Oi
O Peso da Autoridade e o Gosto do Medo
— Aonde pensa que vai, pequeno? — A voz de Luiz vibrou contra as costas de Natan, um som baixo e perigoso que parecia ressoar dentro dos ossos do rapaz.
Os braços do homem, grossos e marcados por veias sob a pele, envolveram a cintura de Natan como correntes de aço, puxando-o de volta com uma facilidade humilhante. Natan sentiu o fôlego escapar quando suas costas foram pressionadas com firmeza contra o peito largo de Luiz. O contraste era aterrorizante: a delicadeza da seda de sua sainha e a maciez de sua pele contra a rigidez do terno e a força bruta daquele homem.
— Por favor... tá apertado... — Natan choramingou, as mãos pequenas e trêmulas tentando empurrar os antebraços que o prendiam.
— Vai ficar muito mais apertado se você não aprender a ficar quieto quando eu mando — rebateu Luiz, sem um pingo de hesitação na voz.
Com um movimento lento e deliberado, Luiz deslizou as mãos para baixo, segurando as coxas de Natan e ajeitando-o para que ele ficasse sentado de frente para o quarto, mas completamente encaixado entre as pernas do sequestrador. Natan soluçou baixinho, sentindo o volume rígido da ereção de Luiz se acomodar perfeitamente entre suas nádegas, separadas apenas pelo tecido fino da calcinha de renda e da saia.
Luiz suspirou, um som que pareceu quase um ronronar de satisfação, e inclinou o rosto, aproximando os lábios da orelha sensível de Natan. O calor da respiração dele fez o menor encolher os ombros.
— Agora, preste atenção. Eu não gosto de repetir as coisas, e você não vai querer me ver perder a paciência. — Luiz levou uma das mãos até a barra da sainha de Natan. Com um movimento fluido, ele a puxou para cima, amontoando o tecido na cintura do garoto.
Natan soltou um arquejo agudo, sentindo o ar frio do quarto atingir suas coxas e o tecido rendado de sua calcinha. Agora, não havia mais o disfarce da saia. O contato era direto. Ele podia sentir cada pulsação da luxúria de Luiz contra seu corpo submisso.
— Regra número um — começou Luiz, a mão agora descendo para acariciar a pele macia da parte interna da coxa de Natan, subindo perigosamente perto da borda da calcinha. — Você nunca, sob hipótese alguma, tira essa chupeta da boca sem a minha permissão. Ela é o sinal de que você é meu bebê, minha propriedade silenciosa. Entendeu?
Natan tentou balançar a cabeça, mas Luiz apertou sua coxa com força suficiente para deixar uma marca.
— Responda com "Sim, Daddy" ou "Sim, senhor". Use sua voz, Natan.
— S-sim... Daddy... — O som saiu abafado por causa do látex na boca, mas foi o suficiente para Luiz.
— Bom garoto. — A mão de Luiz subiu, os dedos longos traçando o contorno da renda da calcinha, fazendo Natan tremer violentamente. — Regra número dois: Seus horários de sono, de alimentação e de higiene serão controlados por mim. Você não come se eu não te alimentar. Você não dorme se eu não te ninar. E você não se limpa se eu não te der banho.
Natan arregalou os olhos, as lágrimas finalmente transbordando e molhando suas bochechas rosadas. A ideia de perder total autonomia sobre o próprio corpo era sufocante. Ele tentou se mexer, incomodado com a pressão crescente da ereção de Luiz, que parecia ficar ainda mais evidente conforme o homem ditava suas ordens.
— Está sentindo isso, Natan? — Luiz perguntou, a voz subindo um tom na escala da perversão. Ele moveu o quadril para frente, pressionando-se com força contra a retaguarda do menor. — Isso é o que você me faz sentir. Cada vez que você chora, cada vez que você treme, você me deixa assim. E você é o único responsável por cuidar disso quando eu ordenar.
— Eu tenho medo... — Natan sussurrou, o corpo todo em espasmos de ansiedade.
