SEMPRE (fanfic de supernatural)
PILOTO – EPISÓDIO 1 – TEMPORADA 1 MULHER DE BRANCO. O vento cortava pelas ruas quase desertas. Dean, inquieto, discava o número de Beka — Rebekah Dimont. — rebekah, ele não voltou desde quando te liguei. — Que, Dean?! Não brinca com isso, panaca. Rebekah, irritada, achando que Dean estava apenas tirando sarro, desligou na cara dele. Confuso, Dean ligou novamente. Ela atendeu, suspirando. — Dean, você pode parar? Amanhã tenho prova. — Ele sumiu mesmo, Beka. — O quê? Sério? Mas já faz um mês desde a última vez que a gente se falou. — Ele não retorna nenhuma ligação faz uns dias. — Tá… mas onde ele foi caçar, afinal? — Jericó. — Eca… não tem nada lá, nem um shopping decente. Mas tá, vem logo pra passar aqui pra me buscar. Você vai chamar o Sam? um silencio congelante se instala e Rebekah tenta quebrar o clima falando — Ele precisa saber, eu acho? Mas tá… beijos. Dean ficou olhando para o celular, pensativo. — Será que ele vai querer ir? — murmurou para si mesmo. Algum tempo depois… O ronco grave do motor e a buzina inconfundível do Baby ecoaram na rua. — Rebekah, vem logo, cara! — gritou Dean pela janela. Ela saiu de casa com uma jaqueta surrada e um olhar curioso. — O que foi? É moda usar jaqueta assim agora? — Dean riu de forma sarcástica. — Era do John… quando vocês me acharam ele me deu ela pra me cobrir, Ai Minha mãe… quer dizer, Susan… tinha acabado de ser morta. — Ei, mesmo você sendo assim, ela te quis. então Ela e sua mãe. rebekah com os olhos marejados por lembrar de uma das suas memorias mais dolorosas e desvia do assunto — Tá, cadê o Sam? Dean, você já falou com ele? — Não… o pai excluiu o número dele. O silêncio entre eles foi pesado. Rebekah entrou no banco de trás e Dean no volante. O Impala começou a rodar pela noite fria. Rebekah, sentada em um dos seus lugares favoritos no mundo — o banco traseiro, onde praticamente foi criada — pensava: O Dean tá com medo de falar com ele? Bom… nunca vou descobrir mesmo. Enquanto isso, Dean se perguntava como Sam estava. Quando se aproximaram do dormitório, Rebekah se escorou na janela e fingiu adormecer, forçando Dean a ir sozinho chamar o irmão. Dean resmungou, mas, com muita relutância, saiu do carro. Interior – Dormitório de Sam – Noite Dean entrou como se fosse dono do lugar. Sam, assustado, surgiu no corredor, achando que era um ladrão. Atrás dele, Jessica, meio confusa, observava. — O papai tá caçando e não aparece em casa há dias — disse Dean, direto ao ponto. Jessica olhou para Sam. — Quem é esse? — É meu irmão — respondeu Sam. Dean, com um sorriso sarcástico: — Você não acha que é muita areia pro caminhãozinho do meu irmão, não? Jessica, sem graça: — Acho que vou trocar de roupa. Dean, olhando-a de cima a baixo: — Não, nao precisa, eu adoro os Smurfs. Exterior – Impala – Noite Dean voltou para o carro. Rebekah já estava no banco da frente, ajeitando o longo cabelo dourado. — E aí… ele vai vir? — perguntou ela. Dean, prevendo a conversa, respondeu seco, desviando o olhar: — Vai. Rebekah, afiada como sempre: — Dean, por que você não quer olhar pra mim? Dean tentou desviar novamente, mas não conseguiu. Rebekah aproveitou a brecha: — Nossa… então vou me calar. Porque se eu falar que você tá adorando isso, já que tá com saudade do Sam, vão me julgar. Sem contar que você veio me visitar inúmeras vezes, mas nunca foi falar com ele… mesmo ele morando a poucos quilômetros da minha casa. Mas tudo bem… não vou tocar no seu calo, bebê. Dean apertou o volante, os dedos rígidos como se quisessem moldar o metal. O olhar fixo na estrada parecia mais uma fuga do que um destino. O som distante de Sam