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Agora

A Hierarquia do Prazer

O mármore frio da ilha da cozinha contrastava com o calor incendiário que emanava dos três corpos entrelaçados. Juliano, que no reality era visto como o "menino prodígio" das dancinhas, agora demonstrava uma força e uma virilidade que deixariam qualquer editor de vídeo em choque. Ele não era apenas um rostinho bonito com abdômen definido; ele era um animal faminto, e finalmente tinha em suas mãos as duas mulheres que mais haviam despertado seus instintos durante os meses de confinamento.

— Puta que pariu, Ana... você não faz ideia do quanto eu imaginei esse seu deboche de perto, sentindo o seu cheiro — rosnou Juliano, a voz vibrando contra a nuca de Marina enquanto seus olhos permaneciam cravados em Ana Paula.

Ana Paula soltou uma risada curta, aquela risada que desestabilizava qualquer adversário no jogo, mas que agora servia apenas como combustível para o desejo. Ela se aproximou mais, sentindo o calor que vinha do corpo de Marina. A cantora estava entregue, com as mãos espalmadas no mármore, os olhos revirando enquanto Juliano a possuía por trás com uma cadência implacável.

— Pois agora você não precisa mais imaginar, garoto — disse Ana, passando a mão pelo peito suado de Juliano, sentindo os músculos rígidos. — Mas vê se aguenta o tranco, porque eu não tenho paciência para amador.

Marina soltou um gemido agudo, a voz de sereia preenchendo cada canto da cobertura luxuosa. Ela virou o rosto para o lado, procurando a boca de Ana Paula novamente.

— Para de provocar ele, Ana... — ofegou Marina, o corpo tremendo a cada estocada. — Ele é um monstro, você não tem noção... Me beija, caralho!

Ana não esperou um segundo convite. Ela segurou o rosto de Marina com firmeza, os dedos se enterrando nos cabelos escuros da cantora, e a beijou com uma fome que misturava autoridade e luxúria. Enquanto as duas línguas se exploravam, Juliano soltou um urro baixo, sentindo o aperto de Marina aumentar. Ele mudou o ângulo, segurando as coxas de Marina e elevando-as ligeiramente, fazendo com que o impacto de seus corpos ecoasse como palmas rítmicas na cozinha silenciosa.

— Caralho, Juliano! — exclamou Ana, separando o beijo e olhando para baixo, vendo a cena crua. — Você realmente não é o filhinho que eu pensei que fosse.

— Eu te disse, Ana — Juliano falou entre dentes, o suor escorrendo pelo rosto e pingando nas costas de Marina. — No programa eu tinha que ser o bom moço. Aqui fora, eu sou o dono da porra toda. E hoje, eu vou te mostrar exatamente o que eu queria fazer cada vez que você me dava um esporro na frente das câmeras.

Ele retirou-se de Marina com um som úmido que fez o estômago de Ana dar voltas de antecipação. Marina, ofegante e com a pele brilhando de suor, sentou-se na ilha, as pernas bambas, observando o namorado se virar para a loira.

Juliano deu um passo à frente, encurralando Ana Paula entre seu corpo e a geladeira de aço escovado. Ele era consideravelmente mais alto, e a diferença de idade parecia desaparecer diante da dominância que ele exalava.

— Sua vez, "mamãe" — debochou ele, usando o apelido de forma sarcástica antes de selar os lábios de Ana em um beijo bruto, possessivo.

Ana Paula Renault, a mulher que nunca baixava a guarda para ninguém, sentiu os joelhos fraquejarem. A mão de Juliano desceu rapidamente, agarrando a seda da sua camisola e puxando-a para cima com um movimento impaciente. Ele não teve delicadeza, e era exatamente disso que ela precisava.

— Olha elaaaa! — gritou Marina, rindo e batendo palmas, recuperando o fôlego enquanto assistia à cena de camarote. — Vai, Juliano, cala a boca dessa loira de uma vez!

— Pode deixar, amor — respondeu Juliano, sem desviar o olhar de Ana. — Ela fala demais, mas eu sei o remédio certo pra esse deboche todo.

Ele a girou com facilidade, prensando-a de costas contra a superfície fria da geladeira. O contraste do metal gelado com o calor do corpo de Juliano fez Ana soltar um suspiro audível. Ele não perdeu tempo. Com uma mão firme em sua cintura e a outra segurando sua nuca, ele entrou nela com uma força que a fez morder o lábio inferior para não gritar o nome dele para todo o prédio ouvir.

