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Miss huroko & MusashiAce

Laços de Papel e Memórias de Ontem

Os corredores da Paper School estavam mergulhados em um silêncio quase sepulcral, interrompido apenas pelo eco dos passos de Miss Huroko. A professora de treze anos, com seus longos cabelos rosa-azulados balançando conforme ela caminhava, sentia o peso de sua própria dualidade. De um lado, a autoridade de quem carrega uma tesoura gigante no lugar do braço esquerdo; de outro, a juventude que ainda pulsava em seu rosto marcado por grampos em forma de "X".

Ela dobrou o corredor, a garra preta de sua mão direita roçando levemente as paredes de papel, quando seus olhos encontraram uma figura pequena e familiar. Era Musashi Ace.

Musashi parecia ainda menor dentro de seu moletom branco de mangas largas. Suas tranças negras caíam sobre os ombros, e os laços rosa e branco em sua cabeça pareciam vibrar sob a luz fluorescente da escola. Ao ver a pequena aluna, um gatilho mental disparou na mente de Huroko.

De repente, as paredes da escola pareceram se dissolver em uma névoa de nostalgia. Huroko não estava mais no corredor; ela estava em um quarto iluminado por uma luz suave de fim de tarde. Em seus braços, não havia uma aluna, mas um bebê minúsculo com tufos de cabelo negro.

No flashback, Huroko sorria com uma ternura que raramente mostrava na sala de aula. Ela se lembrava perfeitamente da textura das fraldas de pano, do cheiro de talco e do peso leve de Musashi sobre o seu colo. Ela cuidara daquela menina quando o mundo parecia mais simples, trocando suas fraldas e ninando-a até que o choro cessasse. Musashi fora seu pequeno tesouro, um segredo guardado entre as dobras do tempo.

A visão se dissipou tão rápido quanto surgiu. Huroko piscou, voltando ao presente, mas o sentimento de posse e carinho permaneceu. Sem pensar duas vezes, ela avançou.

— Musashi... — murmurou Huroko, sua voz saindo mais suave do que o pretendido.

A garota parou, olhando para cima com seus grandes olhos negros. Antes que Musashi pudesse reagir, Huroko a envolveu, levantando-a do chão com seus braços desproporcionais. A tesoura gigante de H