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O Sussurro da Tentação no Camarim
O ambiente nos bastidores do show do Stray Kids era uma mistura caótica de adrenalina, cheiro de spray de cabelo, maquiagem e o som abafado dos gritos de milhares de STAYs que ecoavam através das paredes da arena. Eles tinham acabado de encerrar a primeira parte do concerto e tinham exatos vinte minutos para trocar de figurino e retocar a maquiagem antes do bloco de apresentações individuais e de unidades.
Lis estava sentada em um banco alto no canto do camarim privativo, observando a movimentação. Ela usava uma camiseta de turnê propositalmente maior do que o seu tamanho, que caía pelos ombros, revelando a curva delicada de seu pescoço e a bagunça adorável de seus cachos, que pareciam vibrar com a energia do lugar. Estar ali, cercada pela eletricidade da performance, sempre a deixava em um estado de alerta sensorial. O suor brilhando na pele dos meninos, o esforço físico evidente em suas respirações pesadas e a confiança exalada por cada um deles eram o combustível perfeito para o fogo que nunca se apagava dentro dela.
— Você está com aquele olhar de novo, Lis — comentou Felix, passando por ela enquanto um estilista ajustava apressadamente os detalhes de seu cinto de couro. Ele lançou um sorriso doce, mas seus olhos brilharam com o conhecimento do que aquele olhar significava.
— Eu não consigo evitar, Lix — respondeu ela, sua voz saindo um pouco mais rouca do que o pretendido. — Ver vocês lá fora... é demais para mim.
Hyunjin, que estava tendo o suor seco por uma assistente, dispensou a equipe com um gesto sutil e caminhou até Lis. Ele se inclinou, apoiando as mãos nos joelhos dela, forçando-a a abrir levemente as pernas enquanto ele se encaixava no espaço.
— Você está frustrada porque não pode nos tocar agora? — sussurrou ele, a maquiagem pesada nos olhos dando-lhe um ar predatório e irresistível.
— Estou — admitiu ela, levando a mão ao peito de Hyunjin, sentindo o coração dele martelar contra as costelas. — Eu sinto que vou explodir se não fizer algo.
Bang Chan, que estava terminando de beber uma garrafa de água enquanto conversava com um dos diretores de palco, percebeu a tensão no canto da sala. Ele deu algumas instruções rápidas e caminhou em direção ao grupo. Como sempre, ele lia Lis como um livro aberto. Ele sabia que, para ela, a excitação não era algo que podia ser agendado; era uma necessidade física, tão vital quanto o ar.
— Equipe, cinco minutos de pausa total antes do próximo ajuste — ordenou Chan, sua voz de líder não aceitando contestações. — Precisamos de um momento de concentração com a nossa consultora.
Os funcionários, acostumados com as exigências de foco do grupo, retiraram-se rapidamente, fechando a porta pesada do camarim. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo zumbido do ar-condicionado e pela respiração pesada dos nove ocupantes.
— Melhor agora? — perguntou Chan, aproximando-se de Lis e ficando atrás de Hyunjin.
Lis não respondeu com palavras. Ela simplesmente deslizou a mão para baixo, por entre as próprias pernas, por cima do tecido fino do short que usava sob a camiseta larga. Ela fechou os olhos e soltou um gemido baixo, inclinando a cabeça para trás.
— Eu preciso de ajuda — ofegou ela. — Por favor.
— Nós temos pouco tempo, pequena — disse Minho, aproximando-se com aquele sorriso felino que indicava que ele estava adorando a situação. — O que significa que temos que ser eficientes.
— Eu não me importo com o tempo — retrucou Lis, abrindo os olhos e encontrando o olhar de Han e Changbin, que se aproximavam como se fossem atraídos por um ímã. — Só não me deixem assim.
Sem perder um segundo, Bang Chan tomou a frente. Ele empurrou Hyunjin levemente para o lado e ajoelhou-se entre as pernas de Lis. Suas mãos grandes e firmes subiram pelas coxas dela, puxando o short para baixo com uma agilidade praticada.
— Olhem para ela — disse Chan para os outros, sua voz vibrando de orgulho. — Mesmo no meio de um show, ela só pensa em nós.
