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Engel x Abbie

Sinfonia de Papel e Desejo

O ar no quarto estava pesado, carregado com o cheiro metálico de medo que havia se transformado em algo muito mais denso e inebriante. As paredes da Paper School pareciam distantes agora, um eco de terror que fora substituído pelas batidas frenéticas de dois corações em sintonia. Engel, cujas penas no topo da cabeça estavam bagunçadas e vibrando, sentia o calor emanar de Abbie de uma forma que nunca imaginara.

Abbie, o garoto que sempre parecia prestes a desmoronar sob a pressão das notas e das lâminas da Miss Circle, parecia ter passado por uma metamorfose. Seus olhos, antes fendas de puro pânico, agora brilhavam com uma malícia recém-descoberta. Ele não era mais apenas a presa; havia algo nele que clamava por domínio, um desejo que queimava mais forte que qualquer maçã que ele já tivesse provado.

— Engel... — a voz de Abbie saiu rouca, um sussurro que arranhou a audição do garoto de cabelos brancos.

Sem aviso, Abbie se inclinou para frente, expondo seu peitoral. A camisa branca estava aberta, revelando a pele pálida que contrastava com o colete preto jogado de lado. Ele empurrou o peito contra o de Engel, um convite silencioso e desesperado.

Engel não hesitou. Ele sentiu a fricção do tecido e da pele, um calor que subia por sua espinha e fazia seus dedos pontiagudos tremerem. Ele começou a esfregar seu peitoral contra o de Abbie, um movimento rítmico e bruto que arrancou o primeiro som real de prazer da garganta de ambos.

— Porra, Abbie... — Engel xingou baixinho, a gentileza habitual dando lugar a uma luxúria crua. — Você não tem ideia do que está fazendo comigo.

— Eu sei exatamente o que estou sentindo — respondeu Abbie, soltando um gemido abafado enquanto fechava os olhos, perdendo-se na sensação. — É melhor do que qualquer segurança... é melhor do que fugir.

Os dois se chocaram em um beijo faminto sobre a cama. Não era um beijo de despedida ou de conforto, mas um embate de línguas e dentes. Engel sentia o gosto doce e metálico de Abbie, enquanto suas mãos buscavam desesperadamente por mais contato. A cama de papel rangia sob o peso dos corpos, mas nenhum dos dois se importava se a estrutura cederia.

Enquanto se beijavam, a mão de Abbie desceu com precisão, alcançando a parte posterior de Engel. Seus dedos exploraram a sensibilidade daquela região íntima, provocando a abertura entre as nádegas do garoto maior. Engel arqueou as costas instantaneamente, um gemido agudo escapando de seus lábios e se perdendo na boca de Abbie.

— Sim... Abbie, bem aí... — Engel implorou, as lágrimas de prazer começando a embaçar sua visão.

Abbie estava completamente apaixonado, não apenas pelo momento, mas pela vulnerabilidade do protetor da escola. Ver Engel, o garoto que enfrentava monstros para salvar os outros, desmoronando sob seu toque, era o maior troféu que ele poderia desejar. Ele continuou o movimento, sentindo a umidade e o calor, o prazer de Engel vibrando através de seus dedos.

Engel, sentindo que precisava retomar um pouco do controle, esticou-se sobre o corpo sentado de Abbie. Suas mãos grandes e escuras encontraram o peito do garoto de cabelos pretos. Ele apertou com força, sentindo a consistência da carne sob seus dedos.

— Ah! — Abbie soltou um grito curto, a cabeça caindo para trás, o caule de maçã em seu cabelo balançando violentamente.

Engel não parou. Ele segurou os dois peitorais de Abbie com firmeza, admirando a forma como a pele reagia ao seu toque. Então, ele se abaixou, começando a chupar e morder cada lado, alternando entre a delicadeza de um beijo e a agressividade de uma sucção profunda.

— Mais... Engel, por favor, me dá mais! — Abbie implorava, suas mãos enterradas nos cabelos brancos e despenteados de Engel, puxando-o para mais perto, querendo que ele devorasse cada centímetro de seu ser.

Engel parou por um segundo, olhando nos olhos de Abbie. O contraste entre o branco de seu cabelo e o preto dos olhos de Abbie era quase poético no caos daquele quarto.

— Agora é a sua vez — ordenou Engel, a voz carregada de uma autoridade sedutora. — Eu quero que você use essa boca em mim. Chupa a minha vagina... lá atrás. Agora.

O olhar de Abbie tornou-se intensamente malicioso. Ele não precisou ouvir duas vezes. Engel se posicionou, oferecendo-se completamente ao seu companheiro. O silêncio do quarto foi quebrado pelo som seco de um tapa. Abbie havia desferido um golpe firme nas nádegas de Engel, fazendo a pele branca arder e o garoto gritar de surpresa e excitação.

— Isso foi por me fazer esperar — sussurrou Abbie antes de mergulhar.

Quando a língua de Abbie fez contato com a intimidade traseira de Engel, o mundo pareceu explodir para o garoto de penas azuis e vermelhas. Abbie não foi gentil; ele usou a língua com uma voracidade que Engel não sabia que ele possuía. Ele chupava e explorava cada dobra, cada ponto de prazer, fazendo com que Engel perdesse completamente o sentido de direção.

— Aaaah! Abbie! — Engel gritou, as mãos agarrando os lençóis com tanta força que o papel começou a rasgar. — Meu Deus, continua... não para nunca!

O prazer era avassalador, uma onda elétrica que percorria cada nervo de Engel. Ele sentia a respiração quente de Abbie contra sua pele, os gemidos abafados do garoto enquanto ele se deliciava com o corpo de Engel. Era uma dança de sombras e sons, onde o medo da morte lá fora fora totalmente substituído pela urgência da vida e do desejo aqui dentro.

Abbie subiu o olhar por um momento, vendo Engel em êxtase, o rosto corado e os olhos revirando. Ele sorriu, uma expressão de pura satisfação, antes de voltar ao seu trabalho, determinado a levar Engel ao limite absoluto de sua sanidade. Ali, naquele pequeno refúgio, eles não eram mais alunos assustados; eram dois seres descobrindo que, mesmo em um mundo feito de papel e regras cruéis, o prazer era a única coisa que não podia ser apagada.

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