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Fanfic

O Altar da Carne e o Mel da Alvorada

O sol de Londres já não apenas filtrava pelas cortinas; ele agora reivindicava o quarto, pintando listras de ouro sobre o emaranhado de pernas e lençóis. Louis, com a respiração finalmente estabilizada após o prazer intenso que S/n lhe proporcionara, sentia uma onda de gratidão e desejo renovado. Ele a observava, deitada sob ele, os cabelos castanhos espalhados como uma auréola ondulada sobre o travesseiro branco. A pele dela, tão clara e macia, parecia convidá-lo a uma forma de adoração que as palavras jamais alcançariam.

— Minha vez — sussurrou ele, a voz vibrando baixo, quase como um segredo compartilhado entre deuses.

Louis começou a descer, mas não com pressa. Ele queria saborear cada centímetro daquela mulher que o fazia sentir-se o homem mais sortudo da Inglaterra. Ele deixou rastros de beijos úmidos e lentos pelo pescoço dela, sentindo o pulsar da veia carótida sob seus lábios, um ritmo que acelerava à medida que sua língua traçava o contorno da clavícula. S/n soltou um suspiro trêmulo, suas mãos subindo para os ombros musculosos de Louis, sentindo a firmeza de sua pele caucasiana.

— Louis... — ela murmurou, a voz carregada de uma nova expectativa.

Ele não respondeu com palavras, apenas com a pressão de seus lábios descendo em direção aos seios dela. Louis os admirou por um segundo, dois globos doces e redondos que pareciam esculpidos em mármore quente. Ele envolveu um deles com a palma da mão, sentindo o peso perfeito, antes de capturar o mamilo já ereto entre seus dentes, mordiscando-o com uma delicadeza torturante.

S/n arqueou as costas, um gemido agudo escapando de sua garganta. A sensação da língua áspera de Louis e o calor de sua boca sugando-a com uma possessividade carinhosa faziam seu ventre contrair-se. Ele alternava entre os dois seios, tratando-os como relíquias sagradas, deixando a pele marcada pelo calor de sua boca.

— Você é tão linda — disse ele, fazendo uma pausa para olhá-la. — Cada curva, cada detalhe... parece que foi feita para as minhas mãos.

Ele continuou a descida, os beijos tornando-se mais profundos à medida que alcançavam o ventre liso e macio. Louis parou ali por um momento, pressionando o rosto contra a pele dela, inalando o perfume natural de S/n misturado ao cheiro do amor que haviam acabado de fazer. Suas mãos grandes e respeitosas espalharam-se pelos quadris dela, ancorando-a enquanto ele se ajoelhava entre suas pernas.

A visão que se abria diante dele era o seu paraíso particular. A vulva de S/n, rosada e úmida, brilhava sob a luz da manhã. O mel que ela derramava era um convite silencioso, um testemunho do quanto ela o desejava. Louis sentiu seu próprio corpo reagir novamente, uma pulsação forte em seu baixo ventre, mas sua prioridade agora era ela.

— Eu quero sentir o seu gosto — declarou ele, a voz rouca de desejo.

Com uma reverência quase divina, Louis aproximou-se. Primeiro, ele usou os dedos para separar delicadamente as dobras de sua carne, admirando a textura de seda úmida. Ele deslizou o indicador, sentindo o calor e a viscosidade do mel que ela produzia, antes de levar o dedo aos lábios e prová-la, mantendo o olhar fixo nos olhos castanhos dela, que agora estavam escuros de puro prazer.

— Doce... tão doce — ele sussurrou.

Então, ele se entregou à tarefa de degustar sua amada. Sua língua encontrou o clitóris dela com uma precisão que fez S/n soltar um grito abafado, as mãos dela agarrando os lençóis com força. Louis sugava, brincava com a ponta da língua em movimentos circulares, enquanto seus dedos entravam e saíam dela, massageando as paredes internas que já começavam a pulsar em antecipação.

— Oh, Louis! Por favor, não pare! — implorou ela, os quadris movendo-se em um ritmo frenético, buscando mais do contato que a estava levando ao limite da sanidade.

Ele não parou. Pelo contrário, intensificou o ritmo. Ele conhecia cada ponto sensível, cada reação de seu corpo. Ele a sentia tremer sob ele, o calor emanando de sua pele branca, o suor começando a brilhar em sua testa. Louis estava perdido na doçura dela, o sabor de S/n tornando-se o único mundo que ele desejava habitar.

— Sinta o quanto eu te amo, S/n — disse ele entre os toques, sua voz abafada pela proximidade íntima. — Sinta o que você faz comigo.

S/n sentia que estava prestes a explodir. Cada sucção de Louis, cada movimento de seus dedos, era como uma descarga elétrica que percorria sua espinha. Ela via a cabeça dele entre suas pernas, o empenho e a adoração em cada movimento, e o amor que sentia por ele transbordava em lágrimas de felicidade que escorriam pelo canto de seus olhos.

As contrações começaram a vir em ondas. O ventre de S/n tornou-se tenso, e ela sentiu o ápice aproximar-se como uma tempestade avassaladora.

— Louis, eu vou... eu vou... — ela não conseguiu terminar a frase.

Com um último movimento firme de sua língua e uma pressão profunda de seus dedos, Louis a levou ao clímax. S/n gritou o nome dele, seu corpo sacudindo-se em espasmos de puro prazer enquanto suas paredes internas apertavam os dedos dele com uma força incrível. O calor e a umidade pareciam explodir de dentro dela, inundando os sentidos de ambos.

Louis não se afastou. Ele continuou ali, beijando a parte interna de suas coxas, subindo lentamente até encontrar o rosto dela, que estava corado e transfigurado pela satisfação. Ele se deitou sobre ela, mas desta vez, apenas para abraçá-la, sentindo o tremor que ainda percorria o corpo de sua namorada.

— Você está bem? — ele perguntou, a voz cheia de uma ternura infinita, beijando a ponta do nariz dela.

— Eu estou... flutuando — respondeu ela, soltando uma risada curta e trêmula. — Você me destrói e me reconstrói ao mesmo tempo, Louis Partridge.

Ele sorriu, aquela covinha no queixo aparecendo de forma vitoriosa e doce.

— É o meu trabalho favorito no mundo.

Eles ficaram ali, envoltos no silêncio que se seguiu, um silêncio que não precisava de palavras porque seus corpos já haviam dito tudo. O respeito, a paixão e a adoração mútua eram os pilares daquela relação, tornando cada encontro não apenas um ato físico, mas uma celebração da alma.

— Eu te amo tanto que chega a doer — confessou S/n, acariciando o rosto dele com a palma da mão.

— Então deixe que eu cure essa dor, todas as manhãs, pelo resto das nossas vidas — prometeu Louis, selando a promessa com um beijo que tinha o gosto doce e compartilhado de ambos.

Londres lá fora poderia ser cinzenta, barulhenta e fria, mas dentro daquele quarto, o sol nunca se punha para o casal que havia aprendido que o maior mistério de Enola Holmes não era um crime a ser resolvido, mas sim a profundidade do amor que um homem e uma mulher podiam sentir um pelo outro.