King K.rool e Seu Filho Diddy Kong
Um Trono de Escamas e Risadas
O sol da tarde filtrava-se pelas janelas circulares do navio pirata de King K. Rool, o Gangplank Galleon, banhando a cabine real com uma luz dourada e quente. O ar cheirava a maresia e a frutas tropicais, um contraste estranho, mas acolhedor, com a habitual atmosfera de vilania que outrora preenchia aquele lugar. No centro do quarto, o imenso rei crocodilo estava sentado em um tapete felpudo, longe de seu trono de ouro, despojado de sua armadura peitoral e de sua capa pesada.
Diddy Kong, o pequeno macaco de boné vermelho, saltitava ao redor do seu novo "pai" com uma energia inesgotável. Para qualquer um de fora, aquela cena seria bizarra: o maior inimigo dos Kongs agora agindo como um guardião protetor e brincalhão. Mas para Diddy, K. Rool não era mais o monstro que roubava bananas; ele era o gigante gentil que tinha a barriga mais macia e o rabo mais divertido do mundo.
— Vamos, K. Rool! Você prometeu que hoje seria o dia de brincar de luta! — exclamou Diddy, dando uma pirueta no ar e aterrissando nas costas largas do crocodilo.
K. Rool soltou uma risada profunda, um som que vibrava desde o seu peito até as pontas das garras. Ele se virou lentamente, seus olhos avermelhados brilhando com um carinho genuíno.
— Ora, pequeno prodígio, eu achei que você já estivesse cansado de tanto pular — disse o Rei, fingindo uma voz severa que logo se quebrou em um sorriso. — Mas se você quer luta, saiba que eu sou o campeão peso-pesado das ilhas!
Diddy soltou um guincho de alegria e começou a tamborilar as mãos na barriga esverdeada e proeminente de K. Rool. O crocodilo soltou um suspiro de satisfação. Ele adorava como o pequeno macaco não tinha medo dele. Diddy tratava o corpo imenso do rei como um parquinho de diversões particular.
— Sua barriga parece um tambor gigante hoje! — disse Diddy, rindo enquanto se jogava de costas na protuberância macia do estômago de K. Rool.
— É o efeito de todas aquelas bananas que você me forçou a comer no almoço — respondeu K. Rool, cutucando as costelas de Diddy com um dedo enorme, fazendo o pequeno macaco se contorcer de rir. — Mas agora, chega de tambor. Eu tenho uma surpresa para você.
K. Rool se levantou com uma agilidade surpreendente para o seu tamanho e se posicionou de costas para Diddy. O macaco inclinou a cabeça, curioso. O Rei Kremling tinha um plano. Ele sabia que Diddy adorava a textura de suas escamas e o peso de sua cauda e de sua parte traseira, que era, para dizer o mínimo, imponente.
— O que você está fazendo, K. Rool? — perguntou Diddy, aproximando-se com os olhos arregalados.
— Você disse que queria brincar, não disse? — O crocodilo olhou por cima do ombro com um sorriso travesso. — Prepare-se para o ataque esmagador de carinho!
Sem aviso, K. Rool começou a se mover para trás, usando sua bunda enorme e musculosa para empurrar Diddy suavemente contra uma pilha de almofadas macias no canto da cabine. Diddy soltou um grito de surpresa que logo se transformou em uma gargalhada histérica.
— Ei! Isso é golpe baixo! — gritou o macaco, tentando empurrar a imensa parede de escamas verdes que vinha em sua direção.
K. Rool não parou. Ele começou a esfregar sua bunda lateralmente contra Diddy, prendendo o macaco em um "abraço" traseiro esmagadoramente confortável. A pressão era firme, mas cuidadosa; o rei sabia exatamente quanta força usar para não machucar seu pequeno protegido.
— Sinta o poder do Rei, Diddy! — exclamou K. Rool, balançando os quadris de um lado para o outro, fazendo com que suas escamas roçassem no pelo do macaco. — É impossível escapar do meu abraço real!
Diddy estava completamente submerso na massa verde de K. Rool. Ele sentia o calor do corpo do crocodilo e a textura rugosa, porém estranhamente relaxante, de sua pele. Ele começou a usar suas mãozinhas para empurrar e apertar a bunda do rei, achando a situação a coisa mais engraçada do mundo.
— Você é muito grande, K. Rool! — Diddy disse entre risadas, tentando escalar por cima da montanha de escamas. — É como ser atropelado por uma nuvem de couro!
— Uma nuvem real, por favor — corrigiu K. Rool, parando o movimento por um segundo para olhar para trás e ver o macaco tentando se desvencilhar, apenas para puxá-lo de volta para mais uma rodada de "esfregadas" carinhosas.
O crocodilo sentou-se parcialmente, deixando o peso de sua parte traseira pressionar levemente as pernas de Diddy, enquanto usava a cauda para fazer cócegas no pescoço do pequeno. A relação entre os dois havia evoluído de uma forma que ninguém na Ilha Donkey Kong poderia prever. Onde antes havia ódio e roubo de tesouros, agora havia uma conexão de pai e filho que preenchia o vazio no coração solitário do Rei Kremling.
— Sabe, Diddy — começou K. Rool, sua voz tornando-se mais suave enquanto ele continuava a esfregar suas costas e bunda contra o macaco de forma rítmica e calmante —, eu nunca pensei que um primata barulhento como você seria a melhor coisa que já aconteceu neste navio.
Diddy parou de lutar por um momento e abraçou a perna grossa do crocodilo, enterrando o rosto nas escamas.
— E eu nunca pensei que um crocodilo mal-humorado teria a bunda mais macia da ilha — respondeu Diddy, fazendo K. Rool soltar uma gargalhada que ecoou por todo o convés.
— Ora, seu macaquinho atrevido! — K. Rool virou-se rapidamente e pegou Diddy pelas axilas, levantando-o alto no ar. — Por essa insolência, você merece mais um ataque!
K. Rool deitou-se de bruços e colocou Diddy sentado bem no topo de seu traseiro, começando a balançar o corpo como se fosse um barco em uma tempestade. Diddy segurava-se firme, rindo tanto que mal conseguia respirar.
— U-huuu! Sou o capitão desta montanha! — gritou Diddy, batendo palmas.
— Aproveite enquanto pode, Capitão Diddy — disse K. Rool, girando o corpo para que Diddy escorregasse por sua cauda como se fosse um escorregador. — Porque logo será a hora da soneca real, e eu vou precisar de um travesseiro de macaco.
Diddy aterrissou no chão com um salto ágil e correu de volta para o colo de K. Rool, que agora estava sentado de forma relaxada. O macaco subiu na barriga do rei, sentindo o sobe e desce da respiração profunda do crocodilo.
— K. Rool? — chamou Diddy, bocejando.
— Sim, meu pequeno? — O rei colocou uma mão imensa sobre as costas de Diddy, protegendo-o.
— Podemos fazer isso amanhã de novo? A parte de você me esmagar com a bunda é a minha favorita.
K. Rool sorriu, fechando os olhos e encostando a cabeça em seu trono.
— Todos os dias, Diddy. Todos os dias.
O silêncio finalmente se instalou na cabine, quebrado apenas pelo som das ondas batendo no casco do navio. O grande rei e seu pequeno filho adotivo adormeceram ali mesmo, unidos por um laço improvável, mas inquebrável, feito de brincadeiras, escamas e muito amor.