— O medo é bom. O medo mantém você vivo e obediente — disse Luiz, a mão agora subindo para o pescoço de Natan, não para apertar, mas para possuir, o polegar acariciando a mandíbula do jovem. — Regra número três: Punições. Eu não bato por raiva, Natan. Eu bato por disciplina. Se você quebrar uma regra, você será colocado no meu colo e sentirá o peso da minha mão na sua pele nua até que aprenda a lição. Se mentir para mim, o castigo será dobrado. Se tentar fugir... — Luiz fez uma pausa, e o silêncio que se seguiu foi mais assustador do que qualquer grito. — Se tentar fugir, eu vou garantir que você não consiga sentar ou caminhar por uma semana.
Natan soltou um gemido de pavor, escondendo o rosto nas mãos. A realidade de sua situação estava se fechando ao redor dele como as paredes de uma cela de luxo. Ele era um brinquedo. Um boneco vestido com rendas e meias longas para o prazer de um homem frio e dominante.
— Olhe para mim — ordenou Luiz.
Natan não obedeceu de imediato, e sentiu a mão de Luiz se fechar em seu cabelo, puxando sua cabeça para trás com firmeza, forçando-o a encarar o rosto severo acima dele.
— Quando eu der uma ordem, você executa no mesmo segundo. Essa é a regra de ouro. — Luiz suavizou um pouco a expressão, seus olhos percorrendo os lábios de Natan ao redor da chupeta. — Eu posso ser muito gentil com você, pequeno. Posso te dar tudo o que você quiser. Brinquedos novos, doces, roupas ainda mais bonitas que essa sainha... mas tudo isso depende da sua entrega. Você quer ser um bom garoto para o Daddy?
Natan olhou para aqueles olhos escuros e, por um momento, viu algo além da frieza. Viu uma obsessão profunda, uma necessidade de possessão que o envolvia de uma forma que ele nunca experimentara. Era errado, era doentio, mas o lado submisso e infantil de sua mente, aquele que buscava proteção e limites, sentiu uma faísca de resposta.
— Quero... — Natan murmurou, rendendo-se ao peso do corpo de Luiz contra o seu.
— Ótimo. — Luiz soltou o cabelo dele e voltou a abraçá-lo, desta vez de forma mais protetora, embora a ereção ainda estivesse lá, um lembrete constante do perigo. — Agora, como você foi um garoto razoável enquanto eu passava as regras, eu vou deixar você descansar um pouco. Mas antes...
Luiz deslizou a mão por baixo da calcinha de Natan, os dedos frios encontrando a pele quente e sensível. Natan deu um pulo no colo dele, o rosto ficando vermelho instantaneamente.
— Daddy! Não! — Ele tentou fechar as pernas, mas Luiz era forte demais.
— Shhh... só estou verificando se você está se comportando. — Luiz deu um tapinha leve, mas firme, na nádega exposta de Natan, o som de pele estalando ecoando no quarto silencioso. — Você é tão macio. Vai ser um prazer quebrar essa sua resistência, centímetro por centímetro.
Luiz o levantou do colo com a mesma facilidade com que se carrega uma criança e o deitou no centro da cama imensa. Natan se encolheu, puxando a saia para baixo na tentativa inútil de se cobrir, enquanto Luiz se levantava e ajustava o terno, parecendo novamente o empresário impecável e frio, se não fosse pelo volume ainda visível em sua calça.
— Vou pedir para servirem seu jantar. Se você comer tudo, sem reclamar, eu volto para te colocar para dormir. Se fizer birra... bem, você já conhece a regra sobre punições.
Luiz caminhou até a porta, mas antes de sair, apagou a luz principal, deixando apenas o brilho dourado dos abajures laterais.
— Bem-vindo ao seu novo mundo, Natan. Tente não se perder nele.
A porta se fechou com um clique pesado, o som da tranca girando ecoando como uma sentença final. Natan ficou ali, deitado na seda fria, sugando sua chupeta com força, o coração batendo contra as costelas. Ele estava em uma gaiola de ouro, e o dono da chave era o homem mais perigoso que ele já conhecera. E, no fundo de sua alma trêmula, uma parte dele sabia que, a partir daquele momento, ele nunca mais pertenceria a si mesmo.