— Porra... Juliano... — Ana arqueou as costas, as mãos buscando apoio nos ombros largos do rapaz. — Você... você realmente treinou bem na academia, hein?

— Cala a boca e sente — ordenou ele, acelerando o ritmo.

Marina não ficou apenas assistindo. Ela se levantou da ilha e se aproximou por trás de Juliano, abraçando-o e distribuindo beijos e mordidas em suas costas musculosas, enquanto suas mãos exploravam o corpo de Ana Paula, acariciando os seios da loira que balançavam conforme o movimento de Juliano.

A cozinha, que deveria ser um lugar de refeições, havia se tornado um templo de pecado. O cheiro de sexo e perfume caro impregnava o ar. Ana Paula sentia-se em um transe. O deboche, sua marca registrada, havia sido substituído por uma expressão de puro êxtase. Ela olhava para Marina e via a cumplicidade nos olhos da cantora. Não havia ciúmes, apenas uma vontade mútua de explorar o proibido.

— Vocês dois são doentes — murmurou Ana, a voz falhando enquanto Juliano a atingia nos lugares certos.

— E você adora isso, Ana — rebateu Marina, deslizando a mão para baixo, participando da fricção entre os dois. — Você sempre foi a mais maluca daquela casa. Só faltava o estímulo certo.

Juliano estava no limite. A visão das duas mulheres mais desejadas do Brasil ali, juntas, sob o seu comando, era demais para seus sentidos. Ele puxou Ana para mais perto, enterrando o rosto no pescoço dela, sentindo as unhas da loira cravarem-se em suas costas.

— Eu vou... eu vou gozar, caralho! — avisou Juliano, a voz rouca e desesperada.

— Não para! — gritou Ana, perdendo completamente a compostura. — Vai, Juliano, faz jus ao que você falou!

Ele deu as últimas estocadas, rápidas e profundas, sentindo o corpo de Ana Paula convulsionar em torno dele no momento em que ela também atingia o ápice. Marina, sentindo a energia dos dois, encostou-se neles, gemendo alto enquanto o clímax a atingia apenas pelo contato e pela visão daquela entrega total.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada dos três. Juliano encostou a testa no ombro de Ana, tentando recuperar o fôlego, enquanto Marina se apoiava nele, rindo baixinho.

Ana Paula foi a primeira a se recompor, embora suas pernas ainda tremessem. Ela ajeitou a camisola de seda, que agora estava amassada e úmida, e olhou para o casal com um sorriso enviesado.

— Bom... — começou ela, recuperando o tom debochado, embora a voz ainda estivesse um pouco rouca. — Acho que isso foi melhor do que qualquer prova do líder que eu já ganhei.

Marina deu uma gargalhada alta, abraçando Juliano por trás e beijando seu ombro.

— Eu te disse, Ana. O "filhinho" é cheio de surpresas.

Juliano finalmente levantou a cabeça, um sorriso satisfeito no rosto. Ele olhou para Ana Paula, não como um fã ou como um colega de confinamento, mas como um homem que havia acabado de domar a fera mais indomável da televisão brasileira.

— E aí, Ana? — perguntou ele, provocando. — Ainda vai me mandar ir dormir cedo porque eu sou "novinho"?

Ana Paula Renault caminhou até a bancada, pegou a taça de vinho que havia deixado ali antes e tomou um gole generoso. Ela olhou para os dois, o olhar brilhando com uma malícia renovada.

— Olha, Juliano... por hoje, você passou no teste — disse ela, piscando para Marina. — Mas não se ache muito. Amanhã eu ainda mando nessa porra. Agora, quem vai me servir mais vinho? Porque depois dessa performance, eu preciso de álcool pra processar que eu acabei de foder com o meu "filho" de mentira e com a namorada dele na cozinha.

Marina riu, pegando a garrafa e servindo a todos.

— Bem-vinda à família, Ana — brindou a cantora.

E ali, sob as luzes da cidade de São Paulo, a hierarquia do BBB 26 havia sido permanentemente reescrita. Não havia mais mães, filhos ou rivais. Havia apenas o desejo, o deboche e uma madrugada que eles nunca esqueceriam.