Voltar ao resumo

Oliver x Crafty!!:3

Obsessão Noturna e o Eco do Akuma no Otto

Oliver estava exausto. O dia na Paper School tinha sido um caos absoluto, mesmo para os seus padrões de valentão. Depois de ter "matado" Crafty — ou pelo menos ter tentado, após aquele surto bizarro envolvendo animes, pingentes mágicos e declarações de amor yandere — ele só queria esquecer que aquela garota esquisita existia. Ele se jogou na cama, o braço de lápis raspando no lençol, e bufou, sentindo o gosto residual de sabão na boca após o seu lanche noturno.

Ele esticou o braço orgânico e apagou a luz. O silêncio finalmente reinou. Ou assim ele pensava.

— OLIVER-KUN! AISHITERU!

O grito rasgou a quietude da noite, vindo diretamente do lado de fora da sua janela. Oliver deu um pulo da cama, o coração disparado e a marca de "A+" em seu cabelo parecendo brilhar de puro ódio.

— Mas que porra é essa?! — ele rosnou, tropeçando nos próprios pés enquanto corria até a janela. — Eu não matei essa desgraçada? Eu vi ela cair! Eu vi o sangue... ou era tinta? Que inferno!

Ele escancarou a janela, pronto para atirar outro lápis, mas parou ao ver Crafty parada no jardim, sob o luar. Ela não parecia nem um pouco morta. Na verdade, ela parecia mais viva e insana do que nunca. Ela usava o mesmo moletom preto, mas o papel com o desenho do pingente Akuma no Otto em seu olho parecia brilhar.

— Oliver-kun! O destino nos uniu através do arco demoníaco! — ela gritou, fazendo uma pose dramática de anime, as bochechas coradas. — Watashi wa anata o aishiteimasu! Você é o meu protagonista!

— Cala a boca, sua otaku doente! — Oliver berrou, debruçando-se na janela, as veias da testa saltando. — São três da manhã! Vai tomar no seu cu, Crafty! Se você não sumir daqui agora, eu vou descer aí e terminar o serviço de verdade!

Crafty não pareceu nem um pouco intimidada. Pelo contrário, ela soltou uma risadinha travessa, cobrindo a boca com a manga comprida do moletom.

— Oh, Oliver-kun é tão másculo quando está com raiva... Sugoi~ — ela murmurou, e antes que Oliver pudesse reagir, ela começou a escalar a parede com uma agilidade sobre-humana, como se fosse uma personagem de shonen possuída.

— Ei! Para! O que você está fazendo, sua maluca?! — Oliver tentou fechar a janela, mas Crafty já estava com as mãos no parapeito.

Em um movimento rápido, ela deslizou para dentro do quarto. Oliver recuou, tropeçando no seu tapete, o rosto vermelho de fúria e um pouco de choque. Crafty se levantou, limpando a poeira do moletom, e fechou a janela atrás de si com um clique suave. O quarto estava escuro, iluminado apenas pelo brilho fraco do relógio no pulso de Oliver.

— Saia daqui agora! — Oliver sibilou, a voz falhando de ódio. — Eu vou chamar a Miss Circle! Eu vou...

Crafty se aproximou lentamente, ignorando as ameaças. Ela reduziu a distância entre eles até que Oliver estivesse prensado contra a parede. Ela era menor que ele, mas a aura que emanava era sufocante e estranhamente sedutora. Ela se inclinou, ficando na ponta dos pés, e aproximou os lábios do ouvido dele.

— Você fala demais, Oliver-kun... — ela sussurrou, a voz carregada de uma malícia que ele nunca tinha ouvido antes. — Por que não paramos de lutar contra o roteiro?

O hálito dela era quente contra a pele dele. Oliver sentiu um arrepio percorrer sua espinha, e suas bochechas, antes vermelhas de raiva, agora queimavam de um constrangimento profundo. Ele tentou empurrá-la, mas suas mãos pareceram perder a força.

— O-o que você... — ele gaguejou, perdendo a postura de valentão.

