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Seven

Os Seus Gemidos Não Mentem

O som do despertador, com sua melodia suave e persistente, parecia um invasor cruel na bolha de paz que Riki havia criado em seu quarto. Ele resmungou, esticando o braço para desligá-lo, sentindo o peso do sono ainda em seus olhos. A lembrança da noite anterior, com S/N em seus braços, era um bálsamo para a alma, mas também uma tortura, pois a sensação de vazio em seu lado da cama era palpável. Ele se virou, enterrando o rosto no travesseiro, inalando o perfume fraco de baunilha que ainda persistia.

A promessa de sete toques futuros, a luz no fim do túnel, era o que o impulsionava. Mas a espera era agonizante. Os dias se arrastavam em ensaios exaustivos, gravações intermináveis e a constante vigilância da equipe da empresa. Cada olhar, cada sussurro, cada movimento parecia ser monitorado, aumentando a paranoia de que seu segredo pudesse ser descoberto a qualquer momento.

Uma semana se passou, e a mensagem de S/N ainda não havia chegado. Riki tentava se manter ocupado, focando na dança, na música, nos fãs. Mas sua mente sempre voltava para ela. Ele pegava o celular a cada poucos minutos, verificando o KakaoTalk, esperando pelos sete toques prometidos.

Finalmente, em uma noite de terça-feira, o celular vibrou. Sete toques. O coração de Riki disparou no peito. Era ela.

– Conseguirei ir amanhã à noite. Meia-noite. – A mensagem era curta, direta, mas a alegria que inundou Riki era imensa.

Ele mal conseguiu dormir naquela noite, a antecipação o mantendo acordado. O dia seguinte foi uma blur de atividades, mas Riki sentia uma energia renovada, um brilho em seus olhos que não passava despercebido pelos outros membros. Sunoo, sempre o mais observador, comentou:

– Riki, você está feliz hoje. Aconteceu algo bom?

Riki apenas sorriu, um sorriso genuíno que raramente aparecia em público.

– Nada demais, hyung. Só estou animado para o ensaio de amanhã.

Sunoo ergueu uma sobrancelha, mas não insistiu. Ele conhecia Riki o suficiente para saber que o maknae tinha seus próprios segredos.

À medida que a meia-noite se aproximava, a tensão em Riki aumentava. Ele se certificou de que os outros membros estavam dormindo, ouvindo o ronco suave de Jake no quarto ao lado e a música abafada de Heeseung que finalmente havia cessado. O relógio digital no seu criado-mudo marcava 23:59.

*Tum-tum-tum-tum-tum-tum-tum.*

Os toques na porta foram mais suaves desta vez, quase inaudíveis, mas Riki os ouviu. Ele se levantou da cama como um raio, abrindo a porta com a mesma cautela de antes.

Lá estava ela, S/N, envolta em um casaco escuro, o capuz puxado sobre a cabeça. Seus olhos brilhavam no escuro, um sorriso discreto em seus lábios. Ela deslizou para dentro do quarto, e Riki fechou a porta atrás dela, trancando-a com um clique suave.

Ele a puxou para um abraço apertado, inalando seu perfume familiar que o fazia sentir-se em casa.

– Senti tanto a sua falta, – ele sussurrou, a voz rouca de emoção.

– Eu também, Riki, – ela respondeu, retribuindo o abraço com a mesma intensidade. – Os dias são longos sem você.

Eles se separaram, e Riki puxou o capuz dela para baixo, seus olhos percorrendo o rosto dela. Havia uma leve sombra de cansaço sob seus olhos, mas ela estava linda, como sempre.

– Como você está? – ele perguntou, preocupado.

– Bem, agora que estou aqui, – ela disse, e o sorriso dela o fez esquecer todo o cansaço do dia.

Eles se sentaram na cama, de frente um para o outro, as mãos entrelaçadas. A luz da lua filtrava pela janela, iluminando o quarto com um brilho prateado.

– Como foi a semana? – S/N perguntou, sua voz suave.

