LN
O Espetáculo do Preenchimento
O ar fresco do parque deveria ter sido um alívio após dias de confinamento na mansão, mas para Natan, a liberdade do espaço aberto era apenas uma oportunidade para uma nova forma de dependência. Ele caminhava ao lado de Luiz, sua mão pequena agarrada à mão imensa e áspera do homem. Natan vestia uma saia plissada azul-bebê, curta o suficiente para que qualquer brisa revelasse as coxas alvas e torneadas, e uma camiseta justa que enfatizava sua cintura fina. A chupeta, presa por um clipe de ursinho, estava firmemente em sua boca, e seus olhos grandes brilhavam com uma carência que o passeio público não conseguia saciar.
— Papai... Natan quer — murmurou ele, a voz abafada pelo bico de silicone.
Luiz nem sequer olhou para baixo, mantendo o passo firme.
— Natan, estamos em público. Comporte-se.
— Mas Natan tá vazio, papai. Dói ficar vazio — insistiu o menor, parando de andar e puxando o braço de Luiz. — Por favor... Natan quer ficar cheinho agora.
Luiz parou e olhou ao redor. O parque estava relativamente vazio naquela tarde de dia útil, mas ainda assim havia o risco. Ele encarou Natan, vendo o beicinho tremulo e a forma como o garoto esfregava as coxas uma na outra. A teimosia de Natan era irritante, mas a visão dele implorando por algo tão obsceno em meio à natureza despertava o lado mais primitivo de Luiz.
— Você não tem limites, não é? — Luiz rosnou, a voz baixa e perigosa. — Venha.
Ele agarrou o pulso de Natan com força e o arrastou para longe da trilha pavimentada, adentrando uma área de vegetação densa e árvores frondosas no fundo do parque. Quando teve certeza de que estavam ocultos pela folhagem, Luiz empurrou Natan contra o tronco de um carvalho antigo.
— Levanta a saia — ordenou Luiz, a voz ríspida, enquanto já abria o cinto.
Natan obedeceu com pressa, as mãos trêmulas erguendo o tecido plissado e afastando a calcinha de renda que já estava úmida. Ele se virou de costas, apoiando as mãos no tronco áspero da árvore, empinando o quadril com uma submissão instintiva.
— Papai, enche o Natan... — pediu, soltando a chupeta por um momento.
Luiz não perdeu tempo com preliminares. Ele segurou a cintura de Natan, os dedos afundando na pele macia, e se posicionou. Com um empuxo bruto e direto, ele entrou. Natan soltou um grito abafado contra a casca da árvore, os dedos arranhando a madeira enquanto era preenchido pela espessura massiva de Luiz.
— Aí está — disse Luiz, a respiração começando a pesar. — Você queria estar cheinho? Agora aguente.
O *cockwarming* no meio do parque tinha um sabor diferente. O risco de serem pegos, o som dos pássaros e o vento frio batendo nas nádegas expostas de Natan contrastavam com o calor escaldante que o invadia. Luiz não se moveu de imediato; ele apenas ficou ali, mantendo a conexão total, deixando que os músculos de Natan se dilatassem para acomodá-lo.
— Quica, Natan — comandou Luiz, a mão pesada descendo em um tapa sonoro na nádega direita do menor, deixando uma marca avermelhada instantânea. — Mostre que você merece o que pediu.
Natan, com as pernas trêmulas, começou a se elevar e descer lentamente. O som da carne batendo contra a carne ecoava no pequeno refúgio natural. A cada descida, ele sentia Luiz atingir o fundo de seu ser, uma sensação de plenitude que o fazia revirar os olhos. A chupeta voltou para a boca, e ele sugava com força, os pequenos gemidos sendo abafados pelo plástico.
Eles ficaram assim por um longo tempo. Luiz permanecia como uma rocha, apenas sentindo o aperto rítmico de Natan, ocasionalmente desferindo tapas ou puxando os cabelos do menor para trás para vê-lo choramingar de prazer e dor. Quando Luiz finalmente atingiu o ápice, ele não se retirou. Ele despejou sua carga dentro de Natan, sentindo o corpo do menor espasmar em torno dele.
— Não se mova — ordenou Luiz, quando Natan tentou relaxar. — Vamos voltar para o carro assim.
— Mas papai... como? — Natan perguntou, a voz fraca.
— Você vai andar na minha frente, com a saia abaixada, e vai segurar tudo aí dentro. Se eu sentir uma gota escorrendo pelas suas pernas, o castigo em casa será dobrado.
O caminho de volta para o estacionamento foi uma tortura deliciosa. Natan caminhava com passos curtos e travados, a saia escondendo o fato de que ele estava transbordando o sêmen de Luiz. O esforço para manter os músculos esfíncteres contraídos fazia seu rosto corar. Ao chegarem ao carro, Luiz abriu a porta do passageiro e o empurrou para dentro sem cerimônia.
