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Oliver

O Lápis e a Prisioneiro do Prazer

O silêncio do dormitório da Paper School era quebrado apenas pelo som metálico das correntes que prendiam Oliver à estrutura da cama. Ele tentava, com um desespero crescente, puxar os pulsos, mas o metal frio apenas cortava sua pele de papel, e seu braço esquerdo — aquele substituído por um lápis gigante — pesava como um âncora inútil. A mordaça de bola de couro preto, apertada firmemente entre seus dentes, impedia qualquer grito de socorro claro, transformando suas palavras em murmúrios abafados e patéticos.

Edward, com um sorriso que misturava malícia e uma inteligência cruel, inclinou-se para frente. Ele segurou o queixo de Oliver com firmeza, forçando o garoto de cabelos brancos a encará-lo nos olhos. A marca de "A+" no cabelo de Oliver parecia vibrar com o calor que subia por seu rosto, deixando-o completamente escarlate.

— Não adianta tentar gritar, Oliver — sussurrou Edward, aproximando os lábios da orelha do valentão. — Ninguém vem te salvar hoje. Você sempre foi o mestre das travessuras, mas agora... agora você é o nosso brinquedo.

Oliver tentou balançar a cabeça, os longos cabelos brancos que chegavam aos seus tornozelos se agitando desordenadamente sobre os lençóis. Seus olhos, arregalados de pânico, encontraram os de Zip. A garota estava ajoelhada aos pés da cama, observando a cena com um brilho travesso e predatório. Ela não parecia ter pressa; estava saboreando a vulnerabilidade do amigo que sempre se achou o dono da escola.

Zip estendeu a mão e, com uma lentidão torturante, começou a passar as pontas dos dedos pela planta do pé descalço de Oliver. O contato súbito fez o corpo do garoto ter um espasmo violento.

— Mmmph! Mmmph-nnn! — Oliver soltou um grito abafado pela mordaça, arqueando as costas enquanto tentava recolher as pernas, mas a posição em que estava ajoelhado e acorrentado limitava seus movimentos.

— O que foi, Oliver? — Zip riu baixo, intensificando o movimento. — Achei que você fosse o cara durão. Não sabia que seus pés eram tão sensíveis assim.

Ela começou a fazer cócegas rítmicas, usando as unhas para traçar linhas leves na pele sensível do arco do pé dele. Oliver sentiu uma onda de sensações conflitantes percorrer seu sistema: a agonia das cócegas, o desespero de estar preso e uma estranha e indesejada eletricidade que o fazia corar ainda mais.

Edward aproveitou a distração de Oliver com os pés e segurou seus ombros, prendendo-o contra a cabeceira da cama para que ele não pudesse se debater tanto. O contraste entre a força de Edward e a fragilidade forçada de Oliver era evidente.

— Fique parado — ordenou Edward, sua voz descendo um oitavo, tornando-se mais rouca. — Se você lutar, só vai doer mais. Ou talvez... você queira que doa?

Oliver negou freneticamente com a cabeça, mas Edward apenas riu. O inventor da turma aproximou-se novamente do ouvido de Oliver, soprando levemente antes de falar.

— Eu sempre quis ver você assim. Sem o seu ego, sem as suas piadas... apenas você, à nossa mercê. Sabe o que eu vou fazer agora?

O sussurro de Edward fez Oliver estremecer da cabeça aos pés. O calor em suas bochechas era tanto que ele sentia que poderia desmaiar. Enquanto isso, Zip não parava. Ela agora usava as duas mãos para atacar os pés de Oliver, subindo para os vãos dos dedos e descendo para os calcanhares.

— Mmm-ha-ha-mmmph! — Os gemidos de Oliver eram uma mistura de riso forçado pelas cócegas e puro desespero. Suas lágrimas de frustração começaram a molhar os cantos dos olhos, escorrendo pelo tecido da mordaça.

Zip olhou para cima, vendo o estado lamentável e ao mesmo tempo excitante do amigo.

— Olha só para ele, Edward — disse Zip, parando por um breve segundo apenas para admirar a obra deles. — Ele está tão vermelho que parece que vai explodir. Acho que ele está gostando, apesar de todo esse barulho.

— Com certeza está — concordou Edward, descendo uma das mãos pelo peito de Oliver, sentindo as batidas frenéticas do coração do garoto sob a camisa preta. — O coração dele está disparado. Ele adora a atenção, não é, Oliver?

Edward apertou levemente o peito de Oliver, lembrando-o da dor e do prazer que haviam começado momentos antes. Oliver fechou os olhos com força, tentando se desconectar da realidade, mas o toque incessante de Zip em seus pés o trazia de volta a cada segundo.

— Por favor... — Oliver tentou formular as palavras por trás do couro, mas o que saiu foi apenas um som suplicante e agudo.

— O que você disse? — Edward provocou, apertando o queixo dele novamente. — Não consigo entender você com isso na boca. Mas não se preocupe, não precisamos de palavras. Seus gemidos dizem tudo o que precisamos saber.

Zip voltou a atacar com mais vigor, encontrando um ponto particularmente sensível perto do calcanhar de Oliver. O garoto deu um solavanco tão forte que as correntes tilintaram ruidosamente, ecoando pelo quarto escuro. O lápis em seu braço esquerdo bateu contra a madeira da cama, mas ele não tinha coordenação para usá-lo como arma.

— Ele é tão fofo quando está desesperado — comentou Zip, soltando uma risadinha maliciosa. — Edward, segura os braços dele mais alto. Quero ver até onde ele aguenta sem perder o fôlego.

Edward obedeceu, puxando as correntes para cima, o que forçou Oliver a se esticar ainda mais, expondo seu abdômen e deixando-o completamente vulnerável aos pés de Zip. O suor começava a brotar na testa de Oliver, e seus cabelos brancos estavam agora espalhados como um manto bagunçado sobre a cama.

— Vamos lá, Oliver — sussurrou Edward, sua respiração quente batendo no pescoço do outro. — Mostre para a gente o quanto você consegue aguentar. A noite está apenas começando, e nós temos muito o que explorar em você.

Oliver soltou mais um gemido abafado, um som que misturava derrota e uma aceitação involuntária. Ele sabia que, naquela noite, o valentão da Paper School não existia mais. Ali, acorrentado e provocado por seus melhores amigos, ele era apenas o alvo de um jogo que ele não podia vencer.

Zip continuou o suplício nos pés dele, enquanto Edward começava a traçar caminhos com os dedos pelo pescoço de Oliver, preparando-o para o próximo nível de provocação. O quarto estava cheio do som das correntes, dos risos baixos de Zip e dos gemidos desesperados de um Oliver que nunca se sentira tão vivo e tão humilhado ao mesmo tempo.

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