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Luzes Vermelhas e Desejos no Escuro
O domingo no dormitório do Stray Kids era, teoricamente, o dia reservado para o descanso, mas o silêncio nunca era absoluto. Na sala de estar, a luz estava baixa e o projetor exibia um filme de ação que mal conseguia prender a atenção total dos membros. Hyunjin e Felix estavam jogados no tapete, dividindo um balde de pipoca, enquanto Seungmin e I.N ocupavam as pontas do sofá principal. Han e Changbin discutiam baixinho sobre uma cena do filme, e Minho, sentado em uma poltrona lateral, observava tudo com seu habitual olhar analítico, mas relaxado.
Bang Chan, o porto seguro do grupo, estava no centro do sofá grande, com as pernas esticadas e os braços repousando sobre o encosto. Ele parecia calmo, mas seus olhos frequentemente se desviavam para o corredor que levava aos quartos. Lis estava lá dentro há quase duas horas.
No quarto, o clima era completamente diferente. Lis estava deitada de bruços, com os fones de ouvido no volume máximo. Ela tentava ler, mas as palavras pareciam dançar fora de foco. Seus cachos estavam espalhados pelo travesseiro e o calor do quarto parecia subir a cada segundo. De repente, a playlist aleatória mudou, e os primeiros acordes de "Red Lights" começaram a ecoar em seus ouvidos.
A voz profunda de Chan e a sensualidade de Hyunjin na música foram como um gatilho instantâneo. Lis sentiu um arrepio percorrer sua espinha, e uma onda de calor familiar e avassaladora concentrou-se no baixo ventre. Ela fechou os olhos, imaginando a coreografia, as cordas, a tensão... e em poucos minutos, seus dedos já estavam trabalhando por baixo da calcinha, tentando aliviar a pressão que se tornava insuportável. Mas não era o suficiente. Ela nunca queria apenas se aliviar; ela queria ser vista, queria o calor deles, queria a intensidade que só aqueles oito homens podiam proporcionar.
Ofegante, ela se levantou. Seus olhos estavam nublados pelo desejo e suas bochechas coradas. Ela não se deu ao trabalho de colocar uma blusa, estava apenas com um top curto e um short jeans desabotoado. Ela caminhou pelo corredor, cada passo sendo guiado pela batida da música que ainda ressoava em sua mente.
Quando ela entrou na sala, o som do filme pareceu desaparecer para os membros. Um por um, eles giraram a cabeça, sentindo a mudança drástica na energia do ambiente. Lis não disse uma palavra. Ela não precisava. O jeito que ela caminhava, com os quadris balançando levemente e o olhar fixo em Bang Chan, dizia tudo.
— Lis? — sussurrou Felix, sua voz falhando ao ver o estado dela.
Ela o ignorou, passando por ele como um furacão silencioso de luxúria. Ela parou exatamente na frente de Chan, que a encarava com uma mistura de surpresa e uma fome imediata que ele nunca conseguia esconder.
— O que foi, pequena? — perguntou Chan, sua voz baixando para aquele tom de comando que sempre a desarmava. — A música estava alta demais?
Lis não respondeu com palavras. Em vez disso, ela levou as mãos ao próprio short e o deslizou pelos quadris, deixando-o cair no chão sem cerimônia. Os olhos de todos na sala se arregalaram. Han parou de mastigar a pipoca, e Changbin sentiu os próprios músculos tensionarem instantaneamente. A audácia de Lis era o que eles mais amavam nela; ela era deles, e ela sabia que não precisava de permissão.
Sem desviar o olhar de Chan, ela se inclinou para frente, as mãos indo direto para o cós da calça de moletom do líder.
— Lis, aqui? — perguntou Minho, um sorriso de canto surgindo em seus lábios enquanto ele se inclinava para frente na poltrona, fascinado pela cena.
— Aqui — respondeu ela, a voz rouca e carregada de urgência. — Agora.
Com movimentos ágeis, ela abaixou a calça e a cueca de Chan, revelando-o já semiereto, reagindo instantaneamente à proximidade dela. Chan soltou um suspiro pesado, suas mãos grandes encontrando a cintura de Lis para guiá-la. Ela subiu no sofá, posicionando-se sobre ele, e sem qualquer hesitação, guiou-o para dentro de si, descendo com todo o peso do seu corpo.
— Ah... — Chan soltou um gemido baixo, fechando os olhos por um segundo enquanto sentia o aperto úmido e quente dela. — Você está pegando fogo, Lis.
Ela começou a quicar, um ritmo frenético e faminto que fazia os olhos de Chan revirarem. O som da carne se chocando e a respiração pesada dela preencheram o espaço entre os diálogos do filme que ainda passava na tela, criando um contraste surreal.
Os outros membros estavam estáticos. Nenhum deles se moveu para pará-los; pelo contrário, a visão era hipnotizante. Hyunjin sentou-se mais ereto, sua respiração acelerando ao ver a forma como os cachos de Lis balançavam a cada movimento. I.N e Seungmin observavam com uma intensidade silenciosa, o desejo brilhando em seus olhos jovens, mas experientes.
Lis, sentindo que precisava de ainda mais contato, inclinou o corpo para o lado, estendendo a mão para Minho, que estava mais próximo.
