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O Eco do Desejo no Estúdio
O isolamento acústico do quarto de música era, sem dúvida, a melhor característica daquele dormitório. As paredes acolchoadas não apenas abafavam as batidas eletrônicas das produções de Bang Chan, mas agora serviam para conter os sons que Lis não conseguia — e não queria — segurar. O ar ali dentro parecia mais denso, impregnado com o perfume misturado dos membros e o cheiro doce e metálico da excitação que emanava dela.
Lis foi conduzida até o centro da sala, onde uma cadeira giratória de couro preto a esperava. Ela se sentou, sentindo-se como uma rainha em seu trono, enquanto os oito homens se distribuíam ao seu redor como guardiões famintos. A iluminação estava baixa, apenas alguns LEDs em tons de azul e roxo iluminando as silhuetas dos rapazes.
— Vocês são tão intensos — murmurou Lis, seus dedos brincando com a barra da camiseta de Seungmin, que estava parado bem à sua frente. — Eu mal recuperei o fôlego e já sinto tudo começando de novo.
Seungmin inclinou-se, segurando o queixo de Lis com delicadeza, mas seus olhos queimavam com uma possessividade calma.
— O problema, Lis, é que você nos provoca sem nem tentar — disse ele, a voz baixa e vibrante. — E agora que estamos longe dos olhares curiosos da sala de estar, não temos motivo para sermos pacientes.
— Quem disse que eu quero paciência? — retrucou ela, arqueando uma sobrancelha.
Ao lado deles, Han já estava retirando a própria camisa, jogando-a em algum canto do estúdio. Ele se aproximou de Lis por trás, seus braços envolvendo o pescoço dela enquanto ele enterrava o rosto em seus cachos.
— Ela está cheirando a baunilha e pecado — comentou Han, fazendo os outros rirem baixo. — Channie, você vai deixar a gente assumir o controle agora ou o líder ainda quer ditar o ritmo?
Bang Chan, que estava encostado na mesa de mixagem observando tudo com um sorriso orgulhoso, deu um passo à frente. Ele desamarrou os cordões de seu moletom, revelando a estrutura poderosa de seus ombros.
— Hoje, o ritmo é dela — declarou Chan. — Mas eu vou garantir que ninguém se perca no tempo.
Minho, sempre o mais direto, ajoelhou-se entre as pernas de Lis. Ele não pediu permissão; ele simplesmente começou a remover os sapatos dela, seus dedos subindo pelas panturrilhas magras com uma pressão que a fazia suspirar.
— Você está tremendo, Lis — observou Minho, olhando para cima. — É medo ou vontade?
— Você sabe muito bem o que é, Minho — respondeu ela, sua respiração já começando a falhar. — Eu sinto como se houvesse um curto-circuito constante dentro de mim.
Felix aproximou-se com uma garrafa de água, oferecendo um gole a ela antes de beber ele mesmo. Uma gota escorreu pelo seu pescoço, e Lis a seguiu com o olhar, hipnotizada pela maçã de adão do rapaz.
— Deixe-nos ajudar com esse curto-circuito — sussurrou Felix, sua voz profunda reverberando no peito de Lis quando ele se inclinou para beijar seu ombro.
A dinâmica mudou rapidamente. O que antes era uma observação silenciosa tornou-se uma sinfonia de toques. Changbin e I.N ajudaram Lis a se livrar do restante de suas roupas, tratando-a com uma mistura de reverência e luxúria. Quando ela ficou completamente nua sob as luzes neon, o silêncio caiu sobre o estúdio por um breve segundo. Eles nunca se cansavam de olhar para ela.
— Você é perfeita — disse I.N, sua voz soando mais madura do que o normal. — Cada curva, cada cacho.
Lis estendeu a mão para Changbin, puxando-o para mais perto. Ela adorava o contraste entre sua pele clara e os músculos bronzeados e densos dele.
— Bin-nie... por favor — implorou ela.
Changbin sorriu, capturando os lábios dela em um beijo que era puro fogo. Era um beijo que exigia, que explorava, e Lis respondeu com a mesma urgência, suas pernas se envolvendo na cintura dele enquanto Minho continuava a explorar suas coxas por baixo.
Enquanto isso, Hyunjin se posicionou atrás de Lis, substituindo Han. Seus dedos longos começaram a massagear os mamilos dela, que já estavam rígidos e sensíveis. Lis soltou um gemido agudo, a cabeça caindo para trás no peito de Hyunjin.
— Olhem como ela reage — comentou Hyunjin para os outros, sua voz carregada de satisfação. — Ela é tão sensível.
— Eu sou assim porque são vocês — ofegou Lis, tentando focar em todas as sensações ao mesmo tempo. Era impossível. Havia mãos em todos os lugares, lábios reivindicando cada centímetro de sua pele.
