House of the Dragon

Quero que você continue a história de onde parou sem colocar as datas PARTE I: O PRÍNCIPE ESQUECIDO Vaeron Targaryen nasceu em Pedra do Dragão, em uma noite de tempestade tão violenta que os marinheiros no Mar Estreito juraram ter visto o mar se partir. Ele era o filho do meio do Príncipe Baelon Targaryen e da Princesa Alyssa. Entre Viserys, o herdeiro solene, e Daemon, o demônio inquieto, Vaeron cresceu na sombra de ambos. Mas enquanto Viserys lia e Daemon provocava, Vaeron observava. Aos sete anos, ele já era mais alto que Viserys. Aos dez, já havia vencido Daemon em três duelos de madeira — Daemon nunca perdoou, mas nunca esqueceu o respeito. Aos doze, montou seu primeiro dragão: Vermithor, o Fúria de Bronze. A fera era a montaria do velho Rei Jaehaerys, um dragão enorme, de escamas cor de bronze enferrujado e olhos dourados. Vaeron não gritou, não tremeu. Apenas estendeu a mão. Vermithor baixou a cabeça e rugiu, não de raiva, mas de reconhecimento. Daquele dia em diante, Vaeron deixou de ser "o outro irmão". Ele se tornou o Príncipe de Bronze. Mas ainda assim, Vaeron era quieto. Enquanto Daemon caçava prazeres em Porto Real e Viserys governava com mão hesitante, Vaeron ficava em Pedra do Dragão, treinando, lendo mapas antigos, e voando com Vermithor por horas, sobre as águas escuras do Mar Estreito. Ele não buscava fama. Buscava algo que ele mesmo não sabia nomear. PARTE II: O ENCONTRO — A PRINCESA DO MAR Elaena Velaryon era a terceira filha do Senhor Corlys Velaryon e da Princesa Rhaenys Targaryen. Ela não era como a irmã mais velha, Laena, que era ousada e aventureira. Elaena era diferente. Elaena era uma biblioteca em forma de mulher. Desde pequena, ela passava mais tempo na sala de mapas de Marcenaria Negra do que nos salões de baile. Aos quinze anos , já havia corrigido três erros em mapas valirianos que os mestres da Cidadela usavam há séculos. Ela falava Alto Valiriano com sotaque clássico, sabia o nome de todas as ilhas do Mar de Verão, e sonhava em navegar para além de Asshai. Mas ela também era uma Velaryon. Linda, de cabelos prateados e olhos azul-marinho, mas com uma cicatriz fina no queixo — resultado de uma queda de cavalo aos doze anos. Ela odiava aquela cicatriz. Achava que a fazia parecer "imperfeita". Vaeron, mais tarde, diria que foi exatamente aquela cicatriz que o fez amá-la. O primeiro encontro aconteceu em uma festa em Porto Real para celebrar o segundo casamento de Viserys com alicent hightower Elaena estava encostada em uma coluna, segurando uma taça de vinho, visivelmente entediada. Um jovem senhor das Terras Fluviais tentava cortejá-la, falando sobre caça. Ela apenas acenava com a cabeça, os olhos vidrados. Vaeron se aproximou por trás e disse, em voz baixa: — Ele está errado, você sabe. Não existem javalis selvagens nas Ilhas de Ferro. Ele nunca foi caçar um dia na vida. Elaena virou o rosto. Seus olhos encontraram os dele. Um violeta escuro contra um azul profundo. — Você é o príncipe que domou o dragão do velho rei — disse ela, sem cerimônia. — E você é a princesa que corrige os mapas do meu irmão. Ela sorriu. Foi o sorriso mais sincero que Vaeron já tinha visto em um salão de festas. Naquela noite, eles ficaram conversando por horas. Sentados em um parapeito, olhando a Baía da Água Negra. Ela falou sobre seus sonhos de navegar para o leste. Ele falou sobre o silêncio do voo em um dragão. — Quando você voa — disse ele —, o mundo fica pequeno. Todos os problemas, todas as intrigas... somem. É só você e o céu. — Eu queria sentir isso — disse ela, com um toque de tristeza. — Então venha — ele respondeu. — Levo você amanhã. Ela riu, achando que era piada. Mas no dia seguinte, ao amanhecer, ele estava esperando no pátio de Marcenaria