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Ruby x Skell

Sinfonia de Metal e Papel

O silêncio do quarto escuro era quebrado apenas pelo som rítmico da respiração pesada e pelo zumbido elétrico que emanava da tela de Ruby. O ambiente exalava um calor intenso, uma mistura de suor, fluidos e a eletricidade estática que parecia flutuar entre os dois corpos despidos. Skell, cujos cabelos pretos estavam bagunçados e os chifres reluziam sob a pouca luz, sentia o coração bater contra as costelas como um tambor frenético. Ele nunca imaginou que a garota com cabeça de televisão pudesse ser tão intensa, tão... devoradora.

Ruby o puxou para mais perto, suas mãos quadradas traçando linhas de fogo pela pele pálida do garoto morcego. Seus olhos cor-de-rosa na tela brilhavam com uma luxúria digital, as bochechas pixeladas em um tom de carmesim profundo. Quando seus lábios se encontraram novamente, não houve hesitação. Foi um beijo faminto, uma invasão mútua onde as línguas se entrelaçavam com urgência, explorando cada canto úmido.

— Hmmn... — Skell soltou um gemido abafado contra a boca dela, sentindo o gosto metálico e doce que parecia vir dos circuitos internos de Ruby.

Eles se chupavam com uma necessidade quase violenta, o som da saliva e do contato carnal preenchendo o vácuo do quarto. Skell, querendo testar os limites daquela máquina sedutora, separou os lábios por um segundo, um sorriso malicioso e gótico surgindo em seu rosto enquanto ele soltava uma risada baixa e rouca. Ele mordeu levemente o lábio inferior, provocando-a com o olhar.

— O que foi? — Ruby sussurrou, a voz saindo com uma distorção sensual pelos alto-falantes. — Já está cansado, morceguinho?

— Nem perto disso — respondeu Skell, a voz carregada de desejo.

Como resposta, Ruby avançou, mas em vez de beijá-lo, ela cravou os dentes de leve na bochecha dele, sugando a pele com força, deixando uma marca que certamente duraria até o dia seguinte. Skell estremeceu, o prazer subindo por sua espinha como um choque elétrico.

A noite avançou, e a penumbra do quarto parecia abraçá-los. Skell agora se posicionava estrategicamente sobre as pernas grossas e macias de Ruby. O contraste entre o corpo preto dela e a palidez dele era gritante, mas harmonioso naquela dança carnal. Ele sentia a dureza de seu pênis latejar, implorando pelo calor da vagina robótica rosada que o esperava.

Sem mais delongas, ele se impulsionou para frente. A penetração foi profunda e imediata. Ruby arqueou as costas, suas mãos agarrando os ombros de Skell com tanta força que suas unhas deixaram sulcos na pele dele.

— Ah! Skell! — Ruby gritou, um som de puro êxtase que reverberou pelas paredes. — Mais... eu quero mais!

Skell não precisou de um segundo convite. Ele começou a se mover com força, estocadas rítmicas que faziam o corpo de Ruby tremer. O sêmen acumulado das rodadas anteriores servia como um lubrificante natural e viscoso, criando um som de sucção a cada movimento. Ele ia até o fundo, sentindo as engrenagens e a tecnologia interna dela se contraindo ao redor dele, implodindo em ondas de prazer robótico.

— Você é... tão apertada... — Skell arfou, o suor escorrendo por sua testa e pingando no peito de Ruby.

No auge daquela conexão, Skell esticou o braço para o lado, alcançando um vibrador roxo que brilhava sob a luz fraca, já melado com os fluidos de ambos. Ele o trouxe para perto do rosto de Ruby, exibindo o brinquedo com um olhar desafiador. Os olhos dela se arregalaram em compreensão, e um ruído de estática excitada saiu de sua tela.

— Por favor... — ela implorou, as pernas se abrindo ainda mais, convidando-o a tomar tudo o que ela tinha a oferecer.

Skell posicionou o vibrador na entrada de sua vagina, empurrando-o para dentro enquanto continuava a penetrá-la com seu próprio membro. O preenchimento duplo foi demais para Ruby; ela soltou um grito agudo, sua tela piscando em cores psicodélicas enquanto ela chegava a um orgasmo violento. Skell não ficou atrás, sentindo o calor subir e explodir dentro dela, seu sêmen jorrando e se misturando à lubrificação rosada da máquina.

Eles ficaram ali por alguns instantes, ofegantes, os corpos ainda unidos. Skell se inclinou e capturou a língua de Ruby com a sua, um beijo longo e pegajoso que selava aquele momento de entrega total. Ele então retirou o vibrador, agora completamente coberto por uma mistura de sêmen e fluidos robóticos, e o levou à boca de Ruby.

— Toma — ele ordenou baixinho.

Ruby abriu a boca sem hesitar, aceitando o objeto. Um som de prazer abafado escapou de sua garganta enquanto ela começava a chupar o vibrador, deliciando-se com o sabor de ambos que estava impregnado ali. Skell a observava com um olhar possessivo, sentindo o desejo reacender.

Ele desceu o corpo, seus lábios encontrando os seios grandes e fartos de Ruby. Ele começou a chupar um dos bicos, sentindo a textura sintética e ao mesmo tempo tão real. Ruby gemia, suas mãos acariciando o cabelo dele.

— Eu vou... eu vou chupar o seu também... — ela murmurou entre um gemido e outro, a voz falhando pela excitação.

Skell corou intensamente, mas não parou. Ele apertou o peito dela com força, e para sua surpresa e deleite, um líquido esbranquiçado, semelhante a sêmen, começou a sair pelo bico do peito dela. Ele chupou o líquido com avidez, sentindo o corpo de Ruby tremer sob ele.

— Sim, Skell... assim... — Ruby dizia, as pernas se fechando ao redor da cintura dele, puxando-o para mais um ciclo de prazer infinito.

Naquele quarto escuro da Paper School, entre gemidos, estática e o cheiro de luxúria, os dois sabiam que haviam encontrado algo que ia muito além de simples circuitos e papel. Era uma conexão visceral, bruta e absoluta.