fechando a porta de casa rompeu o silêncio, mas o clima entre Dean e Rebekah ainda era denso, quase palpável. Sam entrou no carro e, sem hesitar, abraçou Rebekah. Dean, tentando manter a voz casual, disse: — Oi, Samy… não deu pra falar direito perto dela. Sam, com o rosto fechado, respondeu: — Aquela que você falou que era linda na minha frente? — a irritação transbordava. Rebekah, sem perceber, soltou um “O quê?” mais alto e nervoso do que pretendia. Sam virou-se para ela: — Você ta com ciúmes do Dean, beka? O coração dela disparou. — Merda — Dean falou, sentindo o calor subir ao rosto. Sem conseguir lidar com a tensão, Rebekah abriu a porta e saiu do carro, caminhando rápido na direção do posto de gasolina que haviam passado há pouco. Dean, instintivamente, abriu a porta para ir atrás dela, mas Sam foi mais rápido, interceptando-o e foi na direção de Rebekah. O som dos passos apressados de Sam se misturava ao barulho distante da estrada. Quando chegou ao posto, encontrou Rebekah diante do balcão, com um monte de doces nas mãos e a maquiagem borrada. Sem pensar, Sam a abraçou forte. E, sem nem refletir, deixou escapar: — É verdade? Vocês dois estão juntos? — perguntou, a voz carregada de um misto de raiva por ninguém ter contado e medo da resposta. Rebekah respirou fundo, tentando organizar as palavras. — Não… quer dizer… eu não sei. Há um mês o Dean veio me visitar, mas… sei lá… ele tava me olhando diferente. O apê tava vazio e… nós ficamos. — Ela desviou o olhar, apertando os doces contra o peito. — Depois disso, ele não falou mais comigo. Na última vez que fui lá pra falar com seu pai, ele saiu pra comprar cerveja… e depois de duas horas ainda não tinha voltado. Aí eu entendi o recado… e parei de ligar. O silêncio que se seguiu foi pesado. Sam fechou os olhos por um instante, como se tentasse processar tudo. Lá fora, o som de um carro estacionando anunciou que Dean havia chegado. Sam, mesmo sendo mais novo, tinha um jeito protetor com Rebekah, quase como um irmão mais velho. Falou com suavidade: — Beka… se você não quiser ir, tudo bem. Nós já somos grandinhos, e o John sempre volta a salvo. Então tá de boa. Rebekah respondeu sem hesitar, a voz firme: — É claro que eu vou. Quero ver se coloco juízo na cabeça do John pra ele nunca mais fazer isso com a gente. E, olha… eu conheço vocês desde os meus doze anos. Não vai ser só porque eu dormi com o Dean que vou parar de falar com vocês. Sam esboçou um meio sorriso, mas seus olhos ainda carregavam preocupação. Do lado de fora, Dean desligou o motor e começou a caminhar em direção à porta do posto. O ar parecia prestes a se partir em dois. Dean entrou, visivelmente sem jeito, e começou: — Rebeka, e que eu… Mas Rebekah o interrompeu, sem dar espaço para explicações: — Dean, eu te entendo. Eu sou a menina que vocês resgataram de um metamorfo… que você achou bonita só pra dar uns beijos, ok? Ela não esperou resposta. Pegou os doces, deixou Sam e Dean para trás e foi direto para o carro. Sentou-se no banco de trás, se acomodando com seus favoritos — e também os preferidos dos meninos — como se quisesse se proteger atrás de um muro de açúcar. Sam ficou parado, encarando Dean com um olhar estranho, misto de julgamento e curiosidade. Dean, tentando aliviar o clima, soltou com sarcasmo: — Eu não tenho culpa de ser bonitão… — e, com um sorriso presunçoso, completou — Esse é o efeito que eu tenho nas mulheres. Sam revirou os olhos, entrou no carro e, antes de fechar a porta, gritou: — Você vai pagar os doces, Dean! Dean bufou, ligando o carro, enquanto Rebekah, no banco de trás, fingia estar totalmente concentrada em abrir um pacote de