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Amor no quarto do lider

O Batismo de Fogo e Silêncio

O sol do meio-dia castigava o jardim da casa, refletindo-se intensamente no azul cristalino da piscina. Para o resto dos participantes, era apenas mais uma manhã de tédio e conversas fiadas sobre o paredão. Para Ana Paula Renault, era o cenário perfeito para continuar o jogo de exibicionismo e poder que havia começado no andar de cima.

Ela usava um biquíni de fita minúsculo, que deixava muito pouco para a imaginação, e se bronzeava na borda da piscina, com as pernas mergulhadas na água morna. Jonas estava sentado logo atrás dela, com as pernas abertas, parecendo apenas um amigo fazendo companhia, enquanto Alberto Cowboy observava tudo de uma espreguiçadeira próxima, a aba do chapéu escondendo seus olhos atentos.

— Você não cansa de ser o centro das atenções, não é, Ana? — Jonas murmurou, a voz tão baixa que apenas ela podia ouvir, enquanto passava a mão pelas costas dela, fingindo espalhar protetor solar.

— Eu nasci para brilhar, Jonas. O resto é apenas cenário — Ana respondeu com seu deboche habitual, jogando o cabelo loiro para o lado.

No entanto, o clima mudou em um segundo. Jonas, aproveitando que a maioria dos participantes estava distraída na cozinha, deslizou a mão para baixo da linha da água. Com uma agilidade treinada, ele puxou a lateral da calcinha do biquíni de Ana para o lado. O toque súbito da mão dele diretamente contra sua intimidade fez o corpo de Ana dar um solavanco, mas Jonas a segurou firme pelo ombro com a outra mão.

— Fica quietinha — ele ordenou, a voz subitamente fria e carregada de uma autoridade que ela nunca tinha visto no "loiro de academia". — Você falou tanto hoje cedo, se gabou tanto de ser a dona do jogo... vamos ver como você se comporta quando eu te trato como você merece.

Ana Paula sentiu a respiração travar. Os dedos de Jonas começaram um movimento rítmico e impiedoso sob a água.

— Você é uma puta, Ana Paula. Uma puta deliciosa que adora ser exibida — Jonas sussurrou no ouvido dela, as palavras cortando como navalha. — Olha para eles lá na cozinha. Eles não fazem ideia de que eu estou te usando agora, aqui mesmo, na frente de todo mundo.

Ana tentou abrir a boca para retrucar, para lançar um de seus bordões ácidos, mas o prazer agudo que Jonas estava provocando a fez apenas soltar um suspiro trêmulo.

— Shhh... nem uma palavra — ele continuou, intensificando o movimento. — Você gosta de ser tratada assim, não gosta? Gosta de saber que, por trás desse deboche todo, você é só uma cadelinha sedenta por atenção e por mãos que saibam te calar.

Perto dali, uma das participantes se aproximou da borda da piscina, desconfiada do silêncio repentino de Ana Paula.

— Está tudo bem aí, Ana? Você está tão quieta... — perguntou a moça, tentando enxergar através do reflexo da água.

Ana sentiu os dedos de Jonas pressionarem um ponto específico, e sua visão chegou a turvar. Ela apertou a borda de mármore da piscina até as juntas dos dedos ficarem brancas.

— Está... ótimo, querida — Ana conseguiu dizer, a voz saindo em um fio, estranhamente submissa. — O Jonas só está... me ajudando com uma cãibra.

— Uma cãibra, é? — Jonas sorriu para a participante, mantendo o trabalho manual submerso com uma precisão cirúrgica. — A Ana está um pouco tensa hoje. Precisa relaxar os músculos.

Assim que a outra se afastou, Jonas voltou sua atenção total para o ouvido de Ana, cujas bochechas estavam coradas de um jeito que nada tinha a ver com o sol.

— Viu só? Você aceita tudo — ele tripudiou, a voz cheia de escárnio. — Cadê a mulher poderosa? Eu estou aqui te chamando de puta, te manipulando como um brinquedo, e você está aí, quietinha, se derretendo inteira. Você é patética e excitante ao mesmo tempo.

