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Sinfonia de Pele e Promessas

O silêncio do quarto era preenchido apenas pelo som das respirações descompassadas e pelo ruído suave do tecido da lingerie de renda de Julia sendo deslizado pela sua pele. Lee Know agia com uma precisão quase cirúrgica, mas seus olhos traíam a tempestade de desejo que ele tentava, a todo custo, manter sob controle. Ele sempre fora o mestre da autodisciplina, o ídolo que mantinha a face gélida diante das câmeras, mas ali, com a luz da lua delineando cada curva generosa de Julia, sua resistência desmoronava.

Julia sentiu o colchão afundar quando ele se posicionou entre suas pernas, os joelhos pressionando o lençol de seda. Ela se sentia exposta, mas de uma forma que a fazia florescer. O corpo dela, com seus quadris largos e a cintura que parecia esculpida para as mãos dele, reagia a cada centímetro de proximidade.

— Você está tremendo — sussurrou Minho, a voz vibrando de uma forma que fez o baixo ventre de Julia contrair. — Ainda tem medo, pequena?

— Não de você — respondeu ela, a voz saindo em um fio, enquanto suas mãos subiam pelos braços definidos dele, sentindo a textura da pele quente. — Só tenho medo de que isso seja um sonho. De que eu acorde e você seja apenas uma imagem na tela do meu celular de novo.

Minho inclinou-se, capturando o lábio inferior dela entre os dentes em uma mordida leve, provocante, antes de selar o espaço com um beijo que exalava possessividade.

— Eu vou te dar motivos suficientes para acreditar que sou bem real — ele murmurou contra a boca dela. — Toque-me, Julia. Sinta o quanto eu quero você.

Ele guiou as mãos dela para o seu peito, e Julia fechou os olhos ao sentir o coração dele batendo freneticamente contra a palma de sua mão. Era um ritmo selvagem, condizente com a forma como ele a olhava. Minho não era mais apenas o amigo de infância ou o dançarino respeitoso; ele era um homem faminto, e ela era o seu banquete.

As mãos de Minho começaram uma exploração lenta e torturante. Ele deslizou as palmas pelas laterais do corpo dela, subindo das coxas fartas até a curva da cintura, apertando a carne macia com uma firmeza que arrancou um gemido baixo da garganta de Julia. Ele parecia querer memorizar cada relevo, cada detalhe que os cinco anos de distância haviam aprimorado.

— Você se tornou uma mulher perigosa, sabia? — disse ele, descendo os beijos pelo pescoço dela, parando exatamente no ponto onde a pulsação de Julia saltava. — Esse corpo... essas curvas... eu tive pesadelos imaginando outros homens olhando para você do jeito que eu estou olhando agora.

— Ninguém nunca me olhou assim, Minho — confessou ela, arqueando as costas quando sentiu a língua dele traçar um caminho úmido até o decote. — Só você consegue me fazer sentir... assim.

— Assim como? — ele provocou, parando por um segundo apenas para ver o brilho de luxúria nos olhos castanhos dela. Ele adorava testar os limites dela, adorava ver até onde a alegria solar de Julia se transformava em desejo puro.

— Desejada. Completa. — Julia puxou o rosto dele de volta para o dela, unindo seus lábios em um beijo urgente, as línguas se entrelaçando em uma dança frenética.

A paciência de Minho, que ele cultivara com tanto esmero durante o jantar, evaporou-se. Ele se livrou do restante de suas roupas com movimentos rápidos, revelando um corpo atlético, fruto de anos de dança exaustiva. Quando ele se pressionou contra ela, pele com pele, Julia soltou um suspiro de alívio. O contraste entre a maciez dela e a rigidez muscular dele era inebriante.

Ele desceu o corpo, os beijos tornando-se mais intensos e úmidos conforme ele explorava o ventre dela. As mãos de Julia se perderam nos cabelos escuros de Minho, puxando-os levemente enquanto ele a provocava com carícias que a deixavam à beira do abismo.

