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O Preço da Obediência

O escritório de Alex — que Natan agora era obrigado a chamar de Papai Luiz, em um jogo de poder que o moreno impunha com rigor — era um ambiente frio, decorado com madeira escura e couro pesado. O cheiro de charuto e loção pós-barba cara impregnava o ar, criando uma atmosfera opressiva que sempre fazia o pequeno Natan encolher os ombros ao cruzar a porta.

Alex estava sentado em sua poltrona de couro, cercado por papéis, planilhas e o brilho azulado do monitor do computador. Ele não desviou os olhos da tela quando a porta se abriu, mas um sorriso imperceptível surgiu em seus lábios ao ouvir o som abafado dos passos de Natan e o ruído rítmico da sucção da chupeta.

— Venha aqui, Natan — ordenou Alex, sua voz grossa cortando o silêncio do escritório.

O loiro caminhou lentamente. Ele usava a sainha de pregas rosa que o "papai" tanto gostava, meias brancas que iam até os joelhos e uma camiseta curta. Ele parou ao lado da poltrona, fazendo um bico emburrado por trás da chupeta azul.

— O Papai está ocupado, mas precisa de você por perto — disse Alex, afastando a poltrona da mesa o suficiente para abrir espaço entre suas pernas fortes. — Sente-se aqui. Agora.

Natan hesitou, balançando a cabeça negativamente. Ele queria ir brincar com seus blocos de montar, não ficar preso naquele escritório sem graça.

— Não... — murmurou Natan, o som saindo abafado pela chupeta.

Alex fechou a expressão, seus olhos escuros fixando-se no menor com uma intensidade bruta. Ele estendeu a mão, agarrando o pulso fino de Natan e puxando-o com força para entre suas pernas.

— Eu não fiz uma pergunta, pequeno. Eu dei uma ordem. Você quer o castelo de brinquedo que me pediu ontem, não quer?

Natan assentiu devagar, os olhos começando a lacrimejar.

— Então obedeça.

Com um movimento brusco, Alex levantou Natan e o sentou de frente para si, com as pernas do loiro abertas sobre suas coxas musculosas. O contraste era gritante: a pele morena e bruta de Alex contra a brancura delicada e macia de Natan. Sem perder tempo, Alex subiu a sainha rosa, revelando a calcinha de babados que ele forçava o menor a usar.

Com dedos ágeis e impacientes, Alex empurrou o tecido fino para o lado, expondo a intimidade de Natan. Ao mesmo tempo, ele abriu o zíper da própria calça, libertando seu membro já pulsante e rígido.

— Papai, não... dói — choramingou Natan, tentando se levantar, as mãos pequenas empurrando os ombros largos de Alex.

— Shhh. Fique quieto — rosnou Alex, segurando a cintura de Natan com as duas mãos, os dedos afundando na carne macia. — Você vai apenas aquecer para o Papai enquanto eu trabalho.

Sem qualquer delicadeza, Alex guiou Natan para baixo, forçando-o a se sentar sobre ele. O loiro soltou um ganido agudo, a chupeta quase caindo da boca enquanto ele era preenchido de forma bruta e total. A entrada estreita de Natan protestou contra a invasão, mas Alex não parou até que estivesse completamente enterrado dentro dele.

— Isso... tão apertado — sussurrou Alex, fechando os olhos por um segundo para apreciar a sensação de sucção interna.

Natan estava bravinho. Ele fazia bico, cruzava os braços sobre o peito e tentava, a cada poucos segundos, empurrar o corpo para cima, tentando tirar o membro de Alex de dentro de si.

— Sai... eu quero sair — Natan reclamava, a voz manhosa e irritada.

— Se você sair daí mais uma vez, Natan, eu juro que não haverá passeio amanhã — ameaçou Alex, voltando sua atenção para o monitor e começando a digitar um e-mail importante, como se nada estivesse acontecendo.

Natan parou por um instante, o corpo ainda tremendo levemente pela invasão.

— Shopping? — perguntou ele, os olhos brilhando de expectativa apesar do desconforto.

— Sim. Se você se comportar e ficar exatamente onde está, amanhã eu te levo no shopping. Vou comprar aquele urso gigante e todos os doces que você conseguir carregar. Mas só se você for o meu cockwarmer perfeito até eu terminar esse relatório.

Natan soltou um suspiro pesado, o bico ainda presente em seu rosto. Ele se rendeu ao peso do corpo de Alex, apoiando o queixo no ombro do moreno. A sensação de estar preenchido era intensa e incômoda, mas a promessa de presentes era o combustível de sua obediência ingênua.

O tempo passava lentamente no escritório. O único som era o clique incessante das teclas do computador e a respiração pesada de Alex. De vez em quando, o moreno se movia levemente, apenas para sentir o aperto de Natan, o que fazia o loiro soltar pequenos gemidos de protesto.