Negra, com Vermithor imenso atrás de si. Ela subiu no dragão com as pernas trêmulas, mas sem hesitar. Naquela manhã, eles sobrevoaram Pedra do Dragão, o Mar Estreito, Ela gritou de alegria. Ele a segurou pela cintura o tempo todo. Quando pousaram, ela estava com os olhos marejados. — Agora entendo — sussurrou. Ele não disse nada. Apenas a beijou. PARTE III: O AMOR PROIBIDO O romance entre Vaeron e Elaena não foi imediato, nem fácil. Houve obstáculos. Primeiro: Corlys Velaryon. O Senhor das Marés via Vaeron como um príncipe sem ambição. "Ele não quer o trono", disse Corlys a Rhaenys. "O que ele quer com minha filha? Apenas prazer passageiro?" Rhaenys, mais sábia, respondeu: "Ele a olha como se ela fosse o único mapa que ele precisa." Segundo: Daemon. O irmão mais novo de Vaeron zombava dele sem piedade. "Um Velaryon? Você vai se casar com uma sereia? Vai morar debaixo d'água?" Mas Daemon, no fundo, tinha inveja. Vaeron havia encontrado algo que Daemon nunca conseguiu: paz. Terceiro: A própria Elaena. Ela tinha medo. Medo de se apaixonar e perder sua independência. Medo de se tornar "apenas uma esposa". Foi em uma noite de tempestade, no farol de Marcenaria Negra, que tudo mudou. Elaena estava sozinha, observando as ondas. Vaeron apareceu, encharcado, sem se importar com a chuva. — Por que você foge de mim? — perguntou ele, sem rodeios. — Por que você me persegue? — ela retrucou. — Porque você é a única coisa que faz sentido na minha vida. Pela primeira vez, deixou o muro cair. Contou a ele sobre seus medos: que talvez não queria ser mãe, que não queria ser uma rainha de salão, que queria ser lembrada por algo que não fosse seu casamento. Vaeron ajoelhou na chuva, segurou as mãos dela e disse: — Eu não quero que você seja nada além de você mesma. Quero que você me ensine sobre os mapas. Quero que você discuta comigo sobre política. Quero que você continue sendo a tempestade que é. Eu só quero estar no seu olho do furacão. Naquela noite, ela o beijou primeiro. PARTE IV: O CASAMENTO — FOGO E MAR O casamento aconteceu em Pedra do Dragão, sob um céu limpo e um sol dourado. Foi uma cerimônia pequena. Apenas família. Viserys oficiou como rei, Daemon segurou a espada do irmão, e Rhaenys entregou a filha com lágrimas nos olhos. Os votos foram incomuns. O septão falou sobre dever, sobre herdeiros, sobre o reino. Mas quando chegou a hora de eles falarem, Vaeron se virou para Elaena e disse, em Alto Valiriano: — Ñuha jorrāelagon iksis ao. Ao iksis se mōrī hen ñuha hūrenkon. (Meu amor é você. Você é o norte da minha bússola.) Ela sorriu e respondeu: — Se ao iksis se qrinuntyssy hen ñuha dārilaros. (E você é o vento sob minhas asas.) Daemon bufou de lado, mas Viserys sorriu. Nunca tinha visto o irmão do meio tão feliz. A festa durou três dias. Houve banquetes, torneios e duas grandes caçadas. Mas o que todos lembraram foi da primeira dança. Vaeron e Elaena dançaram sozinhos no centro do salão. Elaena usava um vestido azul-marinho que imitava as escamas de um dragão marinho. Vaeron usava uma túnica preta com detalhes em bronze. Eles dançaram como se o tempo não existisse. PARTE V: OS ANOS DE OURO (108-114 d.C.) Os anos seguintes foram os mais felizes da vida de Vaeron. Eles moraram em Pedra do Dragão, em uma torre que Vaeron mandou reformar para incluir uma biblioteca enorme e uma varanda virada para o mar. Todas as manhãs, Elaena acordava cedo e ia para a varanda com um mapa, enquanto Vaeron treinava no pátio. Tarde da noite, ele voltava e a encontrava dormindo sobre um livro aberto. Eles viajaram juntos. Voaram sobre as Ilhas de Pedra, sobre o Gargalo. Elaena desenhou mapas de tudo que viu, criando o que mais tarde seria chamado de "O Atlas de Elaena" — um dos documentos mais precisos já feitos