Sexo
Point of View Maya Manoela Garcia Revirei os olhos, soltando um suspiro pesado. Essa garota era um inferno! Até na minha paz ela não me deixava em paz. — Giovanna, se fosse você, ia pra sua... ou sei lá o que você chama de seu lugar aqui — falei, secando a voz. Vi ela rir de leve, como se nada do que eu dissesse fosse capaz de afastá-la. — Sua irmã tá em casa? — perguntou de repente. Franzi a testa. — Não. A Ana foi dormir na casa da namorada dela. Ela assentiu, soltando um "hum" baixo e demorado. — Por quê? — perguntei, desconfiada. Ela não respondeu. Simplesmente deu o último gole da bebida, jogou a garrafa vazia no lixo que havia ali perto e, antes que eu pudesse dizer mais qualquer coisa, subiu os degraus da varanda com passos calmos e parou bem diante de mim. Arregalei os olhos, recuando um passo. — Tá maluca?! Você vai cair, Giovanna! Ela sorriu de um jeito provocador, parada ali, firme e sem perder o equilíbrio nem um segundo. Deu um passo mais perto de mim, invadindo todo o meu espaço, e sussurrou com aquela voz que me desarmava inteira: — Só se você deixar isso acontecer. Engoli seco, sentindo o coração disparar de um jeito absurdo. Fiquei paralisada, sem saber se recuava ou se ficava ali, hipnotizada por aqueles olhos azuis que pareciam saber exatamente o que faziam comigo. Soltei um suspiro baixo, quase sem voz, e murmurei: — Meu Deus... Ela passou por mim e entrou na minha casa, como se fosse dona de tudo. — Você não tem esse direito de invadir! — falei, girando na mesma hora e a seguindo com o olhar, indignada. Ela parou no meio da sala, virou-se devagar e me encarou com aquele sorriso de quem já tinha ganho. — Eu não tô invadindo, querida. A dona da casa nenhum momento pediu pra eu sair, ué. — Você é absurda! — aproximei-me, já sem saber se ficava mais irritada ou perdida. — Entrar assim, aparecer do nada... acha que pode tudo, não é? Só porque é filha da minha patroa, só porque manda no morro, acha que pode invadir a minha vida e o meu espaço quando quiser? — E você acha que pode me mandar embora quantas vezes quiser, fingir que não sente nada, e eu simplesmente obedeço? — rebateu ela, dando um passo na minha direção, com a voz mais firme e olhos brilhantes. — Isso não funciona mais entre nós, Maya. E você sabe disso. — Não funciona porque você não respeita! — falei, com a voz tremendo, metade raiva, metade outra coisa que eu não queria nomear. — Você brinca, provoca, entra e sai quando quer... e eu fico aqui tentando me manter no meu lugar, tentando não me envolver... — Tentando não se envolver? — ela cortou, aproximando-se de uma vez. — Então por que você treme toda quando eu chego perto? Por que não consegue me olhar nos olhos e dizer que não quer que eu fique? — Porque... porque isso é errado! — forcei a voz, recuando até sentir a parede nas minhas costas. — Você é... você é confusão, Giovanna! E eu não quero confusão! — E eu não quero te ver fugindo de mim! — respondeu ela, sem hesitar. Antes que eu pudesse responder, ela me pegou de um jeito. As duas mãos seguraram minha cintura com firmeza, puxando-me contra o corpo dela de uma só vez, sem me deixar espaço para recuar. Fiquei sem ar, de repente tão perto que senti o calor dela, o cheiro, a respiração batendo nos meus lábios. Ela me prendeu ali, entre os braços e a parede, olhando firme nos meus olhos, sem mais brincadeira, sem mais provocação. — Então foge — sussurrou, tão perto que seus lábios roçaram os meus. — Foge agora, Maya. Porque se você não for... eu não vou mais te deixar ir. Fiquei paralisada, coração batendo tão forte que doía. Olhei para aqueles olhos azuis, vi a verdade nela, a urgência, o medo disfarçado de coragem. E percebi, com desespero e alívio ao mesmo tempo... que eu não conseguia fugir. Que já era tarde demais. — Você não vai... Ela passou o nariz devagar pela minha bochecha, fazendo um arrepio percorrer todo o meu corpo. — O que eu não vou? — perguntou baixinho, a voz roçando na minha pele. Fechei os olhos, perdida naquela sensação. — Hum? — insistiu, suave. — Giovanna... vai embora agora. Ela ignorou o meu pedido e, em vez de se afastar, colou os lábios no meu pescoço, beijando ali devagar, com calma. — Você não quer isso de verdade... — sussurrou contra a minha pele. Virou-me de costas para ela e continuou beijando meu pescoço, descendo pelas minhas costas, cada toque fazendo eu perder o juízo pouco a pouco. Eu estava completamente perdida naquilo, sem saber onde eu estava, só sentindo ela. Até que senti uma mão dela descer, entrando por dentro do meu short. — Giovanna, não! — falei, parando na hora, afastando-me e virando de frente para ela. — Para. Não. Ela se aproximou de novo, sem se afastar de verdade. — Você quer mesmo que eu vá? Quer mesmo me deixar ir assim? Pegou minha mão e colocou por dentro da sua calça, sobre ela. Sentir que estava dura, inteiramente entregue ao mesmo desejo que eu tentava esconder. Engoli seco, sentindo o coração disparar. Empurrei-a de leve e ela caiu sentada sobre o sofá, me olhando de baixo com aquele sorriso de quem sabia exatamente o que eu sentia. — Você sempre fugindo quando tá ficando bom... — comentou, com a voz rouca. Aproximei-me lentamente dela, olhando firme nos seus olhos. — Você não vai me usar, Giovanna. Não comigo. Ela me puxou de uma vez, fazendo eu sentar no seu colo. Segurei nos ombros dela, ofegante, enquanto ela me olhava com uma sinceridade que nunca tinha visto antes. — Eu não tô te usando, Manoela — disse, baixinho, acariciando meu rosto. — Eu te quero. De verdade. Não tem jogo, não tem pegadinha. Só eu e você. E tudo o que eu sinto. Fiquei parada ali, com as mãos trêmulas nos ombros dela, sem saber o que dizer. E antes que eu conseguisse pensar em alguma desculpa, ela me beijou.Dessa vez sem pressa, sem medo, com toda a verdade que eu fingia não ver. Seus lábios nos meus, suas mãos explorando devagar, como se quisesse decorar cada detalhe meu. E eu... eu não resisti. Deixei-me levar. Entreguei-me ao toque dela, ao calor, ao desejo que queimava há tanto tempo. — Posso? — perguntou ela, parando o beijo de repente, me olhando nos olhos e sorrindo devagar, com as mãos pousadas suavemente sobre minha calcinha, sem avançar mais um milímetro. Fiquei ali, parada, ofegante, olhando nos seus olhos azuis que pareciam brilhar mais naquela luz fraca. — Posso ser educada quando quero — sussurrou ela, com um sorriso doce e cheio de promessas. Aproximei-me mais, ainda sem desviar o olhar, sentindo o coração bater tão forte que doía. Mordi o lábio inferior e murmurei, quase sem voz: — Faltou o por favor... Ela sorriu mais, aproximando os lábios do meu ouvido, a voz saindo suave e carregada de desejo: — Por favor, linda. Continua sexo chat