Agora
O Despertar da Fera e a Mestra do Prazer
A cobertura de Juliano Floss parecia ter se tornado o epicentro de tudo o que era proibido desde que o BBB 26 chegara ao fim. O ar condicionado central rugia baixo, tentando combater o calor abafado de uma São Paulo que não dormia, mas dentro daquele apartamento, a temperatura era ditada por outros fatores. Marina Sena estava a centenas de quilômetros dali, em algum palco de Minas Gerais, deixando Juliano sozinho com a imensidão de sua liberdade e o eco dos gemidos da noite anterior.
O interfone tocou por volta das onze da noite, quebrando o silêncio. Era Gabriela, a ex-participante que todos julgavam ser a "santinha" da edição, mas que Ana Paula Renault sempre soube que guardava um fogo reprimido sob aquela casca de boa moça. Gabi estava sem hotel devido a um erro crasso da agência após um evento de moda e, sem ter para onde ir, recorreu ao único porto seguro — ou o mais perigoso — que conhecia na capital.
— Entra logo, Gabi! Deixa de drama que a casa é grande — exclamou Ana Paula, abrindo a porta enquanto segurava um copo de uísque puro. Ela estava usando um robe de seda bordô que deixava suas pernas longas e finas à mostra, movendo-se com a elegância predatória de sempre.
— Ana! Ai, meu Deus, obrigada. Eu estava desesperada naquele aeroporto — disse Gabriela, entrando com sua mala de grife, os olhos castanhos percorrendo a sala luxuosa até pararem em Juliano.
O rapaz estava jogado em uma poltrona, usando apenas uma calça de moletom cinza que marcava cada contorno de suas pernas e do que havia entre elas. Ele não se levantou, apenas deu um sorriso enviesado, o tipo de sorriso que Ana Paula já sabia que precedia o caos.
— Relaxa, Gabi. A Marina tá viajando, mas a "mãe" Ana tá aqui pra cuidar de tudo — brincou Juliano, a voz carregada de uma ironia que só Ana entendia.
— Pois é, Gabi. E eu já estou devidamente instalada no quarto de hóspedes. Você pode ficar com o sofá ou, se o Juliano for um bom anfitrião, ele te arruma um canto melhor — Ana disparou, dando um gole no uísque e lançando um olhar de desafio para o loiro.
A noite avançou entre risadas e álcool. Gabriela, sentindo-se acolhida, acabou relaxando. O que ela não sabia era que o ambiente estava carregado de uma tensão sexual que Ana Paula alimentava com cada comentário ácido e cada olhar direcionado à virilidade óbvia de Juliano. Por volta das duas da manhã, a conversa morreu, mas o desejo estava gritando.
— Eu vou tomar um banho e tentar apagar — disse Gabriela, levantando-se um pouco tonta. — Onde é o banheiro social mesmo?
— O social está com infiltração, Gabi — mentiu Juliano com uma naturalidade assustadora, enquanto Ana Paula sorria por trás do copo. — Usa o da minha suíte. Pode ir indo, eu vou lá pegar umas toalhas limpas pra você.
Ana Paula observou Gabriela caminhar pelo corredor e depois voltou seus olhos para Juliano.
— Você é um canalha de marca maior, sabia? — sussurrou ela, aproximando-se dele.
— E você é a minha maior cúmplice, Ana. Vai ficar só olhando ou vai querer participar da aula? — Juliano levantou-se, a mão percorrendo a cintura de Ana com uma possessividade que a fez estremecer.
— Eu vou olhar. Quero ver se essa menina tem sal ou se é só água de batata — respondeu a loira, soltando-se dele. — Vai lá. Eu chego em cinco minutos.
Quando Juliano entrou no quarto, Gabriela estava apenas de calcinha e sutiã de renda, procurando algo na mala. A luz do abajur criava sombras dramáticas em seu corpo curvilíneo. Ela deu um pulo ao ver o loiro encostado no batente da porta.
— Juliano! Que susto... eu achei que você ia demorar com as toalhas.
— Eu não trouxe toalhas, Gabi — disse ele, fechando a porta atrás de si com um estalo seco. — Eu trouxe algo melhor.
Ele caminhou em direção a ela com uma determinação que não deixava espaço para dúvidas. Gabriela recuou até bater as costas na parede, a respiração ficando curta.
— Juliano... o que é isso? A Marina... a Ana tá lá fora...
— A Marina não está aqui. E a Ana... a Ana quer ver — ele sentenciou, segurando o queixo de Gabriela com força, obrigando-a a olhar nos seus olhos. — Você passou o programa inteiro me olhando de um jeito que não era de amigo, Gabi. Agora para de hipocrisia e mostra a vagabunda que você esconde aí dentro.
Nesse momento, a porta se abriu silenciosamente. Ana Paula entrou, encostando-se na parede oposta, com os braços cruzados e um sorriso de puro deboche.
— Vai, Gabi. Não me diga que vai amarelar agora? — provocou Ana. — O menino tá te dando a oportunidade da vida. Deixa de ser sonsa.
Juliano não esperou resposta. Ele calou Gabriela com um beijo violento, uma mão apertando a nuca dela enquanto a outra descia para rasgar a renda fina do sutiã. Gabriela soltou um gemido de protesto que rapidamente se transformou em prazer. Juliano a jogou na cama de casal e, sem qualquer cerimônia, livrou-se do moletom.
