Flagrados
Velocidade, Adrenalina e a Primeira Vez
O som do estouro do champanhe ainda ecoava nos ouvidos de Lando Norris, mas o único barulho que ele realmente queria ouvir era a respiração ofegante de Alicia Garcia. A vitória em Silverstone tinha um gosto doce, mas nada se comparava à adrenalina que corria em suas veias agora que ele finalmente a tinha ali, entre quatro paredes, no santuário particular de seu motorhome.
Alicia estava encostada na porta fechada, os olhos verdes brilhando com uma mistura de excitação e aquela timidez crônica que a acompanhava há seis meses. Ser irmã de Eric Garcia a deixava acostumada ao mundo dos esportes, mas nada a preparara para a intensidade de Lando quando ele decidia que a queria.
— Você foi incrível hoje — ela sussurrou, a voz falhando quando Lando se aproximou, ainda vestindo o macacão da McLaren aberto até a cintura, revelando a pele suada e os músculos definidos.
— Eu só conseguia pensar em chegar aqui — Lando murmurou, prensando o corpo contra o dela. — Só em você, Alicia.
Ele a beijou com uma fome que a fez estremecer. As mãos de Lando, calejadas pelo volante, desceram rapidamente para a cintura dela, puxando a blusa de seda para cima. Alicia hesitou por um segundo, a voz do ex-namorado ecoando em sua mente, as críticas cruéis sobre seu corpo, mas o olhar de pura adoração de Lando a calou.
Quando as roupas finalmente foram deixadas de lado, espalhadas pelo chão acarpetado, Alicia se viu nua diante dele no sofá estreito do motorhome. Ela tentou cobrir os seios com os braços, um reflexo instintivo de sua insegurança.
— Não se esconda de mim — Lando pediu, a voz rouca, afastando as mãos dela com delicadeza. — Você não tem ideia do quanto é perfeita. Eu sonho com isso todas as noites.
Ele se inclinou, capturando um dos mamilos dela entre os lábios. Alicia soltou um arquejo alto, arqueando as costas. Lando brincava com a língua, sugando e mordiscando com uma pressão que a fazia perder o juízo. Enquanto uma mão trabalhava em seu seio, a outra descia, explorando a curva do quadril até encontrar a umidade entre as pernas dela.
— Lando... por favor — ela implorou, as pernas tremendo.
— Você está tão molhada, amor — ele provocou, deslizando dois dedos para dentro dela, sentindo o aperto caloroso. — Tão apertada. É por isso que você me enrolou tanto tempo? Sabia que ia me deixar louco?
Ele se sentou no sofá e a puxou para o seu colo. Alicia, movida por um instinto que nem sabia que possuía, montou nele, sentindo a ereção de Lando pulsar contra sua entrada.
— Eu estava com medo — ela confessou, olhando nos olhos azuis dele. — Medo de não ser o suficiente. De você não gostar do que visse.
— Alicia, olha para mim — Lando segurou o rosto dela. — Eu quero cada centímetro de você. Eu quero te ouvir gritar meu nome até perder a voz. Cavalga para mim, pequena. Mostra o quanto você me quer.
Ela desceu devagar, sentindo-o preenchê-la completamente. O prazer foi tão agudo que Alicia enterrou o rosto no pescoço dele, soltando um gemido longo. Ela começou a se mover, primeiro timidamente, depois com mais força, os quadris batendo contra os dele. O motorhome parecia pequeno demais para o calor que emanava deles.
— Isso, assim... — Lando arfava, as mãos apertando as nádegas dela com força, deixando marcas vermelhas que ele beijava logo em seguida. — Você é tão gostosa, Alicia. A p*rra de uma deusa.
Ele a virou de costas no sofá, deixando-a de quatro. A visão daquela bunda perfeita empinada para ele, as costas arqueadas e o cabelo loiro bagunçado foi o seu fim. Lando entrou nela por trás com uma estocada profunda, fazendo-a gritar.
