Três meses para amar
O Mapa do Prazer
O som das ondas quebrando lá fora, na costa privada da ilha que escolhi para a nossa lua de mel, era o único ruído que competia com a respiração errática da S/N. Eu a observava pelo reflexo do espelho enquanto ela terminava de tirar as joias pesadas do casamento. Ela parecia um anjo, mas eu sabia que, por baixo daquela seda branca do robe, batia o coração de uma mulher que eu estava desesperado para possuir por completo.
Foram semanas de tortura prazerosa. Eu a ensinei a sentir, a se tocar, a perder o medo, mas eu mantive minha promessa: a última fronteira seria hoje. E porra, eu estava no meu limite. Ver o jeito que ela me olhava, com aquela mistura de timidez e um desejo que ela mal conseguia esconder, estava me deixando louco. Meu pau já estava latejando dentro da calça de linho, implorando por liberdade.
Me aproximei por trás, sentindo o calor que emanava da pele dela. Envolvi sua cintura com meus braços, enterrando o rosto na curva do seu pescoço. O cheiro dela era uma mistura de baunilha e algo puramente dela, algo que me dava vontade de morder e marcar.
— Finalmente sozinhos — sussurrei, sentindo-a estremecer contra mim. — Sem fotógrafos, sem famílias, sem contratos. Só você e eu.
— Você está me deixando nervosa, Namjoon — ela murmurou, mas inclinou a cabeça para me dar mais espaço. — De um jeito bom, mas... meu coração está saindo pela boca.
— Não precisa de pressa, querida — eu disse, embora cada fibra do meu ser quisesse jogá-la naquela cama e acabar com a minha sanidade de uma vez. — Temos a noite toda. E eu pretendo aproveitar cada segundo.
Virei o corpo dela para mim. S/N estava deslumbrante. Os olhos brilhando, os lábios entreabertos. Eu não aguentei e a beijei, mas não foi um beijo de "bom dia". Foi um beijo faminto, possessivo. Minha língua invadiu a boca dela, reivindicando o que era meu, enquanto minhas mãos desciam para as nádegas dela, apertando a carne firme por cima do robe.
— Tira isso — comandei, a voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
Ela desamarrou o laço de seda com os dedos trêmulos. O tecido deslizou pelos ombros dela, revelando que ela não usava nada por baixo. Puta que pariu. Eu já a tinha visto nua nas nossas "aulas", mas hoje era diferente. Hoje não tinha freio.
— Você é uma obra de arte, S/N — eu disse, descendo as mãos pelos seus seios, sentindo os mamilos já rígidos. — E eu vou te foder até você esquecer o próprio nome.
Eu a guiei até a cama, deitando-a no centro dos lençóis de fios egípcios. Me livrei da minha camisa e da calça em tempo recorde. Quando fiquei apenas de cueca, vi os olhos dela descerem para a minha ereção, que marcava o tecido com força.
— Namjoon... ele é... — Ela engoliu em seco, fazendo aquela carinha de choque que me dava vontade de rir e de atacar ao mesmo tempo.
— Ele é seu, S/N. Todo seu. Mas antes... — Me ajoelhei entre as pernas dela, abrindo-as devagar. — Eu quero sentir o seu gosto.
Eu não dei tempo para ela processar. Mergulhei minha cabeça entre suas coxas, sentindo o aroma inebriante que vinha dali. Quando minha língua encostou pela primeira vez na sua boceta, ela soltou um gemido alto, arqueando as costas e enterrando as mãos nos meus cabelos.
— Oh meu Deus, Namjoon!
— Porra, você está tão molhada pra mim — murmurei contra a pele sensível.
Eu comecei a lambê-la com vontade, focando no seu clitóris, fazendo movimentos circulares e firmes. S/N começou a balançar o quadril, tentando buscar mais contato. Eu amava o jeito que ela reagia, sem filtros, sem as máscaras da elite de Seul. Ali, ela era apenas a minha mulher, gozando com a minha língua.
Enquanto eu a chupava, deslizei dois dedos para dentro dela. Ela era tão apertada que parecia que eu estava sendo abraçado por veludo quente.
— Caralho, S/N... — eu gemi, sentindo as paredes dela sugarem meus dedos. — Porra, tá tão apertadinha... imagina quando for o meu pau entrando aí. Vai ser um aperto do caralho.
— Eu quero... eu quero sentir você — ela ofegou, a voz falhando. — Por favor, Nam. Agora.
— Ainda não — eu disse, subindo o corpo para ficar por cima dela, mas sem entrar. — Sua vez de me mostrar o quanto você me quer.
Eu me sentei na beira da cama e a puxei para ficar de joelhos entre minhas pernas. Meu pau saltou para fora da cueca, pulsando, apontando direto para o rosto dela. S/N olhou para cima, seus olhos castanhos cheios de uma coragem nova. Ela segurou a base do meu membro com as mãos pequenas e começou a lamber a cabeça, me fazendo fechar os olhos e rosnar de prazer.
— Isso, pequena... assim mesmo.
Ela abocanhou a ponta, começando a fazer um boquete que, embora não fosse profissional, era a coisa mais excitante que eu já tinha sentido porque era *ela*. O calor da boca dela, o jeito que ela me olhava por baixo dos cílios enquanto sugava... eu estava quase perdendo o controle.