Bang Chan aproximou-se novamente, desta vez ficando entre as pernas dela, deslocando Minho gentilmente. Ele olhou nos olhos de Lis, segurando suas mãos.
— Você está pronta, pequena? — perguntou ele.
— Eu nasci pronta para vocês, Channie — respondeu ela, com um brilho desafiador nos olhos.
O que se seguiu foi um borrão de prazer e conexão. Lis não se importava com a ordem ou com quem estava fazendo o quê; ela apenas se entregava. Ela sentia a língua de Felix em seu pescoço, os dedos de Han brincando com seu clitóris com uma agilidade impressionante, e a presença sólida de Chan guiando-a.
Em certo momento, ela se viu deitada sobre a mesa de mixagem, cercada por equipamentos caros e pelos homens que amava. A frieza do metal sob suas costas contrastava com o calor febril dos corpos ao seu redor.
— Imagine se os fãs soubessem o que fazemos neste estúdio — provocou Han, enquanto beijava a barriga de Lis.
— Eles diriam que estamos criando a nossa melhor obra de arte — respondeu Seungmin, observando a cena com um olhar artístico e desejoso.
Lis soltou um grito abafado quando Chan finalmente a possuiu, um movimento firme e seguro que preencheu o vazio que a atormentava desde a manhã. Ela agarrou os ombros dele, suas unhas cravando-se levemente na pele do líder.
— Isso... sim, Channie... exatamente assim — ela gemia, o ritmo aumentando.
Os outros não ficaram apenas assistindo. Hyunjin e I.N revezavam-se em beijar Lis, garantindo que ela nunca se sentisse sozinha por um segundo sequer. Changbin e Minho cuidavam para que o resto do corpo dela fosse estimulado, suas mãos nunca parando.
— Mais rápido — pediu Lis, sua voz se tornando um sussurro desesperado. — Eu estou quase lá... de novo...
— Estamos todos com você, Lis — disse Chan, o suor brilhando em sua testa enquanto ele mantinha o ritmo. — Sinta a gente.
O clímax veio como uma onda avassaladora, muito mais forte do que o anterior na sala de estar. Lis sentiu cada músculo de seu corpo se contrair, sua mente ficando em branco enquanto o prazer a consumia. Ela sentiu a liberação de Chan dentro dela, e quase simultaneamente, o calor dos outros que também atingiam seus limites ao redor dela, seja pelo toque dela ou pela visão de seu êxtase.
Quando o silêncio finalmente retornou ao estúdio, ele estava carregado de uma exaustão satisfeita. Lis estava deitada, o peito subindo e descendo rapidamente, enquanto os meninos começavam a se acomodar ao seu redor, alguns no chão, outros encostados nos equipamentos.
Felix aproximou-se com uma toalha morna, limpando-a com uma ternura que sempre fazia o coração de Lis apertar.
— Você é incrível — sussurrou ele, beijando a testa dela.
Lis sorriu, embora mal conseguisse manter os olhos abertos.
— Vocês é que são — disse ela. — Eu não sei como ainda consigo andar depois disso.
— Quem disse que você vai precisar andar? — brincou Changbin, pegando-a no colo como se ela não pesasse nada. — Nós vamos levar você para a cama. Você precisa descansar.
— Só se vocês prometerem que vão dormir comigo — disse ela, agarrando-se ao pescoço dele.
— Sempre — respondeu Bang Chan, desligando as luzes do estúdio e deixando apenas o brilho do corredor entrar. — Onde você estiver, Lis, nós estaremos lá.
Enquanto caminhavam pelo corredor silencioso do dormitório, Lis sentiu uma paz profunda. Ela sabia que muitos não entenderiam a vida que levavam, mas para ela, não havia nada mais natural. Ela era a musa, a amante e a melhor amiga de oito homens extraordinários, e eles eram o seu mundo.
Ao entrarem no quarto principal, onde as camas haviam sido unidas para acomodar a todos, Lis foi depositada suavemente no meio. Um por um, os membros do Stray Kids se deitaram ao redor dela, criando um casulo de calor e segurança.
— Boa noite, nossa pequena — sussurrou I.N, já fechando os olhos.
Lis suspirou, sentindo a mão de Chan na sua e a perna de Hyunjin entrelaçada na dela. Ela estava exausta, seu corpo ainda latejava de prazer, mas seu coração estava cheio.
— Boa noite, meninos — murmurou ela, antes de cair em um sono profundo e sem sonhos, protegida pelos seus oito guardiões.
Amanhã seria outro dia de ensaios, gravações e pressões externas. Mas ali, naquele ninho que criaram, nada disso importava. O ritmo deles era único, e enquanto Lis estivesse lá para inspirá-los, a música nunca pararia.