Romance bem pesado, maior de 18
Luzes de Neon e o Despertar dos Instintos
A mansão de Mister ainda pulsava sob a luz âmbar do amanhecer, mas o calor que emanava dos corpos ali dentro não tinha nada a ver com o sol que começava a tocar as águas do penhasco. O café da manhã fora apenas uma breve pausa tática. O desejo, uma vez liberto da caixa de Pandora, não aceitava ser domado tão facilmente. O grupo, agora mais relaxado após a primeira rodada de trocas, sentia uma intimidade perigosa e viciante.
Mister observava o movimento da sala com um olhar de mestre de cerimônias. Clara, ao seu lado, deslizava a ponta dos dedos pelo braço dele, sentindo os músculos tensos. Ela sabia que, embora ele amasse vê-la ser o centro das atenções, o que ele realmente desejava era o controle absoluto da situação.
— O clima mudou, não mudou? — sussurrou Clara, aproximando os lábios da orelha de Mister. — Antes era curiosidade. Agora é necessidade.
— Eles provaram o sangue, Clara — respondeu Mister, girando o gelo em seu copo de uísque, mesmo sendo oito da manhã. — E esses meninos são insaciáveis. Veja o Júlio. Ele não consegue tirar os olhos da Antonella, mesmo que o sorteio teoricamente tenha acabado.
Do outro lado da sala, a tensão entre os pares sorteados ainda era elétrica. Júlio, com o peito nu e os cabelos desgrenhados, puxou Antonella para o seu colo em uma das poltronas de veludo. Ele não pediu permissão; apenas a reivindicou.
— Você achou que eu ia te soltar só porque o sol nasceu? — perguntou Júlio, a voz rouca, enquanto enterrava o rosto no pescoço dela.
— Eu achei que você estivesse cansado, Júlio — provocou Antonella, jogando a cabeça para trás e expondo a garganta. — Mas parece que a sua resistência é maior do que a sua fama.
— Minha fama não faz justiça ao que eu sinto quando você me olha desse jeito, sua safada — rebateu ele, as mãos descendo com firmeza para as coxas dela, apertando a pele macia.
Enquanto isso, Lorenzo e Babi estavam em um canto mais reservado, mas não menos intenso. Lorenzo, sempre protetor, mantinha Babi prensada entre ele e a parede de vidro. A visão do mar lá fora era magnífica, mas ele só tinha olhos para a curvatura das costas de sua mulher, que usava apenas uma camisa dele, aberta e reveladora.
— Eu adoro ver você assim — disse Lorenzo, a voz carregada de uma possessividade que fazia Babi estremecer. — Mas ver você observando os outros... ver o jeito que seus olhos brilham quando a Nicole e o Bola se pegam... isso acaba comigo.
— Acaba de um jeito bom ou ruim, Lorenzo? — perguntou Babi, virando-se para encará-lo, os olhos cheios de malícia.
— Do melhor jeito possível — respondeu ele, calando-a com um beijo faminto, as mãos explorando o que a camisa tentava esconder.
Perto da piscina, que agora refletia o céu azul claro, JM e Julia continuavam o que haviam começado na água. Eles estavam deitados em uma espreguiçadeira dupla, cobertos apenas por uma toalha felpuda. JM passava um cubo de gelo pelo decote de Julia, observando-a arrepiar-se a cada toque gelado.
— Você é uma tentação constante, Julia — comentou JM, observando a água escorrer pelos seios dela. — O Edward que me desculpe, mas eu não pretendo te devolver tão cedo.
— Quem disse que eu sou um objeto para ser devolvido? — Julia riu, tirando o gelo da mão dele e levando-o à boca, antes de passar a língua fria pelos lábios de JM. — Eu fico onde eu quero. E agora, eu quero você me levando para aquele quarto com vista para o leste.
— Seu desejo é uma ordem, minha linda — disse JM, levantando-a nos braços com uma facilidade que fez Julia soltar um gritinho de prazer.
Bola e Nicole, que pareciam ser os mais incansáveis do grupo, já estavam de volta ao bar da piscina. Nicole estava sentada sobre o balcão de mármore, as pernas entrelaçadas na cintura de Bola, que servia doses de tequila.
— Outra rodada, Nicole? — perguntou Bola, com um sorriso desafiador.
— A tequila é para o corpo, Bola. Eu quero outra coisa para a alma — respondeu ela, puxando-o pela nuca para um beijo que cheirava a álcool e desejo puro. — Você tem uma pegada que me deixa louca. Onde você estava escondendo tudo isso?
— Esperando a mulher certa para liberar o monstro — brincou Bola, embora o olhar em seus olhos fosse tudo menos brincadeira. — E você, Nicole, é muito mais do que eu esperava. Você é perigosa.