chocolate. O motor ronronou, mas o silêncio entre eles ainda era O silêncio era mais alto que qualquer barulho da estrada. Dean, percebendo o peso no ar, Dean tentou melhorar o clima e começou a falar de histórias antigas das caçadas que os três viveram juntos. — Vocês se lembram de quando o papai sequestrou a Rebekah sem falar pro baba dela e nos levou pra caçar um fantasma — disse, com um tom quase nostálgico. Sam riu e completou: — Nossa, nem lembrava que você tinha baba com 16. Rebekah retrucou, finalmente soltando um sorriso depois de todo o clima pesado: — Ei… eu tinha 15, e o meu tio era um idiota. Dean aproveitou o momento e acrescentou: — E teve uma vez que ele deixou eu entrar no seu quarto umas dez da noite, achando que eu era o entregador de pizza. O carro se encheu de risadas, e por alguns minutos o peso das palavras anteriores se dissipou. Depois de um tempo, com o ronco constante do motor e algumas lembranças compartilhadas, Rebekah adormeceu no banco de trás, ainda abraçada aos doces. Sam, no banco do passageiro, também acabou cochilando. Dean manteve as mãos firmes no volante, olhando a estrada à frente, e pela primeira vez naquela noite, sentiu que talvez as coisas pudessem voltar a ser como antes — pelo menos por um momento. Depois de muitos pensamentos e quilômetros, eles pararam umas três cidades antes de Jericó. O cansaço começou a pesar nos olhos de Dean, e ele decidiu parar num pequeno motel à beira da estrada. — Sam… Samy, levanta. — Que foi, Dean? — respondeu Sam, ainda sonolento. — Eu parei num motel pra dormir um pouco. — Tá… pera, vou acordar a Beka. Antes que Sam pudesse se mexer, Dean avançou, abriu a porta de trás e a chamou Ela e falou -vou pedir os qaurtos -os quartos fiacamos sempre no mesmo rebekah nem liga pois não ta nem rasocinando direito rebekah fica no carro ainda encolhida destraida e com sono Sam franziu a testa, estranhando a cena, mas não disse nada e seguio dean quando dean foi pedir o quarto disse — Dois quartos, por favor — pediu Dean ao atendente. Sam não conteve a surpresa: — Dois quartos? A gente sempre fica no mesmo quarto. Dean soltou um suspiro e respondeu, sério: — Ela vai me matar se eu ficar aí. sam riu -e serio você sabe que ela vai tentar me matar se eu dormir ai, Então fiquem vocês dois juntos, e quando eu acordar, chamo vocês. Sam ficou parado por um instante, tentando entender aquilo, sam chama rebekah -beka vamos só o segue ainda com muito sono Sem dizer nada dean, virou-se e saiu, fechando a porta Logo em seguida, foi ao outro quarto, como havia prometido. Ao entrar, jogou a jaqueta sobre a cadeira e se sentou na beira da cama, passando as mãos pelo rosto Horas depois, Dean acordou antes do sol estar totalmente alto. Voltou ao quarto de Sam e Rebekah trazendo uma salada e dois hambúrgueres de bacon. — Samy, bora! Estamos a três cidades de Jericó — disse, jogando a salada para Sam e um hambúrguer para Rebekah. Rebekah ainda estava tentando raciocinar, mas assim que acordou de vez, pediu para Dean abrir o Impala. Ele estava parado na porta e, para passar, ela acabou encostando nele. Por um breve instante, os dois se olharam — um olhar carregado de algo que nenhum deles quis nomear — mas logo Dean desviou os olhos. Ela foi pegar roupa para tomar um banho e preparar maquiagem, já que a dela ainda era a de ontem, borrada pelo choro e pelo tempo. — você já vai se maquiar, Rebekah? — perguntou Sam, meio incrédulo. — Claro! Como você acha que fico bonita às seis da manhã? Acho que nem com bruxaria seria tão eficaz — respondeu ela, com um sorriso irônico, enquanto separava os produtos. Depois de uma eternidade — pelo menos