— Papai, tá quente — reclamou Natan, mexendo o quadril para tentar aliviar a pressão.

— É para estar quente, pequeno. É o seu trabalho — Alex respondeu, sem tirar os olhos da tela. Sua mão direita desceu da mesa e começou a massagear a nádega exposta de Natan, apertando com força, deixando marcas vermelhas na pele alva. — Você é tão útil assim, sabia? Servindo apenas para o meu prazer e conforto.

Natan sentia uma mistura de humilhação e uma dependência doentia. Ele odiava a forma bruta como Alex o tratava, mas amava a segurança e os mimos que recebia em troca de sua submissão. Ele fechou os olhos, sugando a chupeta com força, tentando se desligar da dor latente lá embaixo.

Após quase uma hora de trabalho silencioso, Alex sentiu seu autocontrole vacilar. O calor interno de Natan, aliado aos movimentos manhosos que o loiro fazia involuntariamente, estava levando-o ao limite. Ele parou de digitar e segurou a nuca de Natan, forçando-o a olhar em seus olhos.

— Você foi um bom menino, Natan. Quase não saiu do lugar nos últimos vinte minutos.

— Shopping agora? — Natan perguntou esperançoso.

— Agora não. Agora o Papai vai receber o pagamento final pelo trabalho duro.

Alex não esperou por uma resposta. Ele começou a estocar para cima com força, movimentos curtos e brutos que faziam o corpo de Natan saltar no seu colo. O loiro soltou um grito abafado, as mãos agarrando desesperadamente os braços de Alex.

— Papai! Devagar! Dói! — Natan implorava, as lágrimas finalmente rolando pelo rosto e molhando a borda da chupeta.

— Aguenta, boneca. Você aguenta tudo pelo seu Papai, não aguenta? — Alex estava possuído por uma luxúria possessiva. Ele não buscava o prazer de Natan, apenas a sua própria satisfação e a marcação de território.

As estocadas tornaram-se mais rápidas e violentas. A poltrona de couro rangia sob o peso dos dois corpos em conflito. Natan soluçava, o corpo mole sendo jogado de um lado para o outro, enquanto Alex rosnava palavras sujas em seu ouvido, descrevendo o quanto ele era dono de cada centímetro daquele corpo loiro.

O ápice veio com uma força devastadora. Alex travou o corpo, enterrando-se o mais fundo que podia, despejando-se completamente dentro de Natan. Ele soltou um gemido rouco, a cabeça pendendo para trás enquanto o prazer percorria sua espinha.

Natan estava exausto, o rosto enterrado no peito de Alex, o corpo tremendo em espasmos pós-orgásticos que ele sequer compreendia totalmente. Ele esperava que Alex saísse de dentro dele agora que tinha terminado, mas o aperto em sua cintura não diminuiu.

— Papai... sai... — pediu Natan, a voz fraca.

— Não. Nós vamos dormir assim — declarou Alex, a voz voltando ao tom autoritário de sempre. — Eu ainda quero sentir você em volta de mim.

— Mas eu quero minha cama... — Natan começou a choramingar de novo.

— Shhh. Se reclamar, eu cancelo o shopping — a ameaça foi instantânea.

Alex se levantou da poltrona com Natan ainda acoplado ao seu corpo. O loiro teve que entrelaçar as pernas na cintura do moreno para não cair, sentindo o líquido quente escorrer e a presença rígida de Alex ainda dentro dele, mesmo que agora estivesse amolecendo levemente.

O moreno caminhou até o quarto principal e deitou-se na cama larga, mantendo Natan por cima de si, na mesma posição. Ele puxou o edredom pesado sobre os dois, prendendo o loiro em um abraço de ferro.

— Durma, Natan. Amanhã teremos um longo dia comprando tudo o que você quiser.

Natan, exausto fisicamente e emocionalmente, não teve forças para lutar. Ele se ajeitou sobre o peito largo de Alex, sentindo a plenitude desconfortável entre suas pernas, mas o cansaço era maior. Com a chupeta de volta à boca e o cheiro de Alex o envolvendo, ele fechou os olhos.

Alex observou o loiro adormecer, um sorriso sombrio e vitorioso no rosto. Ele tinha o controle total. Natan era sua boneca, seu brinquedo, seu objeto de aquecimento. E enquanto ele continuasse dando os doces e os brinquedos que o menor desejava, Natan continuaria voltando para o seu colo, aceitando cada brutalidade em nome de um amor distorcido que ele mal conseguia entender.

Ali, no silêncio do quarto, com Natan servindo de cockwarmer forçado mesmo durante o sono, Alex sentiu-se o rei de seu próprio mundo doentio. Ele fechou os olhos, saboreando a posse absoluta, sabendo que, ao acordar, Natan seria novamente o menino manhoso e obediente que ele tanto cobiçava.