atrás de Ferris, suas mãos pálidas deslizando pelas costas da loira até alcançarem o fecho do sutiã. Com um movimento rápido, a peça foi descartada. Misaki não perdia tempo com carícias suaves; seus dedos apertavam com força, deixando marcas vermelhas que contrastavam com a pele branca de Ferris.
— Menos conversa, mais submissão — ordenou Misaki no ouvido de Ferris, antes de cravar os dentes no ombro da anfitriã.
Ferris soltou um grito abafado, uma mistura de dor e prazer extremo. Ela adorava a dinâmica. Akemi era o fogo que queimava por fora, a energia bruta e incontrolável; Misaki era o frio que queimava por dentro, a disciplina que exigia obediência. E Ferris era o centro, manipulando as duas com sua passividade agressiva, oferecendo seu corpo como o campo de batalha perfeito.
— Vocês... vocês são animais — Ferris ofegou, enquanto as mãos de Akemi desciam para explorar a intimidade úmida entre suas pernas. — Mas é exatamente por isso que eu chamei vocês.
Akemi soltou um palavrão de pura satisfação ao sentir a receptividade de Ferris.
— Puta que pariu, Ferris... você tá encharcada. Tava planejando isso desde a cerimônia de formatura, não tava? Sua loira safada.
— Talvez — respondeu Ferris, com um sorriso vitorioso, enquanto Akemi começava a usar os dedos com uma intensidade rítmica que fazia a loira perder o fôlego. — Talvez eu só quisesse ver a cara da Misaki-san quando ela finalmente perdesse essa postura de estátua.
Misaki não respondeu com palavras. Em vez disso, ela empurrou Ferris para baixo, forçando-a a se deitar de bruços, e olhou para Akemi.
— Segure os braços dela, Akemi — comandou Misaki, sua voz agora carregada de uma autoridade sombria. — Ela fala demais. Vamos dar a ela algo para se concentrar.
Akemi obedeceu com um sorriso de presas à mostra. Ela subiu na cama, prendendo os pulsos de Ferris acima da cabeça da loira com apenas uma das mãos, enquanto a outra continuava a torturá-la entre as pernas.
— Com prazer, Gundo. Adoro quando você fica mandona.
O que se seguiu foi uma sinfonia de gemidos, o som da carne batendo contra a carne e o farfalhar da seda sendo puxada. Akemi era incansável. Ela se movia com a agilidade de uma atleta, alternando entre Ferris e Misaki, distribuindo beijos vorazes e toques pesados. Quando suas mãos encontravam o corpo de Misaki, a morena reagia com uma agressividade contida, devolvendo os apertos com a mesma força, seus olhos fixos nos de Akemi como se estivessem em um duelo silencioso.
— Você tem muita energia, Akemi — murmurou Misaki, enquanto a ruiva a puxava para um beijo profundo. — Mas falta-lhe foco.
— Eu foco no que eu quero, e agora eu quero vocês duas gritando meu nome — rebateu Akemi, sua respiração batendo quente contra o rosto de Misaki.
Ferris, sentindo-se momentaneamente "negligenciada" enquanto as outras duas se enfrentavam, usou seu corpo para chamar a atenção. Ela se arrastou pela cama, sua pele pálida brilhando com o suor, e envolveu as pernas de Akemi, subindo lentamente até que pudesse morder a coxa bronzeada da ruiva.
— Não se esqueçam de quem é a casa — sussurrou Ferris, sua voz carregada de uma luxúria provocante. — Eu ainda não terminei com nenhuma das duas.
A noite avançou sem trégua. O álcool de elite que haviam consumido anteriormente parecia ter se transformado em combustível puro. Akemi, em um surto de energia, posicionou-se de forma a dominar ambas, seus músculos das costas e ombros saltando sob a luz das velas enquanto ela guiava o prazer das outras duas.
Misaki, perdendo finalmente o controle gélido, soltou um grito rouco quando Akemi a levou ao ápice, suas unhas cravando-se nos braços fortes da ruiva. A expressão de Misaki era de puro choque, como se ela não acreditasse que seu corpo pudesse traí-la daquela forma.
— Viu só? — Akemi riu, triunfante, enquanto limpava o suor da testa. — Até a grande Misaki Gundo se quebra.
— Cale-se — sibilou Misaki, embora estivesse ofegante e visivelmente exausta, com as bochechas coradas pela primeira vez na noite.
Ferris, por sua vez, estava em um estado de êxtase lânguido. Ela se aconchegou entre as duas, seus seios grandes subindo e descendo com a respiração pesada.
— Isso foi... aceitável — provocou Ferris, embora seu corpo ainda tremesse. — Mas acho que ainda temos algumas garrafas lá embaixo. E a noite ainda é uma criança.
Akemi olhou para Ferris, depois para Misaki, e soltou uma gargalhada que ecoou pelas paredes à prova de som da mansão.
— Você é insaciável, sua loira rica. Mas quer saber? Eu também sou.
Misaki ajeitou uma mecha de cabelo preto que havia caído sobre o rosto, seus olhos agora mais suaves, mas ainda mantendo aquela faísca de perversidade.
— Se vamos continuar, sugiro que parem de falar e comecem a agir. Meu tempo é precioso.
Naquela noite, a formatura das filhas foi a última coisa em suas mentes. Na mansão Olston, três mulheres que o mundo via apenas como mães e esposas encontraram uma liberdade selvagem, redescobrindo que, sob as camadas de responsabilidade e expectativas sociais, ainda existia um fogo capaz de reduzir qualquer mansão a cinzas.
O sol começaria a nascer em poucas horas, e com ele, as máscaras voltariam. Akemi voltaria a ser a mãe barulhenta e atlética; Misaki, a intelectual séria e irônica; e Ferris, a anfitriã doce e rica. Mas as marcas nos corpos, o cheiro de seda e pecado, e a lembrança dos gritos abafados pelas paredes luxuosas permaneceriam como um segredo compartilhado, um pacto silencioso selado em vinho caro e desejo proibido.