sobre o Mar Estreito e além. Eles também brigavam. Muito. Ela era teimosa. Ele era teimoso. Ela queria ir para o leste; ele queria ficar e proteger o irmão Viserys. Ela o chamava de "guarda-costas de um rei fraco". Ele a chamava de "sonhadora que não enxerga a realidade". Mas nunca foram para a cama com raiva. Sempre, antes de dormir, ele a puxava para perto e sussurrava: — Ao iksis se mōrī hen ñuha hūrenkon. (Você é o norte da minha bússola.) Ela respondia: — Ao iksis se qrinuntyssy hen ñuha dārilaros. (E você é o vento sob minhas asas.) PARTE VI: A GRAVIDEZ E A PROMESSA Elaena descobriu que estava grávida. Ela ficou apavorada. Não por não querer o filho — ela queria. Mas porque tinha medo do parto. 90% das mulheres que ela conhecia havia quase morrido no parto. Vaeron tentou tranquilizá-la, mas ele também estava com medo. Pela primeira vez em sua vida, o Príncipe de Bronze sentiu um medo paralisante. Ele passou os meses seguintes ao lado dela. Não a deixava sozinha. Lia para ela em voz alta, trazia suas comidas favoritas, e a levava para voar baixo em Vermithor, para que ela sentisse o vento no rosto, mesmo grávida. Numa noite, no sétimo mês, Elaena acordou chorando. — Prometa que, se algo acontecer comigo, você vai cuidar do nosso filho — disse ela. — Prometa que ele saberá quem eu fui. Vaeron a segurou contra o peito. — Nada vai acontecer. Mas eu prometo. Sua memória viverá. Ela sorriu, com lágrimas. — E prometa que você não vai se fechar. Que você vai continuar vivendo. Ele não respondeu. Não conseguiu. PARTE VII: A NOITE QUE O MUNDO PAROU ( Em 10 de lua cheia o parto começou. Foi no início da noite. Elaena estava lendo um mapa quando sentiu a primeira dor. Vaeron a carregou até a câmara e chamou as parteiras. Ele foi expulso. Ficou do lado de fora, ouvindo. Primeiro, os gemidos. Depois, os gritos. Depois, o silêncio. Ele entrou antes de chamarem. Elaena estava na cama, pálida como uma nuvem. O lençol estava manchado de vermelho. As parteiras estavam em silêncio. Uma delas segurava um bebê que chorava — uma menina, cabelos prateados como a mãe, olhos azuis fechados. Mas Elaena... Elaena estava imóvel. Vaeron caiu de joelhos ao lado da cama. Pegou a mão dela. Estava fria. — Não — ele sussurrou. — Não, não, não... Ele encostou a testa na mão fria dela e chorou. Não soluçou. Não rugiu. Apenas chorou, em silêncio, como um homem que perdeu tudo. Vermithor, do lado de fora, soltou um rugido tão alto que as vidraças tremeram. O Príncipe de Bronze havia quebrado. PARTE VIII: O LUTO E A CRIANÇA Nos dias seguintes, Vaeron não comeu. Não dormiu. Não falou. Ele ficou sentado na varanda que ela amava, olhando o mar. O atlas dela estava aberto em seu colo. Ele passava os dedos sobre a caligrafia dela, como se pudesse sentir sua presença. Viserys veio. Ofereceu conforto. Vaeron não respondeu. Daemon veio. Ficou ao lado do irmão, em silêncio, por horas. Depois, disse: — Ela não ia querer isso. Vaeron levantou os olhos. Pela primeira vez, falou: — Ela pediu para eu viver. — Então viva. E foi Daemon quem o levou até o berço. Quem colocou a filha nos braços do irmão. Quem disse: — Ela tem o rosto igualzinho ao da mãe . E a sua teimosia. Você precisa ensinar ela a voar. Vaeron olhou para a menina. Pequena. Frágil. Com uma mecha de cabelo que já começava a pratear. Ele a chamou de Aelira. Não porque fosse um nome bonito. Mas porque, em Alto Valiriano, "Aelira" significava "A que veio do mar". Sua pequena tempestade.CAPÍTULO VII: O RETORNO À CIDADE DOS SORRISOS FALSOS A viagem de Pedra do Dragão para Porto Real não fora apenas um deslocamento geográfico, mas um retorno ao ninho de víboras que Vaeron passara anos tentando evitar. Aelira, agora com dezessete anos, sentia o peso do olhar do pai enquanto