— Para, para — eu disse, segurando os ombros dela e a puxando para cima. — Se você continuar, eu vou gozar na sua boca e eu preciso estar dentro de você agora.
Eu a deitei de novo, mas desta vez peguei suas pernas e as coloquei sobre os meus ombros. Eu queria ver tudo. Queria ver o momento exato em que eu a tomaria.
— S/N, olha para mim — pedi, minha voz vibrando com a tensão.
Ela me encarou, ofegante, o rosto corado de tesão.
— Vai doer? — ela perguntou, a única ponta de insegurança que restava.
— Pode incomodar um pouco no começo porque você é muito pequena para mim, mas eu vou devagar. Eu prometo. Confia em mim?
— Confio. Com a minha vida.
Eu posicionei a cabeça do meu pau na entrada da sua boceta. Estava tão úmida e quente que eu quase escorreguei para dentro de uma vez. Forcei-me a ter calma. Empurrei apenas a pontinha, sentindo a resistência do hímen e o aperto absurdo dela.
— Porra... — eu xinguei baixinho, a testa encostando na dela. — Você é tão estreita, S/N. É maravilhoso.
— Namjoon... está... — ela sibilou, as mãos agarrando meus bíceps.
— Respira comigo. Relaxa.
Com um impulso lento e constante, eu empurrei. Senti a barreira se romper e continuei, entrando centímetro por centímetro até que a base do meu pau estivesse batendo contra a entrada dela. S/N soltou um grito abafado, os olhos se arregalando, e por um segundo ela ficou imóvel, processando a sensação de estar preenchida daquela forma.
— Você está bem? — perguntei, parando completamente, embora meu corpo estivesse implorando para começar a estocar.
— Sim... — ela soltou o ar, uma lágrima solitária escorrendo, mas ela estava sorrindo. — É... é muita coisa. Você é muito grande, Nam. Mas eu quero. Não para.
Esperei uns segundos para que ela se acostumasse com o meu tamanho. Quando vi que ela começou a relaxar e a rebolar levemente o quadril contra o meu, eu comecei.
As primeiras estocadas foram curtas e lentas. O som da nossa pele batendo uma na outra, o barulho úmido da minha penetração na sua boceta... era a música mais perfeita que eu já tinha ouvido.
— Caralho, S/N! Você é apertada demais! — eu rosnei, perdendo a compostura de empresário educado. — Puta que pariu, que delícia!
— Namjoon! Mais forte! — ela implorou, as unhas cravando nas minhas costas.
Eu mudei o ritmo. Comecei a meter com força, estocadas profundas que faziam a cama ranger. Eu não era mais o homem paciente que lia livros em bibliotecas silenciosas; eu era um animal faminto reivindicando seu território. Cada vez que eu entrava todo nela, eu sentia como se estivéssemos nos fundindo.
— Você é minha, porra! — eu dizia entre dentes, os palavrões saindo sem controle. — Minha esposa, minha mulher... caralho, como eu queria isso!
— Eu sou sua! — ela gritava, o prazer tomando conta de cada célula do corpo dela. — Vai, Namjoon! Mais fundo!
Eu a virei de quatro, sem parar o ritmo por um segundo. A visão da bunda dela empinada para mim, minha mão marcando a pele da sua coxa enquanto eu a possuía por trás, era demais para os meus sentidos. Eu conseguia ver minha pele desaparecendo dentro dela, sendo engolida pela sua boceta que não parava de pulsar em volta de mim.
— Eu vou gozar... Namjoon, eu vou! — ela gritou, a voz falhando.
— Vai, pequena! Goza pra mim! Sente o meu pau dentro de você!
Ela desabou nos travesseiros enquanto o orgasmo a atingia em ondas, as paredes internas dela se contraindo com tanta força no meu pau que eu não aguentei mais. Eu dei mais três estocadas violentas, enterrando-me nela o máximo que podia, e soltei todo o meu sêmen dentro dela, rosnando o nome dela como se fosse uma oração.
Ficamos ali por um longo tempo, nossos corpos suados e grudados, tentando recuperar o fôlego. Eu me deitei ao lado dela, puxando-a para o meu peito, cobrindo-nos com o lençol bagunçado.
— Você está bem? — perguntei, beijando o topo da cabeça dela. Minha voz ainda estava trêmula.
S/N deu um risinho fraco, aquele som sarcástico que eu tanto amava, mas agora carregado de uma doçura exausta.
— Eu acho... acho que a biologia marinha não me preparou para a "prática" do Kim Namjoon. Você é um exagero, sabia?
Eu ri, sentindo as covinhas aparecerem.
— Eu avisei que fazia as coisas do meu jeito.
— É — ela disse, se aninhando mais em mim. — E eu acho que o seu jeito é o meu novo assunto favorito para estudar.
Eu a apertei mais forte, sentindo uma paz que nunca tinha sentido antes. O casamento arranjado tinha começado como um contrato, mas ali, naquela cama, sob o luar da nossa lua de mel, eu sabia que não existia mais nada de "arranjado" entre nós. O que tínhamos era real, cru e, acima de tudo, nosso.
— Descanse, S/N — sussurrei. — Porque amanhã de manhã, eu vou querer te ensinar a lição número dois.
— Só se você prometer usar aqueles palavrões de novo — ela brincou, fechando os olhos. — Eles combinam com você.
— Pode deixar, pequena. Pode deixar.