FPE Dormen dark au( Claire x Engel!
O Castigo da Curiosidade Faminta
A floresta estava mergulhada em um silêncio opressor, interrompido apenas pelo som das folhas secas sob os sapatos pretos de Engel e Claire. O ar estava pesado, carregado com o cheiro de terra úmida e algo mais sombrio que emanava da figura alta e fria de Engel. Ele segurava sua lança pontiaguda com uma firmeza calculista, seus olhos pretos e profundos fixos no horizonte, enquanto Claire o seguia, os passos vacilantes e o coração martelando contra as costelas.
Momentos antes, a tensão entre os dois havia explodido de uma forma inesperada e visceral. Claire, movida por uma curiosidade desesperada e uma fome que nem ela mesma entendia, havia rompido a barreira do medo. O contato íntimo, o calor da pele dele e o sabor que agora ainda queimava em sua língua haviam mudado o clima daquele lugar. Engel, embora irritado e com o rosto ainda tingido de um vermelho escarlate, parecia ter tomado uma decisão.
Sem aviso, Engel cravou a lança no chão e se virou para ela. Claire recuou, os olhos brancos arregalados, as lágrimas ainda traçando caminhos brilhantes em suas bochechas pálidas.
— O que você pensa que está fazendo, Claire? — A voz dele era um sussurro frio, mas carregado de uma autoridade que a fazia tremer.
Antes que ela pudesse responder, ou mesmo tentar fugir, Engel avançou. Com a agilidade de um predador, ele a envolveu, pegando-a no colo de forma bruta. Claire soltou um ganido de surpresa, suas mãos pequenas agarrando-se ao moletom cinza dele por puro instinto.
— Não... Engel, por favor... — ela soluçou, o desespero tomando conta de sua voz.
— Fique quietinha — ele ordenou, o rosto próximo ao dela, as penas escuras em sua cabeça balançando levemente. — Você começou isso. Agora, você vai aprender a lidar com as consequências da sua fome.
Ele a acomodou contra o tronco de uma árvore antiga e retorcida, mantendo-a suspensa por um braço enquanto a outra mão, dotada de garras pontiagudas, descia até a bainha da saia preta dela. Claire fechou os olhos com força, a respiração saindo em espasmos curtos e erráticos. O tecido da saia foi puxado para baixo com uma eficiência cruel, revelando a intimidade da garota ao ar gelado da floresta.
Engel parou por um segundo. A expressão fria e calculista vacilou, substituída por um brilho de desejo intenso e sombrio. Ele observou a vulnerabilidade dela, a pele clara contrastando com a escuridão do ambiente. Por um momento, o ódio e a irritação foram sufocados por uma paixão súbita e avassaladora.
— Tão frágil... — ele murmurou, a voz falhando por um breve instante antes de recuperar a malícia.
Sem mais delongas, Engel mergulhou um de seus dedos longos e gélidos dentro dela.
— Ah! — O grito de Claire ecoou pela clareira, uma mistura aguda de dor pela invasão súbita e um prazer que ela não queria reconhecer.
— Shh... — Engel aproximou o rosto do pescoço dela, sentindo o pulso acelerado de Claire. — Eu disse para ficar quieta.
Desesperada para não ser ouvida pelas sombras daquela AU sombria, Claire inclinou a cabeça para a frente e enterrou o rosto no ombro de Engel. Ela abriu a boca e mordeu o tecido grosso do moletom dele, abafando seus gemidos enquanto o dedo dele se movia lá dentro.
— Isso é o seu castigo, Claire — disse ele, a voz agora rouca, vibrando contra o peito dela. — Você achou que podia me provocar e sair impune?
Ele começou a mover o dedo com mais rapidez, uma cadência rítmica e impiedosa. Claire sentia o mundo girar. O cheiro do cachecol branco de Engel, o calor do corpo dele e a sensação invasiva em sua intimidade criavam um turbilhão de sensações que a deixavam tonta. Ela gemeu alto, mas o som foi devorado pelo ombro dele, saindo como um ruído abafado e suplicante.
— Por... por favor... Engel... — ela tentou falar, mas a frase se perdeu em um novo espasmo de dor e prazer mais forte.
— Mais rápido? — Engel perguntou, um sorriso malicioso curvando seus lábios enquanto ele observava o suor brotar na testa da garota. — É isso que a garotinha faminta quer?
Ele não esperou por uma resposta. O movimento tornou-se frenético. Claire estava em um estado de puro desespero, as pernas tremendo, a franja branca bagunçada cobrindo seus olhos marejados. Ela sentia que estava prestes a quebrar, a se desfazer nos braços daquele jovem que ela tanto temia, mas que agora era a única coisa que a mantinha presa à realidade.
De repente, uma onda de calor intenso percorreu o corpo de Claire. Ela arqueou as costas, os dedos cravando-se nas costas de Engel, e soltou um gemido longo e abafado contra o ombro dele. O ápice veio como uma explosão, e ela sentiu o fluido quente escorrer por suas coxas, manchando a pele e o chão da floresta.
Engel parou o movimento, mas não a soltou. Ele respirou fundo, o peito subindo e descendo com força, o rosto ainda marcado pela irritação de ter perdido o controle, mas também por uma satisfação sombria. Ele se aproximou do ouvido dela, onde a pele era sensível e quente.
— Olhe para você — ele sussurrou, a voz carregada de um prazer cruel. — Tão faminta. Tão pequena.
Claire soltou um último ruído abafado no ombro dele, um som que beirava o choro e o alívio. Ela estava exausta, o corpo mole e a mente em branco.
— Minha garotinha faminta — Engel repetiu, desta vez com uma ternura distorcida que a fez estremecer.
Ele a afastou levemente do ombro, segurando o queixo dela para que ela olhasse em seus olhos pretos. Claire estava com o rosto corado, os olhos brancos nublados e a boca entreaberta, buscando ar. Ela soltou um barulho abafado, incapaz de formular palavras, sentindo-se completamente dominada pela presença dele.
Engel olhou para a boca dela, depois para o estado em que a havia deixado. A irritação voltou a brilhar em seus olhos, mas era uma irritação alimentada pelo desejo. Ele não suportava o fato de que ela tinha tanto poder sobre suas reações, mas, ao mesmo tempo, ele não queria estar em nenhum outro lugar.
— Não pense que isso acabou — ele disse, a voz voltando a ser fria, embora ainda houvesse um rastro de malícia nela. — Você ainda tem muito o que aprender sobre as regras deste lugar.
Claire apenas assentiu fracamente, fechando os olhos enquanto Engel a ajeitava em seus braços, recuperando sua lança com a mão livre. O caminho pela floresta continuaria, mas algo fundamental havia mudado entre o protetor frio e a garota assustada. A fome de Claire havia sido saciada momentaneamente, mas o castigo de Engel parecia ser apenas o começo de um vínculo muito mais sombrio e profundo.