— Minho... por favor... — ela implorou, as pernas se enroscando na cintura dele, puxando-o para mais perto, querendo preencher o vazio que a solidão havia deixado em sua alma.

— Eu disse que tínhamos a noite toda, não disse? — Ele ergueu o olhar, um sorriso ladino e perverso brincando em seus lábios. — Quero que você implore mais um pouco. Quero ouvir meu nome saindo da sua boca até você esquecer como se respira.

Ele continuou seu caminho, as mãos habilidosas encontrando o centro da sensibilidade de Julia. O toque dele era firme, mas carregado de uma técnica que só alguém que conhecia cada reação dela poderia ter. Julia jogou a cabeça para trás, os lábios carnudos e rosados entreabertos, deixando escapar sons que eram música para os ouvidos de Minho.

— Minho! — O grito dela foi abafado contra o travesseiro quando a primeira onda de prazer a atingiu, intensa e devastadora.

Ele não a deixou descansar. Antes que ela pudesse recuperar o fôlego, ele se posicionou, os olhos fixos nos dela, buscando a conexão profunda que sempre os unira.

— Olhe para mim, Julia — ordenou ele, a voz rouca, quase um comando. — Quero que você veja quem está aqui. Quero que saiba que eu sou o único que vai te proteger dessa solidão que você tanto teme.

Quando ele finalmente se uniu a ela, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia Stray Kids, não havia turnês mundiais, não havia câmeras ou expectativas. Havia apenas Julia e Minho, duas metades que finalmente se reencontravam após uma eternidade de desencontros.

O ritmo deles era uma coreografia perfeita. Cada estocada de Minho era respondida pelo movimento fluido dos quadris de Julia. Ele a segurava com força, as mãos cravadas na carne de seus quadris, como se temesse que ela pudesse desaparecer se ele afrouxasse o aperto. A frieza que ele costumava projetar para o mundo havia sido substituída por um calor vulcânico.

— Você é... maravilhosa — ele ofegou, o suor brilhando em sua testa sob a luz fraca. — Minha Julia... sempre minha.

— Sim... sempre sua — ela respondeu, as unhas arranhando levemente as costas dele enquanto o clímax se aproximava novamente.

O apartamento, antes silencioso e frio, agora transbordava vida. O medo que Julia sentia de ficar sozinha foi incinerado pelo calor do corpo de Minho e pela promessa implícita em cada um de seus toques. Eles atingiram o ápice juntos, um colapso de sentidos que os deixou exaustos e entrelaçados em meio aos lençóis bagunçados.

Minho não se afastou. Ele permaneceu sobre ela por alguns minutos, recuperando o fôlego, antes de rolar para o lado e puxá-la para o seu peito. Julia acomodou a cabeça no ombro dele, sentindo a segurança que só o abraço dele proporcionava.

— Você ainda está aqui? — ela perguntou em um sussurro, a voz carregada de sono e satisfação.

Minho beijou o topo da cabeça dela, envolvendo-a ainda mais com seus braços fortes.

— Eu não vou a lugar nenhum, pequena — afirmou ele, a voz agora suave e gentil, o tom que ele reservava apenas para ela. — Amanhã, quando você acordar, eu estarei aqui. E depois também.

— Promete? — Julia levantou o olhar, encontrando os olhos dele.

Minho sorriu, um sorriso genuíno que iluminava seu rosto de uma forma que poucas pessoas tinham o privilégio de ver.

— Eu prometo. — Ele acariciou a bochecha dela com o polegar. — E você sabe que eu odeio quebrar promessas. Agora durma. Eu vou cuidar de você.

Julia fechou os olhos, sentindo-se, pela primeira vez em cinco anos, verdadeiramente em casa. O silêncio não era mais assustador; era preenchido pelo som da respiração do homem que ela amava. E Minho, observando-a adormecer, soube que não importava o quão brilhantes fossem as luzes do palco, o único lugar onde ele realmente queria brilhar era nos olhos de Julia.