Lover
Mar de Insaciável Desejo
A luz do sol da Califórnia filtrava-se pelas enormes cortinas de linho branco, banhando o quarto em um tom dourado suave. Rafaella sentiu o peso de um braço musculoso e tatuado sobre sua cintura, um lembrete constante e delicioso de que a noite anterior não tinha sido um sonho febril. Ela se moveu levemente, sentindo o roçar dos lençóis de fios egípcios contra a pele ainda sensível pelos toques de Justin.
Ao seu lado, ele ressonava baixinho. O rosto, que o mundo inteiro conhecia pelas lentes de fotógrafos e telas de cinema, parecia jovem e em paz. Rafa ficou ali por alguns minutos, apenas observando a curva de seus lábios e a forma como os cílios dele descansavam sobre as bochechas. A intensidade da noite passada ainda reverberava em seu corpo; o calor dos beijos dele no seu pescoço parecia ter deixado uma marca invisível que queimava toda vez que ela lembrava.
Justin começou a despertar, um sorriso lento surgindo em seu rosto antes mesmo de abrir os olhos. Ele a puxou para mais perto, enterrando o rosto na curva do ombro dela e inspirando profundamente.
— Bom dia, anjo — ele murmurou, a voz ainda mais rouca pelo sono. — Você é real ou eu ainda estou sonhando?
— Sou real, Justin — Rafa riu, sentindo o frio na barriga que só ele conseguia provocar. — E se for um sonho, por favor, não me acorde.
Ele depositou um beijo casto na testa dela e se espreguiçou, revelando a definição perfeita de seu abdômen.
— Vou preparar algo para a gente comer. Fica aqui, descansa mais um pouco. A noite foi... intensa.
Ele piscou para ela, uma centelha de malícia brilhando nos olhos castanhos, e saiu da cama com uma agilidade felina. Rafa ficou observando-o caminhar até a cozinha acoplada à suíte master. Pouco tempo depois, o aroma de café fresco e panquecas com mel começou a invadir o quarto.
Justin voltou com uma bandeja farta. Havia frutas cortadas, ovos mexidos, suco de laranja e o café que ela tanto precisava. Eles comeram entre risadas e trocas de olhares que diziam mais do que qualquer palavra. O café da manhã estava delicioso, mas, para Rafa, nada superava o banquete de sensações que ele havia proporcionado horas antes.
— O que temos para hoje, Sr. Bieber? — perguntou ela, limpando um rastro de mel do canto da boca com o polegar.
Justin segurou o pulso dela e lambeu o dedo da garota, fixando o olhar no dela.
— Eu tenho uma praia particular logo ali embaixo. O sol está perfeito. O que acha de um mergulho? Só nós dois, longe de câmeras, longe de tudo.
— Acho uma ideia excelente — ela respondeu, sentindo o desafio no ar.
Rafaella foi até sua mala. Ela sabia exatamente o que vestir para deixar Justin sem fôlego. Escolheu um biquíni de tiras finas, em um tom de vermelho vibrante que contrastava perfeitamente com sua pele bronzeada. O top era extremamente decotado, realçando o volume de seus seios, e a calcinha asa delta deixava pouco para a imaginação, destacando suas curvas generosas e o quadril largo.
Quando ela saiu do banheiro, Justin estava terminando de passar protetor solar nos ombros, vestindo apenas uma bermuda d'água larga. Ele parou o que estava fazendo no instante em que a viu. Seus olhos percorreram o corpo de Rafa de cima a baixo, demorando-se em cada detalhe, cada linha, cada centímetro de pele exposta.
— Puta merda, Rafa... — ele exclamou, a voz falhando por um segundo. — Você quer me matar antes do meio-dia?
— Por que? Não gostou? — ela perguntou, fazendo um giro lento e despretensioso, sabendo exatamente o efeito que estava causando.
— "Gostar" é um eufemismo — disse ele, aproximando-se com passos lentos, como um predador. — Você está a coisa mais linda que eu já vi. Esse biquíni... é um crime contra o meu autocontrole.
Ele envolveu a cintura dela com as mãos, sentindo a textura da pele macia sob seus dedos.
