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Amor quenre

O Labirinto do Desejo

A atmosfera no quarto de Kevin havia mudado. O ar, antes carregado apenas de expectativa silenciosa, agora vibrava com uma eletricidade quase sólida. Marcelle sentia cada batida do seu coração ecoar na garganta enquanto ele a conduzia para o centro daquele santuário minimalista. A iluminação em tons de âmbar e as sombras projetadas pelos móveis de design arrojado faziam com que o espaço parecesse um mundo à parte, onde as regras da escola e as expectativas de sua família não tinham poder.

Kevin soltou a mão dela por um breve segundo, apenas para trancar a porta. O clique metálico da fechadura soou como um veredito final. Não havia mais volta. Ele se virou, os olhos escuros brilhando com uma fome que Marcelle nunca vira em ninguém de sua idade. Ele não era apenas o veterano de dezessete anos com quem ela dividia fones de ouvido; ele era o dono daquele momento.

— Você está muito quieta, pequena — ele disse, a voz descendo uma oitava, tornando-se um sussurro rouco que arrepiou cada centímetro da pele dela. — Ainda está processando o que eu disse?

Marcelle umedeceu os lábios, um gesto que fez os olhos dele se fixarem em sua boca.

— Eu só... eu nunca estive em um lugar assim. Com alguém como você — confessou ela, a sinceridade transbordando.

Kevin se aproximou, eliminando o espaço entre eles. Ele era mais alto, e a diferença de altura fazia com que Marcelle tivesse que inclinar o pescoço, expondo a linha delicada de sua garganta. Ele não perdeu tempo. Suas mãos, firmes e possessivas, envolveram a cintura dela, puxando-a para o contato total. Marcelle sentiu o calor do corpo dele através da camisa preta, e o cheiro de perfume caro misturado a algo puramente masculino a deixou tonta.

— Alguém como eu? — Ele riu baixo, um som sombrio e sedutor. — Você não tem ideia do que eu sou capaz para ter o que eu quero. E agora, eu quero você.

Sem aviso, Kevin a tomou em um beijo que não tinha nada de juvenil. Foi uma invasão. Suas línguas se encontraram em uma dança urgente, e Marcelle sentiu o controle dele se manifestar na forma como ele segurava sua nuca, os dedos entrelaçados em seus cachos, garantindo que ela não se movesse, que ela sentisse cada nuance daquela entrega.

Ele a guiou até a cama de lençóis de seda cinza-chumbo. O contraste da pele clara de Marcelle e seus cachos escuros contra o tecido escuro era uma visão que Kevin parecia devorar. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, as mãos subindo pelas coxas de Marcelle, levantando a saia do uniforme escolar que ela ainda usava.

— Você é perfeita — murmurou ele, a voz carregada de uma intensidade que beirava a obsessão. — Quero ver cada parte de você. Quero que você sinta o que é pertencer a alguém.

Kevin começou a despi-la com uma eficiência que a deixava sem fôlego. Cada peça de roupa retirada era como uma camada de sua antiga vida sendo deixada para trás. Quando ela estava apenas de lingerie, ele parou por um momento, apenas para admirá-la. O olhar dele era como um toque físico, queimando sua pele.

— Agora, Marcelle — disse ele, a voz autoritária —, eu quero que você me mostre o quanto me quer.

Ele se sentou na beirada da cama e fez um sinal para que ela se aproximasse. Marcelle, movida por uma curiosidade ardente e pelo desejo de agradá-lo, ajoelhou-se diante dele. O coração dela martelava. Kevin desabotoou a própria calça com movimentos lentos, mantendo o contato visual. Quando ele se revelou para ela, Marcelle sentiu um misto de choque e fascinação. Era tudo tão real,