para Dean e Sam, porque para Rebekah o tempo parecia ter passado normalmente — ela finalmente ficou pronta. Cabelo arrumado, maquiagem impecável e um leve perfume que preencheu o ar quando entrou no Impala. Eles seguiram viagem rumo a Jericó. A estrada estava tranquila, o céu começava a clarear e, por alguns minutos, parecia que nada iria interromper o trajeto. Até que, ao cruzarem uma ponte, Dean diminuiu bruscamente a velocidade. Mais à frente, havia um amontoado de carros parados e pessoas olhando para baixo. Um veículo havia despencado da ponte e estava parcialmente submerso no rio. Dean estacionou no acostamento, e os três saíram do carro. Um senhor, visivelmente abalado, estava encostado na mureta, falando com quem quisesse ouvir: — Eu vi… eu juro que vi! Não foi acidente… foi um fantasma! Sam e Dean trocaram um olhar rápido — aquele tipo de olhar que dizia “isso é trabalho nosso”. Rebekah, por sua vez, cruzou os braços e encarou o homem com atenção, tentando captar cada detalhe… mas não conseguiu muito. Fazia tempo que não caçava, e a falta de prática pesava. Os três mostraram os distintivos falsos e Sam perguntou: — O que exatamente o senhor viu? O homem respirou fundo, ainda nervoso: — Uma mulher… ela jogou o carro e depois o jogou também. Sam franziu a testa. — Tá, mas… como ela era? — Ela era pálida, parecia morta… e forte, muito forte, porque derrubou o carro. Rebekah, indignada, deu um passo à frente: — O quê? Ela derrubou o quê? Fala a verdade, meu senhor. — Mas foi isso, menina, acredite! — Eu acredito… mas tenta se lembrar melhor, pra ter certeza que é isso. O homem coçou a cabeça, hesitante. — Hmmm… talvez ela tenha se jogado junto com o carro… não sei. Antes que pudessem continuar, um policial se aproximou. — Olá, senhor Terni. — Olá, George — respondeu o homem. O policial olhou para Sam, Dean e Rebekah com desconfiança. — Tá… mas e vocês são quem? Dean respondeu antes de todos: — Somos federais. — Tá… e os distintivos? Todos mostraram rapidamente. O policial estreitou os olhos. — Vocês não são jovens demais pra serem federais? — Obrigada — disse Dean, com ironia. Dean deu de ombros. — Bom… ele não é uma testemunha confiável. — Ei! — protestou o senhor Terni, ofendido. — Mas você sabe que não é… ele é só um senhor que foi largado pela esposa e virou um bebum — disse Dean, sem pensar muito. Rebekah, furiosa mas mantendo um tom respeitoso, interveio: — Cuidado, senhor. Desse jeito você o ofende. Isso já está beirando o desrespeito com um senhor de idade. O que ele faz ou deixa de fazer da vida não te desrespeita, então mais cuidado com as palavras. O policial, percebendo a tensão, se calou e passou a mostrar mais a fundo a cena do acidente — marcas no asfalto, pedaços de vidro e o ponto exato onde o carro havia despencado. Depois de recolher o que podiam de informações, Sam, Dean e Rebekah decidiram não prolongar a conversa. Voltaram para o Impala e seguiram até o motel mais barato da cidade para fazer o check-in. O lugar era simples, com uma recepção pequena e um cheiro de café velho no ar. Dean pediu um quarto duplo e um simples, repetindo o esquema da noite anterior. Rebekah, ainda pensativa sobre o acidente, ficou olhando pela janela enquanto Sam ia ate uma cafeteria próxima pesquisar sobre o histórico da cidade. Enquanto aguardavam o check-in, Dean olhou em volta e a atendente comentou, casualmente: — O John laghit se hospedou aqui, e uma reunião de família pois vocês tem o mesmo sobrenome? dean coreu ate o carro e falou — Rebekah! — Hmm? — respondeu ela, distraída. — Cadê o Sam? — Foi pescusar a historia local na cafeteria… disse que esse lugar estava