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O Triângulo de Ferro
A tarde de quarta-feira caiu sobre o dormitório com um silêncio atípico. O restante do grupo havia sido convocado para uma gravação de emergência de um programa de variedades, mas Bang Chan e Minho conseguiram uma dispensa por terem finalizado suas partes na produção do novo álbum mais cedo. Lis, que passara a manhã lutando contra uma cólica leve que logo se transformou em uma inquietação muito mais prazerosa, sentia que o destino estava a seu favor.
O ar-condicionado da sala murmurava baixo, tentando combater o calor úmido de Seul, mas dentro do apartamento, a temperatura parecia subir por motivos inteiramente diferentes. Lis estava deitada no tapete da sala, vestindo apenas uma camisa de flanela xadrez de Minho, cujos botões estavam abertos até a metade, revelando a ausência de sutiã e a pele macia de seu abdômen. Seus cachos estavam espalhados como uma auréola selvagem ao redor de seu rosto, e seus olhos estavam fixos no teto, embora sua mente estivesse a quilômetros de distância, perdida em fantasias que envolviam os dois homens que agora dividiam o espaço com ela.
Bang Chan estava sentado à mesa de jantar com seu laptop, os óculos de descanso na ponta do nariz, revisando algumas letras. Minho, por outro lado, estava na cozinha, preparando um chá gelado, mas seus olhos felinos não paravam de se desviar para a figura pequena e curvilínea jogada no chão da sala.
— Você está muito quieta, Lis — comentou Minho, aproximando-se com dois copos de vidro suados pelo gelo. Ele se agachou ao lado dela, deixando um dos copos no chão e usando o outro para encostar o vidro gelado na testa da menina.
Lis deu um sobressalto, soltando um suspiro que saiu mais como um gemido contido.
— O silêncio me deixa pensativa, Minho — respondeu ela, fechando os olhos e aproveitando o frescor do vidro contra sua pele quente. — E quando eu começo a pensar demais, meu corpo começa a reclamar.
Chan, ouvindo a conversa, fechou o laptop com um estalo seco. Ele se levantou, retirando os óculos e esfregando a ponte do nariz. Ele caminhou até eles, parando em pé aos pés de Lis, observando a forma como a camisa de Minho subia pelas coxas dela, deixando quase tudo à mostra.
— Reclamar de quê, exatamente? — perguntou Chan, sua voz assumindo aquele tom aveludado e profundo que ele só usava quando a atmosfera mudava.
Lis abriu os olhos e encarou o líder. Ela não sentia necessidade de rodeios. Com um movimento lento, ela levou a mão à própria coxa, subindo os dedos por baixo da flanela até que a ponta de seu indicador tocasse a borda de sua calcinha de renda preta.
— Disso — disse ela, a voz falhando levemente. — Eu sinto que estou vibrando por dentro. Ver vocês dois aqui, tão calmos, enquanto eu estou... assim... é uma tortura.
Minho soltou uma risada curta e anasalada, deixando seu copo de lado. Ele se sentou no tapete, puxando a cabeça de Lis para o seu colo.
— Você é insaciável, pequena — murmurou ele, passando os dedos pelos cachos dela. — Mal terminamos a maratona de ensaios ontem e você já quer que a gente trabalhe horas extras?
— Não é trabalho se vocês gostarem tanto quanto eu — retrucou ela, arqueando as costas e pressionando o quadril contra o chão.
Chan ajoelhou-se entre as pernas de Lis, as mãos grandes encontrando os joelhos dela e afastando-os lentamente. Ele não precisava perguntar se ela queria; a umidade que ele já podia sentir emanando dela era resposta suficiente.
— O que vamos fazer com ela, Minho? — perguntou Chan, olhando para o amigo por cima do corpo de Lis. — Ela parece estar precisando de uma atenção muito específica hoje.
— Eu acho que deveríamos mostrar a ela que o silêncio pode ser preenchido com sons muito melhores — respondeu Minho, inclinando-se para beijar a testa de Lis, descendo para a ponta do nariz e finalmente capturando seus lábios em um beijo lento e possessivo.
Lis gemeu contra a boca de Minho, suas mãos subindo para agarrar os braços de Chan, que agora começava a desabotoar o restante da camisa dela. Quando os seios de Lis foram libertos, o ar frio da sala fez seus mamilos endurecerem instantaneamente, e Chan não perdeu tempo em capturar um deles com a boca, usando a língua para provocar sensações que faziam Lis perder o contato com a realidade.
— Channie... Minho... — ela ofegava, sua cabeça balançando de um lado para o outro no colo de Minho.
— Shhh — sibilou Minho no ouvido dela, sua mão descendo para a cintura de Lis e apertando a pele firme. — Apenas sinta. Estamos só nós três. Não há pressa.
Chan deslizou a calcinha de Lis para baixo, removendo-a completamente. Ele parou por um momento para admirar a visão. Lis era pequena, mas suas curvas eram perfeitamente esculpidas, e a forma como ela se entregava a eles, sem um pingo de hesitação ou vergonha, era o que mais os fascinava.
— Você está tão bonita, Lis — sussurrou Chan, sua voz vibrando contra a pele da barriga dela. — Tão pronta para nós.
Ele começou a usar os dedos, explorando-a com uma delicadeza que beirava a crueldade. Ele conhecia cada ponto sensível, cada reação de seu corpo. Ao mesmo tempo, Minho continuava a devorar a boca de Lis, suas mãos explorando a parte superior de seu corpo, garantindo que nenhum centímetro de pele ficasse sem toque.
— Eu quero... eu quero sentir vocês — implorou Lis, sua voz subindo uma oitava.
