Amor no quarto do lider
O Despertar da Besta e o Selo de Qualidade
O sol ainda não tinha vencido completamente as cortinas blackout do quarto do líder, deixando o ambiente mergulhado em uma penumbra azulada e íntima. O silêncio era quebrado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e pelo som das respirações pesadas. Ana Paula estava em um estado de dormência deliciosa, sentindo o corpo leve, como se estivesse flutuando em um mar de cetim.
Sentiu um movimento ao seu lado. Uma mão grande, áspera e quente deslizou pelas suas costas, partindo da nuca e descendo lentamente até a curva do seu quadril. Ela não precisou abrir os olhos para saber de quem era. O cheiro de couro, tabaco suave e homem bicho era a assinatura inconfundível de Alberto Cowboy.
— Já acordou, loira? — A voz de Alberto surgiu como um trovão baixo, vibrando contra o travesseiro. Estava mais rouca do que o normal, carregada daquela preguiça perigosa de quem acaba de despertar com um único objetivo em mente.
Ana Paula soltou um gemido baixo, espreguiçando-se e sentindo cada músculo que Jonas e Alberto haviam trabalhado na noite anterior. Ela virou o rosto, encontrando os olhos escuros do Cowboy fixos nela, brilhando com uma intensidade que a fez despertar por completo.
— Você não cansa, Alberto? — Ana sorriu, aquele sorriso de canto, carregado de um deboche que escondia o fato de que ela estava adorando aquela atenção. — Achei que a "lida pesada" da madrugada tivesse te deixado exausto.
— Eu sou do campo, Ana. A gente acorda cedo pra trabalhar — disse o Cowboy, aproximando o rosto do dela, a barba roçando em sua bochecha. — E eu ainda tenho um serviço pendente aqui que eu não terminei do jeito que eu queria.
Do outro lado da cama, Jonas se mexeu, despertado pelo murmúrio. Ele se apoiou nos cotovelos, os músculos do peito e dos braços saltando sob a luz fraca. O loiro olhou para os dois, um sorriso cúmplice surgindo nos lábios perfeitos.
— O Cowboy tem razão, Ana — Jonas interveio, a voz também grave. — O treino matinal é o mais importante do dia. E eu acho que a gente ainda tem muita conta pra acertar.
Ana Paula sentou-se na cama, deixando o lençol escorregar deliberadamente até a cintura, exibindo-se para os dois com a confiança de quem sabia que era o troféu mais cobiçado daquela casa. Ela passou a mão pelo cabelo bagunçado, olhando para Alberto com um desafio nos olhos cor de mel.
— Olha só... o dueto resolveu atacar de novo? — Ela soltou uma risada curta. — O que foi, Alberto? O café da manhã da Xepa tá tão ruim que você resolveu se banquetear por aqui mesmo?
Alberto não riu. Ele se ajoelhou na cama, pairando sobre ela com uma presença física que preenchia o quarto. Ele segurou o queixo de Ana com firmeza, não para machucar, mas para garantir que ela não desviasse o olhar.
— Eu quero testar uma coisa diferente contigo agora, loira — ele disse, a voz descendo uma oitava, tornando-se quase um rosnado. — Quero te ver de outro jeito. Quero você de quatro, rendida, pra eu poder ver cada reação sua enquanto eu te possuo.
Ana sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O tom chucro de Alberto, sem os rodeios de Jonas, sempre a atingia em um lugar diferente. Era bruto, era direto.
— E se eu disser que não? — ela provocou, embora seu corpo já estivesse respondendo à proximidade dele.
— Você não vai dizer não — Alberto afirmou, com uma certeza absoluta. — E tem mais... eu quero falar. Quero dizer exatamente o que eu vou fazer com você e o que eu tô sentindo. Quero falar umas verdades bem quentes no teu ouvido. Você aguenta, ou o seu deboche só funciona quando você tá de roupa?
Ana Paula sentiu o rosto arder, não de vergonha, mas de puro tesão. Ela olhou para Jonas, que observava a cena com um olhar predatório, esperando sua vez.
— Eu aguento qualquer coisa que você jogar em cima de mim, Cowboy — ela sibilou, a voz falhando levemente. — Pode falar o que quiser. Vamos ver se as suas palavras são tão potentes quanto a sua pegada.
Sem perder tempo, Alberto a virou. Ele a posicionou no centro da cama, sobre os joelhos, as mãos grandes guiando o movimento com uma autoridade que não admitia resistência. Ana sentiu o frescor do ar do quarto em suas costas e, logo em seguida, o calor avassalador do corpo de Alberto se encostando ao dela por trás.
Jonas se posicionou na frente dela, sentando-se de forma que Ana ficasse cara a cara com sua perfeição atlética. Ele segurou as mãos dela, entrelaçando os dedos, enquanto Alberto se encaixava atrás.
— Olha pra ele, Ana — sussurrou Alberto no ouvido dela, a respiração quente causando arrepios. — Olha pro Jonas e sente o que eu vou fazer. Você é muito metida, sabia? Passou a festa toda me provocando, achando que eu era só um bicho do mato que você podia levar na coleira.
Ele entrou nela com uma estocada lenta e profunda, arrancando um gemido alto de Ana, que ecoou pelas paredes do quarto do líder.
— Mas aqui não tem câmera que te proteja do que eu sou, sua loira abusada — Alberto continuou, o ritmo começando a acelerar, as mãos dele apertando os quadris dela com força suficiente para deixar marcas. — Você gosta dessa bruteza, não gosta? Gosta de sentir que eu tô te tomando como se você fosse minha propriedade.