tenso — explicou Rebekah. Dean fingiu uma tosse, já sabendo sobre o que Sam havia se retratado antes. — o meu pai se hospedou aqui no quarto 5 — Tá… vamos lá? — perguntou Rebekah, já percebendo que Dean queria investigar. — Sim. Vai ver ele tá até ali. Eles seguiram para o quarto que Dean acreditava ter sido o de John. Ao abrir a porta, o cheiro forte de comida podre tomou conta do ambiente. Poeira cobria tudo, e havia papéis, recortes de jornal e anotações espalhadas — claramente sobre um caso. Rebekah se aproximou de uma pilha de documentos e puxou um recorte amarelado. — Pera… parece que era uma Mulher de Branco. Dean olha rápido. Aquilo confirmava o que já suspeitavam desde a ponte. O quarto, apesar de abandonado, parecia congelado no tempo — como se John tivesse saído às pressas, deixando pistas para quem viesse atrás. — Eu acho que ele quer que a gente resolva o caso — disse Rebekah, olhando para os recortes. Dean começou a lembrar que John sempre andava com um diário. — Ele não larga aquele diário… mas talvez tenha deixado aqui. — Bom, não custa procurar — respondeu Rebekah. Depois de alguns minutos revirando gavetas e caixas, Dean finalmente encontrou algo. — Achei… — começou a dizer, mas foi interrompido pelo reflexo das luzes vermelhas e azuis da polícia entrando pela janela. — Eles sabem que eu tô aqui — murmurou Dean, já calculando o próximo passo. Ele se virou para Rebekah: — Fica aqui. Pega o Impala, chama o Sam e depois me encontra na cafeteria, ok? Rebekah, mesmo nervosa, concordou. Mas antes que Dean pudesse sair, ela chamou: — Dean! Ele virou-se, e ela, sem pensar, o envolveu num abraço rápido, quase impulsivo. Dean deixou a mão deslizar, carregando uma intenção silenciosa, mas ela a afastou de imediato, recuando como se o medo de uma nova rejeição a tivesse atingido de repente. Sentindo o peso daquele recuo, Dean também se afastou, respeitando o espaço entre eles. Ficou parado por um instante, o coração acelerado, enquanto o silêncio se espalhava ao redor e foi ate a porta — Cuida de você — disse, antes de sair pela porta e deu uma piscadinha sarcástica. O som das sirenes parecia mais próximo a cada passo que ele dava o policial, ao ver Dean, começou a ser arrogante, com um sorriso de quem achava que tinha vencido: — Falsos federais… mas, Claide, cadê a Bonnie e o outro cara? Dean respondeu rápido, sem dar espaço para mais perguntas: — Eles me deixaram. O policial estreitou os olhos. — Hmm… mas só uma dúvida: o que em vocês é real? Dean, com aquele tom sarcástico que parecia ser sua marca registrada, soltou: — Meus seios. O policial ficou por um instante sem reação, claramente não esperando aquela resposta. Alguns dos outros agentes trocaram olhares confusos, e Dean aproveitou o momento para dar um meio sorriso e manter o clima leve — mesmo com a tensão crescente. Poucos minutos depois, os policiais saíram levando Dean. Assim que a viatura desapareceu na esquina, Rebekah correu até o Impala, ligou o motor e foi direto para a cafeteria. Ao entrar, encontrou Sam e, ainda ofegante, explicou tudo de uma vez: — Sam… ele… ele não conseguiu fugir! Sam colocou a mão no ombro dela, tentando acalmá-la. — Ele vai, Rebekah! você conhece ele Enquanto isso, na delegacia, Dean estava sendo interrogado. Os policiais, folheando o diário de John, insinuaram: — Isso aqui é prova de que vocês fazem parte de uma seita. Dean percebeu que aquilo poderia ser útil. Fingindo concordar, começou a falar de forma vaga, distraindo os agentes. No momento certo, aproveitou uma brecha, pegou a arma de um deles e, com um movimento rápido, saiu pela porta. A cidade era pequena, e Dean correu