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Karine e kalle

Suor, Tatame e Segredos Domésticos

O desejo que nascera entre os equipamentos de enfermagem na escola não havia sido saciado; pelo contrário, fora apenas o combustível para um incêndio que Ana Clara não conseguia apagar. Ela caminhava pela rua de Hariel com o coração batendo no ritmo acelerado de seus passos. Ana era branca, de cabelos lisos que balançavam conforme ela andava, e possuía aquela extroversão natural que a fazia ser querida por todos, embora nunca tivesse buscado o pedestal da popularidade. Mas, para Hariel, ela queria ser única.

Hariel era o oposto dela em muitos sentidos. O garoto estudioso, que muitas vezes se escondia atrás de óculos de armação grande, possuía uma vida dupla que poucos conheciam: a dedicação aos livros dividia espaço com a disciplina do jiu-jitsu. Quando Ana Clara chegou à frente da casa dele, sabia que os pais dele estariam fora. Ela tinha a chave reserva que ele havia deixado escondida no vaso de plantas, um sinal claro de que o convite era mais do que oficial.

Ao entrar, o silêncio da casa era quebrado apenas pelo som da água caindo no andar de cima. O cheiro de amaciante e o frescor do ambiente contrastavam com a eletricidade que Ana carregava no corpo. Ela subiu as escadas lentamente, deixando sua bolsa no degrau. A porta do quarto de Hariel estava entreaberta, e a do banheiro, logo à frente, deixava escapar uma nuvem de vapor quente.

Ela entrou no quarto e viu o quimono branco dele jogado sobre a cama, ainda com a faixa azul desatada por cima. O cheiro de esforço físico e o leve odor do sabonete masculino criavam uma mistura inebriante. Ana Clara não hesitou. Ela começou a se despir ali mesmo, deixando suas roupas caírem em um rastro até a porta do banheiro.

Hariel estava de costas sob o chuveiro, a água escorrendo pelos ombros largos e pela pele branca que contrastava com as marcas leves deixadas pelo treino de jiu-jitsu. Sem os óculos, seus traços pareciam mais rudes, mais maduros. Ana abriu o box de vidro silenciosamente e deslizou para dentro, abraçando-o por trás.

— Você demorou — murmurou ele, sem se virar, mas um sorriso surgiu em seus lábios enquanto sentia os seios dela pressionarem suas costas molhadas.

— Eu cheguei no momento exato — respondeu Ana, deslizando as mãos pelo peito firme dele. — O treino foi pesado?

Hariel se virou, os olhos escuros brilhando sob a água que escorria por seu rosto. Ele a puxou pela cintura, colando seus corpos. O contraste da pele quente dela com a água morna era um gatilho imediato.

— Agora vai ser — disse ele, a voz rouca.

Ele a puxou para um beijo urgente. Não era o beijo contido da biblioteca ou o apressado da escola; era um beijo que carregava a autoridade de quem domina o tatame e a entrega de quem deseja intensamente. As mãos de Hariel, grandes e fortes, desceram pelas costas de Ana, apertando suas nádegas e levantando-a. Ela entrelaçou as pernas na cintura dele, sentindo o membro rígido dele pressionar sua entrada, ainda sob o fluxo constante da água.

— Hariel... aqui não — sussurrou ela entre os beijos, embora suas unhas estivessem cravadas nos ombros dele. — Eu quero você na cama. Quero sentir cada detalhe.

Ele assentiu, dando um último beijo profundo antes de desligar o chuveiro. Sem se secarem completamente, apenas envoltos em uma urgência animal, eles foram para o quarto. Hariel a deitou sobre o quimono que estava na cama — o tecido grosso e áspero contra a pele macia de Ana criava uma sensação tátil deliciosa.

Ele se posicionou sobre ela, os braços esticados, encarando-a com uma intensidade que a fazia estremecer. Sem os óculos, ele parecia um predador focado.

— Você não faz ideia do quanto eu pensei em você durante o treino hoje — confessou ele, descendo para beijar o pescoço dela, percorrendo a linha da clavícula com a língua.

— Prova — desafiou Ana, arqueando o corpo.