— Papai, Natan quer de novo — disse o menor, assim que as portas se fecharam, o ambiente agora seguro e privado do veículo. — O leitinho do papai tá saindo... Natan quer o papai dentro dele de novo enquanto a gente vai embora.
Luiz suspirou, ligando o motor. O parque era longe da mansão, exigindo uma viagem de quase duas horas por estradas vicinais e uma rodovia deserta.
— Você é insaciável, Natan. Eu tenho que dirigir.
— O papai consegue — Natan insistiu, engatinhando por cima do console central, ficando de costas para o volante e sentando-se no colo de Luiz, a saia subindo até a cintura. — Natan quer ficar cheinho na estrada. Por favor, papai.
Luiz olhou para a estrada à frente e depois para o corpo esculpido à sua frente, a cintura fina convidativa e a expressão carente. O desejo de dominar Natan, de mantê-lo marcado e preenchido, falou mais alto que a prudência.
— Senta logo — rosnou Luiz, guiando Natan para baixo enquanto manobrava o carro para fora do estacionamento.
A conexão foi restabelecida com um gemido de satisfação de ambos. Luiz pegou uma rota alternativa, uma estrada de terra batida e asfalto precário que cortava áreas de fazendas abandonadas, onde o tráfego era inexistente. O carro balançava nos buracos, e a cada solavanco, Natan quicava involuntariamente sobre Luiz, o que fazia o homem rosnar e apertar o volante com força.
— Papai, a mamadeira... — Natan pediu, apontando para a bolsa térmica no chão do carro.
Luiz, com uma mão no volante e a outra na coxa de Natan, alcançou a mamadeira. Ela estava cheia com o "leite" especial que Luiz preparava: uma mistura de suplementos e o próprio sêmen colhido durante a semana. Ele entregou a Natan, que começou a mamar com avidez, os olhos fixos nos de Luiz, enquanto o carro ganhava velocidade na estrada deserta.
— Você gosta disso, não gosta? — perguntou Luiz, a voz grossa, enquanto sentia Natan apertar as paredes internas ao redor dele. — Gosta de ser alimentado como o animalzinho carente que é.
Natan tirou a mamadeira da boca por um segundo, o líquido branco escorrendo pelo canto dos lábios.
— Natan gosta do leitinho do papai... mas Natan prefere chupar o papai direto da fonte — sussurrou, voltando a sugar a mamadeira, o corpo vibrando com a vibração do motor e a penetração constante.
A viagem seguiu em um ritmo hipnótico. Luiz dirigia com uma mão, mantendo a outra firmemente cravada na nádega de Natan, garantindo que ele não se afastasse nem um milímetro. A estrada parecia infinita, o sol começando a se pôr no horizonte, pintando o céu de laranja e roxo. Dentro do carro, o cheiro de sexo e suor era denso.
— Papai, Natan tá ficando muito cheio... — Natan choramingou, sentindo Luiz pulsar dentro dele novamente.
— Você vai ficar assim até chegarmos em casa, e depois vai continuar assim na cama — sentenciou Luiz, a rispidez habitual agora tingida por uma satisfação sombria. — Eu vou te manter preenchido até você esquecer como é a sensação de estar vazio.
Quando finalmente cruzaram os portões da mansão, a noite já havia caído. Luiz estacionou o carro na garagem privativa, mas não desligou os faróis imediatamente. Ele olhou para Natan, que estava exausto, a cabeça encostada no ombro de Luiz, a mamadeira vazia jogada no chão do carro, mas ainda firmemente acoplado ao pai.
— Vamos para o quarto — disse Luiz, a voz sem margem para discussão.
Ele saiu do carro carregando Natan no colo, sem nunca desfazer a união. O menor envolveu as pernas na cintura larga de Luiz, a saia azul agora amarrotada e manchada. O trajeto até a suíte principal foi feito em silêncio, interrompido apenas pelo som dos passos pesados de Luiz e os suspiros baixos de Natan.
Ao entrarem no quarto, Luiz jogou Natan na cama king-size, mas antes que o menor pudesse se afastar, Luiz já estava sobre ele, forçando-o a se abrir ainda mais.
— O castigo da permanência não acabou, Natan — Luiz sussurrou no ouvido dele, a voz rude e possessiva. — Você queria atenção? Agora você tem toda a minha.
Natan sorriu por trás da chupeta, sentindo o peso de Luiz e a promessa de uma noite inteira de preenchimento. Ele era o brinquedo de Luiz, e naquele mundo de sombras e autoridade, não havia lugar onde ele preferisse estar do que sendo mantido cheinho pelo homem que o dominava completamente. A rotina não mudaria; a fome de Natan por Luiz e a necessidade de Luiz de possuir Natan eram duas engrenagens de uma máquina que não pretendia parar tão cedo.