— Alberto... — Ana arqueou as costas, a cabeça jogada para trás, encontrando o ombro do Cowboy enquanto seus olhos permaneciam fixos nos de Jonas, que a devorava visualmente.
— Cala a boca e escuta — Alberto ordenou, o tom de voz ficando mais sujo, mais cru. — Você é a mulher mais insuportável que eu já conheci, mas é a que tem o corpo mais gostoso dessa casa. Eu passei semanas querendo te calar desse jeito, te enchendo até você não conseguir mais falar nenhuma ironia, só gemer o meu nome.
Jonas se inclinou para frente, beijando o pescoço de Ana, enquanto Alberto continuava o castigo prazeroso por trás.
— Ele fala bem, não fala, Ana? — Jonas murmurou contra a pele dela. — O Cowboy tem esse jeito rústico, mas ele sabe exatamente onde dói e onde dá prazer.
— Você... vocês são... uns idiotas — Ana conseguiu articular, embora a frase tenha terminado em um suspiro longo conforme Alberto aumentava a intensidade.
— Idiotas que estão te fazendo perder o controle, Renault — Alberto rebateu, a voz carregada de uma luxúria pesada. — Olha como você tá tremendo. Cadê aquela pose de rainha da cocada preta? Aqui você é só uma mulher faminta, e eu vou te dar exatamente o que você veio buscar. Vou te usar até você esquecer como se faz aquele seu biquinho de deboche.
As palavras de Alberto agiam como um combustível. Ele descrevia cada sensação, usava termos baixos que, na boca de qualquer outro, soariam vulgares, mas que ali, naquele contexto de poder e entrega, faziam Ana Paula entrar em um transe de prazer. Ele falava de como queria marcá-la, de como o cheiro dela o deixava louco, de como a arrogância dela só o fazia querer possuí-la com mais raiva.
— Isso, Cowboy... não para... — Ana implorou, as unhas cravadas nos lençóis, os olhos cor de mel nublados. — Fala mais... diz o que você quer fazer...
— Eu quero te deixar sem andar até o próximo paredão — Alberto rosnou, o ritmo tornando-se frenético, a cama rangendo sob o peso e a força do movimento. — Quero que toda vez que você olhar pra mim na sala, na frente de todo mundo, você lembre da minha voz te dizendo o quanto você é minha nesse momento. Você é uma safada, Ana Paula. Uma loira safada que precisava de um homem de verdade pra te colocar no lugar.
Jonas, percebendo que o ápice estava próximo, uniu-se a eles de forma mais ativa, criando um turbilhão de sensações que Ana nunca imaginou ser possível suportar. O contraste entre a técnica de Jonas e a força bruta de Alberto, temperado pelas palavras obscenas que o Cowboy continuava a sussurrar, levou-a ao limite absoluto.
Quando o clímax veio, foi violento. Ana Paula gritou, um som que misturava exaustão, prazer e uma rendição total que ela raramente permitia que alguém visse. Alberto a segurou firme, mantendo a conexão até o último segundo, enquanto Jonas a amparava pela frente, os três unidos em um emaranhado de suor e respiração ofegante.
O silêncio que se seguiu foi denso. Alberto desabou sobre as costas dela por alguns instantes, o coração batendo forte contra a pele de Ana. Ele deu um beijo úmido no ombro dela antes de se afastar e se deitar ao seu lado, exausto.
Ana Paula desabou de lado, o cabelo loiro colado ao rosto, os olhos fixos no teto, tentando recuperar o fôlego. O quarto parecia girar.
— E então? — Alberto perguntou depois de alguns minutos, a voz voltando ao tom normal, mas ainda com aquele brilho de vitória. — O sexo matinal do "setor agro" foi do seu agrado, ou você ainda tem alguma crítica pra fazer no confessionário?
Ana Paula demorou a responder. Ela se virou devagar, olhando para os dois homens. O deboche estava lá, mas era uma sombra do que costumava ser, suavizado por uma satisfação genuína.
— Alberto... — ela começou, a voz ainda rouca — ...se você falar mais uma palavra daquelas, eu acho que eu peço pra sair do programa só pra gente se trancar em um hotel sem câmeras.
Jonas soltou uma risada alta, passando a mão pelo abdômen.
— Olha só, Cowboy! Você conseguiu o impossível. Você deixou a Ana Paula Renault sem resposta por mais de dez segundos.
— Não se acostumem — Ana rebateu, recuperando o fôlego e sentando-se, procurando o roupão. — Foi uma performance aceitável. Digamos que vocês passaram no teste de resistência. Mas não achem que isso dá o direito de vocês mandarem em mim lá embaixo.
— A gente não quer mandar em você lá embaixo, loira — Alberto disse, pegando seu chapéu e colocando-o sobre os olhos, pronto para cochilar mais meia hora. — Lá embaixo você pode ser a rainha que quiser. Mas aqui em cima... aqui em cima quem manda é a gente.
Ana Paula sorriu, levantando-se e caminhando em direção ao banheiro. Antes de entrar, ela parou na porta e olhou para trás.
— Veremos, Cowboy. Veremos. Mas por via das dúvidas... guardem um pouco de fôlego. O dia é longo, e eu ainda não decidi quem vai me levar o café na cama.
Ela fechou a porta, deixando os dois rindo no quarto. Ana olhou-se no espelho, vendo as marcas leves nos quadris e o brilho intenso em seus olhos. Ela era o incêndio, sim, mas tinha acabado de descobrir que adorava ser queimada por aquelas chamas específicas. O BBB 26 estava apenas começando, e se dependesse de Ana Paula Renault, as manhãs no quarto do líder seriam muito mais produtivas do que qualquer prova de resistência que a produção pudesse inventar.