Hariel desceu os beijos para os seios dela, abocanhando um mamilo ereto e sugando-o com uma força que arrancou um gemido alto de Ana. Ela passava as mãos pelos cabelos úmidos dele, puxando-o para mais perto. A mão dele desceu, encontrando a feminilidade dela já completamente ensopada de desejo. Ele deslizou os dedos com habilidade, explorando cada dobra, encontrando o clitóris e massageando-o em círculos lentos, antes de penetrá-la com dois dedos.

— Você está tão molhada, Ana... — ele murmurou contra a barriga dela. — É tudo por minha causa?

— É tudo seu, Hariel. Sempre foi — ela respondeu, ofegante.

Ele se levantou e, com um movimento fluido, posicionou-se entre as pernas dela. Ele segurou as coxas de Ana, abrindo-as bem, e entrou nela com uma estocada lenta e profunda. Ana soltou um grito abafado no travesseiro, sentindo-se preenchida de uma forma que a fazia perder o fôlego. O ritmo de Hariel era metódico, quase como uma luta, onde cada movimento tinha um propósito.

— Ah, meu Deus... Hariel... — ela gemia, enquanto ele aumentava a velocidade.

O som do impacto de seus corpos ecoava no quarto silencioso. Hariel a abraçou com força, trazendo-a para perto, seus peitos se chocando a cada movimento. Ele beijava o rosto dela, as orelhas, sussurrando palavras desconexas sobre o quanto ela era linda e o quanto ele a queria. Ana Clara sentia que estava perdendo o controle; a extroversão que ela usava como escudo no dia a dia tinha desaparecido, restando apenas uma vulnerabilidade deliciosa.

Ela cravou as unhas nas costas dele, sentindo os músculos dele se contraírem. Hariel mudou a posição, sentando-se e puxando-a para o seu colo. Agora, era ela quem ditava o ritmo, cavalgando com uma intensidade que fazia os olhos dele revirarem de prazer. Ele segurava a cintura dela com firmeza, ajudando no movimento ascendente e descendente.

— Mais... — ele pediu, a voz quase um rosnado.

Ana se inclinou para frente, unindo seus lábios novamente. O beijo era uma mistura de suor e desejo. Ela sentia a pulsação dele dentro dela, uma conexão que ia além do físico. O ápice estava chegando para ambos. Hariel a deitou novamente de costas e elevou as pernas dela sobre seus ombros, permitindo uma penetração ainda mais profunda.

— Eu vou... eu estou quase... — Ana começou a dizer, a voz falhando enquanto as contrações começavam a tomar conta de seu corpo.

— Vem comigo, Ana. Agora! — ele comandou.

Com uma série de estocadas rápidas e potentes, Hariel a levou ao limite. Ana Clara sentiu uma explosão de cores atrás de suas pálpebras fechadas enquanto seu corpo se arqueava em um orgasmo intenso e duradouro. Segundos depois, Hariel soltou um gemido profundo, o corpo retesado enquanto ele se derramava dentro dela, entregando-se completamente ao prazer.

Eles desabaram um sobre o outro, os corações martelando contra as costelas. O suor misturado com a água do banho fazia suas peles grudarem, mas nenhum dos dois queria se separar. Hariel rolou para o lado, puxando-a para o seu abraço, cobrindo-os com o lençol fino.

— Acho que meu rendimento nos estudos vai cair amanhã — brincou ele, dando um beijo na testa dela.

Ana riu, sentindo-se em paz.

— E eu acho que vou ter que inventar uma desculpa muito boa para explicar por que estou tão radiante na escola.

— Não precisa explicar nada — disse ele, voltando a usar seus óculos que estavam no criado-mudo, o que lhe devolveu o ar de garoto estudioso, embora o brilho nos olhos fosse puramente malicioso. — O que acontece nesta casa fica entre nós. E no tatame... bem, no tatame eu só vou conseguir pensar em quando vamos fazer isso de novo.

Ana Clara sorriu, aninhando-se no peito dele. Ela sabia que aquele era apenas o começo de uma história que nenhum livro de escola poderia ensinar.