— É impossível pensar em outra coisa — disse Lis, sentindo os dedos de Chan encontrarem sua intimidade já encharcada. Ela arqueou as costas, suas mãos buscando apoio nos ombros de Hyunjin e Minho, que se posicionaram ao lado dela.
— Você está tão pronta — comentou Changbin, sua voz grossa ressoando no camarim pequeno. Ele se inclinou e começou a beijar o pescoço de Lis, enquanto Han se ocupava em massagear os seios dela por cima da camiseta.
O contraste era absoluto: a urgência do show lá fora e a entrega total ali dentro. Lis sentia-se o centro de um furacão. Os dedos de Chan moviam-se com uma precisão técnica, conhecendo cada ponto, cada curva, enquanto os outros a cercavam com toques, beijos e palavras de baixo calão ditas em sussurros quentes.
— Assim, Channie... mais rápido — implorou ela, suas unhas cravando-se nos ombros de Hyunjin.
— Shhh — sibilou Seungmin, que observava a cena encostado na mesa de maquiagem, mantendo a guarda perto da porta. — Você não quer que os seguranças ouçam o quanto você é barulhenta, quer?
— Eu não me importo! — exclamou ela, embora tenha baixado o tom logo em seguida, mordendo o lábio inferior com força.
I.N aproximou-se timidamente, mas seus olhos mostravam uma determinação crescente. Ele pegou a mão livre de Lis e a levou aos seus lábios, beijando cada nó dos dedos dela enquanto observava o trabalho de Chan.
— Você é tão linda quando está assim, Lis — sussurrou o mais novo. — Parece que você brilha.
O ritmo de Chan tornou-se implacável. Ele sabia que o tempo estava acabando, e ele queria levar Lis ao limite antes que tivessem que subir ao palco novamente. Ele usou dois dedos, mergulhando-os nela enquanto seu polegar trabalhava o clitóris com uma pressão constante.
— Vai, pequena — ordenou Chan, olhando fixamente nos olhos dela. — Chega lá para a gente. Agora.
Lis sentiu a onda começar nos dedos dos pés e subir por todo o seu corpo. O prazer era tão intenso que ela sentiu as lágrimas pinicarem seus olhos. Ela se agarrou a quem estava por perto, seus músculos internos contraindo-se violentamente contra os dedos de Chan.
— Eu vou... ah! — Ela soltou um grito abafado contra o ombro de Hyunjin, seu corpo tremendo enquanto o ápice a dominava.
Chan não parou imediatamente; ele continuou os movimentos suaves até que os espasmos de Lis começassem a diminuir. Ele então retirou a mão, limpando-a com um lenço descartável que estava por perto, agindo com a calma de quem acabara de realizar a tarefa mais natural do mundo.
— Bom trabalho — elogiou Minho, dando um tapinha leve na bochecha de Lis, que ainda tentava recuperar o fôlego.
— Agora — disse Chan, levantando-se e ajeitando o próprio figurino —, nós temos um show para terminar. E você, pequena, vai ficar aqui nos assistindo, sabendo que fizemos isso por você.
Lis sorriu, exausta e satisfeita, sentindo o calor residual do prazer ainda pulsando em suas veias.
— Eu vou estar na primeira fila dos bastidores — prometeu ela. — E quando vocês voltarem... eu vou retribuir o favor para cada um de vocês.
Han soltou uma risada animada, ajustando o microfone.
— Essa é a promessa que eu precisava para fazer o melhor solo da minha vida.
A porta do camarim se abriu e a equipe de produção entrou novamente, sem suspeitar da tensão sexual que ainda pairava no ar. Os meninos voltaram instantaneamente para suas personas de idols — profissionais, focados e impecáveis. Mas, enquanto caminhavam em direção ao túnel que levava ao palco, cada um deles lançou um olhar rápido para Lis.
Chan foi o último a sair. Ele parou na porta, olhou para trás e piscou para ela.
— Fique pronta, Lis. A noite está apenas começando.
Ela o observou partir, sentindo-se a mulher mais sortuda do mundo. O barulho da multidão aumentou quando as luzes da arena se apagaram para o próximo ato, mas para Lis, o único som que importava era o eco do prazer que ainda ressoava em seu corpo e a promessa de que, com o Stray Kids, o ritmo nunca diminuía.