— Minho... — ela chamou, a voz entrecortada pelos movimentos sobre Chan.
Minho não precisou de um segundo convite. Ele se levantou da poltrona e se ajoelhou no sofá, ao lado de Chan. Ele segurou o rosto de Lis com as duas mãos, forçando-a a olhar para ele enquanto ela continuava a se mover sobre o líder.
— Olhe para mim, Lis — ordenou Minho, antes de selar seus lábios nos dela em um beijo profundo, explorador e cheio de língua.
A cena era caótica e linda. Lis estava conectada a Chan fisicamente, sentindo cada estocada dele enquanto ele empurrava o quadril para cima para encontrá-la, ao mesmo tempo em que sua boca era devorada por Minho. Suas mãos buscavam apoio nos ombros largos de Chan, e suas unhas levemente cravadas na pele dele mostravam o quanto ela estava no limite.
— Ela é inacreditável — murmurou Han, sua mão descendo inconscientemente para o próprio colo, sentindo a ereção apertada no jeans.
— Ela é nossa — corrigiu Changbin, sem desviar os olhos de como a pele de Lis brilhava sob a luz azulada da TV.
Chan segurou as coxas de Lis, ajudando-a a manter o ritmo enquanto ela se perdia no beijo de Minho. Ele adorava a generosidade dela; Lis nunca era apenas de um, ela pertencia a todos, e permitir que Minho a beijasse enquanto ele a possuía era a forma mais pura de conexão que eles tinham desenvolvido.
— Mais rápido, Channie... — Lis murmurou contra os lábios de Minho, separando-se apenas o suficiente para pedir.
— Como você quiser, pequena — respondeu Chan, os dentes cerrados pela força que fazia para não chegar ao ápice rápido demais.
Ele inverteu a posição levemente, segurando-a com firmeza e ditando um ritmo mais agressivo. Lis jogou a cabeça para trás, seus gemidos agora altos e claros, ecoando pela sala. Ela não se importava que Felix estivesse a poucos centímetros de distância, ou que Seungmin estivesse assistindo cada detalhe de sua entrega. Ela queria que eles vissem. Ela queria que eles sentissem o quanto ela os desejava.
Minho desceu os beijos para o pescoço dela, deixando marcas vermelhas que contrastavam com sua pele clara, enquanto suas mãos massageavam os seios dela por cima do top.
— Você gosta que eles olhem, não gosta? — sussurrou Minho no ouvido dela, sua voz vibrando contra a pele sensível.
— Eu adoro... — ofegou ela. — Eu quero que todos saibam... o que vocês fazem comigo.
A tensão na sala atingiu o ponto de ebulição. Hyunjin aproximou-se, sentando-se no chão bem em frente ao sofá, levando a mão ao rosto de Lis e acariciando sua bochecha com o polegar.
— Você está tão bonita assim, Lis — disse ele, a voz carregada de adoração. — Tão entregue.
Lis olhou para Hyunjin, e depois para os outros que cercavam o sofá. Ela viu o desejo bruto nos olhos de Changbin, a fascinação de I.N, a luxúria contida de Felix e a observação atenta de Han e Seungmin. Ela se sentia o sol em torno do qual todos aqueles planetas orbitavam.
— Eu vou... eu vou... — Lis começou a tremer, seus músculos internos apertando Chan com uma força que o fez soltar um rosnado.
— Vai, pequena, pode ir — encorajou Chan, dando as últimas estocadas profundas, sentindo o corpo dela entrar em convulsão.
Lis atingiu o clímax com um grito abafado no ombro de Minho, seu corpo tremendo violentamente enquanto as ondas de prazer a atingiam. Segundos depois, Chan a seguiu, segurando-a com força enquanto se desfazia dentro dela, sua respiração pesada soprando contra o pescoço dela.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som do filme, que agora parecia um ruído de fundo distante e irrelevante. Lis desabou contra o peito de Chan, ainda conectada a ele, sentindo o coração dele martelar contra suas costelas. Minho continuou a acariciar seu cabelo, e Hyunjin não soltou sua mão.
— Isso foi... intenso — comentou Seungmin, finalmente quebrando o silêncio, um sorriso suave brincando em seus lábios.
— Foi apenas o começo — disse Changbin, levantando-se e caminhando em direção ao sofá. — Porque agora que você começou isso na sala, Lis, não espere que a gente deixe você ir dormir tão cedo.
Lis levantou a cabeça, um sorriso travesso e exausto surgindo em seu rosto. Ela olhou para os oito homens ao seu redor, cada um deles pronto para amá-la de uma forma diferente.
— Eu não esperava nada menos de vocês — respondeu ela.
Chan a beijou na testa, um gesto de carinho que contrastava com a crueza do que acabara de acontecer.
— Vamos para o quarto — sugeriu o líder, sua voz voltando ao tom protetor. — O filme já acabou, e temos coisas muito mais interessantes para fazer.
Um por um, os membros se levantaram, ajudando Lis a se recompor e guiando-a de volta para o santuário deles. O "domingo de descanso" havia se transformado em algo muito mais memorável, e enquanto caminhavam juntos pelo corredor, Lis sabia que, não importava qual música estivesse tocando, o ritmo seria sempre ditado pelo amor e pelo desejo insaciável que compartilhavam.