o navio atracava. Vaeron não a soltou pela mão até que estivessem no porto. — Lembre-se do que eu te disse, minha pequena tempestade — sussurrou Vaeron, sua voz rouca e protetora. — Em Porto Real, a verdade é uma moeda que ninguém quer gastar. Guarde a sua para quem merece. Aelira sorriu, ajustando a capa de couro negro que protegia seus vestidos de seda. Ela não era mais a menina que precisava de proteção, mas amava a maneira como o pai a via. Ela era a última lembrança viva de Elaena, e Vaeron guardava Aelira como se estivesse guardando a própria alma de sua esposa. Assim que entraram na Fortaleza Vermelha, o ambiente mudou. O ar era pesado, carregado de incenso e segredos. Aelira não foi para os aposentos reais imediatamente; ela buscou primeiro as pessoas que eram seu porto seguro. O Refúgio de Rhaenyra Aelira encontrou Rhaenyra nos jardins internos, cercada por suas filhas e servos. Quando a prima a viu, o sorriso de Rhaenyra foi imediato e genuíno. — Olhe para você! — exclamou Rhaenyra, abraçando Aelira com força. — Você não é mais a pequena que tentava montar em cães. Você se tornou uma mulher, Aelira. E sinto que trouxe o cheiro do mar e da liberdade com você. Elas passaram a tarde caminhando, longe dos ouvidos dos espiões de Otto Hightower. Rhaenyra falou sobre a fragilidade da saúde do Rei Viserys e sobre a tensão crescente entre as facções. Aelira ouvia com atenção, a mente de cartógrafa analisando as "correntes" políticas da cidade. — Você é a única que consegue transitar entre os dois lados, prima — disse Rhaenyra, com um olhar melancólico. — Você é amada pelos meus filhos e respeitada pelos de Alicent. Use isso. Não deixe que eles te transformem em uma peça de xadrez. — Eu prefiro ser a mão que move as peças, Rhaenyra — respondeu Aelira, com um brilho violeta nos olhos. A Biblioteca e a Rainha Mais tarde, Aelira visitou a Rainha Alicent. O encontro foi diferente do de Rhaenyra; era mais formal, mas carregado de um respeito mútuo e silencioso. Aelira trouxe para Alicent um novo mapa das Ilhas de Verão, corrigido e detalhado, baseado nas notas de sua mãe. — Ela teria ficado orgulhosa de você — disse Alicent, tocando o pergaminho com delicadeza. — Você herdou a curiosidade dela, Aelira. Mas vejo que também herdou a teimosia do seu pai. Você não abaixa a cabeça para ninguém nesta corte. — Por que eu abaixaria a cabeça, tia Alicent? — perguntou Aelira com suavidade. — O céu é vasto demais para que eu me preocupe com o tamanho dos corredores desta fortaleza. Alicent soltou um riso baixo, quase triste. — Esse espírito é o que te torna especial... e é exatamente o que tornará sua vida difícil aqui. CAPÍTULO VIII: O JOGO DE PODER E O OLHAR DE UM DRAGÃO Enquanto Aelira se reconectava com a família, havia uma sombra que a observava de longe. Aemond Targaryen não era mais o menino que ela derrotara no pátio. Ele era agora um homem de silêncios cortantes e disciplina férrea. Aemond não se aproximou dela nos primeiros dias. Ele preferia observar. Observava a maneira como ela ria com Jacaerys e Lucerys, a maneira como ela desafiava a etiqueta nos jantares, e a maneira como ela olhava para o horizonte, como se Porto Real fosse pequena demais para ela. A obsessão de Aemond não nasceu do amor, mas de uma necessidade de domínio. Para ele, Aelira era o único enigma que ele ainda não conseguira resolver. Ele detestava que ela fosse livre enquanto ele era um prisioneiro de suas próprias expectativas e do ódio que sentia por seus bastardos de primos. O primeiro encontro real aconteceu na biblioteca real. Aelira estava debruçada sobre um mapa antigo de Valíria, com tinta nos dedos e o cabelo prateado caindo desordenadamente sobre o ombro. — Erro de escala — disse a voz grave de Aemond atrás