— Olha pra isso, Gabi — disse Ana Paula, aproximando-se da beira da cama. Ela começou a deslizar as mãos por baixo do próprio robe, os olhos fixos na cena. — Olha o tamanho do que te espera. Você acha que dá conta ou eu vou ter que assumir o comando?
— Eu... eu dou conta — ofegou Gabriela, o desafio de Ana despertando algo selvagem nela.
Juliano subiu na cama, posicionando-se entre as pernas de Gabriela. Ele não foi gentil. Ele queria quebrar a resistência dela. Começou a estapear as coxas da garota, deixando marcas vermelhas que contrastavam com a pele clara.
— É assim que você gosta, não é? De ser tratada como a putinha que você é? — Juliano rosnou, desferindo um tapa mais forte na nádega de Gabriela, que soltou um grito abafado no travesseiro.
— Mais... — sussurrou Gabriela, a voz saindo em um fio. — Me bate mais, Juliano... por favor.
Ana Paula soltou uma gargalhada deliciada.
— Olha elaaaa! A santinha gosta do castigo! — Ana sentou-se em uma poltrona lateral, abrindo completamente o robe. Suas mãos trabalhavam freneticamente entre suas pernas, o som úmido de sua própria excitação preenchendo o quarto. — Vai, Juliano! Não para! Ensina pra essa amadora como se faz. Gabi, olha pra ele! Abre mais essas pernas, caralho! Você quer ser fodida ou quer tirar foto pra revista?
Juliano entrou em Gabriela com uma estocada bruta, sem aviso. A garota arqueou o corpo, as unhas cravando-se nos lençóis de fios egípcios.
— Isso, porra! — gritou Juliano, o ritmo tornando-se frenético. — Sente o peso, Gabi! Sente quem manda aqui!
— Rebola, Gabriela! — comandou Ana, a voz agora mais grave, embargada pelo prazer que sentia ao assistir. — Não fica aí parada como um saco de batata! Envolve ele, usa essa bunda que você ostentava nas festas. Faz ele perder a cabeça, sua idiota!
Incentivada pelas ordens de Ana, Gabriela começou a responder. Ela elevou o quadril, buscando o impacto, encontrando o ritmo de Juliano. A cada tapa que ele dava em sua pele, ela gemia mais alto, uma sinfonia de dor e luxúria que deixava Ana Paula em transe.
— Caralho, Ana... — Juliano olhou para a loira, as veias do pescoço saltadas. — Olha como ela tá apertada. Ela tava guardando isso tudo pra mim.
— Pois gasta tudo nela, Juliano! — Ana levantou-se, caminhando até a cama. Ela segurou os cabelos de Gabriela, puxando a cabeça da garota para trás para que ela visse o rosto de Juliano enquanto era possuída. — Olha bem pra ele, Gabi. Aprende que o prazer não vem de ser fofinha. O prazer vem de ser dominada, de ser usada até não sobrar nada. Entendeu?
— Sim... sim, Ana! — Gabriela gritava, o suor escorrendo pelo corpo, misturando-se ao de Juliano.
— Então pede! — ordenou Ana. — Pede pra ele te foder com força, pede pra ele te marcar!
— Me fode, Juliano! Me quebra no meio, seu desgraçado! — Gabi implorou, perdendo qualquer rastro de pudor.
Juliano intensificou os movimentos, a cama batendo contra a cabeceira em um ritmo ensurdecedor. Ana Paula, agora de pé ao lado deles, usava uma das mãos para estimular Gabriela e a outra para si mesma, criando um círculo de prazer absoluto.
— Isso... — murmurava Ana. — É assim que se faz uma final de reality, meus amores. Sem câmeras, sem votos, só a porra da verdade na cara.
O clímax veio como uma explosão. Juliano soltou um grito animalesco enquanto despejava tudo dentro de Gabriela, que tremia violentamente, atingida por ondas sucessivas de orgasmo. Ana Paula, vendo a entrega dos dois, atingiu seu próprio ápice, soltando um suspiro longo e satisfeito, deixando-se cair sentada na beira da cama.
O silêncio que se seguiu só era quebrado pelas respirações ofegantes. Juliano desabou sobre Gabriela, que o abraçou com força, as marcas de dedos e tapas em sua pele servindo como troféus daquela madrugada.
Ana Paula limpou o canto da boca e ajeitou o robe, olhando para os dois com um brilho de aprovação.
— Bom... parece que a "água de batata" tinha um tempero escondido — provocou Ana, levantando-se e pegando seu copo de uísque que havia deixado na mesa de cabeceira. — Parabéns, Gabi. Você acaba de se formar na escola Renault de libertinagem.
Gabriela, ainda trêmula, deu um sorriso fraco.
— Eu... eu nunca senti nada parecido. Obrigada, Ana.
— Não me agradeça, querida. Agradeça ao Juliano e à academia dele — Ana piscou para o rapaz, que agora rolava para o lado, exibindo um sorriso de satisfação plena. — Mas não se acostumem. Amanhã eu quero café na cama e ninguém comentando sobre os meus gritos, entenderam?
— Pode deixar, "mãe" — Juliano riu, puxando o lençol para cobrir os três. — Mas acho que a Gabi ainda tem muito o que aprender.
— Ah, com certeza — finalizou Ana Paula, apagando o abajur. — Mas temos a noite toda. E se a Marina ligar, eu digo que estávamos todos rezando o terço.
A escuridão do quarto foi preenchida por risadas abafadas e o som de corpos se acomodando, enquanto, lá fora, São Paulo continuava indiferente ao fato de que, naquela cobertura, as regras da moralidade haviam sido definitivamente revogadas.