Riki suspirou. – Cansativa. Muitos ensaios. Mas a coreografia para a nova música está quase pronta. Acho que você vai gostar.

– Tenho certeza que sim, – ela respondeu, apertando a mão dele. – Você sempre arrasa.

Ele sorriu, o elogio dela sempre o aquecendo. – E você? Drama com os trainees de novo?

S/N riu baixinho. – Quase. Uma das meninas tentou um novo delineado e acabou parecendo um guaxinim. Tive que passar meia hora corrigindo.

Riki riu, a imagem a divertindo. – Você é a melhor maquiadora da empresa.

– Disso eu não tenho dúvidas, – ela brincou, dando um tapinha no braço dele.

Eles conversaram por um longo tempo, compartilhando os detalhes de suas semanas, as pequenas alegrias e os aborrecimentos. Era um momento de conexão profunda, onde eles podiam ser vulneráveis um com o outro, sem as máscaras que a vida pública os obrigava a usar.

Enquanto conversavam, os olhos de Riki não paravam de viajar pelo rosto de S/N, gravando cada detalhe. A forma como seu cabelo caía sobre os ombros, o brilho em seus olhos quando ela sorria, a curva suave de seus lábios. Ele sentia um desejo crescente, uma necessidade de estar mais perto dela, de sentir o calor do seu corpo contra o seu.

– S/N, – ele sussurrou, sua voz um pouco mais rouca do que o normal.

Ela olhou para ele, seus olhos castanhos encontrando os dele. – Sim, Riki?

Ele não disse nada, apenas se inclinou para frente, seus lábios encontrando os dela em um beijo suave e hesitante. O beijo começou devagar, uma troca de carinho, mas rapidamente se aprofundou, a paixão reprimida de semanas se manifestando.

Os lábios de Riki eram macios e quentes contra os dela, e S/N sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade, seus dedos se entrelaçando nos cabelos loiros dele. O beijo se tornou mais urgente, mais faminto, um reflexo do desejo que ambos sentiam.

Riki a puxou para mais perto, suas mãos envolvendo sua cintura, aprofundando o beijo. O gosto dela era doce e inebriante, e ele se perdeu na sensação. O mundo lá fora desapareceu, existindo apenas eles dois, naquele quarto escuro, sob a luz da lua.

S/N soltou um gemido suave contra os lábios dele, e Riki sentiu um calor se espalhar por seu corpo. Os gemidos dela eram uma melodia para seus ouvidos, uma confirmação de que ela sentia o mesmo que ele.

Ele quebrou o beijo, ofegante, seus olhos fixos nos dela. – Seus gemidos não mentem, – ele sussurrou, um sorriso travesso em seus lábios.

S/N corou, mas seus olhos brilhavam com desejo. – E os seus também não, Riki, – ela respondeu, sua voz um pouco rouca.

Ele a beijou novamente, desta vez com mais urgência, suas mãos explorando as curvas do corpo dela sob o moletom. Ela envolveu os braços em volta do pescoço dele, puxando-o para mais perto, seus corpos se encaixando perfeitamente.

As roupas começaram a ser um obstáculo. Riki, com um movimento suave, ajudou S/N a tirar o casaco e o moletom, revelando a blusa leve que ela usava por baixo. Os dedos dela tremiam levemente enquanto ela desabotoava a camisa de Riki, seus olhos fixos em seu peito tonificado.

A pele de Riki era suave e quente sob seus toques, e S/N sentiu seu coração acelerar. Ele era lindo, com uma beleza etérea que a deixava sem fôlego.

Eles caíram na cama, os corpos se entrelaçando. A luz da lua banhava seus corpos, criando sombras dançantes no quarto. Os beijos se tornaram mais profundos, mais apaixonados, explorando cada centímetro da pele um do outro.

Riki beijou o pescoço de S/N, descendo para sua clavícula, fazendo-a gemer em deleite. Ele sentiu o corpo dela se arquear contra o seu, e soube que ela estava tão entregue quanto ele.