dela. Aelira deu um salto, mas não se assustou. Ela se virou e encontrou Aemond parado à porta, com seu tapa-olho e aquela expressão de superioridade que beirava a crueldade. — Onde? — perguntou ela, desafiadora. Aemond caminhou lentamente até ela. Ele não parou na distância socialmente aceitável; ele invadiu o espaço dela, forçando-a a inclinar a cabeça para trás para encará-lo. Ele apontou para uma coordenada no mapa. — O estreito de fogo foi desenhado com base em relatos orais, não em navegação real. É impreciso. Assim como a maioria das coisas que você acredita. Aelira sentiu a irritação borbulhar. Ela não gostava de ser corrigida, especialmente por alguém que exalava tanta arrogância. — Eu não acredito em relatos, Aemond. Eu acredito no que eu vejo do alto de Nyra. E do céu, as coisas ficam bem claras. Aemond sorriu — não era um sorriso gentil, era um sorriso predatório. Ele se inclinou mais, o rosto a centímetros do dela. — Você se acha intocável porque voa alto, Aelira. Mas esquece que quanto mais alto você voa, maior é a queda quando alguém finalmente corta as suas asas. Aelira não recuou. Ela sentiu a eletricidade perigosa entre eles. Era um ódio mútuo misturado com uma atração visceral que nenhum dos dois queria admitir. — Tente cortar minhas asas, Aemond — sussurrou ela, os olhos roxos brilhando. — E eu farei questão de que você veja o mundo queimar antes de cair comigo. Ele soltou um riso seco e, por um segundo, sua mão hesitou perto do rosto dela, como se quisesse tocá-la ou estrangulá-la — ele mesmo não sabia. Ele se afastou abruptamente, deixando-a com o coração batendo acelerado e um sentimento de perigo que ela nunca sentira antes. CAPÍTULO IX: A UNIÃO DOS PRIMOS E AS SOMBRAS DO CONSELHO Nos dias seguintes, Aelira tornou-se o centro de gravidade dos primos. Jacaerys e Lucerys a viam como a irmã mais nova que nunca tiveram; eles a levavam para voar, trocando táticas de combate aéreo e histórias sobre as terras que visitaram. — Você é a única que consegue fazer Aemond ficar quieto — comentou Lucerys certa vez, enquanto descansavam após um voo. — Ele olha para você como se quisesse te devorar ou te prender em uma gaiola. — Ele é apenas irritante — respondeu Aelira, embora soubesse que Lucerys estava certo. No entanto, enquanto Aelira vivia esses momentos de luz, nos corredores escuros do Conselho, o nome dela começava a ser sussurrado. Otto Hightower via nela a oportunidade perfeita. Uma união entre Aelira e Aemond não seria apenas um casamento; seria a fundação de um bloco de poder inabalável. O sangue Velaryon (navegação e riqueza), o sangue Targaryen (fogo e legitimidade) e a força de Vhagar e Nyra juntas. Vaeron, percebendo as movimentações, tornou-se ainda mais vigilante. Ele passava as noites conversando com Aelira, alertando-a sobre as intenções do Conselho. — Eles vão tentar te oferecer o mundo, Aelira. Vão dizer que é para sua proteção, que é para a estabilidade do reino. Mas lembre-se: eles não querem a sua felicidade, eles querem a sua utilidade. Aelira olhou para o pai, vendo a sombra da dor da perda de sua mãe em seus olhos. — Eu sei, papai. Mas eu não sou uma peça de xadrez. Eu sou o fogo que queima o tabuleiro. Ela não sabia, mas enquanto ela dizia isso, Aemond a observava da varanda superior, com um olhar possessivo. Ele não queria apenas casar com ela por política; ele queria que ela fosse dele, que ela reconhecesse a superioridade dele e que, eventualmente, ela desistisse de sua liberdade para se tornar a rainha ao lado do dragão mais poderoso de Westeros. O jogo havia começado, e Aelira era o prêmio que Aemond estava disposto a caçar, mesmo que tivesse que destruir tudo ao redor para consegui-la.

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