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Viagem para a praia

O Brinquedo e o Castigo

O shopping estava lotado naquela tarde de sábado. O brilho das vitrines e o burburinho constante das pessoas pareciam incomodar Luiz, que mantinha uma mão firme no ombro de Natan, guiando-o como se ele fosse uma posse preciosa e frágil. Natan estava adorável, vestindo uma saia curta plissada e uma calcinha de renda que Luiz o obrigara a colocar antes de saírem. No entanto, havia um desconforto visível em seu rosto.

Antes de saírem de casa, Luiz, prevendo que Natan começaria a implorar para ser "preenchido" em público, tomou uma medida drástica. Ele inserira um plug de metal frio no rapaz, bloqueando qualquer possibilidade de ele pedir pelo "amiguinho" do pai durante o passeio.

— Papai, tá incomodando... — sussurrou Natan, parando em frente a uma loja de brinquedos. — Eu não gosto desse brinquedo duro. Eu quero o papai. Quero ficar cheinho de verdade.

Luiz parou e inclinou-se, seu hálito quente atingindo a orelha de Natan. A voz era um trovão contido.

— Eu disse que você ia usar isso para aprender a se comportar. Se você reclamar mais uma vez, vamos voltar para o carro e você vai ficar de castigo no escuro. Entendeu?

Natan fez um biquinho, os olhos marejados. Ele odiava aquela sensação artificial. Ele queria o calor de Luiz, não aquele metal inerte. Enquanto Luiz se distraía olhando o celular por um breve segundo, Natan viu sua oportunidade. Ele se soltou e correu em direção ao corredor dos banheiros, escondendo-se entre as cabines.

Luiz guardou o celular com um movimento brusco, os olhos faiscando de raiva. Ele caminhou a passos largos, entrando no banheiro masculino e chutando a porta da cabine que não estava totalmente trancada.

Lá dentro, Natan estava agachado, com a saia levantada e a calcinha nos joelhos. Ele acabara de remover o plug, jogando-o no chão com desdém, e seus dedinhos pequenos e trêmulos já se dirigiam à própria entrada, tentando se consolar.

— O que você pensa que está fazendo? — a voz de Luiz ecoou no cubículo, fazendo Natan pular de susto.

— Eu... eu só queria tirar, papai! Dói! Eu quero você! — Natan choramingou, tentando esconder o rosto.

Luiz não disse nada. O silêncio era mais assustador que qualquer grito. Ele entrou na cabine e trancou a porta atrás de si. Com um movimento rápido, ele desabotoou a calça.

— Você quer tanto assim? — Luiz perguntou, a voz rouca de desejo e irritação. — Então você vai ter, mas aqui mesmo, para aprender a não fugir de mim.

Luiz o virou de costas contra a parede fria do banheiro. Sem preliminares, ele penetrou Natan com força. O rapaz soltou um gemido alto, que Luiz abafou pressionando a mão contra sua boca.

— Shh... quer que o shopping inteiro ouça o quão vadio você é? — Luiz sibilou.

As estocadas eram rápidas e profundas. Natan sentia seu interior ser preenchido da forma que tanto desejava, mas o prazer era misturado com o medo de serem pegos. Luiz não demorou muito; a adrenalina do risco o fez atingir o ápice rapidamente, despejando seu "leitinho" dentro de Natan até que o rapaz se sentisse completamente satisfeito e pesado.

No entanto, para o desespero de Natan, Luiz se afastou quase imediatamente. Ele pegou um lenço, limpou-se e começou a ajeitar a roupa de Natan.

— Pronto. Agora vamos embora — disse Luiz, puxando a calcinha de Natan para cima e ajeitando a saia.

— Não! Papai, por favor! — Natan começou a fazer birra, os pés batendo no chão. — Eu quero continuar cheinho! Não sai de mim!

Natan avançou desesperado, as mãos pequenas tentando abrir o zíper da calça de Luiz novamente, querendo que ele voltasse para dentro.

— Chega, Natan! — Luiz segurou os pulsos dele com força, seus olhos frios. — Você já teve o que queria. Agora você vai se comportar ou as coisas vão ficar muito piores para você.

Luiz o arrastou para fora do banheiro. Natan chorava alto agora, um choro manhoso e irritante que atraía olhares, mas Luiz não se importava. Ele o levou direto para o estacionamento, jogando-o no banco do passageiro e arrancando com o carro.