De repente, a luz do quarto pareceu mudar, ou talvez fosse apenas a percepção distorcida de Oliver pela presença dela. Crafty se afastou um pouco e, com um movimento teatral, deixou o moletom cair no chão. Por baixo, ela não usava o uniforme da escola, mas um biquíni preto minúsculo, adornado com um pequeno sino dourado no pescoço que tilintava a cada movimento.

— O que é isso?! — Oliver exclamou, os olhos arregalados. — Você está louca de vez?!

Crafty mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando com um desejo yandere. Ela se jogou sobre ele, derrubando-o na cama.

O que se seguiu foi um borrão de sensações caóticas. Oliver, apesar de toda a sua irritação e protestos, viu-se preso no jogo de Crafty. O valentão da Paper School estava perdendo o controle, e a sensação de ter Crafty — aquela garota que ele tanto desprezava — dominando o espaço era desconcertante.

No calor do momento, a situação escalou para algo que Oliver nunca imaginou. Entre gemidos de prazer e o tilintar constante do sino no pescoço de Crafty, o quarto se tornou um campo de batalha de luxúria e confusão. Crafty estava corada, a respiração ofegante, mordendo o lábio com tanta força que parecia que ia sangrar.

— Mais... Oliver-kun... mais rápido... — ela implorava, as mãos cravadas nos ombros dele.

Oliver estava em um estado de transe irritado. Ele estava usando um vibrador rosa, um objeto que Crafty trouxera de sabe-se lá onde, enquanto a possuía com uma intensidade que misturava raiva e desejo reprimido.

— Cala a boca! — Oliver rosnou, o suor escorrendo pelo seu rosto, a marca de "A+" em seu cabelo agora bagunçada. — Você queria isso, não queria? Então aguenta!

Ele acelerou o ritmo, movendo-se com uma ferocidade que fez Crafty arquear as costas, os olhos revirando de prazer. O som dos gemidos dela preenchia o quarto, abafando qualquer pensamento racional que Oliver ainda pudesse ter. Ele estava irritado por estar gostando daquilo, irritado por ela ter esse poder sobre ele.

— Oliver-kun... eu vou... — Crafty soltou um grito agudo, o sino tilintando freneticamente, enquanto seu corpo estremecia violentamente.

Ela gozou, o sêmen escorrendo enquanto ela desabava contra os lençóis, a respiração vindo em espasmos curtos. Oliver parou, respirando pesadamente, o peito subindo e descendo. Ele estava exausto, suado e ainda incrivelmente irritado.

— Satisfeita agora? — ele perguntou, tentando recuperar sua dignidade enquanto se afastava.

Mas Crafty ainda não tinha terminado. Com um sorriso felino e malicioso, ela se moveu rapidamente, agarrando as pernas de Oliver antes que ele pudesse se levantar da cama.

— Ei! O que você está fazendo agora?! — Oliver gritou, tentando chutar, mas ela o segurou com uma força surpreendente.

Crafty o virou de costas, expondo-o completamente. Ela olhou para as nádegas dele com um olhar predatório, localizando a entrada que ele tanto tentava esconder sob sua pose de durão.

— Sugoi... Oliver-kun tem segredos tão interessantes... — ela murmurou, a voz arrastada e sedutora.

— Crafty, não ouse! — Oliver avisou, mas sua voz saiu como um gemido sufocado quando ele sentiu a língua quente dela contra sua pele.

Ele soltou um grito que foi uma mistura perfeita de irritação e puro prazer involuntário. Crafty continuou a provocá-lo, usando a língua com uma perícia que o deixava sem defesas. Oliver enterrou o rosto no travesseiro, xingando todos os nomes que conhecia, enquanto seu corpo traía sua mente, respondendo a cada estímulo da garota otaku.

— Eu odeio... eu odeio tanto você... — ele murmurou contra o tecido, embora seus quadris se movessem involuntariamente em direção ao toque dela.

Crafty riu, um som doce e perigoso que ecoou no quarto escuro.

— Eu sei, Oliver-kun. Eu também te amo.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.