Ana Paula estava em um estado de choque prazeroso. O perigo de serem pegos, aliado à humilhação verbal de Jonas, criou um curto-circuito em sua mente. Ela, que sempre tinha a última palavra, descobriu que o silêncio imposto por ele era a coisa mais excitante que já havia experimentado.

— Chega de piscina — Jonas sentenciou, retirando a mão abruptamente, deixando-a em um estado de carência imediata. Ele se levantou e a puxou pelo pulso com força. — Agora a gente vai terminar o que eu comecei. E você não vai dizer um "ai".

Ele a arrastou pelo jardim. Alberto, vendo a cena, apenas deu um sorriso de canto e continuou em sua espreguiçadeira, sabendo que sua vez chegaria mais tarde. Jonas levou Ana direto para o quarto do líder, ignorando os olhares curiosos no corredor. Assim que a porta se fechou e o trinco correu, a atmosfera mudou de "perigo público" para "dominação privada".

Jonas não perdeu tempo. Ele se sentou na poltrona de couro do quarto e abriu a bermuda, libertando-se. O olhar dele era de puro comando.

— No chão, Ana Paula. Agora — ele ordenou, apontando para o espaço entre suas pernas.

Ana, ainda processando a intensidade do que havia acontecido na piscina, hesitou por meio segundo, o suficiente para Jonas arquear uma sobrancelha.

— Eu mandei você ficar quieta e obedecer, não foi? — Ele segurou o cabelo dela, puxando-a para baixo com firmeza, mas sem crueldade excessiva. — Você quer provar que é a rainha? Então me mostra como uma rainha serve ao seu mestre.

Ela se ajoelhou, o biquíni ainda úmido colando-se ao carpete. Ana olhou para cima, encontrando os olhos azuis de Jonas, que agora pareciam gelo puro. O deboche dela tinha desaparecido completamente, substituído por uma fome animal.

— Anda — ele disse, a voz num tom de comando absoluto. — Usa essa boca que só sabe falar merda pra fazer algo útil. Eu quero sentir cada centímetro.

Ana Paula envolveu-o com as mãos e começou a servi-lo. Jonas soltou um suspiro longo, relaxando a cabeça no encosto da poltrona, mas mantendo uma das mãos firme na nuca de Ana, ditando o ritmo e a profundidade.

— Isso... — ele murmurou, fechando os olhos. — É assim que eu gosto de você. Calada, submissa, fazendo exatamente o que eu quero. Quem diria que a grande Ana Paula Renault seria tão boa nisso?

Ele começou a falar novamente, descrevendo o quanto ela parecia pequena e vulnerável ali, no chão, aos pés dele. Ele usava palavras que a diminuíam, chamando-a de sua serva, comentando sobre como ela estava ávida para agradá-lo. Cada insulto, cada adjetivo "sujo" que ele lançava, parecia dar a ela mais energia para continuar.

— Olha pra mim — ele comandou.

Ana obedeceu, os olhos cor de mel brilhando com uma mistura de luxúria e uma estranha gratidão por aquele momento de descontrole.

— Você é minha hoje, entendeu? — Jonas disse, a voz vibrando de prazer. — Não importa o que aconteça lá fora, aqui dentro, você é o que eu quiser que você seja. E agora, eu quero que você não pare até eu mandar.

Ana Paula continuou, mergulhando de cabeça naquela dinâmica. O silêncio do quarto era preenchido apenas pelo som da respiração pesada de Jonas e pelo ritmo constante de sua entrega. Naquele momento, ela não era a jogadora, não era a polêmica, não era a loira debochada do BBB. Ela era apenas uma mulher entregue a um desejo que desafiava sua própria lógica, descobrindo que, às vezes, o maior poder reside em saber exatamente quando se render.

Jonas a puxou para cima quando sentiu que estava chegando ao limite, prensando-a contra a parede fria do quarto para terminar o que haviam começado na piscina, mas a imagem de Ana Paula ajoelhada, aceitando cada uma de suas palavras e ordens, ficaria gravada na mente de ambos como o verdadeiro ponto de virada daquela edição. O jogo tinha mudado, e as regras agora eram escritas entre gemidos e sussurros de humilhação e prazer.