O silêncio no veículo só era quebrado pelos soluços de Natan. Luiz dirigiu por alguns minutos até entrar em uma rua lateral, escura e abandonada, longe do brilho do shopping. Ele desligou o motor e olhou para o rapaz emburrado ao seu lado.

— Venha aqui. Agora — ordenou Luiz.

Natan hesitou, mas a aura de autoridade de Luiz era esmagadora. Ele se arrastou para o colo do pai, sentando-se de frente para ele.

— Agora — disse Luiz, a voz baixa e perigosa —, nós vamos brincar de cavalinho. E você vai se esforçar.

— Eu não quero... eu tô triste — Natan murmurou, tentando se afastar.

— Ah, você não quer? — Luiz arqueou uma sobrancelha. — Pois saiba que, se você não brincar de cavalinho agora, não vai receber mais nem uma gota de leitinho hoje. E eu vou te deixar seco a semana toda.

Os olhos de Natan se arregalaram. A ameaça de ficar "vazio" era o pior castigo possível. Engolindo o choro, ele começou a se movimentar no colo de Luiz. O mais velho o guiou, as mãos grandes apertando a cintura fina de Natan, forçando-o a descer com força total sobre seu membro rígido.

— Isso... quique para o papai — Luiz encorajou, embora seu tom ainda fosse rude.

Natan gemia, o prazer voltando a dominar seus sentidos. Ele se esforçava, subindo e descendo, sentindo-se preenchido novamente. Quando Luiz finalmente gozou dentro dele pela segunda vez naquela noite, Natan soltou um suspiro de alívio, sentindo-se "cheinho" e completo.

Mas, em um momento de rebeldia misturada com carinho, Natan levou seus dedinhos até a base do "amiguinho" de Luiz e, com um movimento lento, tentou retirá-lo de si, querendo apenas olhar para o que o deixava tão feliz.

Luiz franziu o cenho, a irritação voltando instantaneamente.

— O que você pensa que está fazendo tirando ele daí? — Luiz rosnou, segurando a mão de Natan. — Coloque de volta. Agora!

— Mas papai...

— Sem "mas"! — Luiz o interrompeu. — Nós vamos ficar assim. Você vai guardar tudo aí dentro enquanto eu dirijo. Se eu sentir que você está tentando se livrar do meu presente, você vai dormir no canil.

Assustado, Natan obedeceu, acomodando-se novamente sobre Luiz, sentindo a plenitude o preencher. Luiz ligou o carro e, com Natan ainda em seu colo, escondido sob o volante e o casaco largo, dirigiu todo o caminho de volta para casa. O contato constante mantinha Natan em um estado de êxtase submisso.

Ao chegarem em casa, Luiz não deu descanso. Ele carregou Natan no colo direto para o quarto principal, jogando-o na cama.

— Você foi um menino muito difícil hoje, Natan — Luiz disse, tirando a camisa e exibindo os músculos fortes. — Agora, você vai terminar o serviço.

Luiz se sentou na beira da cama e sinalizou para que Natan ficasse de joelhos entre suas pernas.

— Chupa. Eu quero que você tome o leitinho na boca também. Quero você transbordando por todos os lados.

Natan obedeceu prontamente, sua língua trabalhando com dedicação. Ele amava o gosto, amava a sensação de pertencer a Luiz de todas as formas possíveis. Quando Luiz finalmente liberou a carga em sua boca, Natan engoliu tudo, limpando os lábios com um sorriso bobo e satisfeito.

— Bom menino — Luiz murmurou, sua voz finalmente suavizando para aquele tom gentil que ele guardava apenas para os raros momentos de total obediência de Natan.

Luiz deitou Natan na cama e, sem perder tempo, posicionou-se sobre ele mais uma vez. Ele entrou em Natan de forma lenta, sentindo o rapaz relaxar sob ele.

— Agora nós vamos dormir assim — Luiz decretou, puxando o cobertor sobre ambos. — Você vai ficar cheinho a noite toda. Se você se mexer e deixar cair, sabe o que acontece.

Natan sorriu, encostando a cabeça no peito largo de Luiz. Ele estava feliz. Estava quente, estava completo e, acima de tudo, estava sob o domínio absoluto de seu papai.

— Eu te amo, papai — Natan sussurrou, fechando os olhos.

Luiz não respondeu com palavras, apenas apertou o abraço, mantendo-se firme dentro dele enquanto o sono os envolvia naquela bolha de possessividade e desejo.