— Lando! Oh meu Deus, mais forte! — ela implorava, a timidez agora completamente esquecida no calor do momento.
— Você gosta assim, não gosta? — ele sussurrou no ouvido dela, dando tapas leves em suas nádegas enquanto continuava o movimento rítmico. — Gosta de sentir como eu estou fundo dentro de você?
O som da carne batendo contra a carne e os gemidos altos preenchiam o ambiente, impedindo que ouvissem o barulho da porta principal sendo aberta.
— Lando? Você está aí? Precisamos revisar os dados da telemetria antes da coletiva — a voz do engenheiro chefe ecoou pela sala de estar do motorhome.
O casal congelou por um milésimo de segundo, mas a luxúria era cega. Lando, em um transe de prazer e adrenalina, não parou. Pelo contrário, ele puxou o quadril de Alicia com mais força, enterrando-se nela até o fim.
— Lando? — O engenheiro apareceu na porta do pequeno quarto/escritório anexo ao sofá.
O homem estacou. Alicia escondeu o rosto na almofada, mas seu corpo estava exposto, os seios balançando com o impacto dos movimentos de Lando, a pele brilhando de suor. O engenheiro não desviou o olhar. Seus olhos percorreram as curvas de Alicia, descendo pelas costas dela até o ponto onde Lando a penetrava.
Lando virou o rosto, os olhos azuis faiscando de fúria ao ver o homem parado ali, mas ele não parou de se mover.
— Saia daqui agora! — Lando rosnou, a voz carregada de autoridade e tesão.
— O que você pensa que está fazendo? — o engenheiro retrucou, embora sua voz estivesse estranhamente instável. Ele não conseguia tirar os olhos da bunda de Alicia. — Você tem compromissos, Norris! Está fodendo alguém no horário de trabalho, no meio do paddock?
— Eu disse para sair! — Lando gritou, dando uma estocada tão violenta que Alicia soltou um gemido agudo e arrastou as unhas pelo couro do sofá.
Lando percebeu, então, o volume crescente na calça do engenheiro. O sangue dele ferveu.
— Se você olhar para ela por mais um segundo, eu juro que acabo com a sua carreira! — Lando rugiu, a possessividade transbordando. — Fora! Agora!
O engenheiro, percebendo que tinha cruzado uma linha perigosa, recuou rapidamente, batendo a porta atrás de si.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada dos dois. Lando desabou sobre as costas de Alicia, o coração batendo contra as costelas dela.
— Ele viu... Lando, ele viu tudo — ela sussurrou, a vergonha começando a retornar.
— Deixa ele — Lando disse, virando-a para si e beijando-a com uma intensidade protetora. — Ele é um idiota. Mas você... você foi perfeita. Eu não conseguia parar, Alicia. Você me deixa fora de controle.
Eles ficaram ali, abraçados, o suor secando em seus corpos enquanto a adrenalina baixava. Lando acariciava os cabelos dela, sentindo-se o homem mais sortudo do mundo. Alicia se sentia, pela primeira vez, verdadeiramente desejada, cada insegurança sobre seu corpo dissipada pelo fogo nos olhos de Lando.
Minutos depois, enquanto se limpavam com toalhas úmidas, Alicia parou, uma expressão de choque cruzando seu rosto.
— Lando... — ela começou, a voz trêmula.
— O que foi, amor?
— Você... você usou camisinha? Com a entrada do engenheiro, eu perdi a noção de tudo...
Lando parou o que estava fazendo. Ele olhou para o chão, procurando pela embalagem prateada que deveria estar lá. Não havia nada. Ele olhou para Alicia, o pânico começando a surgir em seus olhos azuis.
— Eu... eu achei que você tivesse pego — ele gaguejou. — Com toda a pressa, a vontade de te ter logo... Alicia, eu não usei.
O silêncio que se seguiu foi muito mais pesado do que o anterior. O GP da Inglaterra tinha terminado com uma vitória, mas as consequências daquela comemoração estavam apenas começando.