Quebra a cama
O Pedido Inesperado
A luz da manhã beijava o quarto, filtrando-se pelas persianas e pintando o chão com listras douradas. Riki e S/N estavam aninhados na cama, seus corpos ainda entrelaçados em um emaranhado de lençóis e carinhos. O cheiro de café fresco começava a se espalhar pela casa, vindo da cozinha onde S/N havia se aventurado brevemente antes de ser puxada de volta para os braços de Riki. O silêncio era interrompido apenas pelo burburinho distante da cidade que acordava e pelos sussurros ocasionais entre eles, palavras doces e preguiçosas que selavam a intimidade daquela manhã.
S/N sentia-se flutuar em uma nuvem de contentamento. A noite e a manhã com Riki haviam sido mais do que ela poderia ter sonhado. A paixão ardente que ele exalava era equilibrada por uma ternura surpreendente, revelando camadas de sua personalidade que a encantavam a cada novo momento. Ela traçava padrões imaginários no peito nu dele, inalando o cheiro amadeirado de sua pele.
– Bom dia de novo, meu amor – Riki sussurrou, beijando o topo de sua cabeça.
S/N sorriu, sentindo um arrepio gostoso percorrer sua espinha. A palavra "amor" soava tão natural vinda dele, tão certa.
– Bom dia, meu lindo – ela respondeu, erguendo a cabeça para olhá-lo. Os olhos escuros de Riki a fitavam com uma intensidade que ainda a fazia corar, mas agora havia um brilho de afeto e carinho que a aquecia por dentro.
Eles ficaram ali, perdidos um no outro, até que o estômago de S/N roncou, quebrando o feitiço. Riki riu, um som grave e gostoso.
– Acho que alguém está com fome – ele provocou, apertando-a um pouco mais.
– E com sede – ela acrescentou. – O café está pronto, só esperando por nós.
– Hm, café... – ele disse, levantando-se com uma agilidade que a fez admirá-lo. Ele era uma visão, seu corpo escultural banhado pela luz da manhã. S/N não conseguia desviar o olhar.
Riki percebeu seu olhar e sorriu, um sorriso que continha uma pitada daquela safadeza que ela tanto amava.
– Gostou do que viu? – ele perguntou, suas sobrancelhas arqueadas.
– Sempre gosto – ela respondeu, atrevida.
Ele jogou uma camisa em sua direção.
– Vista isso, ou não vamos sair daqui tão cedo.
S/N riu, vestindo a camisa de Riki, que ficava enorme nela, cobrindo-a até as coxas. O cheiro dele impregnava o tecido, envolvendo-a em uma sensação de conforto e pertencimento. Eles foram para a cozinha, onde o aroma do café se misturava com o de torradas que Riki começou a preparar.
Sentaram-se à mesa, o sol da manhã inundando o ambiente. O café estava delicioso, e as torradas crocantes. Eles conversaram sobre coisas triviais, sobre a música que Riki gostava, sobre os planos de S/N para o dia, sobre como a vida em Seul podia ser agitada e, ao mesmo tempo, tão cheia de pequenos prazeres.
Enquanto Riki falava, S/N o observava, notando a forma como seus olhos brilhavam quando ele se animava, a maneira como ele mexia as mãos para enfatizar um ponto. Havia algo nele que a atraía irresistivelmente, uma combinação de força e vulnerabilidade, de paixão e ternura. Ela sentia que algo especial estava florescendo entre eles, algo que ia além da atração física.
De repente, Riki ficou sério, seus olhos fixos nela. S/N sentiu um arrepio de antecipação.
– S/N – ele começou, sua voz um pouco mais grave do que o normal –, eu preciso te dizer uma coisa.
O coração de S/N começou a bater mais rápido. Ela não sabia o que esperar, mas a intensidade no olhar dele a fez sentir uma mistura de nervosismo e excitação.
– O quê? – ela perguntou, sua voz quase um sussurro.
Riki pegou a mão dela sobre a mesa, os dedos dele entrelaçando-se nos dela. O toque era quente e firme.
– Desde a primeira vez que te vi naquele bar, eu soube que você era diferente – ele disse, seus olhos escuros a penetrando. – Havia algo em você, uma luz, um mistério, que me atraiu de uma forma que nunca senti antes.
S/N sentiu um nó na garganta. As palavras dele eram sinceras, vindas do coração.
– Eu... eu também senti algo, Riki – ela confessou, sua voz embargada.
Ele apertou a mão dela.
– Aquela noite... foi mágica. E esta manhã, acordar ao seu lado, sentir você em meus braços... eu não quero que isso seja apenas uma noite. Eu não quero que isso seja apenas um caso.
Ele fez uma pausa, respirando fundo, como se estivesse reunindo coragem para o que viria a seguir. S/N mal conseguia respirar, seu coração batendo forte no peito.
