Transamos
Um Dia dos Namorados no Motel: A Proposta Inesperada
A frase de Niki, "Eu juro que da próxima vez eu vou pegar mais leve", ainda ecoava na minha mente enquanto eu tomava um banho revigorante. Eu ri sozinha. Pegar leve? Com Nishimura Riki, isso era uma utopia. Mas eu o amava exatamente por essa paixão avassaladora que ele trazia para tudo em nossas vidas, especialmente para o nosso relacionamento.
Era o dia seguinte ao Dia dos Namorados, e, apesar da exaustão, um sorriso bobo não saía do meu rosto. A lembrança da banheira, do carro, da intensidade dos nossos momentos me aquecia por dentro. Niki era um turbilhão, e eu, SN, sua namorada, estava mais do que feliz em ser levada por ele.
Saí do chuveiro, me enrolei na toalha e me dirigi ao closet. Precisava de algo confortável, mas que ainda me fizesse sentir bem. Optei por um vestido soltinho de verão e sandálias. Ao descer as escadas, encontrei Niki na cozinha, preparando o café da manhã. Ele já estava vestido, com uma camisa casual e jeans, e seu cabelo estava perfeitamente arrumado, como sempre.
– Bom dia, raio de sol! – ele disse, sem se virar, o queixo apoiado no ombro enquanto adicionava ovos à frigideira. – Dormiu bem?
– Melhor impossível – respondi, me aproximando e abraçando-o por trás. – E você? Parece que tem uma energia inesgotável.
Ele riu, e senti seu corpo vibrar. – Eu tenho você, SN. Isso é toda a energia que eu preciso.
Me virei para ele, e Niki me deu um beijo suave nos lábios, que rapidamente se aprofundou. – Hmm, se você continuar assim, vamos acabar no chão da cozinha – eu disse, me afastando um pouco, mas ainda com os braços em volta do pescoço dele.
– Não seria a primeira vez – ele piscou, com aquele brilho travesso nos olhos que eu tanto amava.
Tomamos café da manhã juntos, conversando sobre os planos para o dia. Niki tinha uma sessão de fotos à tarde, mas a manhã era nossa.
– Que tal uma caminhada no parque? – ele sugeriu. – Para compensar o fato de que eu te deixei sem andar ontem.
Eu ri. – A caminhada parece boa. Mas sem corridas. Meus músculos ainda estão em greve.
Chegamos ao parque, e o dia estava lindo. O sol brilhava, o céu estava azul e uma brisa suave soprava, balançando as folhas das árvores. Caminhamos de mãos dadas, apreciando a companhia um do outro. Niki tirou algumas fotos minhas, e eu tirei algumas dele.
– Você é tão fotogênica, SN – ele disse, me mostrando uma foto em que eu estava sorrindo de forma espontânea. – Sua beleza me inspira.
Corei, mas sorri. – Você também não fica atrás, Nishimura Riki. Você é um ícone de beleza.
Ele riu, e continuamos a caminhar. O tempo passou rápido, e logo Niki precisou ir para sua sessão de fotos.
– Eu te vejo mais tarde, meu amor – ele disse, me dando um beijo de despedida. – Vou te ligar assim que acabar.
– Ok – eu respondi. – Boa sorte com as fotos.
Voltei para casa, sentindo um vazio sem ele, mas também uma sensação de paz. Decidi aproveitar a tarde para colocar em dia algumas leituras e organizar meu apartamento.
Poucas horas depois, meu telefone tocou. Era Niki.
– SN, amor, acabei de terminar a sessão – ele disse, a voz cheia de energia. – Estou exausto, mas tenho uma ideia.
– Uma ideia? – eu perguntei, curiosa. – O que você está aprontando agora, Nishimura Riki?
– Que tal se a gente saísse para jantar? – ele propôs. – E depois… bom, depois a gente pode ir para um lugar um pouco mais… reservado.
Eu sorri. – Reservado? O que você tem em mente?
– Surpresa – ele disse, e ouvi aquele brilho travesso em sua voz novamente. – Esteja pronta às oito. Eu te pego.
Concordei, e desligamos. A curiosidade me consumia. O que Niki estava planejando? Um lugar reservado com ele sempre significava algo especial, e geralmente muito intenso.
Às oito em ponto, Niki estacionou na frente do meu prédio. Ele estava impecável em um terno escuro, e seu cabelo estava penteado para trás, revelando seu rosto esculpido. Ele parecia um príncipe.
– Uau – eu disse, ao abrir a porta do carro e vê-lo. – Você está deslumbrante.
– Você também, meu amor – ele respondeu, me estendendo a mão. – Está linda.
Fomos a um restaurante japonês elegante, com um ambiente sofisticado e comida deliciosa. Conversamos sobre o dia dele, sobre a minha tarde, e sobre nossos planos para o futuro. Era sempre bom ter esses momentos de calma e conexão, antes que a paixão tomasse conta.
Depois do jantar, Niki me levou para o carro. – E agora, a surpresa – ele disse, ligando o motor.