– Eu te amo, S/N, – ele sussurrou, a voz carregada de emoção, enquanto seus lábios traçavam a linha da sua mandíbula.

– Eu também te amo, Riki, – ela respondeu, as palavras quase inaudíveis, perdidas no calor do momento.

Eles se entregaram um ao outro, os corpos se movendo em um ritmo antigo e perfeito. Cada toque, cada beijo, cada gemido era uma declaração de amor, uma promessa silenciosa de que aquele momento era só deles, um refúgio da realidade.

Os gemidos de S/N se misturavam aos suspiros de Riki, preenchendo o quarto com uma sinfonia de paixão. A cama rangia suavemente com seus movimentos, mas eles não se importavam. O mundo lá fora estava longe, distante, e ali, naquele quarto, existia apenas eles.

Riki sentiu o clímax se aproximar, e ele se agarrou a S/N, seus corpos se movendo em uma última e desesperada união. Ele soltou um gemido abafado, seus músculos se contraindo, e S/N o seguiu, seu corpo se arqueando em um espasmo de prazer.

Eles ficaram ali, ofegantes, os corpos suados e entrelaçados, os corações batendo em uníssono. A luz da lua ainda banhava o quarto, e o silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada de ambos.

Riki beijou a testa de S/N, seus lábios traçando a curva da sua sobrancelha. – Isso foi… – ele começou, sem conseguir encontrar as palavras certas.

– Perfeito, – S/N completou, sua voz suave e rouca.

Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a em um abraço protetor. Ela aninhou a cabeça em seu peito, ouvindo o ritmo constante de seu coração.

– Você tem que ir, não é? – Riki perguntou, a voz cheia de relutância.

S/N suspirou. – Sim. Não posso ficar muito tempo.

Ele sabia. A realidade era cruel, mas inegável.

Ela se levantou da cama, e Riki a observou enquanto ela se vestia, seus movimentos lentos e hesitantes. Ele queria que ela ficasse, queria que o tempo parasse, mas sabia que era impossível.

– Quando posso te ver de novo? – ele perguntou, a voz baixa.

S/N se aproximou da cama, ajoelhando-se ao lado dele. Ela tocou seu rosto, seu polegar traçando a linha da sua bochecha. – Vou tentar vir na próxima semana. Fique de olho na minha mensagem. Sete toques no KakaoTalk.

Riki assentiu, pegando a mão dela e beijando a palma. – Vou esperar.

Ela se inclinou e o beijou, um beijo suave e demorado que carregava toda a ternura e a paixão que eles não podiam expressar em público. Os lábios dela eram macios e doces, e o beijo era a promessa de um futuro, por mais incerto que fosse.

Quando ela se afastou, Riki sentiu um vazio. Mas ele sabia que ela voltaria. Ela sempre voltava.

S/N colocou o capuz novamente, cobrindo o rosto. Ela lançou um último olhar para Riki, que agora estava deitado, os olhos fixos nela.

– Durma bem, Riki, – ela sussurrou.

– Você também, S/N, – ele respondeu, a voz carregada de um carinho profundo.

Ela abriu a porta com a mesma cautela que usou para entrar, espiando pelo corredor antes de desaparecer na escuridão. Riki ouviu o leve som da porta se fechando, e então o silêncio voltou a preencher o quarto.

Ele fechou os olhos, o cheiro dela ainda em suas narinas, o calor do toque dela em sua pele. Ele sabia que o sono viria mais fácil agora. A presença dela, mesmo que breve, era o suficiente para acalmar as tempestades em sua mente.

Riki virou-se de lado, puxando o travesseiro que S/N havia usado para perto, inalando o cheiro dela. A meia-noite havia chegado e se foi, levando com ela a magia de um encontro secreto. Mas a promessa de sete toques futuros permanecia, uma luz no fim do túnel da sua vida de idol. E por enquanto, isso era o suficiente para manter Nishimura Riki, o garoto apaixonado, sonhando.