pelas ruas quase desertas, cortando caminho por becos e quintais. Em menos de uma hora, já estava entrando na cafeteria, suado, mas com aquele sorriso de quem tinha acabado de enganar todo mundo. Rebekah e Sam se levantaram ao vê-lo, aliviados. Dean veio direto até eles, abraçando-os e sussurrando um “desculpa” de forma discreta. Logo em seguida, os três foram atrás de outro motel. No novo local, já sabendo do que se tratava, começaram a pesquisar a história da cidade. Descobriram não só a identidade da vítima, mas também a causa da morte da Mulher de Branco. Ao cruzar informações, perceberam que o senhor que os ajudou no início do caso poderia ser o marido dela. Isso significava que teriam que queimar os ossos para se livrar da aparição — mas isso só poderia acontecer no dia seguinte. Dean sugeriu que Rebekah dormisse com Sam no quarto duplo. — Dá! — respondeu ela, com um tom descontraído. Dean riu nervoso, e Sam soltou uma risada genuína. Logo depois, Rebekah colocou um roupão de cetim, prendeu o cabelo e foi tentar dormir. Mas o sono não vinha. Sentindo o frio, vestindo apenas o pijama, ela bateu na porta de Dean e o chamou para irem a uma cafeteria 24 horas. Sem pensar duas vezes, Dean concordou, pegou o Impala e dirigiu até o local mais próximo. Ela pediu um hambúrguer; ele, um café e um hambúrguer também. Conversaram por um tempo, rindo e trocando histórias, até que voltaram para o motel. — Obrigada por me levar lá — disse ela, sorrindo. Dean respondeu com um sorriso sarcástico: — Se você quiser me agradecer de outro jeito... Ela riu, balançou a cabeça e entrou no quarto, finalmente conseguindo dormir. Na manhã seguinte, o sol já filtrava pela cortina quando Dean foi até o quarto de Sam. — Sam, bora! — chamou, batendo na porta. — Ok… pera aí. — Sam saiu ainda meio sonolento, coçando a nuca. No corredor, ele lançou um olhar curioso: — Você dormiu com a Rebekah? Dean franziu a testa e negou com a cabeça. Sam soltou um suspiro, meio divertido. — Nossa, Samy… você acha que eu sou um cafajeste? — perguntou Dean, com um meio sorriso. — Sim. — respondeu Sam, rindo, sem hesitar. Dean ficou em silêncio por alguns segundos, encarando o irmão, antes de pegar a jaqueta e seguir para o carro. Sam o acompanhou, e, no caminho, Dean acabou soltando um leve riso e concordando com um discreto balanço de cabeça, Rebekah já estava esperando no banco do passageiro quando Dean e Sam entraram no carro. Depois de alguns minutos de conversa, ela pediu para ser deixada na biblioteca pública da cidade. Seu objetivo era claro: vasculhar arquivos antigos, registros de óbitos e notícias locais para encontrar qualquer vestígio que indicasse onde a Mulher de Branco havia sido enterrada. Enquanto Rebekah mergulhava entre pilhas de livros e jornais amarelados, Sam e Dean seguiram para a casa de um homem chamado Sr. Terni. A residência era simples, mas carregava um ar pesado, como se o passado tivesse deixado marcas invisíveis nas paredes. Ao baterem à porta, foram recebidos por um senhor de expressão dura, olhar cansado e voz áspera. — Olá, senhor Terni. Viemos falar sobre a sua esposa — disse Sam, tentando manter a voz neutra e respeitosa. O homem franziu o cenho, e sua resposta veio carregada de rancor: — O que vocês querem saber sobre ela? Aquela vadia matou meus filhos… e depois se matou. Sam e Dean trocaram um olhar rápido e sutil ao ouvir a palavra carregada de ódio. Dean, tentando parecer casual, mas sem conseguir disfarçar totalmente a curiosidade, perguntou: — E… por acaso o senhor enterrou ela onde? A pergunta saiu mais direta do que ele pretendia, e o silêncio que se seguiu foi interrompido