– S/N – ele continuou, seus olhos fixos nos dela, a safadeza que ela tanto amava agora temperada com uma vulnerabilidade que a desarmava completamente –, eu sei que pode parecer cedo, e que talvez seja um pouco precipitado. Mas eu não consigo mais esconder o que sinto.
Ele se levantou da cadeira, ajoelhando-se na frente dela, ainda segurando sua mão. S/N olhou para ele, seus olhos marejados. Ele era alto, forte, seguro de si, mas agora ali, ajoelhado, ele parecia tão... sincero.
– S/N, eu quero mais do que noites de paixão com você – ele disse, sua voz rouca de emoção. – Eu quero acordar todos os dias ao seu lado. Eu quero te fazer rir, eu quero te apoiar, eu quero estar lá para você em todos os momentos, bons e ruins. Eu quero te amar, da forma mais completa e verdadeira possível.
Ele fez outra pausa, seus olhos implorando.
– S/N, você aceita ser minha namorada? Você aceita me dar a chance de te fazer feliz, de te mostrar o quanto eu me importo com você, o quanto eu te desejo, não apenas como amante, mas como parceira, como minha mulher?
As palavras dele a atingiram como uma onda, envolvendo-a em uma emoção avassaladora. S/N não conseguia conter as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Não eram lágrimas de tristeza, mas de pura felicidade e surpresa. Ela nunca imaginou que Riki, com toda a sua aura de "bad boy" e "safadeza", pudesse ser tão romântico, tão direto, tão... real.
Ela se levantou da cadeira, puxando-o para um abraço apertado. Seus braços se enroscaram no pescoço dele, e ela enterrou o rosto em seu ombro.
– Sim, Riki! – ela sussurrou, sua voz embargada pelas lágrimas e pela emoção. – Sim, sim, mil vezes sim! Eu quero ser sua namorada!
Riki a apertou em seus braços, um suspiro de alívio escapando de seus lábios. Ele a beijou com paixão, um beijo que continha todas as suas promessas, todos os seus desejos, todo o seu amor. Seus lábios se moveram em perfeita sincronia, suas línguas se encontrando em uma dança sensual e cheia de significado.
Quando eles se separaram, ofegantes, os olhos de Riki brilhavam com uma alegria contagiante. A safadeza que ela tanto amava ainda estava lá, mas agora era misturada com um profundo carinho e uma promessa de lealdade.
– Você me fez o homem mais feliz do mundo, S/N – ele disse, beijando cada lágrima em seu rosto.
– E você me fez a mulher mais feliz – ela respondeu, sorrindo através das lágrimas.
Eles se sentaram novamente à mesa, suas mãos ainda entrelaçadas. A atmosfera havia mudado completamente. A tensão havia dado lugar a uma leveza e uma alegria que irradiavam deles.
– Eu sei que pode parecer rápido – Riki disse, um pouco mais calmo agora –, mas com você, S/N, tudo parece certo. Parece que eu te conheço há uma vida inteira.
– Eu sinto o mesmo – ela confessou, apertando a mão dele. – É como se nossos caminhos estivessem destinados a se cruzar.
Eles passaram o resto da manhã planejando seu primeiro encontro "oficial" como namorados. Riki queria levá-la a um restaurante elegante, mas S/N sugeriu algo mais casual, um piquenique no Parque Olímpico, onde eles poderiam conversar e se conhecer ainda melhor, sem a formalidade de um restaurante. Riki concordou imediatamente, adorando a ideia.
Enquanto S/N arrumava a cesta de piquenique, Riki a observava, um sorriso bobo no rosto. Ele não conseguia acreditar que aquela mulher incrível, que havia virado seu mundo de cabeça para baixo em apenas uma noite, agora era sua namorada. A safadeza em seus olhos estava misturada com um brilho de ternura que ele nunca pensou que possuiria.
Ele a abraçou por trás, beijando seu pescoço.
– Eu mal posso esperar para te mostrar o quanto eu te amo, S/N – ele sussurrou em seu ouvido, suas mãos envolvendo sua cintura.
S/N se virou em seus braços, seus olhos encontrando os dele.
– Eu também, Riki – ela respondeu, e o beijou com paixão.
Eles saíram do apartamento de mãos dadas, o sol da manhã beijando seus rostos. O mundo parecia mais brilhante, mais vibrante, mais cheio de promessas. A safadeza de Riki, que antes era uma arma, agora era apenas um tempero a mais em seu amor por S/N, um convite constante à paixão e ao prazer que eles compartilhavam.
S/N sabia que a jornada com Riki estava apenas começando, e ela estava mais do que pronta para cada passo, cada beijo, cada carinho. Ela havia encontrado não apenas um amante, mas um parceiro, um amigo, um amor que prometia ser eterno. E enquanto caminhavam de mãos dadas pelas ruas de Seul, ela sabia que o destino havia, de fato, unido seus caminhos naquela noite mágica. E que essa era apenas a primeira página de sua história de amor.