— O que você quer, exatamente? — provocou Minho, separando o beijo e olhando-a nos olhos, seu olhar brilhando com uma luxúria divertida. — Use suas palavras, Lis.
— Eu quero o Channie dentro de mim... e eu quero a sua boca em todos os lugares, Minho — disparou ela, sem fôlego.
Chan sorriu, as covinhas aparecendo brevemente antes de ele se levantar para se livrar de sua calça de moletom. Minho fez o mesmo, revelando que ambos já estavam mais do que prontos para atender aos pedidos dela.
Chan posicionou-se entre as pernas de Lis novamente, segurando as coxas dela e elevando-as para seus ombros. Minho mudou de posição, ficando ao lado dela, debruçado sobre seu tronco para que pudesse continuar a beijá-la e morder seus ombros.
— Olhe para mim, Lis — ordenou Chan.
Ela fixou os olhos nos dele, e no momento em que ele entrou nela, um grito agudo escapou de seus lábios, sendo rapidamente abafado pela boca de Minho. A sensação de preenchimento era avassaladora. Chan movia-se com uma força rítmica e controlada, cada estocada profunda fazendo Lis estremecer.
Enquanto Chan ditava o ritmo por baixo, Minho era uma tempestade de sensações por cima. Suas mãos percorriam as coxas de Lis, seus lábios exploravam seus seios, e ocasionalmente ele descia para usar a língua onde Chan não estava, criando um curto-circuito de prazer no cérebro da menina.
— Isso... sim... por favor — Lis gemia, suas unhas cravando-se nos braços de Minho.
— Você gosta quando somos só nós dois, não gosta? — murmurou Minho contra o pescoço dela. — Sem os outros para dividir a atenção. Toda a nossa energia focada só em você.
— Eu amo... eu amo todos vocês... mas hoje... — Lis não conseguiu terminar a frase, pois Chan aumentou a velocidade, suas mãos segurando o quadril dela com tanta firmeza que deixariam marcas.
— Hoje você é o nosso projeto exclusivo — disse Chan, a respiração pesada soprando contra o rosto dela. — Sinta como você nos aperta, Lis. Você nasceu para isso.
A sala, antes silenciosa, agora estava viva com os sons da carne se chocando, respirações erráticas e os gemidos desavergonhados de Lis. Ela se sentia como se estivesse flutuando, suspensa entre o prazer bruto que Chan proporcionava e a estimulação sensorial incessante de Minho.
— Minho... agora... — Chan ofegou, dando um sinal que eles já conheciam bem.
Minho moveu-se com agilidade, substituindo a própria mão pela boca de Lis por um momento, antes de se posicionar para que ela pudesse senti-lo de outra forma. A coordenação entre os dois era impecável, um testamento aos anos de convivência e à intimidade profunda que compartilhavam com aquela menina.
Lis sentiu que estava chegando ao limite. Cada nervo de seu corpo parecia estar em chamas. Ela olhou para Chan, vendo o suor brilhar em sua testa e o esforço em seu rosto para não terminar antes dela. Depois olhou para Minho, que a encarava com uma intensidade que parecia queimar sua alma.
— Eu vou... eu vou... — Lis começou a soluçar de prazer.
— Vai, pequena. Explore isso. Sinta tudo — encorajou Chan, dando as últimas estocadas, as mais profundas até agora.
Lis atingiu o clímax com uma força que a fez perder os sentidos por alguns segundos. Seu corpo arqueou-se, os músculos internos contraindo-se em ondas espasmódicas ao redor de Chan. Quase simultaneamente, Chan soltou um rosnado baixo e se desfez dentro dela, desabando com o peito contra o dela. Minho, atingindo seu próprio ápice logo em seguida, deitou-se ao lado deles, puxando ambos para um abraço coletivo e suado.
O silêncio retornou ao dormitório, mas agora era um silêncio preenchido, satisfeito. Lis estava entre os dois, sentindo o calor de seus corpos e as batidas de seus corações que aos poucos voltavam ao normal.
— Você ainda está pensativa, Lis? — perguntou Minho, sua voz agora suave e carregada de carinho, enquanto ele limpava uma lágrima de prazer do canto do olho dela.
Lis soltou uma risadinha fraca, aconchegando-se no peito de Chan.
— Minha mente está completamente vazia — admitiu ela. — Vocês dois acabaram com qualquer pensamento que eu pudesse ter.
— Missão cumprida, então — disse Chan, beijando o topo da cabeça dela. — Mas não se acostume com o silêncio. Daqui a pouco os outros chegam e vão ficar com ciúmes de não terem participado da "reunião" de hoje.
— Deixe que fiquem — disse Lis, fechando os olhos. — Por enquanto, eu só quero ficar aqui com o meu Triângulo de Ferro.
Minho e Chan trocaram um olhar cúmplice e sorriram. Eles sabiam que a vida com Lis era um desafio constante para suas resistências, mas nenhum deles trocaria aquele caos por nada no mundo. No dormitório do Stray Kids, o amor era polifônico, intenso e, acima de tudo, nunca deixava ninguém passar frio.
Enquanto o sol começava a se pôr no horizonte de Seul, pintando a sala de tons alaranjados, os três permaneceram ali, entrelaçados no tapete, desfrutando da paz que só o esgotamento total do desejo poderia proporcionar. Amanhã o mundo voltaria a cobrar deles a perfeição dos idols, mas ali, entre aquelas quatro paredes, eles eram apenas três pessoas perdidamente apaixonadas umas pelas outras, vivendo em seu próprio ritmo insaciável.