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Na piscina

A Profundidade do Desejo

A noite havia caído por completo, e as estrelas pontilhavam o céu escuro como diamantes espalhados sobre um veludo azul-marinho. A brisa que antes era fresca, agora trazia consigo um leve arrepio, e a ideia de um filme e algo para comer parecia o encerramento perfeito para um dia tão mágico. Niki me puxou gentilmente, e eu o segui, as mãos ainda entrelaçadas, a pele ainda formigando com a lembrança de cada toque, de cada beijo na piscina.

Caminhamos em silêncio de volta para o resort, o som dos nossos passos ecoando suavemente no corredor vazio. A cada passo, sentia meu coração bater mais forte, uma expectativa deliciosa se apoderando de mim. A confissão de amor de Niki, tão sincera e inesperada, havia transformado completamente a dinâmica entre nós. Não éramos mais apenas amigos, ou colegas de grupo; éramos algo mais, algo profundo e excitante que estava apenas começando a florescer.

Ao chegarmos ao quarto de Niki, ele abriu a porta com um sorriso gentil. O ambiente estava aconchegante, a luz indireta criava uma atmosfera íntima. Havia uma pequena mesa com duas cadeiras perto da janela, e um sofá espaçoso de frente para uma televisão de tela grande.

– Pode escolher o filme, hyung, – ele disse, apontando para a pilha de DVDs ao lado da TV. – Eu vou pedir o jantar. O que você quer?

– Qualquer coisa que você quiser, Niki, – respondi, ainda um pouco atordoado pela intensidade dos acontecimentos. – Estou faminto.

Ele riu, um som melodioso que fazia meu coração vibrar.

– Combinado.

Enquanto ele fazia o pedido, eu me sentei no sofá macio, pegando um dos DVDs aleatoriamente. Era um romance clichê, mas, dadas as circunstâncias, parecia apropriado. Meus olhos, no entanto, não estavam fixos na tela, mas em Niki. Ele estava de costas para mim, o telefone no ouvido, sua voz baixa e suave. Seus ombros largos, suas costas musculosas, a forma como seus cabelos escuros caíam sobre sua nuca – tudo nele parecia perfeito. Eu me peguei sorrindo, um sorriso bobo e apaixonado.

Quando ele desligou o telefone e se virou, nossos olhos se encontraram. Ele sorriu de volta, um sorriso que falava volumes.

– Pedido feito. Vinte minutos, – ele anunciou, caminhando em minha direção. – E então, o que escolheu?

Mostrei o DVD, e ele ergueu uma sobrancelha.

– Um romance, hyung? Achei que você fosse mais fã de ação.

– Hoje, acho que um romance é o que precisamos, – confessei, sentindo minhas bochechas esquentarem novamente.

Ele se sentou ao meu lado no sofá, a proximidade fazendo meu corpo reagir. O perfume suave de seu corpo, uma mistura de cloro e seu próprio cheiro natural, me inebriava.

– Concordo, – ele sussurrou, e então, sem hesitação, se inclinou e me beijou novamente.

Este beijo era diferente dos da piscina. Não havia a urgência do desejo recém-descoberto, mas uma doçura, uma promessa. Seus lábios se moveram suavemente contra os meus, explorando cada curva, cada canto. Minhas mãos encontraram seu pescoço, meus dedos se perdendo em seus cabelos macios. O mundo exterior desapareceu, e novamente, existíamos apenas nós dois.

Quando nos separamos, foi apenas para respirar. Ele apoiou a testa na minha, seus olhos fixos nos meus.

– Você é real mesmo, hyung? – ele perguntou, sua voz rouca, quase um sopro.

– Tão real quanto o meu amor por você, Niki, – respondi, as palavras saindo de mim sem esforço, como se fossem a verdade mais natural do mundo.

Ele sorriu, um sorriso que fez meu coração derreter.

– Eu te amo tanto.

– Eu também te amo, – sussurrei, e então o beijei novamente, desta vez com mais paixão, com o desejo de explorar cada centímetro de sua boca, de seu ser.

O beijo se aprofundou, e minhas mãos desceram para seus ombros, apertando-o. As mãos de Niki, por sua vez, encontraram minha cintura, puxando-me para mais perto, até que não houvesse mais espaço entre nossos corpos. Eu podia sentir o calor de sua pele, a força de seus músculos, e meu corpo ansiava por mais.

Um toque na porta nos fez pular, nos afastando abruptamente. Era o serviço de quarto com o jantar. Niki se levantou, ajeitando a roupa, e eu tentei fazer o mesmo, sentindo-me um pouco desajeitado.

O jantar foi uma mistura de risadas e olhares cúmplices. Comemos em silêncio por um tempo, saboreando a comida e a presença um do outro. A cada vez que nossos olhos se encontravam, um brilho de compreensão passava entre nós.

Depois de comermos, Niki colocou o filme. Mas era difícil prestar atenção. Minha mente estava em Niki, em seus toques, em seus beijos. Eu o sentia ao meu lado, e a simples proximidade era suficiente para me deixar em êxtase.

Ele deve ter sentido minha distração, pois em um determinado momento, ele se virou para mim, seus olhos brilhando no escuro.

– Não está gostando do filme, hyung? – ele perguntou, um sorriso travesso em seus lábios.

– Estou gostando de você, Niki, – confessei, minha voz um pouco rouca.

Ele riu baixinho e então se inclinou, beijando-me suavemente.

– Posso te dar algo mais interessante para assistir, então.

Meu coração saltou. Eu sabia o que ele queria dizer. A tensão sexual entre nós era quase palpável, e eu a desejava tanto quanto ele.

– E o que seria? – perguntei, minha voz mal audível.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, ele se levantou do sofá e estendeu a mão para mim. Eu a peguei, e ele me puxou delicadamente, guiando-me para o quarto.