— Vamos logo para essa praia — ele sussurrou no ouvido dela, dando uma mordidinha lóbulo da orelha — antes que eu decida que a gente não vai sair deste quarto hoje.
Eles desceram a trilha particular que levava à pequena enseada de areia branca e águas cristalinas. O lugar era um refúgio paradisíaco, cercado por rochas altas que impediam qualquer visão externa. O som das ondas quebrando suavemente era a única trilha sonora.
Rafa estendeu sua toalha na areia e se deitou, sentindo o calor do sol. Justin, porém, não conseguia ficar parado. Ele entrou na água, nadou um pouco e voltou, observando-a como se ela fosse uma obra de arte em exposição. As gotas de água escorriam pelo peito tatuado dele, brilhando sob o sol, e Rafa sentiu a boca secar.
— Vem aqui, Rafa — chamou ele, de pé na beira da água. — A água está perfeita.
Ela se levantou, consciente de que o movimento fazia o biquíni minúsculo se ajustar ainda mais ao seu corpo. Ela caminhou até ele, sentindo a areia quente sob os pés. Quando chegou perto, Justin não esperou. Ele a puxou pela cintura, colando o corpo molhado e frio dele ao dela, que estava quente pelo sol.
— Você está me provocando desde que acordou — ele disse, a voz baixa e carregada de uma tensão perigosa.
— Eu? Não fiz nada — ela provocou, passando as mãos pelos ombros molhados dele. — É apenas um biquíni, Justin.
— Não, não é "apenas um biquíni" — ele rebateu, apertando a carne de seu quadril com força. — É a forma como você se move nele. É a forma como você me olha.
Justin deslizou as mãos pelas costas dela, descendo até onde o biquíni terminava. Ele a puxou para um beijo urgente, com gosto de sal e desejo. A língua dele explorava a dela com uma fome renovada, como se a noite anterior tivesse sido apenas o aperitivo.
Ele começou a descer os beijos pelo pescoço dela, e Rafa soltou aquele gemido que ele já tinha aprendido a reconhecer. Era um som profundo, que vinha da garganta, uma entrega total.
— Justin... aqui não... — ela arfou, embora suas mãos estivessem firmemente presas nos cabelos dele, puxando-o para mais perto.
— Não tem ninguém aqui, Rafa. Só o mar e eu — ele murmurou contra a pele dela.
Ele desceu o beijo para o colo dela, contornando a borda do biquíni decotado com a ponta da língua. Rafaella sentiu os joelhos fraquejarem. A intensidade de Justin era algo que ela nunca havia experimentado. Ele era fogo puro, uma força da natureza que a consumia por inteiro.
— Você é tão gostosa — ele exclamou, a voz abafada contra a pele dela. — Eu não consigo tirar as mãos de você.
Ele a girou, pressionando as costas dela contra seu peito, enquanto uma das mãos subia para apertar um de seus seios por cima do tecido fino do biquíni, e a outra descia, explorando a curva perigosa de sua coxa. Rafa jogou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro dele, e fechou os olhos, deixando-se levar pelas sensações.
— O que você está fazendo comigo? — ela sussurrou, a respiração entrecortada.
— O mesmo que você está fazendo comigo — ele respondeu, virando-a de frente novamente. — Me deixando completamente louco.
Ele a pegou no colo, as pernas dela envolvendo a cintura dele automaticamente. Justin caminhou de volta para a parte mais seca da areia, onde as toalhas estavam estendidas, mas não parou por ali. Ele a deitou com cuidado, ficando por cima dela, protegendo-a do sol com seu próprio corpo.
— Essa semana vai ser longa, Rafaella — ele disse, olhando-a nos olhos com uma promessa silenciosa. — E eu pretendo aproveitar cada segundo de você.
— Eu também, Justin — ela respondeu, puxando-o para baixo para mais um beijo. — Eu também.
O sol continuava a brilhar sobre a enseada particular, mas para os dois, o mundo havia se reduzido àquele pedaço de areia e ao calor insuportável que emanava de seus corpos unidos. A semana estava apenas começando, e a chama entre a fã e o ídolo estava longe de se apagar; pelo contrário, estava apenas ganhando força para queimar tudo ao redor.