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Engel x Abbie!!

Sussurros de Papel e Prazer Proibido

A penumbra do quarto na Paper School era quebrada apenas pela luz pálida do luar que atravessava a janela, desenhando sombras longas e distorcidas nas paredes de papel. O silêncio do corredor era absoluto, mas dentro daquele espaço, o ar estava denso, carregado com o cheiro de suor e a eletricidade de um desejo que finalmente transbordava. Abbie, sempre tão contido e assustado, sentia o coração martelar contra as costelas como um pássaro enjaulado. Ele estava sentado sobre as pernas de Engel, o contraste entre sua pele pálida e o macacão escuro do outro garoto sendo a única coisa que conseguia focar.

Engel, cujas penas azuis e vermelhas pareciam vibrar com a intensidade do momento, mantinha um sorriso que misturava sua gentileza habitual com uma malícia recém-descoberta. Ele não era mais apenas o protetor da escola; naquele momento, ele era o mestre de cada reação de Abbie.

— Você está tremendo tanto, Abbie... — sussurrou Engel, as mãos subindo pelas coxas do garoto à sua frente. — É medo ou é o que eu acho que é?

Abbie não conseguiu responder. Sua voz morreu na garganta quando Engel o penetrou com força, preenchendo-o de uma forma que o fez arquear as costas, a folha no topo de sua cabeça balançando freneticamente. O prazer veio como uma onda avassaladora, arrancando dele um gemido agudo que ecoou pelo quarto. Abbie apertou os ombros de Engel, as unhas cravando-se levemente no tecido da camisa branca.

— Mais... por favor, Engel... mais... — implorou Abbie, o rosto enterrado no pescoço do amigo, a respiração quente e descompassada.

Engel riu baixo, um som rouco que arrepiou cada pelo do corpo de Abbie. Ele decidiu provocar. Em um movimento rápido e inesperado, Engel retirou um vibrador rosa que parecia ter surgido de um truque de mestre, manipulando o objeto com uma destreza que deixou Abbie ainda mais desorientado. A visão do objeto vibrando diante de seus olhos fez o garoto de cabelos pretos corar violentamente.

— Você quer isso, não quer? — provocou Engel, passando a ponta do brinquedo nos lábios de Abbie antes de descê-lo lentamente. — Peça com educação.

— Eu te odeio! — exclamou Abbie, embora seus olhos estivessem nublados de luxúria e as lágrimas de prazer começassem a se formar. — Seu idiota, para de brincar comigo e faz logo!

Engel apenas sorriu, ignorando os xingamentos e focando na vulnerabilidade deliciosa de Abbie. Ele posicionou o vibrador e, com um movimento firme, o introduziu enquanto voltava a penetrar Abbie com seu próprio membro. A combinação foi demais para o garoto tímido. Abbie soltou um grito abafado, o corpo inteiro sacudindo enquanto a vibração interna e o movimento rítmico de Engel o levavam ao limite.

— Isso, chame meu nome — comandou Engel, aumentando a velocidade. — Deixe todos saberem o quanto você está gostando.

Abbie estava em transe. Ele xingava Engel com todas as palavras que conhecia, mas seus quadris se moviam por conta própria, buscando mais contato, mais fricção. A provocação de Engel era constante; ele parava no ápice apenas para ver Abbie se desesperar, para depois recomeçar com uma força ainda maior.

— Eu vou... eu vou gozar! — gritou Abbie, a visão ficando turva.

Engel não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, ele foi rápido, penetrando com uma força bruta que fazia a cama de papel ranger sob eles. Abbie atingiu o clímax de forma explosiva, sujando o pênis de Engel com seu sêmen, o corpo amolecendo enquanto ele ofegava pesadamente. Ele lambeu os próprios lábios, o olhar perdido enquanto observava a própria intimidade transbordando, uma visão que o fazia sentir uma mistura de vergonha e um prazer pecaminoso.

Engel, no entanto, ainda não tinha terminado. Ele esticou a mão, tocando a parte sensível e levemente peluda abaixo da entrada de Abbie, fazendo o garoto tremer e soltar um gemido que pareceu um soluço.

— Ainda não acabamos, Abbie — disse Engel, sua voz agora mais grave.

Ele pegou um pouco do sêmen que decorava a pele de Abbie e levou à boca do menor. Abbie tentou protestar, mas os dedos de Engel entraram em sua boca, forçando-o a provar de si mesmo. Sons abafados e úmidos preencheram o quarto.

— Fique quietinho agora — ordenou Engel, retirando os dedos e observando Abbie ficar com a língua para fora, tentando recuperar o fôlego.

Sem dar tempo para descanso, Engel substituiu os dedos por seu próprio membro, invadindo a boca de Abbie. O som foi abafado, um "glup" úmido que fez os olhos de Abbie se arregalarem. As mãos de Engel desceram, apertando o pênis de Abbie com firmeza, arrancando dele um novo espasmo de prazer.

— Chupe, Abbie. Engula tudo para mim — Engel gemeu, fechando os olhos enquanto sentia a língua inexperiente, mas esforçada, de seu parceiro.

O prazer era mútuo e avassalador. Engel sentia cada contração da garganta de Abbie, cada tentativa do garoto de agradá-lo apesar do choque inicial. Quando Engel finalmente atingiu seu limite, ele se afastou, deixando Abbie ofegante e trêmulo no colchão.

Mas o ápice da noite ainda estava por vir. Engel pegou o vibrador rosa novamente e, em um movimento coreografado de luxúria, posicionou-se de forma que ambos pudessem compartilhar o brinquedo. Com o vibrador inserido e pulsando entre eles, Engel deu um tapa sonoro nas nádegas de Abbie, o som estalando no silêncio do quarto.

— Ah! — Abbie gritou, uma mistura de dor aguda e um prazer tão intenso que beirava a agonia.

— Continue se movendo, Abbie! — Engel incentivou, movendo o vibrador com vigor dentro deles.

Abbie não sabia mais onde terminava seu corpo e começava o de Engel. Ele gritava, as mãos agarrando os lençóis com força, enquanto o vibrador trabalhava incansavelmente. Era uma cacofonia de prazer e dor, um segredo escondido nas sombras da Paper School que nenhum professor ou regra poderia apagar. Naquela noite, o garoto medroso e o protetor gentil descobriram que, entre as páginas de suas vidas, havia capítulos que só poderiam ser escritos com o calor da pele e o som de gemidos desesperados.