O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz tênue que vinha da janela. A cama era grande e convidativa, com lençóis brancos macios. Niki me levou até lá, e nos sentamos na beirada, de frente um para o outro.

Seus olhos, profundos e cheios de desejo, me encontraram. Ele estendeu a mão e gentilmente tocou meu rosto, seus dedos traçando a linha da minha mandíbula.

– Eu te amo, hyung, – ele sussurrou novamente, suas palavras enchendo o quarto com uma intensidade que me fez tremer.

– Eu também te amo, Niki, – respondi, minha voz embargada pela emoção.

Ele se inclinou, e nossos lábios se encontraram novamente. Desta vez, não havia hesitação. O beijo era faminto, urgente, expressando todo o desejo e amor que havíamos guardado por tanto tempo. Minhas mãos se agarraram à sua camisa, apertando o tecido, enquanto as suas desciam para a minha cintura, puxando-me para mais perto, até que eu estivesse sentado em seu colo.

Eu podia sentir seu corpo forte contra o meu, a forma como ele reagia ao meu toque. Meus dedos se aventuraram em seus cabelos, puxando-o para mais perto, aprofundando o beijo. Nossas línguas se encontraram, dançando uma dança antiga e apaixonada.

Ele se afastou um pouco, apenas o suficiente para olhar em meus olhos.

– Você está pronto para mim, hyung? – ele perguntou, sua voz rouca de desejo.

Eu assenti, incapaz de falar. Meu corpo inteiro estava clamando por ele.

Ele sorriu, um sorriso que prometia prazer, e então me beijou novamente, suas mãos começando a explorar meu corpo, desabotoando minha camisa com uma lentidão torturante que só aumentava a minha antecipação.

A cada botão desfeito, um arrepio percorria minha espinha. A cada toque de seus dedos quentes em minha pele, meu corpo reagia com um desejo incontrolável. Quando minha camisa finalmente foi removida, ele a jogou para o lado, e seus olhos desceram para o meu peito, um olhar de admiração que me deixou sem fôlego.

Ele beijou meu pescoço, descendo para o meu ombro, e então para o meu peito, seus lábios quentes e úmidos me deixando em brasa. Eu arqueei as costas, um gemido escapando dos meus lábios.

Minhas mãos, por sua vez, começaram a desabotoar a camisa de Niki, meus dedos tremendo um pouco com a tarefa. Quando ela foi removida, revelei seu torso definido, seus músculos trabalhados pela dança. Eu o toquei, meus dedos traçando cada linha, cada curva, sentindo a textura suave de sua pele.

Ele se afastou um pouco, o suficiente para me deitar na cama. Ele me seguiu, seu corpo se posicionando sobre o meu, apoiado pelos cotovelos, seus olhos fixos nos meus. A luz tênue do quarto criava sombras em seu rosto, realçando seus traços.

– Você é tão lindo, hyung, – ele sussurrou, e então me beijou novamente, um beijo demorado e profundo que selou o nosso destino.

Suas mãos desceram para a barra da minha calça, e eu o ajudei a removê-la, ansioso para sentir sua pele contra a minha. Quando estávamos nus, nossos corpos se tocaram completamente, e a sensação foi elétrica. O calor de sua pele, a maciez de seus cabelos, a força de seus braços me envolvendo – tudo era perfeito.

Niki começou a me beijar novamente, seus lábios explorando cada centímetro do meu corpo, seus toques me levando a um estado de êxtase. Eu me entreguei completamente a ele, meus gemidos preenchendo o quarto, a cada toque, a cada beijo, sentindo-me mais e mais consumido por seu amor, por seu desejo.

Ele me "comeu" naquela noite, não apenas com o corpo, mas com a alma. Ele me envolveu em seu amor, me preencheu com sua paixão, me fez sentir a pessoa mais desejada e amada do mundo. E eu o recebi de braços abertos, entregando-me a ele completamente, sem reservas.

Nossos corpos se moveram em um ritmo antigo, uma dança de amor e desejo. Os sussurros, os gemidos, os suspiros de prazer se misturavam na escuridão do quarto, criando uma sinfonia de paixão. O tempo parou, e existíamos apenas nós dois, perdidos um no outro, explorando cada curva, cada sensação, cada emoção.

Quando o êxtase final nos atingiu, foi como uma onda que nos varreu, nos deixando ofegantes e exaustos, mas incrivelmente felizes. Niki caiu ao meu lado, sua respiração pesada em meu pescoço. Ele me abraçou apertado, e eu me aconcheguei em seus braços, meu corpo ainda formigando com a intensidade do momento.

– Eu te amo, Niki, – sussurrei, as palavras saindo com dificuldade.

– Eu te amo ainda mais, hyung, – ele respondeu, beijando o topo da minha cabeça.

Ficamos ali, abraçados, sentindo o calor um do outro, o ritmo dos nossos corações batendo em uníssono. A noite lá fora parecia ter desaparecido, e o mundo se resumia ao nosso pequeno universo de amor e paixão.

Eu sabia que o futuro seria desafiador. Ser idols de K-Pop e viver um relacionamento secreto não seria fácil. Mas naquele momento, nos braços de Niki, eu sabia que valeria a pena. Cada obstáculo, cada dificuldade seria superada, porque o amor que sentíamos um pelo outro era real, era profundo, e era tudo o que importava.

Adormeci nos braços de Niki, sentindo-me seguro e amado. O dia havia sido um turbilhão de emoções, de descobertas, de paixão. E enquanto o sono me levava, eu sabia que aquele era apenas o começo de nossa história, uma história que eu mal podia esperar para viver, ao lado do homem que havia roubado meu coração, corpo e alma, na piscina e além dela.