Eu o observei enquanto ele dirigia, tentando adivinhar nosso destino. Ele pegou uma estrada que eu não reconhecia, afastando-se do centro da cidade. A paisagem começou a mudar, ficando mais rural.
– Para onde estamos indo? – eu perguntei, depois de alguns minutos.
– Você vai ver – ele respondeu, sorrindo misteriosamente.
Finalmente, ele virou em uma rua secundária e estacionou em frente a um edifício que eu não esperava. Era um motel. Não um motel qualquer, mas um motel de luxo, com uma arquitetura moderna e luzes discretas.
Meus olhos se arregalaram. – Niki! Um motel?
Ele riu, um som melodioso que sempre me derretia. – Sim, um motel. Pensei que seria divertido. Um lugar onde podemos ser nós mesmos, sem preocupações, sem interrupções.
Eu não pude evitar um sorriso. – Você é inacreditável.
– E você me ama por isso – ele disse, e se inclinou para me beijar.
O beijo era suave no início, mas rapidamente se aprofundou, a paixão borbulhando entre nós. Saímos do carro e Niki me guiou para a recepção. Ele já tinha feito a reserva, claro.
Entramos no quarto, e eu fiquei impressionada. Era uma suíte espaçosa, com uma cama king-size, uma jacuzzi enorme, iluminação ambiente e uma decoração moderna e elegante. Havia até um espelho no teto acima da cama.
– Niki! Isso é… uau – eu disse, olhando ao redor.
Ele me abraçou por trás, beijando meu pescoço. – Eu queria que fosse especial.
Me virei em seus braços, meus olhos encontrando os dele. Havia uma intensidade em seu olhar que me fez sentir um arrepio gostoso. – Você sempre faz tudo ser especial – eu sussurrei.
Niki me beijou novamente, suas mãos explorando minha cintura, e as minhas se enroscando em seus cabelos. O jantar e a caminhada no parque haviam sido a calmaria antes da tempestade. Agora, a paixão estava nos chamando.
Ele me levantou no colo, e eu envolvi minhas pernas em sua cintura. Ele me carregou até a cama, me deitando gentilmente. Seus olhos nunca deixaram os meus.
– Você é linda, SN – ele sussurrou, e começou a desabotoar meu vestido.
A cada peça de roupa que caía, a tensão entre nós aumentava. Nossos corpos se tocaram, e a eletricidade entre nós era palpável. Seus lábios exploravam cada centímetro da minha pele, deixando um rastro de fogo por onde passavam.
A jacuzzi nos chamava, e logo estávamos submersos na água quente e borbulhante. As bolhas massageavam nossos corpos, e a iluminação suave criava um ambiente íntimo e sensual. Niki me segurou em seus braços, e nossos beijos se tornaram mais profundos, mais urgentes.
Foi uma noite de entrega total, de paixão desenfreada. Os gemidos ecoavam no quarto, as risadas abafadas, os sussurros de amor. Niki era um amante incansável, sempre me levando ao êxtase, me fazendo sentir amada e desejada.
Deitamos na cama, exaustos, mas felizes. Niki me abraçou apertado, e eu aconcheguei minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas de seu coração.
– Você é incrível, Nishimura Riki – eu sussurrei.
– Você também, meu amor – ele respondeu, beijando o topo da minha cabeça. – Você é tudo para mim.
Ficamos em silêncio por um tempo, apenas aproveitando a presença um do outro. Então, Niki se afastou um pouco, me olhando nos olhos.
– SN – ele começou, a voz um pouco mais séria. – Eu tenho algo para te perguntar.
Meu coração começou a bater mais forte. – O quê?
Ele tirou uma pequena caixa de veludo do criado-mudo. Meus olhos se arregalaram. Não podia ser.
Ele abriu a caixa, revelando um anel deslumbrante, com um diamante brilhante.
– SN, eu te amo mais do que as palavras podem expressar – ele disse, seus olhos cheios de emoção. – Você é a mulher da minha vida, minha melhor amiga, minha alma gêmea. Eu quero passar o resto da minha vida com você. Você aceita se casar comigo?
Eu estava sem palavras. Lágrimas brotaram em meus olhos. Eu não esperava por isso, não agora, não aqui. Mas era perfeito. Era Niki, e ele sempre me surpreendia.
– Sim! – eu disse, minha voz embargada pela emoção. – Sim, mil vezes sim!
Ele sorriu, um sorriso radiante que iluminou todo o quarto. Ele colocou o anel no meu dedo, e eu o abracei forte, beijando-o com toda a paixão que eu sentia.
– Eu te amo, Niki – eu disse, entre beijos. – Eu te amo muito.
– Eu também te amo, SN – ele respondeu. – Mais do que tudo.
Naquela noite, no motel, no meio da nossa paixão avassaladora, Niki me fez a proposta mais importante da minha vida. E eu não poderia estar mais feliz. O Dia dos Namorados pode ter sido intenso, mas o dia seguinte foi ainda mais inesquecível. Com Niki, cada dia era uma nova aventura, e eu mal podia esperar para viver todas elas ao lado dele.