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O Peso do Domínio
O som da porta sendo trancada ecoou pelo corredor vazio do apartamento, mas antes mesmo que o trinco terminasse de girar, o corpo de Kyler foi prensado contra a madeira maciça. O impacto expulsou o ar de seus pulmões, um gemido surdo escapando de sua garganta enquanto ele sentia a massa muscular de Rian esmagá-lo. Rian não perdia tempo com preliminares gentis; ele não sabia o que era ser delicado.
— Você demorou, porra — rosnou Rian no pé do ouvido de Kyler, a voz rouca e carregada de uma irritação possessiva que sempre fazia o sangue de Kyler ferver.
As mãos grandes e calejadas de Rian subiram pelo abdômen definido de Kyler, apertando a carne com força suficiente para deixar marcas. Kyler jogou a cabeça para trás, expondo o pescoço, os músculos de seus braços se tensionando enquanto ele tentava encontrar apoio. Ele era forte, treinado, com cada fibra muscular esculpida, mas perto de Rian, ele sempre se sentia subjugado por uma força bruta que beirava o animalesco.
— Eu tive problemas no caminho — ofegou Kyler, tentando virar o rosto para encarar aqueles olhos escuros e impiedosos. — Mas agora eu estou aqui, não estou?
Rian soltou uma risada seca, um som gutural que vibrou contra as costas de Kyler. Sem aviso, ele agarrou o colarinho da camisa de Kyler e a rasgou com um puxão violento, os botões saltando e batendo no chão como granizo.
— Cala a boca e fica de quatro — ordenou Rian, a voz baixa e autoritária. — Eu não quero ouvir desculpa nenhuma. Eu quero foder essa sua arrogância até você esquecer como se fala.
Kyler sentiu um calafrio de antecipação percorrer sua espinha. Ele adorava quando Rian ficava assim, totalmente sem filtro, agindo como um bicho que só queria saciar a fome. Kyler se ajoelhou no tapete da sala, apoiando os cotovelos no chão, os músculos das costas se destacando sob a luz fraca. Ele ouviu o som do cinto de Rian sendo desfeito, o metal batendo e o couro deslizando, um som que prometia a destruição que ele tanto buscava.
— Assim, porra — disse Rian, dando um tapa estalado na nádega direita de Kyler, fazendo a pele arder instantaneamente. — Olha para baixo e aceita o que eu vou fazer com você.
Rian se posicionou atrás dele, a presença dele era como uma tempestade prestes a desabar. Quando ele se abaixou, Kyler sentiu o calor emanando daquele corpo massivo. Rian agarrou os cabelos de Kyler, puxando sua cabeça para trás com força, forçando-o a olhar para o teto enquanto sua outra mão descia para abrir a calça de Kyler e puxá-la para baixo junto com a cueca, expondo-o completamente.
— Você está tremendo, Kyler — provocou Rian, a voz carregada de escárnio. — O que foi? O grande lutador está com medo do que eu vou enfiar em você?
— Cala a boca e me fode de uma vez, Rian! — gritou Kyler, a voz embargada pelo desejo. — Para de falar e me usa!
Rian não precisou de um segundo convite. Ele se livrou de suas próprias roupas com uma eficiência brutal. Quando ele se pressionou contra Kyler, a diferença de tamanho era óbvia. O membro de Rian, enorme e pulsante, cutucou a entrada de Kyler, que já estava úmida de antecipação. Sem qualquer aviso ou lubrificação extra além do que a luxúria já havia providenciado, Rian empurrou.
Kyler soltou um grito que foi abafado pelo tapete quando seu rosto foi empurrado contra o chão. A dor inicial foi aguda, uma sensação de ser rasgado ao meio pela espessura descomunal de Rian, mas logo foi substituída por um prazer avassalador que fez sua visão latejar. Rian não parou; ele começou a estocar com uma violência rítmica, cada golpe fazendo o corpo de Kyler deslizar para frente, apenas para ser puxado de volta pelos quadris.