pelo toque do celular de Sam. Era Rebekah, falando com urgência: — Descobri algo. Se a Mulher de Branco já foi cremada, ela pode estar presa ao local onde matou suas primeiras vítimas. Com essa nova informação, eles se encontraram em uma cafeteria para traçar um plano. O ambiente estava quase vazio, e o som de xícaras sendo colocadas sobre os balcões parecia ecoar enquanto discutiam cada detalhe. Ficou decidido que Sam ficaria rodando pela estrada com o Impala, servindo de isca, enquanto Dean e Rebekah esperariam na antiga casa da mulher, o lugar onde tudo começou. A noite caiu, e a tensão aumentava a cada minuto. O vento frio batia contra as janelas da casa, e Rebekah, sentada ao lado de Dean, mantinha os olhos atentos à porta. Dean, por sua vez, verificava a arma e o kit de sal, mesmo sabendo que nada disso poderia deter um espírito como aquele — mas era melhor estar preparado. Do lado de fora, Sam dirigia lentamente, atento a qualquer sinal. Até que, finalmente, ela apareceu. A Mulher de Branco surgiu diante dele, com um vestido rasgado e olhos sombrios, sussurrando que ele iria trair Jessica. Antes que ele pudesse reagir, ela o beijou — um toque gelado e sufocante, como se drenasse a vida dele. Nesse instante, Sam acelerou o Impala e, com um movimento preciso e brutal, atravessou a parede da casa, levando a Mulher de Branco junto. A madeira estourou, poeira e fragmentos voaram pelo ar, e o impacto ecoou como um trovão. Lá dentro, o espírito se deparou com algo inesperado: a alma de sua própria filha, morta queimada anos atrás. A criança fantasmagórica, com olhos brilhando em tristeza e raiva, a segurou com força. Chamas sobrenaturais começaram a envolvê-las, iluminando o quarto com um brilho intenso e sinistro. A Mulher de Branco gritou, um som que parecia misturar dor e libertação. Em segundos, ela e a filha desapareceram, deixando apenas o silêncio pesado e o cheiro de fumaça no ar. Dean, Sam e Rebekah se entreolharam, exaustos, mas aliviados. Mais um caso encerrado… pelo menos por enquanto. Lá fora, o vento continuava a soprar, como se o mundo tivesse retomado seu ritmo normal. O caminho de volta ao motel foi silencioso, cada um imerso nos próprios pensamentos. Ao chegarem, Sam foi direto para o quarto ao lado, enquanto Rebekah começou a guardar suas coisas. Dean entrou, sentou-se na beira da cama e ficou observando-a em silêncio. — O que foi, Dean? Por que você tá aí? — perguntou ela, rindo suavemente, sem entender. — Rebekah… não vou ficar estranho com você por causa disso. Então… vamos só ignorar, ok? — disse ele, com um tom leve. Ela concordou com um aceno, mas por dentro algo se quebrou. As palavras dele soaram como se tudo fosse insignificante. Ainda assim, de certa forma, isso a ajudou a focar no que realmente importava. Foi nesse instante que Rebekah se lembrou de algo. No caminho de volta, folheando o diário de John, havia encontrado uma coordenada anotada às pressas. Contou para Dean e, logo depois, para Sam. No fundo, queria ir junto, mas achou que ficaria estranho viajar só com Dean, já que Sam não parecia interessado. O plano era simples: depois de deixar Sam em casa, Dean a levaria até a sua. Mas, ao chegarem à casa de Sam, tudo mudou. Jessica estava no teto… em chamas. Dean puxou Sam para longe, enquanto o fogo consumia tudo. Entre a dor e a raiva, Sam tomou sua decisão: — Eu vou com você, Dean. Vamos atrás dessas coordenadas. Rebekah, firme, completou: — Então eu também vou. Não aguento mais essa vida na faculdade. E assim, o capítulo se encerrou — com a certeza de que a jornada deles estava apenas começando. (Nota: Rebekah não é inspirada em ninguém.)