Edward e Anita, por sua vez, haviam encontrado um novo refúgio na sala de cinema privativa. A escuridão do ambiente, quebrada apenas pelas luzes de LED no teto, criava o cenário perfeito para a exploração silenciosa que ambos preferiam.
— Você é tão silenciosa, Anita — comentou Edward, enquanto a despojava lentamente de sua saída de praia. — Mas seu corpo fala por você. Ele grita.
— Palavras são vazias, Edward — disse Anita, a voz baixa e firme. — Eu prefiro o som da sua respiração falhando quando eu faço isso.
Ela deslizou a mão por baixo do cós da calça dele, e Edward soltou um gemido baixo, fechando os olhos e entregando-se ao domínio daquela mulher que parecia ler seus desejos mais profundos.
No centro de tudo, Villani e Gabi mantinham a chama de seu casamento acesa através da cumplicidade. Eles observavam os amigos com uma mistura de orgulho e excitação.
— Você viu como a Antonella está dominando o Júlio? — comentou Gabi, encostando a cabeça no ombro de Villani. — Eu nunca vi o Júlio tão entregue.
— É a magia dessa casa, Gabi — respondeu Villani, virando-a para que ficassem de frente. — Mas nada aqui me excita mais do que saber que, no final de tudo, você é minha. E que eu posso fazer com você tudo o que eles estão apenas começando a descobrir.
— Então por que ainda estamos aqui conversando? — perguntou Gabi, puxando-o pela gola da camisa em direção às escadas.
A mansão, que deveria estar mergulhada no sono pós-festa, tornou-se um labirinto de prazer. Em cada quarto, em cada corredor, o som de beijos, gemidos e sussurros proibidos preenchia o ar. Não havia mais espaço para o pudor. O sorteio fora apenas o gatilho, mas a pólvora era a química explosiva entre todos eles.
Mister e Clara decidiram que era hora de reivindicar seu território. Eles subiram para a suíte master, uma fortaleza de luxo e espelhos.
— Olhe para nós, Mister — disse Clara, parando diante do imenso espelho que cobria a parede oposta à cama. — Nós criamos isso. Esse paraíso de liberdade.
Mister caminhou até ela, abraçando-a por trás e encontrando seus olhos no reflexo. Suas mãos subiram para os seios de Clara, apertando-os com uma urgência que ela conhecia bem.
— Eu criei a estrutura, Clara. Mas você... você é a alma dessa luxúria — disse ele, beijando o ombro dela. — Você é a razão pela qual nenhum desses homens consegue se comportar quando você entra na sala.
— E você gosta disso, não gosta? — provocou ela, arqueando as costas contra ele.
— Eu adoro — confessou Mister, a voz vibrando contra a pele dela. — Ver o desejo deles por você só me faz querer te mostrar quem é que manda de verdade.
Enquanto o sol subia mais alto, iluminando a decadência elegante daquela manhã, o grupo de amigos mergulhava em uma segunda onda de paixão. Júlio e Antonella não pararam no quarto; eles exploraram cada centímetro da varanda privativa, indiferentes a quem pudesse ver. JM e Julia transformaram o quarto de hóspedes em um campo de batalha de carícias intensas. Bola e Nicole levaram sua energia para a sauna, onde o calor do vapor se misturava ao calor de seus corpos.
Edward e Anita, na sala de cinema, descobriram que o silêncio podia ser preenchido por sons muito mais interessantes do que qualquer filme. E Lorenzo e Babi, fiéis à sua intensidade, redescobriram um ao outro como se fosse a primeira vez, alimentados pela energia vibrante que emanava de toda a casa.
A troca de casais não era apenas um jogo; era uma libertação. Ali, entre aquelas paredes de vidro e mármore, as regras da sociedade não existiam. Só existia o toque, o gosto, o cheiro e a busca incessante pelo prazer absoluto.
— Isso nunca vai acabar, vai? — perguntou Nicole, horas depois, exausta e feliz nos braços de Bola, enquanto o vapor da sauna começava a dissipar.
— Enquanto houver desejo e enquanto estivermos juntos... — começou Bola, beijando o topo da cabeça dela — ... a noite nunca termina de verdade.
E assim, sob o sol do meio-dia, a mansão de Mister permanecia como um santuário de segredos. O grupo de amigos, agora mais unido do que nunca por seus pecados compartilhados, sabia que aquela experiência os havia mudado para sempre. Eles eram lindos, eram safados e, acima de tudo, eram livres para serem exatamente quem desejavam ser, sem amarras, sem julgamentos, apenas entregues ao luxo de sentir tudo o que a vida — e uns aos outros — tinham a oferecer.