— Puta merda, você é tão apertado — rosnou Rian, os dentes cravados no ombro de Kyler. — Parece que nunca foi fodido na vida.
— Mais... mais forte — implorou Kyler, as mãos arranhando o tapete, os nós dos dedos brancos. — Não para, porra!
A sala foi preenchida pelo som de carne batendo contra carne, um ritmo sujo e frenético. Rian era um animal, seus movimentos eram desprovidos de qualquer carinho, focados apenas na satisfação bruta de dominar o homem abaixo dele. Ele segurava a cintura de Kyler com tanta força que os dedos deixavam hematomas arroxeados na pele clara e definida.
— Você é meu, entendeu? — Rian rosnou, aumentando a velocidade, cada estocada atingindo o fundo de Kyler, fazendo-o gemer de forma desconexa. — Só eu posso te quebrar desse jeito.
— Sim... eu sou seu... caralho, Rian! — Kyler estava entregue, sua submissão era o combustível para a brutalidade de Rian.
Rian o virou de repente, jogando-o de costas no sofá de couro. Kyler mal teve tempo de respirar antes que Rian abrisse suas pernas e as jogasse sobre seus próprios ombros, expondo-o ainda mais. A visão de Rian, suado, os músculos do peito e dos braços saltando, era a definição de poder viril. Ele mergulhou novamente, desta vez com um ângulo que fazia Kyler ver estrelas.
— Olha para mim — ordenou Rian, os olhos fixos nos de Kyler. — Olha para o que eu estou fazendo com você, seu porra.
Kyler obedeceu, as mãos agarrando os bíceps colossais de Rian enquanto ele era estocado sem piedade. O prazer era tão intenso que beirava a agonia. As palavras de baixo calão fluíam livremente, um diálogo de pura luxúria e depravação que só eles entendiam.
— Você gosta disso, não gosta? — perguntou Rian, a voz falhando enquanto ele chegava perto do limite. — Gosta de ser tratado como uma puta, de ser usado até não aguentar mais?
— Eu adoro... porra, Rian, você é um animal — Kyler arqueou as costas, sentindo o clímax se aproximando como uma onda gigante. — Me fode... me destrói!
Rian soltou um rugido, a velocidade de suas estocadas tornando-se um borrão de movimento e som. Ele não tinha mais controle, era apenas instinto. Ele sentiu Kyler se contrair ao redor dele, os músculos do abdômen do homem mais jovem saltando enquanto ele gozava desesperadamente, o líquido branco sujando o próprio peito e o abdômen de Rian.
Segundos depois, com uma estocada final e profunda que pareceu tocar a alma de Kyler, Rian descarregou. Ele rosnou, o corpo inteiro entrando em espasmos enquanto ele despejava tudo dentro de Kyler, o peso de seu corpo musculoso caindo sobre o outro, esmagando-o contra o sofá.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada e descompassada de ambos. O cheiro de sexo e suor impregnava o ar. Rian se afastou lentamente, observando o estado de Kyler: trêmulo, marcado, com o olhar perdido no teto, mas com um sorriso de satisfação nos lábios inchados.
— Você ainda está vivo? — perguntou Rian, a voz voltando ao tom grosso e indiferente de sempre, embora houvesse um brilho de triunfo em seus olhos.
— Por pouco — respondeu Kyler, a voz rouca, tentando recuperar o fôlego. — Você quase me quebrou dessa vez.
Rian deu um tapa leve no rosto de Kyler, um gesto de possessão final.
— Não se acostuma. Na próxima, eu não vou ser tão bonzinho.
Kyler riu, um som fraco, mas desafiador.
— Mal posso esperar, seu bruto do caralho.
Rian levantou-se, sem se importar com a nudez, e caminhou em direção ao banheiro, deixando Kyler ali, processando a destruição prazerosa que acabara de sofrer. Não havia amor ali, apenas uma necessidade visceral e violenta que os mantinha presos um ao outro, uma parceria de foda onde a única regra era a entrega total à brutalidade.